10 de Outubro 2023

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Passando a Mensagem (VIII) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Por norma, tudo o que são directrizes, instruções e ferramentas de caminho, são passadas somente no contexto das nossas turmas. Mas hoje respondo ao apelo interno que me pede que venha partilhar uma directriz aqui, nesta rubrica dedicada exclusivamente às mensagens que são pedidas (pelos Guias de Luz) de vos passar.

A questão “tempo” foi sempre um desafio, para mim, a título pessoal. Várias são as camadas de aprendizagem nesse sentido – gerir o tempo, respeitar o tempo, o meu ritmo pessoal, os ritmos dos outros, o tempo das coisas, a razoabilidade da distribuição de tempo… – enfim, várias camadas.

Mas agora, recentemente, recebi uma directriz directa de um Ser de Luz que, a pedido do mesmo, vos passo como a traduzi no momento em que a intuí: “em vez de organizares o teu tempo por horas, organiza o teu tempo por dispêndio de energia”.

Isto foi algures nos primeiros dias de Agosto deste ano. Daí até agora tenho tentado perceber e integrar isto, na minha vida. Não é fácil. Estou muito habituada a planos, agendas, listas de tarefas e blocos de horas. Estou muito habituada e viciada neste sistema do “tanto para fazer e tão pouco tempo!” – e como assim é, processar e aplicar esta directriz torna-se extremamente desafiante.

Mas a verdade é que, quanto mais o faço, mais percebo os benefícios de o fazer.

Porque isto, na prática, significa que passamos a tomar mais atenção à energia que gastamos e em quê. E o quanto é que cada coisa que fazemos consome da nossa energia. E a partir daí, é aprendermos a gerir o nosso dia-a-dia mediante a energia que temos disponível e o quanto vamos precisar de despender para cada coisa.

Exemplo: se alguém tem um dia de trabalho mais exigente e para o qual precisou de despender de muita energia, nesse dia vai aliviar nas tarefas de casa. Não é dia para chegar a casa e limpar, lavar, fazer comidas complicadas, arrumar roupa. É dia para chegar e descansar, tomar um longo banho, pôr uma música a tocar, fazer uma comida simples. Nutrir. Repor a energia.

“Ahahah, era bom, mas isso é impossível! Não dá, não posso, e quem é que faz as coisas?” – pensarão muitos e muitas de vós. Certo. Eu disse que não era fácil. Eu sei que não é fácil.

… mas foi-me pedido que vos passasse esta mensagem e aqui estou eu a fazê-lo. E se estás a lê-la, por alguma razão há-de ser, então pelo menos pensa nisso. Não é uma questão de não fazer as coisas, é uma questão de reavaliarmos onde, como e quando despendemos da nossa energia! É uma questão de priorizarmos o nosso bem-estar, a nossa saúde, a nossa boa disposição.

É uma questão de ser uma forma de gerirmos o cansaço generalizado que andamos a sentir – e é por isto que me foi pedido que passasse esta mensagem para fora.

Os tempos são de mudança e há uma energia colectiva que nos vai impulsionando a mudar – seja ela planetária, a partir dos ciclos da Natureza, a partir das dinâmicas astrológicas, etc…! – então é preciso mudar. É simples.

Por aqui, não estou nada de acordo com a ideia de que os sintomas que nos trazem qualquer tipo de mau-estar sejam atribuídos a fenómenos de evolução per si. Uma coisa é ficarmos moídos e a precisar de descanso depois de uma aula, de uma terapia, de um retiro – à semelhança de ficarmos moídos e a precisar de descanso após uma ida ao ginásio. Estamos a activar e a mexer partes de nós que estavam mais adormecidas, é normal sentir no dia, no dia seguinte, nos dias seguintes.

Outra coisa completamente diferente é sentirmo-nos mal! Cansados, exaustos, saturados, irritados, deprimidos, frustrados… Constantemente, ainda por cima. Não, lamento, não acredito que seja porque estamos a evoluir tranquilamente e por isso basta esperar que passe. Não são essas as instruções que me são dadas. E com isto não digo que “eu é que sei”, não. Com isto estou a dizer: “está aqui outra perspectiva, faz com ela o que entenderes”.

As instruções que me são dadas são simples: “se te sentes mal, há mudanças a fazer.”

Primeiro, se nos sentimos mal constantemente, há que ir ao médico. Dizemos isto a absolutamente toda a gente que nos chega. E também o fazemos, obviamente.

Depois, razões de saúde descartadas e continuando na busca holística por respostas, há os processos pessoais de cada um/uma e há então a influência desta energia intensa que nos impulsiona a todos a mover e mudar.

A mover e a mudar. Não basta esperar que passe. Só isto. Desculpem ser chata, mas é o que é. Eu também ouço repetidamente as coisas até as encaixar, é assim, somos humanos e teimosos.

Então, por aqui, directrizes que me/nos são passadas e que andamos a trabalhar nelas nas nossas vidas (não, não é sempre fácil nem é sempre perfeito, mas vamos fazendo, aprendendo, focando mais e mais) e que passamos a quem nos chega para lidar/gerir esta energia imensa que colectivamente andamos a sentir:

  • DAR IMPORTÂNCIA AO CORPO FÍSICO! O Corpo Físico precisa de se alimentar bem, de beber água, de dormir bem, de ser nutrido, de descansar, de ser honrado, amado, cuidado. Aquelas coisas básicas que achamos que desaparecem com a evolução espiritual… Não, não desaparecem. Tendem a ser MAIS necessárias ainda, porque quanto mais energia albergamos, quanto mais mudança e transformação nos propomos a fazer, mais o nosso corpo sente, mais o nosso corpo precisa de reforço, cuidados, saúde, descanso, nutrição.
  • Limpeza e Protecção Energética: aquelas rotinas de limpeza e cuidados energéticos, com as práticas que mais sentido vos fizerem e que souberem. Se não souberem nenhumas, podem sempre vir aprender connosco.
  • Fazer caminho interno: sempre. Observar o que se anda a alimentar em pensamentos, emoções, intenções, acções. Observar o que há a resolver, sanar, curar, transformar. O caminho de auto-consciência não pára. Independentemente de há quantos anos se faz, de quantos cursos se tem, do quanto já se fez… A vida está sempre a acontecer, a surpreender-nos, a trazer-nos experiências. É por isso que o caminho não pára.
  • E agora ficou aqui esta dicazinha nova: “em vez de organizares o teu tempo por horas, organiza o teu tempo por dispêndio de energia”.

Não me cabe a mim dizer-te como vais aplicar esta dinâmica na tua vida, são as tuas escolhas, as tuas prioridades, o teu tempo, o teu espaço. Só reforçar isto, como também recebi para mim: ao final do dia, justificações à parte, és tu que sabes como te sentes. És tu que lidas com o teu mau estar. És tu que sentes a exaustão, o cansaço, a saturação. És tu que lidas com a doença, se ela chegar, resultado desse excesso. É a ti que te pesa. Então, és tu que tens que fazer por te sentires melhor. Por ti. Pela tua saúde. Porque mereces. Porque mereces sentir-te bem.

Larguemos mais umas camadas deste espírito de sacrifício chato que nos foi implementado há milénios, para que nos esgotássemos até ao tutano, em prol nem se sabe bem de quê (aprovação?), a responder a necessidades nem se sabe bem de quem. Às nossas não é de certeza, porque a nós, um corpo cansado, está a pedir descanso. Está a pedir abrandamento. Está a pedir limites.

De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem do site wallpapersafari.com

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