
Passando a Mensagem (X) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.
Querida Pessoa,
Hoje começo por me dirigir a ti – a ti que encontraste estas palavras neste preciso momento – para te perguntar, individualmente: onde estás, na tua vida e no teu caminho, neste momento? E para onde queres ir?
2020 foi um ano que nos abalou a todos. O inesperado aconteceu e mexeu com as nossas vidas, com as nossas rotinas, com os nossos hábitos, com tudo…! E depois, pediram-nos para voltarmos “ao normal”. Mas qual normal? O Mundo mudou. Aquilo que na altura serviu como solução temporária, é hoje parte das nossas vidas: trabalho remoto; entregas em casa; compras online; chamadas de vídeo para compensar a falta de presença física; conexão a partir de redes sociais… E tudo certo. Não estou a avaliar isso, propriamente, nem tão pouco a criticar, pois também faço uso de todas essas dinâmicas. O que trago para reflexão é a visão maior do que temos vivido: não voltámos “ao normal”. Não voltámos para onde estávamos antes de 2020 – estamos num sítio novo. Diferente. Só que foi rápido, diria eu, demasiado rápido para conseguirmos acompanhar e assimilar tudo o que este “diferente” implica. É aí que a confusão se instala – nesta tentativa de recuperar o passado enquanto somos forçadamente empurrados para o futuro.
E nesta confusão, ficamos perdidos. Dispersos. São os olhares vazios, as expressões trancadas, as movimentações pelo dia-a-dia mecanizadas, sem pensar, sem sentir. Aumentam as impaciências, as irritações, os níveis de stress. A falta de empatia, de sensibilidade, de conexão, de razoabilidade e de bom senso. O pavio que já não era comprido, vai ficando ainda mais curto, a intolerância aumenta. Aumentam as divisões, as separações, as distâncias. E isto, minhas queridas pessoas, isto!, é que não podemos deixar perpetuar.
Haverão pessoas que neste momento se identificarão, na pele, com o que leram até aqui. Haverão pessoas que não se identificam directamente, mas que certamente já detectaram isto ao seu redor. Haverão ainda pessoas que ficam num “meio por meio”, identificam-se um pouco, repararam num pouco disto ao seu redor. Todas as percepções são válidas, são as vossas, mas certamente que toda a gente, de uma forma ou de outra, reconhece o que aqui está escrito.
Então convido-vos a reflectir nisto: independentemente de todas e quaisquer ideias que tenham sobre o ano de 2020 e sobre tudo o que temos vivido daí até aqui, há uma coisa que podemos sempre, sempre!, fazer – aprender.
Então volto a ti – o quê que tu aprendeste em 2020? O quê que tu realizaste que afinal era mais importante, na tua vida? O quê que tu aprendeste a valorizar, nesse ano, nesse momento de aperto e de aflição? O quê que tu percebeste, nessa altura, que era necessário – urgente, até! – que mudasse?
… e onde é que isso tudo está, agora? O que fizeste contigo e com a tua vida desde aí?
Possivelmente, para muitos de vós, neste momento surge um “não sei”. Pois. Foi por isso que comecei por falar nesta energia de dispersão e de confusão que paira no ar, colectivamente, pois mistura-se connosco, individualmente. “Que confusão, o Mundo está uma confusão” – ouve-se, tanto, por aí. Mas essa confusão não está só “lá fora”. Está “cá dentro”, também. Porque o Todo influencia-nos e nós influenciamos o Todo – e é aí que está a chave!
Nós influenciamos o Todo, também!
Então aquilo que TU podes fazer, já, neste preciso momento, é fazeres por ti. Aquilo que tu podes fazer neste preciso momento é avaliares o teu caminho, a tua vida, onde estás neste momento. Perceberes o que está certo e o que não está. O que gostas e não gostas. O que queres e não queres. Perceberes o quê que continuas a fazer, e/ou a permitir que te façam, que te leva sistematicamente a situações que não queres mais na tua vida – e quebrar esse padrão. Mudar o comportamento, a atitude, aprender. Fazer diferente. Perceberes onde é que podes melhorar e estimular isso – aprender, fazer diferente. Observares tudo aquilo que são os teus desejos para um Mundo melhor e avaliares de que forma plantas essas sementes na tua própria vida, no teu dia-a-dia, nas tuas pequenas coisas.
Olhares para a frente e escolheres para onde queres ir, na tua vida, é possível. É a TUA vida, agarra-a com todas as tuas forças e forja-a à tua medida! E isso faz-se agora, agora neste preciso momento, com as escolhas que fizeres a partir daqui e que ditarão o rumo para onde te diriges.
E isto, minha querida pessoa, reflecte-se no Todo. Porque se parares para pensar, sentes ou não sentes as pessoas? Sentes ou não sentes as mudanças de clima, nos teus ossos? Sentes ou não sentes a energia que paira no ar? Sentes porque tudo se conecta, todas as formas de vida, entre si.
Então quando pensas que não há como ajudares o Mundo a ser melhor, acredita, enganaste redondamente. Há como ajudares, sim. E não é preciso seres uma grande figura ou fazeres parte de uma grande missão humanitária. Podes fazer tudo isso, mas não é só isso que faz diferença – é isto que te quero transmitir. É absolutamente tudo o que tu fazes, no teu dia-a-dia, nas tuas pequenas acções e escolhas, que faz a diferença. Que provoca mudança, que alimenta a energia colectiva.
A tão almejada mudança que desejamos, seja nas nossas vidas e coisas individuais, seja no colectivo e no Mundo, não cai do céu. Nasce na Terra, a partir de cada pegada que nós, que aqui andamos, firmarmos no solo.
Bênçãos de coragem!
De coração,
Johanna Samna in Semeando e Caminhando
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