10 de Outubro 2024

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Passando a Mensagem (X) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Querida Pessoa,

Hoje começo por me dirigir a ti – a ti que encontraste estas palavras neste preciso momento – para te perguntar, individualmente: onde estás, na tua vida e no teu caminho, neste momento? E para onde queres ir?

2020 foi um ano que nos abalou a todos. O inesperado aconteceu e mexeu com as nossas vidas, com as nossas rotinas, com os nossos hábitos, com tudo…! E depois, pediram-nos para voltarmos “ao normal”. Mas qual normal? O Mundo mudou. Aquilo que na altura serviu como solução temporária, é hoje parte das nossas vidas: trabalho remoto; entregas em casa; compras online; chamadas de vídeo para compensar a falta de presença física; conexão a partir de redes sociais… E tudo certo. Não estou a avaliar isso, propriamente, nem tão pouco a criticar, pois também faço uso de todas essas dinâmicas. O que trago para reflexão é a visão maior do que temos vivido: não voltámos “ao normal”. Não voltámos para onde estávamos antes de 2020 – estamos num sítio novo. Diferente. Só que foi rápido, diria eu, demasiado rápido para conseguirmos acompanhar e assimilar tudo o que este “diferente” implica. É aí que a confusão se instala – nesta tentativa de recuperar o passado enquanto somos forçadamente empurrados para o futuro.

E nesta confusão, ficamos perdidos. Dispersos. São os olhares vazios, as expressões trancadas, as movimentações pelo dia-a-dia mecanizadas, sem pensar, sem sentir. Aumentam as impaciências, as irritações, os níveis de stress. A falta de empatia, de sensibilidade, de conexão, de razoabilidade e de bom senso. O pavio que já não era comprido, vai ficando ainda mais curto, a intolerância aumenta. Aumentam as divisões, as separações, as distâncias. E isto, minhas queridas pessoas, isto!, é que não podemos deixar perpetuar.

Haverão pessoas que neste momento se identificarão, na pele, com o que leram até aqui. Haverão pessoas que não se identificam directamente, mas que certamente já detectaram isto ao seu redor. Haverão ainda pessoas que ficam num “meio por meio”, identificam-se um pouco, repararam num pouco disto ao seu redor. Todas as percepções são válidas, são as vossas, mas certamente que toda a gente, de uma forma ou de outra, reconhece o que aqui está escrito.

Então convido-vos a reflectir nisto: independentemente de todas e quaisquer ideias que tenham sobre o ano de 2020 e sobre tudo o que temos vivido daí até aqui, há uma coisa que podemos sempre, sempre!, fazer – aprender.

Então volto a ti – o quê que tu aprendeste em 2020? O quê que tu realizaste que afinal era mais importante, na tua vida? O quê que tu aprendeste a valorizar, nesse ano, nesse momento de aperto e de aflição? O quê que tu percebeste, nessa altura, que era necessário – urgente, até! – que mudasse?

… e onde é que isso tudo está, agora? O que fizeste contigo e com a tua vida desde aí?

Possivelmente, para muitos de vós, neste momento surge um “não sei”. Pois. Foi por isso que comecei por falar nesta energia de dispersão e de confusão que paira no ar, colectivamente, pois mistura-se connosco, individualmente. “Que confusão, o Mundo está uma confusão” – ouve-se, tanto, por aí. Mas essa confusão não está só “lá fora”. Está “cá dentro”, também. Porque o Todo influencia-nos e nós influenciamos o Todo – e é aí que está a chave!

Nós influenciamos o Todo, também!

Então aquilo que TU podes fazer, já, neste preciso momento, é fazeres por ti. Aquilo que tu podes fazer neste preciso momento é avaliares o teu caminho, a tua vida, onde estás neste momento. Perceberes o que está certo e o que não está. O que gostas e não gostas. O que queres e não queres. Perceberes o quê que continuas a fazer, e/ou a permitir que te façam, que te leva sistematicamente a situações que não queres mais na tua vida – e quebrar esse padrão. Mudar o comportamento, a atitude, aprender. Fazer diferente. Perceberes onde é que podes melhorar e estimular isso – aprender, fazer diferente. Observares tudo aquilo que são os teus desejos para um Mundo melhor e avaliares de que forma plantas essas sementes na tua própria vida, no teu dia-a-dia, nas tuas pequenas coisas.

Olhares para a frente e escolheres para onde queres ir, na tua vida, é possível. É a TUA vida, agarra-a com todas as tuas forças e forja-a à tua medida! E isso faz-se agora, agora neste preciso momento, com as escolhas que fizeres a partir daqui e que ditarão o rumo para onde te diriges.

E isto, minha querida pessoa, reflecte-se no Todo. Porque se parares para pensar, sentes ou não sentes as pessoas? Sentes ou não sentes as mudanças de clima, nos teus ossos? Sentes ou não sentes a energia que paira no ar? Sentes porque tudo se conecta, todas as formas de vida, entre si.

Então quando pensas que não há como ajudares o Mundo a ser melhor, acredita, enganaste redondamente. Há como ajudares, sim. E não é preciso seres uma grande figura ou fazeres parte de uma grande missão humanitária. Podes fazer tudo isso, mas não é só isso que faz diferença – é isto que te quero transmitir. É absolutamente tudo o que tu fazes, no teu dia-a-dia, nas tuas pequenas acções e escolhas, que faz a diferença. Que provoca mudança, que alimenta a energia colectiva.

A tão almejada mudança que desejamos, seja nas nossas vidas e coisas individuais, seja no colectivo e no Mundo, não cai do céu. Nasce na Terra, a partir de cada pegada que nós, que aqui andamos, firmarmos no solo.

Bênçãos de coragem!

De coração,
Johanna Samna in Semeando e Caminhando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

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09 de Janeiro 2024

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Passando a Mensagem (IX) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

No passado dia 10 de Outubro, passei a Mensagem VIII, que nos trouxe uma outra perspectiva acerca da forma como distribuímos o nosso tempo, com o objectivo de pouparmos a nossa energia.

Eu, tal como vocês, também não sabia ao certo como isso se faz. Fui pondo em prática, juntamente com a minha Mãe, no dia-a-dia. Fui pensando nisso. Fui re-planeando. Fui-me consciencializando. Mas hábitos existem, ideias sobre o que é suposto ser um horário de trabalho, uma rotina profissional, tarefas a fazer de vida pessoal. Continuei a carregar o clássico “mas é preciso fazer isto” e, percebo agora, continuei, mesmo assim, a ultrapassar limites que o meu corpo físico não pode ultrapassar, culminando numa entrada no Inverno a ficar doente. De cama. Ainda agora, enquanto vos escrevo, estou a recuperar.

Ora para quem me conhece, o clássico “a Johanna termina um ano e inicia outro doente” já é conhecido. Mas desta vez foi diferente. Desta vez, eu não senti o impulso para pensar, processar, entender. Desta vez, limitei-me a ouvir o meu corpo. Limitei-me a respeitar os pedidos do meu corpo, para dormir, repousar, comer, despender energia para isto e para aquilo não. Só isso – ouvir o meu corpo.

E finalmente realizei – essa é a chave.

Como é que nós descobrimos onde e quando e como despender da nossa energia? Como é que nós descobrimos onde estão os limites?

… ouvindo o CORPO FÍSICO. O instinto, aliado à intuição, trará as respostas. A cada momento do nosso dia-a-dia.

E é sobre isto que me é pedido que vos escreva, hoje. Porque um dos maiores erros que se comete num caminho de busca pela espiritualidade, é o de adquirir uma perspectiva redutora acerca da importância do corpo físico.

Comumente, ao evoluir-se a nível espiritual, entra-se numa perspectiva de que há tão mais “fora” do físico, que parece que o físico limita, é chato, é redutor. É a chata da mente que não alcança, é o chato do corpo que não permite que se alcance mais, que se expanda mais. É a chata da vida, do dia-a-dia, que não permite mais tempo, mais disponibilidade, para o “tão mais” que há no espiritual. É a “carcaça”, é o “veículo”, é os “eu não sou um corpo, sou uma alma”, “a realidade física é uma ilusão”, “tenho saudades de casa, das estrelas”, “não volto a encarnar”, etc, etc, etc – toda uma REJEIÇÃO àquilo que VIEMOS AQUI SER E FAZER!

Pessoas!! Acordem deste sono ilusório de que o objectivo é chegar às estrelas, porque das estrelas viemos, para as estrelas voltaremos, mas é AQUI e AGORA que nos propusemos estar! Viver a vida física, na realidade física, com um corpo físico!!

Como é que outra coisa senão honrar isto, viver isto, experienciar isto, faz sentido?

Nós – eu e a minha Mãe – já realizámos isto há muito tempo. Daí que o nosso trabalho é composto da forma que é. Mas integrar, entender e processar, leva tempo. Oh, se leva. Porque há uma série de ideias à volta deste assunto que também nós temos vindo a entender e a ressignificar, ao longo do nosso caminho.

Eu, particularmente, devido ao enorme desenvolvimento mediúnico e espiritual que tenho, tenho muitos desafios ao nível do meu corpo físico. E mais uma vez, no arrancar de um novo ano, voltei a cair. Fisicamente. E só agora, finalmente, percebi algo basilar: caio porque obrigo o meu corpo a acompanhar a minha energia e não é assim!! É exactamente o oposto! A energia não tem limites, mas o corpo tem! Logo, é o corpo que manda, que dita o compasso, que comanda o ritmo! É a energia que tem que se adaptar ao corpo e ao que o corpo consegue processar e não o oposto!

Portanto, fica mais uma nova perspectiva: quem anda doente, cheio de tonturas, de mau-estar físico, com excesso de cansaço, com irritação, impaciência, zumbidos nos ouvidos – e, diagnósticos físicos à parte (nunca deixem de ir ao médico pelo amor da santa!), mas também atribui tudo isto aos processos de evolução espiritual – PAREM de obrigar o corpo a acompanhar o ritmo da energia! Está errado – esta é a minha verdade, vale o que vale para quem a ler, fica com ela quem com ela ressoar.

O que significa isto, na prática?

Que se sentem que o corpo está a ceder, não está a reagir bem, então em vez de meditarem MAIS, de forçarem MAIS, de puxarem MAIS pela energia e evolução espiritual, ABRANDEM o ritmo! E abrandar o ritmo significa deixar o corpo processar e integrar o que está a ser expandido, fazendo coisas ligadas ao físico: avaliar a comida que se está a ingerir, pensar mais na alimentação, comer melhor, nutrir o corpo; fazer exercício físico, dar movimento físico ao corpo físico; fazer coisas da Terra: ler um livro, ver um filme, jogar um jogo, pintar, desenhar, fazer coisas de humanos, que se gosta, que trazem prazer, lazer, alegria, diversão…!

O Corpo Físico não é uma carcaça, nem um veículo, é um TEMPLO SAGRADO! É uma construção milagrosa da matéria, altamente inteligente, que todos os dias trabalha 24h/24h para a nossa sobrevivência e que merece todo o RESPEITO! O Corpo Físico é o Templo Sagrado que alberga a nossa Alma e que nos possibilita estar Aqui, Agora, a viver a vida que nos propusemos viver. E quanto mais evoluímos a nível pessoal e a nível espiritual – MAIS! – respeito, cuidados, nutrição e carinho ele necessita de ter – e não menos!

Se respeitamos a árvore e a planta e a Natureza (TUDO matéria da realidade física), mas não respeitamos o Corpo Físico, então, lamento, mas estamos só a ser hipócritas. Se cuidamos e nutrimos a semente plantada no solo, respeitando com carinho e deslumbramento o TEMPO que leva a brotar e tornar-se numa planta; mas não o fazemos com o nosso corpo físico – estamos só a ser hipócritas. É, é duro. Mas é a verdade.

Eu também me incluo nesta hipocrisia, pois eu também já estive aí. Até agora. Até ao final de Dezembro de 2023, onde, finalmente, eu parei para realizar que só queria que o meu corpo melhorasse para poder ir a correr voltar à rotina de cuidar dos outros. Ah, pois é. E que tal querer que o corpo melhore, para depois perceber o que é que ele precisa para não voltar a cair?

E que tal pararmos para perceber o quê que o nosso corpo nos está a dizer? E ajudá-lo, conscientemente, a ter mais energia, mais força, mais capacidade, mais resiliência? Isso não se faz só espiritualmente, faz-se também FISICAMENTE! O Corpo Físico precisa de ajuda na FISICALIDADE. Entendamos isto de uma vez por todas porque, Pessoas, acredito mesmo, que esta é uma consciencialização basilar para nos ajudar nos caminhos em frente e de tudo o que aí vem.

Estou a dizer-vos para pararem de se desenvolverem espiritualmente? Obviamente que não.

Estou a dizer-vos, isso sim, que ouçam o vosso corpo FÍSICO. E que se ele precisa de tempo para processar e integrar, não puxem demais por ele. Não se zanguem com ele. Não se aborreçam porque querem meditar mais, conectar mais, desenvolver mais, a um ritmo que ele não aguenta (e por isso é que anda cheio de sintomas de mau-estar!). Abrandem, façam mais coisas terrenas, ajudem-no a processar. Com paciência, carinho e amor.

Saboreiem a vida.

Não podemos viver só a partir da perspectiva espiritual, porque nós vivemos num corpo físico! Há que trazer a consciência para aqui, para cada riso, para cada conversa, para cada lágrima, para cada alimento, para cada gole de água, para cada raio de sol, para cada passo dado na relva. VIVER a Vida. HONRAR a Vida. SABOREAR a Vida.

RESPEITAR o Corpo Físico.

Se o ouvirmos, ele responde. Com muita clareza.

De coração,
Johanna Samna in Semeando

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10 de Outubro 2023

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Passando a Mensagem (VIII) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Por norma, tudo o que são directrizes, instruções e ferramentas de caminho, são passadas somente no contexto das nossas turmas. Mas hoje respondo ao apelo interno que me pede que venha partilhar uma directriz aqui, nesta rubrica dedicada exclusivamente às mensagens que são pedidas (pelos Guias de Luz) de vos passar.

A questão “tempo” foi sempre um desafio, para mim, a título pessoal. Várias são as camadas de aprendizagem nesse sentido – gerir o tempo, respeitar o tempo, o meu ritmo pessoal, os ritmos dos outros, o tempo das coisas, a razoabilidade da distribuição de tempo… – enfim, várias camadas.

Mas agora, recentemente, recebi uma directriz directa de um Ser de Luz que, a pedido do mesmo, vos passo como a traduzi no momento em que a intuí: “em vez de organizares o teu tempo por horas, organiza o teu tempo por dispêndio de energia”.

Isto foi algures nos primeiros dias de Agosto deste ano. Daí até agora tenho tentado perceber e integrar isto, na minha vida. Não é fácil. Estou muito habituada a planos, agendas, listas de tarefas e blocos de horas. Estou muito habituada e viciada neste sistema do “tanto para fazer e tão pouco tempo!” – e como assim é, processar e aplicar esta directriz torna-se extremamente desafiante.

Mas a verdade é que, quanto mais o faço, mais percebo os benefícios de o fazer.

Porque isto, na prática, significa que passamos a tomar mais atenção à energia que gastamos e em quê. E o quanto é que cada coisa que fazemos consome da nossa energia. E a partir daí, é aprendermos a gerir o nosso dia-a-dia mediante a energia que temos disponível e o quanto vamos precisar de despender para cada coisa.

Exemplo: se alguém tem um dia de trabalho mais exigente e para o qual precisou de despender de muita energia, nesse dia vai aliviar nas tarefas de casa. Não é dia para chegar a casa e limpar, lavar, fazer comidas complicadas, arrumar roupa. É dia para chegar e descansar, tomar um longo banho, pôr uma música a tocar, fazer uma comida simples. Nutrir. Repor a energia.

“Ahahah, era bom, mas isso é impossível! Não dá, não posso, e quem é que faz as coisas?” – pensarão muitos e muitas de vós. Certo. Eu disse que não era fácil. Eu sei que não é fácil.

… mas foi-me pedido que vos passasse esta mensagem e aqui estou eu a fazê-lo. E se estás a lê-la, por alguma razão há-de ser, então pelo menos pensa nisso. Não é uma questão de não fazer as coisas, é uma questão de reavaliarmos onde, como e quando despendemos da nossa energia! É uma questão de priorizarmos o nosso bem-estar, a nossa saúde, a nossa boa disposição.

É uma questão de ser uma forma de gerirmos o cansaço generalizado que andamos a sentir – e é por isto que me foi pedido que passasse esta mensagem para fora.

Os tempos são de mudança e há uma energia colectiva que nos vai impulsionando a mudar – seja ela planetária, a partir dos ciclos da Natureza, a partir das dinâmicas astrológicas, etc…! – então é preciso mudar. É simples.

Por aqui, não estou nada de acordo com a ideia de que os sintomas que nos trazem qualquer tipo de mau-estar sejam atribuídos a fenómenos de evolução per si. Uma coisa é ficarmos moídos e a precisar de descanso depois de uma aula, de uma terapia, de um retiro – à semelhança de ficarmos moídos e a precisar de descanso após uma ida ao ginásio. Estamos a activar e a mexer partes de nós que estavam mais adormecidas, é normal sentir no dia, no dia seguinte, nos dias seguintes.

Outra coisa completamente diferente é sentirmo-nos mal! Cansados, exaustos, saturados, irritados, deprimidos, frustrados… Constantemente, ainda por cima. Não, lamento, não acredito que seja porque estamos a evoluir tranquilamente e por isso basta esperar que passe. Não são essas as instruções que me são dadas. E com isto não digo que “eu é que sei”, não. Com isto estou a dizer: “está aqui outra perspectiva, faz com ela o que entenderes”.

As instruções que me são dadas são simples: “se te sentes mal, há mudanças a fazer.”

Primeiro, se nos sentimos mal constantemente, há que ir ao médico. Dizemos isto a absolutamente toda a gente que nos chega. E também o fazemos, obviamente.

Depois, razões de saúde descartadas e continuando na busca holística por respostas, há os processos pessoais de cada um/uma e há então a influência desta energia intensa que nos impulsiona a todos a mover e mudar.

A mover e a mudar. Não basta esperar que passe. Só isto. Desculpem ser chata, mas é o que é. Eu também ouço repetidamente as coisas até as encaixar, é assim, somos humanos e teimosos.

Então, por aqui, directrizes que me/nos são passadas e que andamos a trabalhar nelas nas nossas vidas (não, não é sempre fácil nem é sempre perfeito, mas vamos fazendo, aprendendo, focando mais e mais) e que passamos a quem nos chega para lidar/gerir esta energia imensa que colectivamente andamos a sentir:

  • DAR IMPORTÂNCIA AO CORPO FÍSICO! O Corpo Físico precisa de se alimentar bem, de beber água, de dormir bem, de ser nutrido, de descansar, de ser honrado, amado, cuidado. Aquelas coisas básicas que achamos que desaparecem com a evolução espiritual… Não, não desaparecem. Tendem a ser MAIS necessárias ainda, porque quanto mais energia albergamos, quanto mais mudança e transformação nos propomos a fazer, mais o nosso corpo sente, mais o nosso corpo precisa de reforço, cuidados, saúde, descanso, nutrição.
  • Limpeza e Protecção Energética: aquelas rotinas de limpeza e cuidados energéticos, com as práticas que mais sentido vos fizerem e que souberem. Se não souberem nenhumas, podem sempre vir aprender connosco.
  • Fazer caminho interno: sempre. Observar o que se anda a alimentar em pensamentos, emoções, intenções, acções. Observar o que há a resolver, sanar, curar, transformar. O caminho de auto-consciência não pára. Independentemente de há quantos anos se faz, de quantos cursos se tem, do quanto já se fez… A vida está sempre a acontecer, a surpreender-nos, a trazer-nos experiências. É por isso que o caminho não pára.
  • E agora ficou aqui esta dicazinha nova: “em vez de organizares o teu tempo por horas, organiza o teu tempo por dispêndio de energia”.

Não me cabe a mim dizer-te como vais aplicar esta dinâmica na tua vida, são as tuas escolhas, as tuas prioridades, o teu tempo, o teu espaço. Só reforçar isto, como também recebi para mim: ao final do dia, justificações à parte, és tu que sabes como te sentes. És tu que lidas com o teu mau estar. És tu que sentes a exaustão, o cansaço, a saturação. És tu que lidas com a doença, se ela chegar, resultado desse excesso. É a ti que te pesa. Então, és tu que tens que fazer por te sentires melhor. Por ti. Pela tua saúde. Porque mereces. Porque mereces sentir-te bem.

Larguemos mais umas camadas deste espírito de sacrifício chato que nos foi implementado há milénios, para que nos esgotássemos até ao tutano, em prol nem se sabe bem de quê (aprovação?), a responder a necessidades nem se sabe bem de quem. Às nossas não é de certeza, porque a nós, um corpo cansado, está a pedir descanso. Está a pedir abrandamento. Está a pedir limites.

De coração,
Johanna Samna in Semeando

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19 de Outubro 2022

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Passando a Mensagem (IX) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Antes de ontem tive uma pequena insónia. Fruto desta pequena insónia, dei comigo às duas da manhã, na cozinha, a trincar uma tosta e a ter uma epifania, epifania essa que me foi pedida, internamente, que partilhasse convosco.

Começou por me surgir a memória de uma viagem que fiz há uns bons anos, de férias. Antes de ir de viagem, deixei um papel escrito aos meus pais com carinho, colado na parede. Papel esse que, soube quando regressei, suscitou alguma ânsia ao meu pai, que considerou que isso poderia ser um mau presságio, como se algo de mal me pudesse acontecer na viagem e por isso eu tinha deixado um papel com tanto amor. Na verdade não aconteceu nada de mal, mas, entre uma trinca de tosta e outra, também recordei que, na verdade, a viagem de volta foi extremamente atribulada. Vínhamos de avião, havia uma tempestade, foi bastante assustador. Felizmente, correu tudo bem.

“Felizmente, correu tudo bem” – ecoou na minha mente. Continuaram pensamentos a deambular, percorrendo várias memórias em que certas coisas poderiam ter corrido mal na minha vida, e correram bem. Como se uma mão invisível tivesse estado lá para me amparar.

“E estava!” – ecoou na minha mente.

E o pensamento continua a desenrolar… Passamos tanto tempo a queixarmo-nos das coisas más que nos acontecem, maldizemos os Deuses que “não nos protegem”, rabujamos pelas injustiças, “parece que fiz mal a alguém”, “eu sou tão boa pessoa”, “mas será que mereço mesmo isto?”, “onde andam os Guias de Luz?” – essas coisas… E quantas vezes pensamos nas vezes em que as coisas correm “miraculosamente” bem, ou que temos “uma grande sorte”? Porque não lhes damos o crédito, nessas alturas? Ao invés de só lhes cobrarmos quando algo corre mal?

Pior – continuou a mente a deambular – porquê que esperamos sempre pelo mal? “Quando a esmola é muita o pobre desconfia”, “gato escaldado tem medo de água fria”, “um mal nunca vem só”, essas coisas… Estamos sempre à espera que de repente tudo corra mal… E vem a derradeira pergunta: “acreditas mais no mal que te quebra ou na luz que te protege?” – aqui até parei de mastigar.

Atenção que eu não me quero contradizer – eu sou uma pessoa de muita fé, de horizontes espirituais muito abertos, mas de pés bem assentes na Terra. Passo a vida a defender que uma coisa é o potencial que queremos alcançar e outra é a realidade que se apresenta e que é fundamental, para a nossa sanidade e sensatez, encontrar o equilíbrio entre os dois.

Mas a verdade… É que na busca desse equilíbrio acabei, ou acabo, por vezes, por me fixar demasiado no mal que também sinto a pairar, desenvolvendo sem querer a crença de que o mal é, ou está, mais forte.

“Mas o mal SER mais forte e ESTAR mais forte são coisas diferentes… Afinal, em quê que acreditas?” – ecoou na minha mente.

A crença. Se há coisa sobre a qual me tenho debruçado de forma bem mais profunda neste último ano é no real poder do sistema de crenças. Aquilo em que ACREDITAMOS tem um poder incrível sobre nós e sobre as nossas vidas, pois gere todas as nossas acções, criações, intenções – consciente ou inconscientemente!

Como é que podemos vencer o mal se acreditamos que “só nos filmes é que há finais felizes”?

Como é que podemos vencer na vida se não acreditamos que somos capazes, se não acreditamos que somos merecedores? Se não acreditamos em nós?

Há uma energia no ar pesada. É um facto. E não devemos fingir que não existe, nem tão pouco ignorá-la ao ponto de vivermos numa bolha ilusória. O Mundo está em guerra e não é só na Ucrânia. O mal existe, sim. Devemos proteger-nos, estar atentos, ser perspicazes, sim. O instinto de defesa de que todos somos dotados existe para nos proteger porque essa protecção é necessária, sim. Sou apologista disto.

Mas existe uma fina linha que separa um estado de vigília de um estado de medo e é importante percebermos onde estamos, nessa linha. É importante porque enquanto que um estado de vigília reflecte a nossa atenção e sentido de realidade, protegendo-nos, um estado de medo reflecte precisamente isto de que aqui vos falo – a crença de que o mal é mais forte. E isto quebra-nos.

E o mal pode estar forte. ESTAR forte. Mas não É MAIS forte. Não pode ser. Não podemos acreditar nisso. Não podemos alimentar essa crença. Se o mal vencer, porque às vezes vence, nesta dualidade imensa que é a vida, que não seja porque nós não lhe demos luta. Que não seja porque lhe demos a vitória de bandeja. Que não seja porque baixámos os braços e largámos algures no caminho a nossa Fé, a nossa Esperança, a Força da Luz que também existe, em todos nós. À nossa volta. Por todo o lado.

Mas onde é que isto se reflecte nas nossas vidas?

… em tudo. Porque este estado de estarmos sempre meio desconfiados de que as coisas boas aconteçam, faz-nos sentir incapazes. Insignificantes. E é querer cumprir um objectivo mas não acreditar que se consegue, e é querer alcançar um sonho mas não se sentir capaz, e é querer tirar um curso mas sentir-se pouco inteligente, e é querer ser amado mas não se sentir merecedor. É querer as coisas boas mas não acreditar que elas verdadeiramente nos chegam. Não basta só pensar positivo, é preciso SENTIR. ACREDITAR.

É preciso que saibas que MERECES ser amado, bem tratado, abundante, próspero, bem sucedido, saudável. É preciso que ACREDITES que é possível. É preciso que alinhes as tuas acções com aquilo que realmente desejas ver na tua realidade. Queres um Mundo melhor? Sê melhor! Faz melhor! Dá o teu melhor. Acredita que és capaz, que consegues, que é possível. Tem fé. Acredita. Contribui. Nas pequenas coisas. Todas as tuas pequenas mudanças contribuem, SIM, porque estás a fazer a tua parte. Só te compete fazeres a tua parte. E ao fazê-la, irradias essa vibração. E essa vibração contraria o peso que paira no ar. O peso do desânimo, o peso do medo, o peso da ausência de amor.

Não és insignificante.

És um Ser vivo! És o resultado do milagre da vida! És parte da vida em si, da Terra, do Universo. És uma peça única no puzzle do Todo. Qual é o puzzle que fica completo sem uma peça que seja? Nenhum.

Podia dissertar mais um pouco, mas vou ficar por aqui, por hoje.
Desejando, para terminar, que esta mensagem te inspire a que acredites, com todas as tuas forças, que a luz que te protege é mais forte do que o mal que te quebra. E que leves isso contigo, a cada passo do teu caminho.

De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

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18 de Setembro 2022

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Passando a Mensagem (VIII) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Abro novamente hoje a rubrica do “Passando a Mensagem”, onde as mensagens que são passadas são a pedido das Forças de Luz que me guiam e orientam, para vos falar sobre um tema que é comum a todos/as nós – o ego.

Vou já abrir caminho à conversa a partir deste ponto de partida: não faças do ego teu inimigo. Oh sim, bem sei que isto contraria muitas das regras comuns do Caminho, e não é minha intenção dizer-te que a verdade sou eu que a tenho. Não tenho. “A” verdade. Mas tenho a minha verdade, a verdade a partir da qual me movo e a partir da qual trabalho/trabalhamos.

Por isso, não quero de todo impor-te uma nova ideia, a minha intenção é oferecer-te outra perspectiva. Farás com ela o que quiseres, és livre.

Vamos partir do entendimento de que o ego é uma parte de nós. Uma parte forjada maioritariamente a partir da experiência tridimensional, intrinsecamente conectada à mente racional e analítica. Significa isto que o ego vai-se formando a partir dos estímulos e modelos que a vida nos traz logo desde o momento em que nascemos: a educação, a cultura, a sociedade, os exemplos que observamos, as pessoas que são para nós uma referência, a forma como as experiências que vivemos nos afectam – tudo isso, junto, vai moldando as nossas opiniões, ideias, crenças, ideais, acções, reacções, convicções… Vai moldando a nossa personalidade, o nosso sentido de “Eu”, o sentido que temos de “nós mesmos/as” – é isto, o ego!

Perceber então que, quando escolhes “matar o ego”, estás a escolher “matar” a tua personalidade. Simples assim.

Então, aquilo que aqui – “aqui”, nos nossos trabalhos de desenvolvimento pessoal e espiritual – sugerimos, é aprender a construir um sentido de diferenciação entre o que é o “ego saudável” e o “ego doente”.

Exemplo prático: imaginemos alguém que cresce numa casa onde um dos progenitores impõe constantemente a sua autoridade sobre o outro. E imaginemos que, para esta pessoa, a sua pessoa de referência é a que impõe a autoridade. Esta pessoa vai crescer acreditando que deve impor autoridade aos outros. Vai crescer a querer mandar nos outros, a querer ser superior aos outros, a querer impor aos outros a sua vontade. Vai criar um ego pouco empático, cheio de si, egoísta.

Aqui temos um ego doente. Inflado. Maniento. Falta-lhe sensibilidade, falta-lhe empatia, falta-lhe humildade.

Agora imaginemos que, em vez da pessoa ter como referência a pessoa que é autoritária, tem como referência a pessoa oprimida. Esta pessoa vai crescer permitindo que os outros se coloquem acima de si mesma. Vai calar a sua opinião, oprimir as suas vontades, ignorar o seu querer. Vai viver em função daqueles que considera superiores e sentir-se, muitas vezes, diminuída perante a vida e as suas possibilidades.

Aqui também temos um ego doente. Amorfo. Apagado. Falta-lhe afirmação pessoal, falta-lhe espírito crítico, falta-lhe amor próprio.

Imaginemos agora que a pessoa que se tornou autoritária um dia decide fazer um caminho pessoal de autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e espiritual, essas coisas… E que um dia descobre esta verdade sobre si mesma. Vai doer, certamente. Mas ela decide curar o seu ego doente. Então, vai questioná-lo: vai conhecer as suas razões e motivações, porquê que realmente é assim; vai perceber que lhe falta sensibilidade e entrar em contacto com as suas emoções, com as emoções dos outros; vai aprender a escutar os outros, a respeitar os outros, a respeitar os limites dos outros… Vai aprender, eventualmente, que a sua autoridade vem de uma personalidade forte. E vai aprender a utilizar a força da sua personalidade de forma construtiva e positiva e não de forma destrutiva e impositiva.

E isto é um ego saudável.

E a pessoa que se tornou oprimida, decidindo percorrer esse mesmo caminho pessoal e descobrindo esta verdade sobre si mesma, escolhendo curar o seu ego doente, vai fazer exactamente o mesmo: questioná-lo, conhecer as suas razões e motivações (ou falta delas!), e aprender, ou reaprender, a amar-se. A valorizar-se. Vai esculpir o seu amor próprio, encontrar a sua voz, aprender a fazer uso da força da sua assertividade para definir limites no seu território pessoal. Acabará por encontrar a sua afirmação pessoal, o seu direito a ser ela mesma.

E isto é um ego saudável.

Agora imaginemos que a pessoa autoritária decide “matar o seu ego”. Significa isso que ela vai assumir um comportamento inverso ao da autoridade, tornando-se – aparentemente! – permissiva. Aqui é que está a armadilha – continua a ser o ego que modela esta mudança de comportamento. É o ego que faz isso! Só que agora o ego tem a ordem de se auto-anular, de oprimir um comportamento. Ora oprimir, convenhamos, nunca dá bom resultado… Oprimir é enclausurar uma força activa. Com o tempo, acabará por ter que se soltar, de uma forma ou de outra… E pode soltar-se, por exemplo, sob a forma de uma atitude em que a pessoa “agora” se considera “iluminada” e portanto “acima do ego e da razão” e, portanto, “acima do comum dos humanos”, e o que ela diz “é que é verdade”, os outros “não sabem nada, estão iludidos”… Ego doente. É só ego doente.

Já a pessoa oprimida, que decide “matar o seu ego” e que já de si tem um ego amorfo e apagado… Torna-se ainda mais vulnerável à manipulação externa… Acabando, quase de certeza, por se tornar seguidora de alguém, certificando-se que cumpre todas as normas que a pessoa dita, pois o vazio de si mesma gera uma carência cada vez maior… Ego doente. Mais doente ainda!

Ouso dizer que não acredito ser possível matar o ego. Assim como não é possível matar as emoções. Podemos, sim, oprimi-las – ficaremos doentes e desconectados da nossa realidade inteira! Assim como podemos, sim, oprimir o ego – ficaremos igualmente doentes e desconectados da nossa realidade inteira.

Este texto já vai longo e não quero cansar a vista (e a mente!) de quem o ler, por isso deixo só mais duas coisinhas, até assim em modo tópico, que considero deveras importantes de nelas se reflectir:

1) Criticar, só porque sim, só porque os outros também fazem, sem sentir, sem observar, sem informação com conteúdo, sem se pôr no lugar do outro, leva a um julgamento precipitado e, muito possivelmente, injusto.

Mas ANULAR o espírito crítico atrás da onda de “matar o ego” significa DEIXAR DE PENSAR pela própria cabeça! Não queremos isso. Não-queremos-isso. Porque isso vai tornar-nos (ainda mais!) vulneráveis à manipulação externa – por mais fofinha e aliciante que possa parecer!

Pensar, questionar, observar, analisar, avaliar, ponderar, reflectir – é absolutamente necessário para preservar a nossa identidade pessoal, a nossa afirmação pessoal, o nosso poder pessoal! O nosso espírito crítico é absolutamente necessário para nos auxiliar a discernir e a fazermos as NOSSAS PRÓPRIAS ESCOLHAS.

2) Para concluir, reflectir só mais nisto: acredito que “o problema” do ego é ser extremamente literal. Um bocadinho “quadrado”, como eu carinhosamente costumo dizer. E isto deve-se ao seu modus operandi – o de se ir forjando, naturalmente, mediante as nossas experiências e vivências. Ora na nossa sociedade actual não é prática comum a de fomentar o autoconhecimento e a gestão interna de forma natural… Pouco nos estimulam a pensar, ou a sentir, ou a questionar o que em nós se passa e porquê. Há até quem acredite que tudo isso é uma parvoíce e uma perda de tempo. E isso leva-nos a agir de forma impulsiva, pouco ou nada questionando o nosso interior, reproduzindo comportamentos e atitudes de forma mecânica e automática, abraçando opiniões e crenças por osmose. Um ego literal que nem sequer é questionado é qualquer coisa deste género: se alguém me trai, com toda a dor que isso implica, o meu ego automaticamente vai defender-se de todas as pessoas. Todos serão alvos de desconfiança – esteja eu consciente ou inconsciente deste mecanismo! Fica doente, claro.

Intrinsecamente conectado à mente racional e analítica, à razão, o ego torna-se assim num aprendiz de hábitos que se firmam com o treino. Se eu concluo que devo desconfiar e treino-me a desconfiar, habituo-me a desconfiar. Consciente e/ou inconscientemente. Inteligente como é (oh sim, nunca subestimem a inteligência de um ego!), irá munir-se de todas as razões e mecanismos operativos para alicerçar essa crença de que “não pode confiar em ninguém”. E é aqui que está o desafio – ajudá-lo a desconstruir a crença limitante, ajudá-lo a abrir horizontes.

Cabe-me a mim, com TUDO o que eu sou, dizer-lhe: “não sejas quadrado, vá… não te vão TODOS trair!”, e, com amor, com o amor que me move, ajudá-lo a encontrar o equilíbrio. O equilíbrio entre permitir-se confiar, e aprender a defender-se de quem não deve confiar. De forma razoável, equilibrada. Isto ajudar-me-à a definir limites e a compor mais um pouco a estrutura do meu poder pessoal – ego saudável.

Fazemos isso a partir da nossa própria consciência. A consciência que vamos adquirindo com o nosso próprio caminho pessoal. E o crescimento e amadurecimento que vamos adquirindo ao longo do caminho é o crescimento e amadurecimento do nosso ego – se escolhermos curá-lo ao invés de o anular.

A escolha é tua.

De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

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13 de Novembro 2021

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Passando a Mensagem (VII) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Há mais de um ano que não vos escrevo por aqui. Por aqui, por esta rubrica do “Passando a Mensagem”, onde as mensagens que são passadas são a pedido das Forças de Luz que me guiam e orientam – (ficam a saber porque só algumas são passadas por aqui).

Hoje venho falar-vos de algo simples, mas muito importante, no meu sentir e no que me tem sido passado nos últimos tempos.

Resumida e directamente: não é obrigatoriamente necessário ser-se terapeuta holístico, ou tarólogo, ou curandeiro ou ter qualquer outra função de trabalho do foro espiritual, para se ser um Guerreiro de Luz. Nem para se fazer a diferença. Nem para se contribuir para a evolução do colectivo. Que esta ideia se desfaça, rápida e urgentemente, do sistema de crenças geral.

Ainda existe uma separação demasiado vincada entre “aqueles que são espirituais” e “aqueles que não o são”. Ora e eu repito, mais uma vez: espiritualidade não é algo que se adquire, é algo que se é! Que todas as pessoas são! Espiritualidade é compreender que não somos compostos só de um corpo físico, mas também de um espírito, de uma alma, de toda uma composição energética repleta de detalhes, tal como o nosso corpo físico é composto por variadas partes. É abrir os horizontes da visão e perceber que há mais do que aquilo que apenas é visível aos olhos físicos. É “só” isto. E eu digo “só” não para desvalorizar a espiritualidade, nem pouco mais ou menos, mas para remover a ideia de que é algo “extremamente difícil” de se alcançar. E nem toda a gente vive a sua espiritualidade naturalmente “apenas” porque aprender sobre esta nossa parte não faz parte do nosso sistema de crenças actual. Esta é a verdade que me move e a que me é passada. Portanto, dentro desta perspectiva, o que existe são pessoas conscientes da sua espiritualidade e pessoas não conscientes da sua espiritualidade. “Só” isto. Daí haver “o despertar espiritual”. Despertar! Para a realidade que já existe. Que já é!

Depois há um caminho de entendimento sobre tudo o que isso implica, claro. Lindo de se fazer, na minha opinião. E necessário de se fazer, também na minha opinião, pois existem uma série de dinâmicas que acontecem connosco que se tornam compreensíveis a partir do momento em que juntamos esta realidade às nossas vidas.

Mas depois por entre esse caminho ainda se descobre uma outra separação entre pessoas: as que trabalham na área espiritual, holística, complementar… E as que, embora façam o seu caminho pessoal e espiritual, não trabalham nessa área.

Então cria-se aqui uma ideia sobre a pessoa que “é espiritual – e, ainda por cima! – trabalha na área” que gera uma bomba de deslumbramento e superioridade… Porque “essa pessoa é que faz a diferença!” ou “essa pessoa é que é especial!” ou “essa pessoa é que está a contribuir para a mudança no Mundo!”… Pois bem, essa pessoa até pode fazer a diferença, até pode ser especial e até pode estar a contribuir para mudar o Mundo… Mas a noção de superioridade inerente a todos estes factores não é real. É apenas uma crença. E uma crença perigosa, a meu ver, que dá demasiado poder a uns e retira a outros… E continua-se a perpetuar o ciclo dos seguidores de alguém… Quando o que precisamos é de corações livres e detentores do seu próprio poder pessoal!

Mais vos digo: já tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas sem noção nenhuma do que significa a sua espiritualidade, mas com atitudes e corações dignos de respeito, pela integridade e amor que emanam. E pessoas de elevada consideração e reconhecimento espiritual, terapeutas da área, com muito a aprender sobre essa mesma integridade e amor.

Não é verdade que ser-se trabalhador espiritual é obrigatoriamente sinónimo de se ser uma pessoa extremamente evoluída e de postura exemplar. Simplesmente não é.

Da mesma forma que não se deve cobrar a perfeição a um trabalhador desta área, pois um terapeuta espiritual, holístico, complementar, um curandeiro ou seja o que for o seu trabalho nesta área – continua a ser uma pessoa! Com tudo o que isso implica! E tem os seus próprios desafios pessoais, a sua vida pessoal e o seu caminho pessoal a fazer e com uma continuidade constante, como todas as pessoas o têm. Se é importante que seja coerente com aquilo que passa aos outros? É. Mas não é perfeito. Haja discernimento.

Trabalhar nesta área é ter essa profissão! “Só” isso. Não torna ninguém superior a ninguém. E as pessoas que fazem caminho e não trabalham na área são igualmente válidas e lindas e maravilhosas e essas coisas todas! Assim como não somos todos cozinheiros ou pasteleiros profissionais mas todos podemos cozinhar e até cozinhar muito bem! E mesmo cozinhando bem vamos ao restaurante e encomendamos bolos… Porque reconhecemos o valor dos profissionais que o fazem. Da mesma forma que todos podemos aprender a melhorar os nossos bolos e cozinhados com quem já sabe fazer mais e já sabe fazer melhor e já tem mais prática e mais técnica e mais conhecimento e mais experiência… Mas não significa que sejamos inferiores a todas essas pessoas, certo? É só isso.

Que essa crença se desfaça, rápida e urgentemente.
Porquê?

Porque precisamos muito de ti. De TI, pessoa de coração desperto para a realidade de que há uma mudança necessária de acontecer neste Mundo! De TI, pessoa de coração desperto para a realidade de que é preciso mais amor, mais empatia, mais verdade, neste Mundo. Precisamos de TI a reconheceres a importância do valor do teu contributo. Precisamos de TI consciente de que estejas onde estiveres, tenhas a profissão que tiveres, podes fazer a diferença, sim! Provavelmente até já a fazes e não sabes… Torna-te consciente disso.

Torna-te consciente de que contribuir para a mudança e evolução no colectivo começa nesse caminho que fazes para dentro e em que te transformas a TI, primeiro! E que lidas com as tuas feridas, sombras, zonas de ego não saudável (porque há ego saudável, entretanto…) e que buscas a tua cura e o teu equilíbrio… E que com isso te vais tornando num exemplo para quem te rodeia. Isso, minha querida pessoa, é contribuir para a mudança e evolução do colectivo.

“Mas só tento criar um ambiente mais positivo no meu local de trabalho, dando uns sorrisos e colando uns post-its motivadores para o pessoal aliviar a tensão…” – maravilhoso! Perfeito!
“Não consigo mudar grande coisa ali, mas também não cedo às tentativas de me corromperem os valores!” – maravilhoso! Perfeito!
“Cansa-me um bocado o ambiente, mas pelo menos comigo não têm dessas conversas de intriga sobre os outros, que eu não alimento essas cenas!” – maravilhoso! Perfeito!
“Oh, sei lá, uma coisa que ando a fazer agora é cada vez que algum miúdo diz «não consigo» ou fala em «culpa», procuro ressignificar esses conceitos para algo mais benéfico, como faço comigo!” – maravilhoso! Perfeito!

Estas citações são partilhas reais, de pessoas que têm chegado a nós em contexto de terapia e consulta, frustradas porque “não se sentem a fazer nada de especial”, e depois saem-se com estas (e outras!) pérolas!! Muitas delas pessoas que fazem caminho há anos e que apesar de adorarem as profissões que têm acham que “o melhor é começar a fazer terapias” para responderem ao apelo que sentem de “fazer alguma coisa de jeito”. Quando elas próprias JÁ SÃO a “coisa de jeito” que acham que têm que fazer…! E lá entramos nós numa conversa de questionamento e abertura de perspectivas para levar a pessoa a entender que, muitas vezes, o objectivo não é mudar de profissão ou local de trabalho, mas entender o quê que está ali a fazer. E até, tantas vezes, após partilhas que as próprias fazem, perceberem que JÁ ESTÃO a fazer a diferença! E é ver rostos a iluminarem-se em alívio ao reconhecerem que, “afinal”, há valor naquilo que fazem.

E é perceber que por debaixo deste não reconhecimento está, (também), esta noção de que “só trabalhando directamente na área da espiritualidade é que se é especial e se faz a diferença”. Não é verdade.

Querida Pessoa, trabalha na área holística e espiritual sim, se é esse o apelo do teu coração… Mas não o faças por obrigação para te sentires especial e parte da mudança do Mundo… Porque essa mudança pode (e deve!) de acontecer em TODOS os lugares e ocupações da sociedade…

Guerreiros de Luz professores, advogados, operadores de supermercado, cabeleireiros, esteticistas, economistas, gestores, médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, auxiliares de educação, psicólogos, pasteleiros, empregados de balcão, pedreiros, técnicos de informática, decoradores, polícias, veterinários, carpinteiros, etc, etc, etc, (todas as profissões, senão nunca mais saio daqui) – isso sim, fará a diferença! Guerreiros de Luz em TODO o lado!

É cada vez mais frequente darmos connosco a dizer: “nós não somos melhores do que tu, por sermos terapeutas holísticas!” e tecer todo um desenvolvimento sobre isso. Cada vez mais frequente. E isso leva-nos a perceber a importância desta mensagem e hoje, em conclusão nossa (minha e da Eugénia) e a pedido Daqueles que nos Guiam, aqui a passo.

Tudo o que tu fizeres com uma genuína intenção de contribuir pelo melhor… Faz a diferença.

Tudo o que tu ÉS quando e se vibras em Integridade, Consciência e Amor – JÁ É – a diferença! JÁ É seres Guerreiro/a de Luz! E faz diferença, sim, de maneiras imensas e em pequenos detalhes que nem sempre notarás… Mas que estão lá. E são luzes. Milhares de pequenas luzes que se acendem nesta Rede imensa que nos une a todos… Quem me dera conseguir passar-te a profundidade com que sinto isto… Mas estou a dar o meu melhor através das palavras.

Não desvalorizes a tua pegada de amor e de integridade! por onde passas… Pelo contrário. Afirma-a! Acende ainda mais a consciência de ti e reflecte sobre onde estás na tua vida… Pessoal, profissional… Qual a tua postura e conduta e de que forma isso influencia o ambiente que te rodeia… E faz os devidos ajustes.

Sê o/a Guerreiro/a de Luz que és em todos os momentos. E em todos os lugares.

Porque precisamos mesmo de ti.
Precisamos de todos.
Há muito caminho a fazer.

Bênçãos de fé e força para ti!
Bênçãos de fé e força para o colectivo!

De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Anne Stokes

25 de Março 2020

Passando a Mensagem (VI) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Estes são tempos desafiantes, os que atravessamos. Mas não tenho a menor dúvida de que a Vida só nos coloca em situações com as quais tenhamos capacidade de lidar… Ainda que elas sirvam, precisamente, para percebermos isso. Para encontrarmos recursos internos adormecidos que não conhecemos, ainda. Forças, criatividade, flexibilidade, agilidade, gentileza, resiliência, paciência, coragem, confiança, fé. Tantos recursos que não sabemos que temos, até termos que os manifestar. A partir daí, são nossos. Para sempre.

Comecei a sentir esta mensagem há precisamente 12 dias, mas escolhi esperar. Esperar para sentir a chegada da Primavera e a sua mensagem, esperar para digerir e me posicionar neste momento.

No dia em que Primavera chegou, a 20 de Março, sentei-me na varanda para receber a sua chegada. Quando a senti no ar, a instalar-se na Natureza, o meu peito renovou-se em fé e esperança. Os ciclos da Natureza não param. E os nossos ciclos, individuais e colectivos, intrinsecamente conectados com a Mãe Terra, também não. Fui-me deixando absorver pela energia que sentia a chegar, deslumbrada pelo brilho do Sol a bater nas folhas, as pequenas flores a quererem despontar e os inúmeros cantos de pássaros a espalharem-se pelo ar. Emocionada, levei a mão ao peito e enviei um sentir à nossa Terra Mãe: “Ao menos a nossa paragem deixa-te respirar. Estás a curar-te da poluição e toxicidade que a nossa rotina diária te provoca. Ao menos isso.”

Mas o sentir que veio de volta não foi alegre. Nem feliz. Nem tão pouco aliviado. Traduzindo-o para palavras da melhor forma que me é humanamente possível: “À custa do vosso sofrimento? Do vosso medo e dor? Não era assim que eu queria a cura. Claro que ao haver uma diminuição da toxicidade eu regenero-me. Claro. E isso é bom para todos. Claro. Mas a verdadeira celebração seria se a minha regeneração viesse de mudanças activas e conscientes por parte dos meus filhos Humanos… Não assim. Assim, fico num misto de cura, e de luto.”

As lágrimas correram-me pela cara, mas não me surpreendeu. Há muito tempo que a verdade que me move ganhou contornos muito próprios, despidos de formatações externas e dos floreados típicos das novas correntes da espiritualidade.

Por isso, basta! Basta de romancear e florear a maldade e a negatividade. De fingir que ela não existe, que faz parte de algum grande propósito Divino. Talvez seja importante questionarmos o que significa “está tudo certo”. Eu uso essa expressão, muito, mas claramente com um significado diferente do que é convencional. “Está tudo certo” porque está tudo dentro do que cada pessoa manifesta na sua realidade dentro do direito ao seu livre-arbítrio! “Está tudo certo” porque é o que é. É a realidade criada. Mas “certo” não é necessariamente “correcto”. Estar tudo certo não é necessariamente estar tudo bem, ser esse o melhor potencial que se pode alcançar. Estar tudo certo é, no meu sentir, aceitar a realidade que se apresenta como ela É. E a partir daí, observá-la, senti-la, questioná-la. Se está alinhada com o meu melhor potencial? Excelente! Se não está, há que fazer novas escolhas e transformar.

Na prática: “está tudo certo” em estarmos a atravessar uma pandemia a nível mundial. Porque estamos. É o que é. É a realidade. Mas que não se façam confusões: este não é, de todo, o nosso melhor potencial! Acham mesmo que esta situação faz parte dos propósitos Divinos? Que foram Seres de Luz que a criaram para que a Humanidade evolua? Que foi a Mãe Terra que nos pôs doentes para se curar? Se acham, então não são diferentes das religiões que castram, oprimem e punem com os seus Deuses castigadores!

Basta de se andar a falar na Lei da Atracção e do Retorno de peito cheio e depois simultaneamente “o Universo é que sabe” ou “eu sou só (qualquer coisa)”. Então? Mas somos os “grandes criadores da nossa realidade” ou não somos? Somos “Seres Divinos na Terra” ou não somos?

Eu cá diria que somos. É o que sinto. Mas também sinto que está definitivamente na altura de assumirmos a responsabilidade do que isso implica! Sem mais fugas ou subterfúgios. E isso leva-me a uma verdade clara: não, não há propósito Divino nenhum nesta pandemia. Esta pandemia não é mais do que o reflexo claro do estado actual do colectivo. Ainda é dada demasiada força ao pior da Humanidade. Ainda se alimentam demasiado as sombras, manipulações, maldades, crueldades, violências. E assim, claro que se torna possível criar uma calamidade destas no colectivo.

É hora de percebermos o que significa um dos outros grandes chavões actuais: “Somos Todos Um”. Pois é. Somos mesmo. E agora é que podemos REALMENTE perceber isso. Porque a pandemia não é sobre mim, nem sobre ti, é sobre o COLECTIVO. É sobre percebermos o quanto estamos todos ligados e o quanto as acções individuais afectam o Todo!

Serve esta pandemia como um grande abre-olhos para todos nós! Para pararmos definitivamente de fingir que está tudo bem, tudo a evoluir de acordo com os propósitos Divinos etc. e tal – e percebermos a real situação em que estamos. Como Colectivo!

Realidade aceite, vamos ao passo seguinte.

Está tudo perdido? Não, não está. Esse é o milagre das Leis que nos regem, que operam por si mesmas, mediante as nossas escolhas… Livre-Arbítrio, Lei da Atracção (ou Criação, como lhe chamo), Lei do Retorno, Lei do Karma ou Dharma… Não têm tempo, nem espaço, nem limitação… Tal como a Lei da Gravidade não tem. O objecto cai ao chão porque cai, porque não estávamos com atenção e deixámo-lo cair, ou porque o atirámos de propósito, seja o que for, mas não foi porque nenhum Deus o atirou ao chão. Foi porque a Lei da Gravidade existe. Por isso, para a próxima, teremos certamente mais cuidado ao mover o objecto… Porque sabemos que se não tivermos cuidado, ele cai. Perdoem-me os cientistas, mas é exactamente assim que encaro as Leis Divinas (ou Magnéticas, como lhes chamo). Elas operam sozinhas, por si só, mediante as nossas escolhas (percebem agora o porquê da importância de sermos conscientes das escolhas que fazemos?).

E aqui partilho um fragmento da teoria que alinhavei para servir de base ao caminho que percorro e que ensino: fazemos uso do direito ao nosso Livre-Arbítrio para fazermos escolhas. Fazer escolhas é criar (Lei da Criação). Dessa criação vem um retorno (Lei do Retorno). Da forma como lidamos com o retorno acumulamos a experiência pela negativa (Karma) ou pela aprendizagem que nos acrescenta e ajuda a evoluir (Dharma). E este ciclo gira em círculo, por si mesmo, fluentemente pelas nossas vidas.

Quero com isto dizer o quê? Que sempre que recebemos um retorno, renovamos a criação. Ou seja: não, não está nada perdido! Pois continuamos a poder criar a realidade que desejamos! Agora mais realistas. Mais conscientes do caminho que há a trilhar em frente!

Simbolicamente, se fossemos um grande exército, serviria este momento para que pudéssemos fazer uma pausa no campo de batalha e pudéssemos re-avaliar o panorama geral, re-organizar, re-posicionar, re-agrupar. Para podermos retomar a batalha, dali a uns dias, mais preparados e conscientes.

Por isso, para quem teve a coragem de me ler até aqui – respira fundo. A sério. Inspira. Expira. Profundamente.

E agora?

Agora leva a mão ao teu coração. Sente o teu coração sagrado a pulsar em ti. Agora, faz uso desse conceito tão falado de que tens o teu Eu Superior na tua energia. Tens, sim. Trá-lo até ti. Traz a tua força, a tua Luz, o teu amor, a tua essência, à tua Humanidade. Traz para AQUI! AGORA! Assume-te como o Guerreiro ou Guerreira de Luz que És! Traz para a realidade do teu dia-a-dia todas essas coisas bonitas e amorosas em que vibras ao Sábado de manhã no teu grupo de meditação. Não as deixes de fora da tua ida ao Pingo Doce, da tua reunião de trabalho, da discussão com o teu familiar ou do teu jantar de amigos. SÊ SEMPRE QUEM TU ÉS! À tua maneira, claro, com os teus ajustes, claro, pois certamente que haverão contextos onde sentes que não podes ou não deves expor-te demasiado, mas não te apagues! Podes sempre ser coerente e alinhado/a com a tua verdade, a cada momento da tua vida.

É assim que contribuis verdadeiramente para a mudança que almejas ver no colectivo. E acredita, essa é a tua parte. Seres, TU, no teu dia-a-dia, o teu melhor potencial. Porque ao seres o teu melhor potencial estás a emanar essa vibração para o todo do qual fazes parte.

Mas não te esqueças de seres realista e perceberes que assim como tu estás a fazer as tuas escolhas, cada ser humano está a fazer as suas. Não podes controlar tudo. Não te cabe a ti fazê-lo, sozinho/a. Mas cabe-te fazeres a tua parte. Teres a certeza absoluta de que estás a fazer a TUA parte. Essa é a tua missão.

Faz o teu trabalho interno a sério. Encara as tuas sombras de frente, aceita-as. E aí, sim, poderás transformá-las. E aprender com elas. Têm muito a ensinar-te, sobre ti. Sobre quem tu és o que te move. Não tenhas medo delas, pois se é no teu coração sagrado que assentas o teu movimento pela vida, saberás transformar-te. Saberás fazer as melhores escolhas. Confia em ti. Confia no teu coração.

Não faças do teu ego o teu inimigo. O teu ego é o centro da tua personalidade. Questiona-o. Aceita as suas feridas e o que nele estiver doente e cura-o! Cura-o para que possa dar-te afirmação pessoal, força e foco.

Assume o teu melhor! Não te escondas. Honra a beleza que há em ti. Honra a tua palavra, a tua verdade, os teus dons, saberes, conhecimentos. Valoriza-te!

Aproveita este tempo de recolhimento e questiona-te. Mergulha para dentro de ti. Posiciona-te na tua vida. O que te move? Quais são as tuas prioridades? O que andas a fazer com a tua vida? Faz as tuas escolhas. Pensa com a tua cabeça. Sente com o teu coração. Escuta a tua intuição. Aprende a filtrar conselhos e o conhecimento dos outros para que se adaptem a TI e à tua individualidade e realidade, ao invés de mergulhares na confusão de já não saberes quem é que tem razão. Sente a tua verdade. Vibra na tua própria essência.

Aproveita e faz já isso com esta mensagem. Filtra-a. O que te fizer sentido, guarda. O que não te fizer sentido, deixa ir. Eu respeito a tua escolha.

A Primavera chegou. Ela é a Mestra da arte das emoções. Pede-lhe ajuda. Deixa-te absorver pela brisa do vento, pelas cores das flores, pelo movimento das folhas das árvores. Deixa-te fluir com os ciclos da Natureza e flui pelos teus próprios ciclos. Empodera-te. Afirma-te. Sê.

Acende uma vela para o colectivo, se quiseres. Faz uma prece com as tuas intenções de cura e harmonização. Faz diferença, sim.

A tua fé tem muita força. Mais do que imaginas. EU acredito em ti. Eu acredito tanto em ti que foi por isso que escrevi esta longa mensagem. Para te dizer que agora, é hora de fazeres uso da força do teu coração sagrado. E para te dizer que, mais do que nunca, estes são tempos de união. De forças unidas, venceremos. Não tenho a menor dúvida disso.

Bênçãos de fé e força para ti!
Bênçãos de fé e força para o colectivo!

De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Anne Stokes

30 de Julho 2019

Passando a Mensagem (V) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Perdemos muito tempo a querer ter razão. A querer ter a melhor opinião e a única verdade… Quando ouvimos alguém, ouvimos para justificar, maioritariamente. Para ter uma palavra a dizer. Escutamos pouco, verdadeiramente. Porque, acima de tudo, prevalece a necessidade de ter razão, de saber o que é o melhor e o que é o certo…

Isto serve um único propósito: alimentar o ego doente.
Aqui, no caminho que trilhamos e que passamos aos outros, não somos defensoras de que o ego é desnecessário e mau. Longe disso. O ego faz parte de quem somos, da nossa humanidade. É o criador da nossa personalidade e se queremos agarrar o nosso Eu individual e único, precisamos do ego. Daquela parte de nós que nos define enquanto pessoas.

O problema é que o ego, por norma, quer ter razão, quer estar acima, acha que o mundo gira à sua volta. E isto, é chato. Bloqueador. Inibe-nos de alcançar novos horizontes, fecha-nos em caixinhas de certezas absolutas e dificulta, muito mais do que imaginamos, a interacção com os outros. No entanto, por mais chato que seja, ele continua a fazer parte de nós, queiramos ou não. E é uma parte importante, queiramos ou não. Por isso, anulá-lo (como tanto se defende por aí) não pode ser a solução. A ausência de ego significará a ausência da nossa personalidade! Não queremos isso. Não queremos adormecer, ficar no morno, no mais ou menos, no assim assim… Queremos acordar, despertar, chegar à nossa essência, certo? Pois isso faz-se juntando TODAS as nossas partes – sem deixar nenhuma de fora.

O que o ego precisa é de ser trabalhado – isso sim. O que ele precisa é de ser observado, compreendido, escutado, por nós. E isto dá trabalho, porque exige que saibamos ver-nos, verdadeiramente, ao espelho. Por isso, o que o ego precisa é que sejamos humildes e honestos/as o suficiente para percebermos onde é que ele está doente, onde é que está a ser mesquinho, preguiçoso, quadrado e fútil. O ego desenvolve-se através do nosso sistema de crenças, das construções mentais que fazemos (conscientes e inconscientes), da forma como somos educados/as e de todas as influências externas que recebemos ao longo das nossas vidas… É por isso que ele será, tendencialmente, todas estas coisas mais chatinhas, sim. Porque vivemos numa sociedade egoísta, que promove a competição desde muito cedo ao invés da partilha, da união e da empatia… Que estimula muito o intelecto racional e analítico e pouco espaço dá às nossas sensibilidades, emoções e sentimentos…

Na realidade, o problema não está no ego em si, mas naquilo que fazemos dele. E nós pouco fazemos dele, porque não nos é ensinada a arte de questionarmos o nosso interior, de nos auto-observarmos e auto-conhecermos… O que nos é ensinado é a ser “assim”, “porque sim”, “porque foi sempre assim até hoje”. E o ego cresce, na mesma, débil, frágil, mas cheio de si, insuflado em razão, mania e certezas absolutas.

Então a solução não deverá ser a de o anularmos, mas a de o curarmos desta cegueira em que ele vive. A solução, acreditamos, está na busca por auto-conhecimento não como hobby ou passatempo, mas como uma ferramenta basilar para o desenvolvimento da nossa pessoa e, consequentemente, da sociedade em que vivemos.

A solução passa por flexibilizarmos o nosso ego, para que deixemos de apenas “achar que” e “pensar que” e passemos também a “sentir que” e a “intuir que”, porque sim, a intuição também faz parte de todos nós. A solução passa por unirmos as partes de que somos feitos, ao invés de continuarmos a ignorar umas para integrar outras… O Eu inteiro é feito de todas as nossas partes. Todas.

Um ego saudável permite-nos chegar ao nosso poder pessoal de forma equilibrada. Permite-nos afirmar a pessoa que somos de forma equilibrada. Permite-nos alcançar segurança, auto-estima, auto-confiança, de forma equilibrada. Permite-nos fortalecer a nossa personalidade, encontrar a nossa voz, dar espaço ao nosso brilho interno para se manifestar. Um ego saudável traz equilíbrio ao nosso Eu. E verdade. Permite-nos alcançar o nosso verdadeiro Eu.

E no nosso verdadeiro Eu há muitas cores. Algumas coloridas, brilhantes, bonitas… Outras mais escuras, cinzentas, esbatidas… Todas parte de nós. Há que aceitá-las todas, integrá-las todas, trabalhar com todas. O Eu inteiro é feito de todas as nossas partes – não nos esqueçamos disso!

Os tempos que correm pedem verdade. A verdade que é como é – e não a que gostaríamos que fosse. Pois é a partir dela – da verdade – que poderemos partir para a construção do que almejamos para nós, e para o Mundo em que vivemos.

Há muito caminho a fazer.
Haja discernimento.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem do site wallpapersafari.com

23 de Junho 2019

Passando a Mensagem (IV) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Escrevi a Mensagem III em Julho de 2017 e sinto-a cada vez mais actual…

AGORA, quase 2 anos depois de a ter escrito, sinto que cada vez há menos subterfúgios reais… E cada vez mais tentativas de os manter. A verdade força a sua saída por entre as malhas da ilusão e a ilusão tenta, a todo o custo, construir malhas mais finas e subtis…

Mas a verdade está feroz.
Tomemos atenção a isto, porque ela vai furar caminho, custe o que custar.

E isto aplica-se DENTRO e FORA de nós!

Podemos continuar a auto-sabotar, a fingir que não vemos e a mentir a nós mesmos/as – a verdade sobre quem somos e sobre o que verdadeiramente nos move (seja pela positiva seja pela negativa) vai furar caminho!

E o mesmo se aplica ao colectivo.

Este mau-estar geral que andamos a sentir no ar é fruto da mudança, sim… Das resistências que a mudança encontra pelo caminho de se fazer acontecer! Então questionemos. Porque é para isso que o mau-estar serve. Pode nuns casos ser tão simples quanto um corpo fatigado e sonolento querer dizer-nos que precisa de mais repouso (não, não podemos continuar a abusar dos limites do nosso corpinho físico)… Como noutros casos um corpo fatigado pode querer dizer que é hora de mudar de emprego (porque, por esta ou por aquela razão, já não pertence àquele sítio). O mau-estar serve para questionar – lembremo-nos disso!

Então respiremos. Profundamente. Uma e outra vez. Respeitemos os ritmos e ciclos do nosso corpo físico (está na altura, certo?). Respeitemos o nosso espaço pessoal. O silêncio. O tempo para nós mesmos/as. Os nossos limites – sim, temo-los! Aceitemos isso! Faz parte! E reflictamos. Onde estão as nossas resistências face às transformações que sabemos que é hora de fazer? Porquê que (ainda!) as mantemos? O quê que ainda não quisemos ver/aceitar/perceber sobre nós mesmos/as? Onde é que não estamos, ainda, a fluir? Porquê? O que podemos fazer para mudar isso?

Sejamos conscientes, lúcidos/as, coerentes. Num dia estamos capazes de completar tarefas complicadas, sorrir para o mundo e sentirmo-nos super fantásticos/as? Óptimo! Noutro dia não estamos a conseguir fazer nada de jeito e ainda ficamos com uma rabugice danada? Seja! Sejamos pacientes, também! Ninguém vai mudar de um dia para o outro e ser o topo da iluminação. Assim como ninguém tem a verdade absoluta nem ninguém tem o direito de ditar ao outro qual o caminho que deve seguir.

Creio que, definitivamente, havia mesmo de se parar com esta coisa de que “ser-se espiritual é ser-se x, y ou z” porque isso não é verdade. Não há receitas para se ser espiritual porque – como ando a dizer há anos – ninguém se torna espiritual, toda a gente já o É. Podemos antes dizer que o que está a acontecer é que estamos a despertar a consciência para um conhecimento maior e mais abrangente daquilo que somos, para que possamos fazer evoluir o nosso Eu de forma mais inteira e completa.

Porque milénios depois, continuo a ver jogar-se o mesmo jogo: aquele onde os peões se julgam mental, emocional e/ou espiritualmente superiores uns aos outros quando, na realidade, estão a ser apenas isso – peões de um sistema que se alimenta do medo, da necessidade de controle e do poder desvirtuado! Ninguém é superior a ninguém – e aqueles/as que nascem com maior sensibilidade e consciência que usem essa sabedoria para recordar os demais de que TAMBÉM são isso TUDO, ao invés de usarem essa sabedoria para criar discípulos e seguidores!

Anda a jogar-se à verdade espiritual quando até a ciência muda, rectifica, contraria, altera… Quanto mais as filosofias abstractas sobre o sentido da vida e a espiritualidade… Estamos aqui a APRENDER e a experienciar – aceitemos isso! Sejamos flexíveis, compreendamos que a verdade absoluta é um mito e RESPEITEMOS aquilo que cada coração escolhe para si e para o seu caminho.

A VERDADE que realmente importa é aquela que nós SOMOS! É aquilo que fazemos com o que nós somos, com o que nos acontece, com a experiência… É o quanto realmente estamos a aproveitar esta vida para evoluir e contribuir para a evolução do Todo – é só isso que importa, ao final do dia.

E por isso, no meio desta correria de descobrir tudo sobre tudo, não nos esqueçamos de viver.
De aproveitar este MILAGRE imenso que é a vida.
De RESPEITAR este milagre imenso que é a vida.

Há muito caminho a fazer.
Haja discernimento.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Cameron Gray

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Nota (que não é muito importante, mas para quem reparar, fica a explicação): para quem leu outros escritos meus aqui no site do Semeando, (as Mensagens I, II e III por exemplo, ou as Cartas da Quinzena e do Mês), pode reparar que nesta não assinei com “Johanna Samna, com orientação e guia da sua Equipa de Luz”. Isto não significa que os meus Guias de Luz deixaram de me orientar. Não deixei de os ouvir, nem de os sentir… Estão sempre presentes. A cada passo do caminho. Mas, à medida que vou percebendo o meu real propósito nesta vida, vou tendo cada vez mais a necessidade de me ir alinhando com isso… E eu sou, cada vez mais, Eu. Com tudo o que isso implica. ♥

21 de Julho 2017

Passando a Mensagem (III) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Já todos/as sabemos que os tempos pedem mudança. O que nós não sabemos ainda, totalmente, é o quê que precisa de mudar.

Não há ninguém que traga consigo essa verdade absoluta, pois não há ninguém que, na sua condição humana, seja totalmente isento e livre do seu sistema de crenças e dos formatos da sua mente racional. Ninguém. E isto não é um problema, muito menos é “o” problema. Isto é a experiência. E é para vivermos a experiência que estamos aqui.

Não vale a pena nos cegarmos com as ideias de que tudo está curado e que o amor tudo cura, porque o amor tudo cura, sim, mas para chegar ao amor, a ESSE amor, é preciso palmilhar muito caminho interno. Desbravar o ego e acolher as sombras. Amar além da superfície não é uma coisa que se aprenda em workshops ou terapias ou a ler um livro. Amar além da superfície é algo que acontece, naturalmente e sem esforço, quando começamos a aceitar a experiência como ela É e não como gostaríamos que ela fosse.

Aceitar a experiência como ela É – ora aqui está a chave!

Dor é dor. Não é uma obrigação, uma punição, ou uma coisa a temer. Ela é o que é. E quando dói, dói, não vale a pena fingir que não dói, que “já se passou a etapa de sentir dor”, porque isso não existe. A dor, quando vem, dói. Dói a todos/as. Há que respeitar isso e respeitar as diferentes formas de cada pessoa sentir a dor, bem como os diferentes tempos que se leva a superá-la.

Raiva é raiva. Não vale a pena mascará-la com nomes de Deusas poderosas ou de Deuses imponentes para a justificar. Raiva é raiva e quando vem, é densa. Para todos/as. Sem desculpas. No entanto, podemos chegar à conclusão de que ela é o motor que nos impulsiona, muitas vezes, a mudar, a agir e a fazer. Então, talvez, ao invés de querermos mascará-la, vamos aceitar que, afinal, na 3D, há muita energia necessária e útil – ainda que necessite de ser alinhada e equilibrada!

As emoções densas são emoções densas. Ponto. Aceitemo-las e perceberemos que algumas fazem mesmo parte de nós e que precisamos mesmo delas para as nossas vidas porque é através delas que vamos resgatar o nosso poder pessoal. E se algumas conseguiremos trabalhar e transformar rapidamente, outras não. É o que é. E ninguém é menos nada por causa disso.

A “morte do ego” é uma falácia – já concluí isso há muito tempo. O ego é uma parte de nós e é ele que nos mantém a sanidade intacta. Se ele precisa de muito trabalho, estrutura e equilíbrio? Sim. Mas aqui, na condição humana, ele existe porque é necessário. E ele não vai deixar de existir, por isso, negá-lo, apenas o fará manifestar-se sem a consciência activa e presente do/a próprio/a. E isso é perder o comando de si mesmo/a.

A mente racional precisa de ajuda para integrar tudo o resto que também somos. Ajudar, integrar, esculpir – e não anular.

Aceitar e integrar. Ser e viver. Esta é a experiência.

“Cada um colhe o que plantou” – exactamente. Falamos da Lei do Retorno, uma Lei Magnética base, que nos rege a todos/as. E rege-nos sempre, em qualquer etapa do caminho de seja lá quem for, tal como a Lei da Gravidade rege-nos sempre, em qualquer etapa das nossas vidas. É por isso que aprendemos a ter cuidado com as coisas porque sabemos que se caírem vão directas ao chão e podem partir-se. Ainda assim, pode acontecer, por mais sabedoria, destreza e experiência que tenhamos. O mesmo se aplica às Leis Magnéticas da Atracção, do Retorno e de Causa e Efeito. Por isso, quando vociferamos contra quem nos fez alguma coisa desagradável afirmando que a sua colheita há-de chegar (e há-de, certamente!), vamos também lembrar-nos de que, se nós estamos a colher um fruto amargo, alguma semente plantada lá atrás o originou – ou alguma aprendizagem temos a fazer. É igual para todos/as.

Os tempos pedem mudança e a mudança começa com responsabilidade. Chega de máscaras e de teatros. De removermos velhos formatos apenas para criarmos formatos novos. Aceitemos o que é, como é. E a partir daí, então, esculpimos. Transformamos. Equilibramos. Mas sem mais fugas ou desculpas. O amor de que tanto se fala vibra na verdade. E a verdade, para ser verdade, requer transparência. Qualquer máscara, por mais bonita ou endeusada que seja, é uma máscara. E corre o risco de encobrir a verdade.

Há muito caminho a fazer.
Haja discernimento.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem do site suwalls.com