Ainda a meio gás, decidimos arrancar o ano a assumir as nossas posições, partilhando-as de forma mais directa através de uma nova rubrica: “Outras Perspectivas…”
Aqui, como em tudo o que fazemos, o objectivo não é o de dizer que “nós é que temos razão”, mas sim o de, como a própria rubrica o diz, dar outras perspectivas, para em quem com elas ressoar!
E o pontapé de saída é sobre abrir caminhos à inclusão da palavra “não”, nos nossos dicionários. Palavra esta que, com a expansão da cultura do positivismo, amplamente defendida pelas novas espiritualidades, é comumente considerada como algo a erradicar do nosso discurso.
Um erro, na nossa opinião.
A palavra “não” é necessária. É com ela que definimos limites. É com ela que fazemos as escolhas do que não queremos.
Sim, temos o direito a não querer. Simples.
Existe um “não” que representa negatividade e até bloqueio, é verdade. Aquele “não” que vem de uma ferida, de uma falta de auto confiança qualquer, de uma postura pessimista, de falta de fé, que nos está a inibir de vermos as nossas capacidades, potenciais; de vivermos a vida…! Esse “não” é para transformar, sim.
Mas esse não é o único “não” das nossas vidas.
Há o “não” que diz que já chega; que não permite; que não quer; que não vai; que não lhe apetece; que não gosta; que não pode; que não é o momento.
Há o “não” que nos defende. Que nos protege. Que nos permite traçarmos a linha do que é aceitável e do que não é! Que nos permite traçarmos os limites que nos cabe a nós decidir onde, como e quando traçar.
Este “não” é um DIREITO TEU, de usar.
Então, usa-o.
Sempre que precisares.
Sempre que quiseres.
Sem medo, sem culpa, sem vergonha.
Não és menos luz, por causa disso. Nunca poderias ser menos luz quando um “não” é utilizado para iluminar a tua verdade. Para iluminar a linha que traça os teus limites. Para iluminar o teu amor-próprio e a tua afirmação pessoal.
Abraço nosso,
Johanna e Eugénia
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