Carta da Segunda Quinzena de Junho (2016)

. 4 DE ESPADAS .

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Queridas Pessoas,

Este mês haverá só uma Carta da Quinzena, uma vez que, por razões pessoais e profissionais, a da Primeira Quinzena não foi tirada. Sai agora na Segunda Quinzena, dos nossos Arcanos do Tarot, o 4 de Espadas, como energia para o momento. E o conselho resume-se a isto: é preciso respirar fundo, ter calma e aquietar a mente.

Os tempos andam mexidos. Os mares das nossas emoções agitam-se e pedem mudança. As nossas vidas pedem mudança. As nossas Almas gritam por entre o ruído da mente e pedem, de uma vez por todas, mudança. Tem sido assim todo o ano e agora, com a chegada do Solstício de Verão, esta espécie de “pressão” interna (e externa), começa a aumentar.

Pode parecer que temos que agir já, que resolver já, que fazer já. Pode parecer uma grande ânsia, o que quer que seja que sintamos pendente em nós. Mas o 4 de Espadas vem pedir-nos calma. É preciso calma. A estrutura mental está a mil à hora, a mente racional tenta acompanhar todo o processo que está a ocorrer em simultâneo connosco e há coisas que, muito possivelmente, ainda não compreendemos.

No meio do caos a mente racional desespera. Procura qualquer saída, qualquer explicação, qualquer forma de entendimento. No meio dessa poeira, é fácil perder o foco. É fácil criar ilusões. É fácil cair nas armadilhas do ego que faz tudo o que pode para se manter nas suas zonas de conforto.

No meio do caos, é importante nos lembrarmos disto: “nem tudo o que parece, é”. Por isso, nesta fase, respiremos fundo. Procuremos aquietar a mente e assentar as ideias. Procuremos a conexão ao coração. Procuremos a verdade – não a verdade que a mente pensa que é, mas a verdade que o coração sente.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

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Carta da Segunda Quinzena de Maio (2016)

. PAGEM DE COPAS .

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Queridas Pessoas,

Maio entrou a pedir-nos profundidade. A pedir-nos que olhássemos para lá da superfície e que re-descobríssemos as nossas ligações espirituais, a ligação à nossa essência. Há muito mais a descobrir em nós. Há muito mais a amar, em nós – e vem agora o Pagem de Copas lembrar-nos disto, nesta Segunda Quinzena de Maio.

Vivemos numa Era de pessoas desapaixonadas pela vida. De falta de fogo e de alegria de viver. Onde está a excitação em abrir os olhos para mais um dia nesta maravilhosa Terra? Não está, na maioria das casas. Está uma enorme frustração pelo sono que ainda se sente, pelo emprego que está à espera, pela rotina que desgasta e consome.

A maioria das pessoas vive desapaixonada pela vida porque não a vive. Tão simples quanto isto. O problema não começa nem no emprego, nem no trânsito, nem no relacionamento. Começa dentro de cada um/uma de nós. Começa no momento em que, muito jovens ainda, começamos a viver como os outros vivem, porque os outros dizem, como os outros fazem. Começa no momento em que achamos que crescer é entrar às 9h num emprego que nem sequer gostamos, sair às 17h em plena saturação, passar pelo ATL e pelo supermercado, chegar a casa e fazer o jantar, dormir e, no dia seguinte, recomeçar. Quando pensamos que crescer/viver é ISTO, matamos a paixão. A paixão de estarmos vivos/as.

Quando pensamos que abundância é poder comprar o último modelo de telemóvel, o mesmo telemóvel que nos vai cobrar cada segundo de tempo livre com todos os seus toques, apitos e aplicações – matamos a paixão. A paixão de estarmos vivos/as.

Quando pensamos que TEMOS QUE fazer determinada coisa, aguentar determinado fardo, passar por determinado sacrifício, “porque sim”, “porque á vida é dura”, “porque o mundo está em crise” – matamos a paixão. A paixão de estarmos vivos/as.

E estaria tudo bem, não fosse esta a maior ilusão que vivemos – a de pensarmos que não temos escolha e que a vida, das 9h às 17h, é só isto.

Não. A vida é mais. A vida é tudo o que a nossa vozinha interior nos sussurra, todas as mudanças que nos pede, todos os sonhos que grita, todas as vontades que guarda. A vida é tudo isso e TU PODES ESCOLHER VIVÊ-LA.

E se quiseres, pode ser hoje. Pode ser hoje que te olhes no espelho e te permitas apaixonar por ti mesmo/a. E que, como toda a paixão pede, dês o teu melhor. Mas desta vez, o melhor por TI mesmo/a. Porque tu mereces. Tu mereces descobrir a bênção que é estar aqui, nesta maravilhosa Terra. A ocupares o teu lugar. A seres o que tu, na tua individualidade, És.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta da Primeira Quinzena de Maio (2016)

. RAINHA DE PAUS .

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Queridas Pessoas,

Os Arcanos do Tarot enviam-nos a Rainha de Paus para esta Primeira Quinzena de Maio, o que é interessante, uma vez que Maio é o mês da Mãe, um mês com uma energia feminina muito presente.

E a energia da Mãe, a energia doce e carinhosa, que nos embala e nutre, é um aspecto da energia feminina que nós facilmente integramos e aceitamos…

Mas e os outros aspectos? Onde está a nossa Rainha de Paus, por exemplo? E isto significa: onde está a nossa bruxinha? Onde está a nossa intuição? A nossa sensibilidade apurada? A nossa capacidade para entendermos mais a fundo os mistérios da vida e para os integrarmos na nossa vivência?

É dessa parte que ela nos vem lembrar. A todas as pessoas – e não só às mulheres. Os homens também são feitos de energia feminina, tal como as mulheres também comportam em si energia masculina.

Os tempos que atravessamos estão impregnados de mudanças a nível energético. Tudo se transforma para que o Planeta possa dar um salto vibracional, ou seja, para que possa vibrar numa energia cada vez mais subtil. E isto, traduzido para a prática, significa uma abertura e um estímulo maior do nosso sexto-sentido, da nossa mediunidade e de tudo o que nos permite ter consciência do mais que existe além do físico.

Isto está a acontecer e sente-se. As pessoas cada vez mais sentem mudanças em si, apelos para procurarem mais sobre si mesmas, situações que as levam a perceber que “o normal” afinal carece de irregularidades e que há perguntas a precisarem de respostas.

A intensidade deste processo varia de pessoa para pessoa mediante o seu percurso de vida e a sua própria individualidade. Estamos a ser chamados/as a despertar. E isso pode parecer um autêntico caos porque são os desequilíbrios, os transtornos, os bloqueios, as doenças e, até mesmo, as situações “estranhas” que nos levam a ir na busca de algo mais. O abanão acontece mediante “o adormecimento” de cada pessoa, mas tudo leva ao mesmo objectivo – reencontrarmos as nossas partes adormecidas e anestesiadas pelos mecanismos de controle e ilusão que nos rodeiam.

Estas partes nossas existem. E são fundamentais, tais como tantas outras que nos compõem. Precisamos de olhos para ver e de nariz para cheirar. E do nosso sexto-sentido para nos permitir entender o que existe para além do físico. A profundidade de quem somos e do que nos caracteriza começa a deixar de ser algo para “os filósofos” e “os loucos” e a ser algo para TODOS/AS, porque todos/as temos algo mais a descobrir sobre nós mesmos/as e sobre o nosso papel ao estarmos Aqui. Nesta Terra. Neste momento em que se pede mudança.

Se estamos aqui, fazemos parte disso. Ponto de partida.

E daqui, a descoberta do que isso significa para a pessoa em si, vai dar-se mediante o caminho que ela percorrer, sempre na busca de estar mais e mais em contacto com a sua intuição, com a voz do seu coração, com o pulsar da sua essência.

Aproveitemos a energia feminina do mês de Maio para dar um salto – ou mais um – nesta interminável busca que é, na verdade, um resgate de nós mesmos/as.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta da Segunda Quinzena de Abril (2016)

. 6 DE COPAS .

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Queridas Pessoas,

Os Arcanos do Tarot enviam-nos o 6 de Copas para esta Segunda Quinzena de Abril e convidam-nos a abrirmos mais o nosso coração.

Estamos sob a influência de uma poderosa lunação – Lua Cheia em Escorpião, forte, incisiva. Ela vem confrontar-nos com as nossas próprias sombras, com os nossos medos, bloqueios, apegos e resistências de ego. Ela vem mostrar-nos que partes de nós estão ainda às escuras e precisam de consciência e luz.

Na prática, isto pode apresentar-se de forma bastante desconfortável, pois pode parecer que subitamente se instalou o caos nas nossas vidas. Acontecem diversas situações desagradáveis, irritantes, aborrecidas. Sentimo-nos constantemente desafiados/as e, muitas vezes, levados/as ao limite. Daqui começam a surgir bloqueios e estagnações. E vontade de berrar, explodir e/ou, muitas vezes, desistir.

Tudo isto é normal e faz parte de ser-se humano. São estas inquietações e aborrecimentos que nos levam a percebermos que há partes de nós que ainda precisam de atenção, cuidados e cura. É aquilo que nos aborrece que mais nos ensina – sobre nós mesmos/as, acima de tudo.

Se desatarmos a culpar tudo e todos, a racionalizar tudo o que está a acontecer e a impor soluções sob a perspectiva da autoridade desvirtuada e/ou da vítima, estamos apenas a querer apagar o fogo com gasolina. Não resulta. E não resulta porque esse é o caminho do ego, da zona de conforto, da ilusão do que “se pensa que” e “se julga que” e “parece que”.

Por outro lado, se escolhermos respirar fundo e abrir caminho à consciência, a luz ao fundo do túnel aparece. Aparece no momento em que deixamos de culpar os outros e paramos para perceber qual é o nosso contributo para determinada situação estar a acontecer, ou no momento em que paramos para perceber qual é o apego e resistência que ainda temos e que está a gerar determinado bloqueio nas nossas vidas. Ou, uma das mais difíceis, o quê que aquela pessoa que nos irrita e incomoda tanto nos está a espelhar sobre nós mesmos/as…

E na mesma seremos confrontados/as com emoções incómodas e sensações de resistência, medo e apego – aí, é necessário que abramos o coração à compaixão por nós mesmos/as. Que aceitemos as nossas sombras como aceitamos a nossa luz – com o mesmo amor e com o mesmo carinho. Elas também são parte de nós e se não as aceitarmos e encararmos nunca lhes poderemos levar a luz e a cura que elas necessitam.

E porquê que este processo é tão difícil?
Bom, existem obviamente as razões particulares de cada pessoa, mas existe uma razão comum a todos/as nós – a pré-concepção que construímos sobre aquilo que consideramos ser uma pessoa “boa” e ser uma pessoa “má”. O nosso dedinho apontado pronto a julgar é um dos nossos piores inimigos. É ele que, no momento em que precisamos de nos encarar a nós mesmos/as, nos bloqueia, porque automaticamente vamos achar inaceitável ser aquilo que constantemente criticámos no outro.

Por isso, um bom exercício a fazer-se é, também, o de pensar duas vezes antes de apontar o dedo. Pensar duas vezes antes de criticar. Pensar duas vezes antes de julgar. Pensar e sentir. Sentir com o coração. Aprendermos a ver as pessoas com o coração e não com o julgamento precipitado da superfície.

Quando começarmos a fazê-lo com mais frequência, vamos começar a perceber as razões que existem por detrás das atitudes, as causas que levam a determinados momentos, as particularidades que desaguam nas facetas diversas das personalidades… E fazermos esse exercício para fora e, acima de tudo, para dentro de nós mesmos/as, abre portas à compaixão e a uma visão largamente mais ampla do Ser.

Do Ser como Todo. Das inúmeras particularidades que compõem o mundo de cada pessoa. E o nosso próprio mundo interno. E aí, sim, conseguimos sentir, ainda que nuns momentos mais do que noutros, um amor belo. Por nós, pelos outros, pela vida. Por cada momento que vivemos. E aí, sem a menor dúvida, faz-se Luz.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta da Primeira Quinzena de Abril (2016)

. 8 DE OUROS .

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Queridas Pessoas,

Abril chega-nos com o 8 de Ouros para a sua Primeira Quinzena, levando-nos a reflectir sobre o nosso próprio empenho relativamente ao alcançar dos nossos objectivos.

Começamos por aqui: a maioria das pessoas, actualmente, vive em constante insatisfação com o seu dia-a-dia. Acordamos já cansados/as e desmotivados/as para o dia de trabalho que nos espera e a isto junta-se todo um rol de rotinas stressantes – o trânsito, as filas, as compras, as refeições a correr, os horários a cumprir, os relacionamentos sem conteúdo, os/as filhos/as a usar birras como forma de expressão e as tecnologias que, ao final do dia, disfarçadas de “momento para descontrair”, nos invadem o cérebro com luzes e cores que, muitas vezes, nos dificultam o sono tranquilo.

E parece que fazemos tanto, não é? Parece que passamos o dia a fazer coisas, a fazer tudo, sem que sobre tempo para nada… E, ainda assim, deitamo-nos insatisfeitos/as e insatisfeitos/as acordamos para o dia seguinte.

Paradoxalmente, o nosso dia é cheio de um enorme vazio. Vivemos, cada vez mais, como robots do sistema que nos envolve. Passamos o dia a fazer coisas sem que realmente estejamos a fazê-las – falta-nos a consciência, o foco, a presença.

Vamos todos os dias para o trabalho sem sabermos bem o que lá estamos a fazer. É uma obrigação, um dever e um ordenado ao final do mês, quando podia ser muito mais do que isso, se soubéssemos o que tem aquele lugar para nos ensinar e como podemos nós acrescentar-lhe algo. Comemos a primeira coisa que nos aparece à frente, de preferência já pré-feita, ainda que o nosso corpo ande a gritar em forma de alergias e doenças. Criamos a nossa imagem com base no que dizem os placards de publicidade, ainda que isso nos custe a alegria e a auto-estima. Opinamos com base no que a maioria diz, sem que paremos, verdadeiramente, para pensar com a nossa própria cabeça.

E isto – este estado de estar por estar – estende-se a tudo. A todas as áreas das nossas vidas.

Nós até nos queixamos. Muito. Quase todos os dias. Mas o que fazemos para mudar o rumo e alinhá-lo ao que realmente desejamos ser, fazer e viver? Nada. Ou quase nada. Porque esta “cultura de fast-food” em que vivemos está tão bem concebida que se culpa a si mesma, que aponta os malefícios que contém como sendo parte e que, com isso, os vai tornando normais e aceitáveis… E nós continuamos a passar ao lado de tudo, sem pestanejar nem questionar, pensando que a vida é cada vez mais moderna e fácil, quando na verdade é em toda esta modernice e facilidade que estão as maiores prisões ao nosso verdadeiro Eu – aquele que não se manifesta porque não tem espaço, porque é esmagado com todas as pré-concepções e certezas absolutas que o nosso próprio ego adopta em convivência com todas estas manipulações externas.

Porque é esmagado por todos os objectivos que nós achamos que são fundamentais, mas que não passam de futilidades impostas – “tens que ser o/a mais, o/a melhor, o/a primeiro/a”. “Tens que ser como te dizem para seres”.

E nós somos. Vamos sendo. “Vamos indo”, “vamos andando”, “mais ou menos”. Achamos que todos os dias cumprimos algo, mas a insatisfação, principalmente ao deitar e ao levantar, cá se sente. Bem no centro do peito.

A verdade é que não há nada, nem ninguém, que possa remover esta insatisfação interna de dentro de nós – a não ser nós mesmos/as. E ninguém o fará porque ninguém o pode fazer. Ninguém tem esse direito nem esse dever. Ela existe em nós precisamente para nos alertar de que estamos esquecidos/as e adormecidos/as, dissociados/as de nós mesmos/as.

Como podemos alcançar os nossos objectivos se, muitas vezes, nem sabemos bem quais são?

Sair daqui, deste estado de estar, requer empenho. Muito. Porque requer, antes de mais nada, que busquemos, por entre os véus da ilusão que nos rodeiam, a nossa verdadeira vontade. E isso exige esforço da nossa parte. Humildade. Honestidade. Responsabilidade. Se vale a pena? Vale. Vale tudo. Porque é a partir daí, do encontro com a nossa verdade, com o nosso verdadeiro Eu, que encontramos o nosso Propósito. Ou o propósito em cada coisa que fazemos… E a partir daí, o esforço por cada objectivo deixa de ser um fardo, pois a Alma canta e rejubila a cada passo do caminho.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta da Segunda Quinzena de Março (2016)

. 4 DE OUROS .

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Queridas Pessoas,

Começámos Março a pedir limpeza emocional, libertação do passado, das velhas dores e mágoas e dos padrões repetitivos e negativos que nos bloqueiam e transformam em pessoas permanentemente tristes, fechadas e angustiadas.

E se há bagagens emocionais e mentais que facilmente libertamos, outras tornam-se quase num vício. Servem-nos de desculpa para tudo aquilo que não queremos mudar e de justificação para os nossos comportamentos e atitudes. Fecham-nos numa caixa – a caixa mental que nos cega e que nos leva a ver a vida de forma pequenina e superficial. A caixa que não nos permite pensar mais além, ver mais além, procurar mais além.

A caixa que é urgente que partamos para conseguirmos dar um salto de consciência e avançar em frente com o nosso propósito e caminho – e é isto que nos pede o 4 de Ouros para esta Segunda Quinzena.

Observemos os nossos comportamentos. Vamos entrar em Lua Cheia no dia 23 e a intensidade do momento far-se-à sentir. Que situações acontecem sistematicamente nas nossas vidas? Qual é a nossa atitude face ás mesmas? Ao quê que nos agarramos com unhas e dentes para marcarmos a mesma posição do costume, dar a mesma opinião do costume, ter a mesma postura do costume… Sendo que essa pode ser precisamente a postura que a nossa Alma nos anda a pedir que transformemos?

Onde está a nossa caixa? Aquela que não nos permite ver mais além?

Quanto é que ainda temos que ter razão em tudo? Quanto é que ainda temos que saber mais do que os outros? Quanto é que ainda somos tão egoístas que não conseguimos ver além do nosso próprio umbigo? De quanto mais é que ainda precisamos para percebermos que a vida grita por mais? Mais do que o fútil e o superficial? Mais do que as certezas absolutas que achamos que já temos?

Esta é a mesma caixa que nos gera medo. Medo de perder. Medo da escassez. Medo de sermos rejeitados/as, humilhados/as, abandonados/as. Medo de não correspondermos ás expectativas (maioritariamente irrealistas) do mundo que nos rodeia. São as nossas próprias crenças que nos dominam através do medo, porque nos levam a acreditar que fora delas estamos vulneráveis e desprotegidos/as. E essa é uma grande mentira, uma confortável mentira, que nos é pregada pelo nosso próprio ego, para nos manter em todas estas preguiçosas zonas de conforto e alimentada pela matriz de controle, que nos quer bem distraídos/as das realidades que estão lá… Fora da caixa.

Os tempos pedem despertar. Urgentemente. Mas despertar não significa que temos que seguir este ou aquele, isto ou aquilo… Significa que é urgente desconstruir todas as caixas que nos impedem de percebermos quem somos e o que de mais existe à nossa volta. Porque isso é recuperar o comando de nós mesmos/as. E isso, consequentemente, é começar a mudar o mundo.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta da Primeira Quinzena de Março (2016)

. 3 DE ESPADAS .

3 de Espadas

Queridas Pessoas,

Março entra trazendo o Sol. Estamos prestes a chegar à Primavera e a ver iniciar-se o ciclo do nascimento da Mãe Natureza. E também para muitos/as de nós é tempo de renascer.

Para esta Primeira Quinzena de Março chega-nos o 3 de Espadas e vem pedir-nos que limpemos os nossos corações dos pesos do passado, para que novas coisas possam chegar a nós e ás nossas vidas.

Em pleno Quarto Minguante, estes são os dias ideais para pôr pontos finais. Para encerrar ciclos. Para proceder a conclusões. Que mágoas ainda pesam nos nossos corações? Que dores continuam a latejar, ainda que muitas vezes quase que inaudíveis? Que pensamentos de situações passadas continuam a massacrar-nos e a condicionar a nossa alegria e a nossa vitalidade? Onde é que continuamos presos/as?

O Ser Humano, por excelência, vive no passado. Ao “se eu soubesse o que sei hoje” juntam-se constantes repetições de memórias e acontecimentos passados, especialmente os de dor. Aquilo que alguém nos fez, aquilo por que passámos, aquilo que nos aconteceu. Aquilo que está lá atrás mas que continua a fazer-nos sentir tão mal como se estivesse novamente a acontecer no momento presente. E porquê? Porque nós mantemos viva a chama da dor dentro dos nossos corações. Somos nós que a alimentamos com o reviver constante das situações, palavras, sentimentos e momentos que nos feriram e que, muitas vezes e com o tempo, acabaram por moldar a nossa forma de estar, pensar e ser.

Ficamos carrancudos/as, defensivos/as, impacientes e fechados/as. Muitos/as de nós já acordam assim e é assim, neste limbo emocional, que se voltam a deitar. Sucessivamente. E é esta, muitas vezes, a razão pela qual as nossas vidas perdem a cor, o brilho, a alegria e o movimento.

Por tudo isso, é urgente procedermos a uma limpeza emocional. Não é fácil, não existem regras nem formas miraculosas de o fazer, mas faz-se. Faz-se a partir do momento em que o queremos fazer. Faz-se a partir do momento em que conseguimos ser honestos/as o suficiente para percebermos se estamos preparados/as para libertar o passado. Quando percebermos isto, percebemos que somos nós que o mantemos preso ao nosso presente e que está em nós o poder de o deixar ir.

Os outros têm em nós o poder que nós lhes damos. As situações têm em nós o poder que nós lhes dermos. A intensidade existe em nós na medida da importância que lhe dermos. E assim como a mente inferior e racional se vicia em pensamentos negativos, dolorosos e derrotistas, também é possível retirar-lhe esse vício, se conversarmos connosco mesmos/as. É muito importante resgatarmos isto – esta noção de que nós podemos, sim, comandar as nossas vidas.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta da Segunda Quinzena de Fevereiro (2016)

. 8 DE COPAS .

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Queridas Pessoas,

Para esta Segunda Quinzena de Fevereiro chega-nos o 8 de Copas e vem falar-nos dos novos sítios emocionais onde nos encontramos.

Começámos o mês a falar dos bloqueios dos medos e da urgência em ouvirmos os pedidos da nossa Alma para nos movermos em frente, em direcção aos nossos objectivos e verdades internas.

E agora, em véspera de Lua Cheia, é-nos sugerido que olhemos para o que já está a acontecer.

Muitos/as de nós já sabem que dentro de si movem-se novas condutas. Muitos/as de nós já sabem que, dentro de si, há processos emocionais que estão mais do que resolvidos. E desses muitos/as de nós, aqueles que teimam em permanecer nos mesmos sítios, sentem-se cansados/as, exasperados/as, frustrados/as. Não dá mais para permanecer no mesmo sítio – os tempos pedem movimento! É tempo de dar o último passo, o que encerra um ciclo, o que conclui, o que decide. Esse último passo que, paralelamente, é o primeiro passo de um novo ciclo.

Continuarmos a insistir numa situação que está moída pelo cansaço, que não muda, que estagnou, que não avança, é apenas continuarmos a perpetuar o mesmo ciclo de letargia e bloqueio. E isso levar-nos-à apenas a mais situações desagradáveis e cansativas, a mais manifestações de dor e doenças físicas e a mais momentos de caos e confusão.

É tão simplesmente isto.

É importante também observarmos que o número 8 está muito presente, tendo saído em ambas as cartas deste mês. O número 8 que representa o Infinito, o ciclo da vida, eterno e mutável, sempre em movimento. Vem reforçar a pergunta: que ciclo queremos a perpetuar nas nossas vidas?

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta da Primeira Quinzena de Fevereiro (2016)

. 8 DE ESPADAS .

8 de Espadas

Queridas Pessoas,

Chega-nos o 8 de Espadas como energia para esta Primeira Quinzena de Fevereiro. O 8 de Espadas que já nos foi dado em Outubro de 2015, na Segunda Quinzena. É interessante reler a informação dessa carta, pois fala muito sobre o medo em si e ajuda a fazer a ponte com o que vai ser passado aqui hoje (ver aqui: https://semeando11.wordpress.com/2015/10/17/carta-da-segunda-quinzena-de-outubro-2015/).

Para este nosso início de Fevereiro, o 8 de Espadas vem falar-nos do medo de agir. Depois de um Janeiro atribulado, marcado pelas várias emoções e situações que foram vivenciadas por nós de forma mais intensa, mostrando-nos o que pede, urgentemente, mudança em nós e nas nossas vidas, Fevereiro chega como uma espécie de lufada de ar fresco com a energia de Aquário a apelar à criatividade e boa disposição. E se por um lado renova-se a força de vontade de avançar em frente com os nossos objectivos, por outro parece que os bloqueios teimam em aparecer.

E porquê, novamente? Porque está na altura de percebermos que medos se levantam em nós na hora de agir. Que medos existem em nós que castram a nossa criatividade e nos bloqueiam no momento em que devíamos levantar-nos e dar um passo em frente. O quê que nos trava? Que medo se impõe acima da vontade de fazer?

Além dos nossos medos individuais, é importante observarmos um pouco um dos grandes medos que assola a Humanidade em geral – o medo da responsabilidade. Não das responsabilidades do dia-a-dia e da vida comum, mas da responsabilidade de escolher, conscientemente, o caminho a seguir. A responsabilidade de se assumir a vontade, o querer, a individualidade que nos caracteriza. A responsabilidade de tomarmos as nossas próprias decisões e de sermos totalmente responsáveis pelas consequências que daí advirão. Esse é um dos maiores medos que ainda nos oprime a (quase) todos/as. Estamos viciados/as em “ir atrás de” – fazer porque os pais fizeram, porque os avós já faziam, porque os amigos disseram, porque a sociedade aceita e, a mais comum de todas, “porque é o normal”. Continuamos a ser marionetas na vida porque temos medo. Medo de sair fora da zona de conforto que nos oferece mil justificações para os nossos erros e más escolhas. Medo de arriscar a entrar nesse sítio desconhecido que é o de fazermos o que a nossa Alma nos pede – esse pedaço de nós esquecido, diminuído e até ridicularizado (por muitos) ao longo dos tempos.

Sim, esse é um dos nossos maiores medos. Mas enfrentá-lo, é, também, uma das nossas maiores conquistas. E qualquer que seja o desafio que daí advêm, uma coisa é certa – estarmos ao comando de nós mesmos/as é a chave que abre as portas da verdadeira liberdade de Ser.

De coração,
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Carta da Segunda Quinzena de Janeiro (2016)

. 3 DE OUROS .

3 de Ouros

Queridas Pessoas,

Chega-nos o 3 de Ouros para a Segunda Quinzena deste mês de Janeiro e vem falar-nos da forma como nos relacionamos com as pessoas à nossa volta. Como estão as nossas parcerias? Os nossos relacionamentos amorosos? Os nossos relacionamentos familiares? Os nossos relacionamentos, no geral?

Certamente que alguns têm levantado desafios ao longo deste mês, possivelmente desafios que até já conhecemos bem, dando a sensação de estarmos a viver outra vez as mesmas coisas. Só que desta vez é diferente – é mais intenso. Desta vez, muitos/as de nós, certamente, têm sentido picos de impaciência e irritabilidade mais fortes do que o normal.

Tínhamos falado, na Primeira Carta da Quinzena deste mês, que este Janeiro, mais do que novos começos, trazia a necessidade de limpar o que ainda precisava de ser limpo e arrumado antes de começarmos coisas novas. Trazia o pedido da ponderação e de não colocarmos em cima de nós o peso de termos que fazer “tudo” já neste mês. De (re)aprendermos a dar um passo de cada vez.

E assim continuamos. Agora chamando especial atenção para os nossos relacionamentos. O que tem acontecido nestas primeiras semanas de 2016? Que conflitos têm surgido? Que situações desagradáveis têm sido apresentadas novamente no nosso presente? Tudo isso pede análise. Observação. O que precisa de ser mudado?

E respondermos “é a pessoa x que precisa de mudar!”, não vai mudar absolutamente nada. Claro que é sempre mais fácil vermos o que o/a outro/a fez para nos aborrecer. É sempre mais fácil responsabilizarmos os factores externos a nós pelo que nos acontece.

Difícil é fazer o inverso, mas é isso que é necessário – sermos conscientes de nós mesmos/as. De que forma contribuímos nós para a situação? O que temos nós que aprender, sobre nós mesmos/as, perante cada momento? Onde está a nossa responsabilidade perante os bloqueios na vida e as situações desagradáveis que nos chegam?

Sim, há coisas mais intensas nas nossas vidas, neste momento. Mas se assim é, é para nos chamar a atenção de que precisam de ser resolvidas para que possamos, finalmente, avançar para novas etapas e novos caminhos.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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