19 de Outubro 2022

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Passando a Mensagem (IX) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Antes de ontem tive uma pequena insónia. Fruto desta pequena insónia, dei comigo às duas da manhã, na cozinha, a trincar uma tosta e a ter uma epifania, epifania essa que me foi pedida, internamente, que partilhasse convosco.

Começou por me surgir a memória de uma viagem que fiz há uns bons anos, de férias. Antes de ir de viagem, deixei um papel escrito aos meus pais com carinho, colado na parede. Papel esse que, soube quando regressei, suscitou alguma ânsia ao meu pai, que considerou que isso poderia ser um mau presságio, como se algo de mal me pudesse acontecer na viagem e por isso eu tinha deixado um papel com tanto amor. Na verdade não aconteceu nada de mal, mas, entre uma trinca de tosta e outra, também recordei que, na verdade, a viagem de volta foi extremamente atribulada. Vínhamos de avião, havia uma tempestade, foi bastante assustador. Felizmente, correu tudo bem.

“Felizmente, correu tudo bem” – ecoou na minha mente. Continuaram pensamentos a deambular, percorrendo várias memórias em que certas coisas poderiam ter corrido mal na minha vida, e correram bem. Como se uma mão invisível tivesse estado lá para me amparar.

“E estava!” – ecoou na minha mente.

E o pensamento continua a desenrolar… Passamos tanto tempo a queixarmo-nos das coisas más que nos acontecem, maldizemos os Deuses que “não nos protegem”, rabujamos pelas injustiças, “parece que fiz mal a alguém”, “eu sou tão boa pessoa”, “mas será que mereço mesmo isto?”, “onde andam os Guias de Luz?” – essas coisas… E quantas vezes pensamos nas vezes em que as coisas correm “miraculosamente” bem, ou que temos “uma grande sorte”? Porque não lhes damos o crédito, nessas alturas? Ao invés de só lhes cobrarmos quando algo corre mal?

Pior – continuou a mente a deambular – porquê que esperamos sempre pelo mal? “Quando a esmola é muita o pobre desconfia”, “gato escaldado tem medo de água fria”, “um mal nunca vem só”, essas coisas… Estamos sempre à espera que de repente tudo corra mal… E vem a derradeira pergunta: “acreditas mais no mal que te quebra ou na luz que te protege?” – aqui até parei de mastigar.

Atenção que eu não me quero contradizer – eu sou uma pessoa de muita fé, de horizontes espirituais muito abertos, mas de pés bem assentes na Terra. Passo a vida a defender que uma coisa é o potencial que queremos alcançar e outra é a realidade que se apresenta e que é fundamental, para a nossa sanidade e sensatez, encontrar o equilíbrio entre os dois.

Mas a verdade… É que na busca desse equilíbrio acabei, ou acabo, por vezes, por me fixar demasiado no mal que também sinto a pairar, desenvolvendo sem querer a crença de que o mal é, ou está, mais forte.

“Mas o mal SER mais forte e ESTAR mais forte são coisas diferentes… Afinal, em quê que acreditas?” – ecoou na minha mente.

A crença. Se há coisa sobre a qual me tenho debruçado de forma bem mais profunda neste último ano é no real poder do sistema de crenças. Aquilo em que ACREDITAMOS tem um poder incrível sobre nós e sobre as nossas vidas, pois gere todas as nossas acções, criações, intenções – consciente ou inconscientemente!

Como é que podemos vencer o mal se acreditamos que “só nos filmes é que há finais felizes”?

Como é que podemos vencer na vida se não acreditamos que somos capazes, se não acreditamos que somos merecedores? Se não acreditamos em nós?

Há uma energia no ar pesada. É um facto. E não devemos fingir que não existe, nem tão pouco ignorá-la ao ponto de vivermos numa bolha ilusória. O Mundo está em guerra e não é só na Ucrânia. O mal existe, sim. Devemos proteger-nos, estar atentos, ser perspicazes, sim. O instinto de defesa de que todos somos dotados existe para nos proteger porque essa protecção é necessária, sim. Sou apologista disto.

Mas existe uma fina linha que separa um estado de vigília de um estado de medo e é importante percebermos onde estamos, nessa linha. É importante porque enquanto que um estado de vigília reflecte a nossa atenção e sentido de realidade, protegendo-nos, um estado de medo reflecte precisamente isto de que aqui vos falo – a crença de que o mal é mais forte. E isto quebra-nos.

E o mal pode estar forte. ESTAR forte. Mas não É MAIS forte. Não pode ser. Não podemos acreditar nisso. Não podemos alimentar essa crença. Se o mal vencer, porque às vezes vence, nesta dualidade imensa que é a vida, que não seja porque nós não lhe demos luta. Que não seja porque lhe demos a vitória de bandeja. Que não seja porque baixámos os braços e largámos algures no caminho a nossa Fé, a nossa Esperança, a Força da Luz que também existe, em todos nós. À nossa volta. Por todo o lado.

Mas onde é que isto se reflecte nas nossas vidas?

… em tudo. Porque este estado de estarmos sempre meio desconfiados de que as coisas boas aconteçam, faz-nos sentir incapazes. Insignificantes. E é querer cumprir um objectivo mas não acreditar que se consegue, e é querer alcançar um sonho mas não se sentir capaz, e é querer tirar um curso mas sentir-se pouco inteligente, e é querer ser amado mas não se sentir merecedor. É querer as coisas boas mas não acreditar que elas verdadeiramente nos chegam. Não basta só pensar positivo, é preciso SENTIR. ACREDITAR.

É preciso que saibas que MERECES ser amado, bem tratado, abundante, próspero, bem sucedido, saudável. É preciso que ACREDITES que é possível. É preciso que alinhes as tuas acções com aquilo que realmente desejas ver na tua realidade. Queres um Mundo melhor? Sê melhor! Faz melhor! Dá o teu melhor. Acredita que és capaz, que consegues, que é possível. Tem fé. Acredita. Contribui. Nas pequenas coisas. Todas as tuas pequenas mudanças contribuem, SIM, porque estás a fazer a tua parte. Só te compete fazeres a tua parte. E ao fazê-la, irradias essa vibração. E essa vibração contraria o peso que paira no ar. O peso do desânimo, o peso do medo, o peso da ausência de amor.

Não és insignificante.

És um Ser vivo! És o resultado do milagre da vida! És parte da vida em si, da Terra, do Universo. És uma peça única no puzzle do Todo. Qual é o puzzle que fica completo sem uma peça que seja? Nenhum.

Podia dissertar mais um pouco, mas vou ficar por aqui, por hoje.
Desejando, para terminar, que esta mensagem te inspire a que acredites, com todas as tuas forças, que a luz que te protege é mais forte do que o mal que te quebra. E que leves isso contigo, a cada passo do teu caminho.

De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem do site hdqwalls.com

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