Cultiva a tua resiliência!

lights-sword-katana-sword-katana-hd-wallpaper-preview

Às vezes ficamos tão envolvidos/as na densidade de uma situação, que nem percebemos que estamos a investir toda a nossa energia no problema… Ao invés de investirmos a nossa energia na solução.

Paramos mediante o obstáculo e ficamos ali, a olhar para ele, a alimentá-lo, a contribuir com o nosso pensamento, emoção e energia, fazendo (ainda que sem querer!), com que ele pareça cada vez maior e menos contornável… Porque é a tendência humana de bloquear perante a adversidade. É a tendência humana de esperar que tudo flua de forma confortável, segura e planeada… O que nem sempre acontece. É o fruto da educação que nos fez acreditar que só existe o caminho da vitória e que o caminho da derrota é uma vergonha, uma humilhação, uma afronta, uma desvalorização das nossas capacidades.

… o que é um erro.

Falhar também faz parte do caminho. Não conseguir à primeira também faz parte do caminho. Alterar a rota também faz parte do caminho. Tentar de novo também faz parte do caminho. Uma e outra vez, se tiver que ser. Procurar ajuda também faz parte do caminho. Aprender novas estratégias também faz parte do caminho.

Não, nós não vamos sempre vencer tudo à primeira. E está tudo bem. Isso não significa que somos uns/umas falhados/as, ou que não temos capacidade de conseguir vencer… Só significa que ainda não encontrámos o rumo certo para o fazer, a estratégia certa, o foco certo, a energia certa.

Então, tenta de novo. Informa-te. Aprende. Pesquisa. Pede ajuda. Para o que quer que seja que já desististe de alcançar porque sentes que não és capaz, mas que querias muito conseguir. Tenta de novo, com uma nova estratégia. Não te iguales aos outros. Podes inspirar-te em alguém que tem ou é ou já faz o que tu almejas alcançar, mas lembra-te que cada pessoa é um Ser individual e único e, em TI, a forma de o alcançar pode ser diferente da pessoa que admiras. A forma de se manifestar em ti e na tua vida pode ser diferente da forma que vez manifesto na pessoa que admiras. Então não te compares. Não é uma competição com os outros – isso foi o que te ensinaram e ensinaram-te mal. A vida não tem que ser uma competição com os outros. A vida desafia-te para que te superes a ti mesmo/a! A ti mesmo/a, não aos outros!

Temos tanto medo de falhar que perante um obstáculo bloqueamos. Batemos de frente com todas as formatações que nos foram incutidas de que temos que vencer, sempre, mais “o quê que os outros vão pensar?”… Batemos de frente com a necessidade de aprovação exterior. Batemos de frente com crenças e ideias limitadoras que nos inibem de descobrirmos uma força poderosíssima que habita dentro de nós: a força da resiliência!

Ah, a força da resiliência…! A arte de saber parar, respirar fundo, aceitar a realidade como ela se apresenta e a seguir reorganizar o plano, seguir em frente, confiantes de que, de uma maneira ou de outra, vamos lá chegar. Porque somos capazes. Porque somos capazes!

Então, pára um pouco. Respira fundo. Olha para trás… Para a quantidade de coisas que já superaste na tua vida. Elas existem, sim. Vitórias e conquistas às quais não deste importância porque o foco é sempre no que vem a seguir… Mas vê, agora. Chegaste até aqui, certo? Com todo o mérito que te diz respeito. É aí que está a tua resiliência. No saber que és capaz porque já foste capaz noutras vezes, noutras situações. É assim que vais esculpindo a Fé em ti mesmo/a. Consegues, sim. Podes precisar de repensar, de planear de novo, de fazer uma pausa, de descansar, de recuperar forças e energias, de pensar melhor, de pedir ajuda… Mas consegues.

Tenta de novo.

Com bênçãos de coragem e resiliência,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

O conteúdo escrito por nós pode ser partilhado desde que seja referenciada a fonte. Gratidão.

Imagem do site wallpaperflare.com

Não cedas à pressão dos outros.

wallpaperbetter

Vão dizer-te que faças “assim”. Que escolhas “isto”. Que optes por “aquilo”. Que “isto” é o que toda a gente faz. Que “aquilo” é o que toda a gente espera de ti. Que fazeres “assim” é o certo. Que escolheres “aquilo” é o melhor para ti. Muitas vezes vão dizer-to com uma genuína preocupação para contigo. Outras vezes vão dizer-to por egoísmo, a pensarem apenas em si mesmos/as e nos seus interesses. Outras vezes vão dizer-to por ego inflado – eles/elas é que sabem! E outras vezes vão dizer-to porque realmente acreditam que aquilo é mesmo o melhor.

Vão dizer-to pelas mais variadíssimas razões, mas vão dizer-to e é nisto que te convidamos a reflectir, esta semana: quanto de ti há nas tuas decisões? E nas tuas opiniões? E no teu sistema de crenças, em geral?

É inevitável que o nosso sistema de crenças seja influenciado por factores externos a nós. O contexto familiar, cultural e social em que nascemos é o primeiro grande modelador, a seguir vêm as escolas, os amigos, os namorados e namoradas, as músicas que ouvimos, os programas que seguimos, os livros que lemos e tudo o que vai fazendo parte das nossas vidas.

Obviamente que há influências boas. Obviamente que é também fora de nós que colhemos sabedoria, estrutura, conhecimento e experiência para lidarmos com as nossas próprias vidas. Claro que sim.

Mas também existem influências menos boas – e é por isso que te convidamos a reflectir nisto.

As influências que te fazem ter ideias que não são compatíveis com o teu verdadeiro Eu, que te levam a ter atitudes, posturas, opiniões e até a fazer escolhas sérias na tua vida, sem que seja porque realmente é isso que TU queres.

É importante que perguntes a ti mesmo/a o quê que tu queres. O quê que tu gostas. Qual é verdadeiramente a tua opinião sobre algo. O quê que tu sentes! perante algo ou sobre algo. É importante que sintas, com o teu coração, qual é a verdade que te move, em todas as coisas.

É importante porque é cuidando da relação contigo mesmo/a que encontras o teu equilíbrio e o teu bem-estar. No contexto do nosso trabalho como terapeutas holísticas, na grande maioria das vezes, a grande causa para o desequilíbrio que as pessoas que nos procuram sentem, vem precisamente da falta de nutrição na relação consigo mesmas – e ao trabalharmos essa nutrição, o equilíbrio vai tomando forma.

É importante que tu saibas quem TU és e o quê que TU queres para ti. Que penses com a tua própria cabeça, que sintas com o teu próprio coração, que escutes a tua intuição, também.

Como é que isso se faz?
Com tempo para ti. Tira tempo para ti. Para estares só contigo. Abre a janela, respira fundo, fecha os olhos, sente a brisa no rosto, foca-te em ti. Questiona-te. Faz essas perguntas a ti mesmo/a. Fala contigo.

Claro que compreendemos que nem sempre consegues fazer exactamente o que tu queres, pois há decisões que incluem outros, também. Se por exemplo adoravas pintar quadros mas tens responsabilidades financeiras que não te permitem simplesmente despedires-te do trabalho que tens para te dedicares somente à pintura, tudo bem, é compreensível, mas não desistas totalmente do que desejas! Pinta nas tuas folgas, no teu tempo livre. Todas as semanas, agenda esse pedaço de tempo para a tua pintura. Inicia um projecto teu. Faz um site. Páginas nas redes sociais. Mostra o teu trabalho, começa a vendê-lo, vai criando e evoluindo. Começa, se é isso que tu realmente queres.

Há quem te vá apoiar e incentivar, há quem vá desvalorizar a tua paixão pela pintura. Não cedas à pressão dos outros – não tens que agradar aos outros, especialmente quando isso implica que te anulas, oprimes e ressentes. Especialmente quando isso interfere com a tua harmonia e estabilidade interna (e externa, também).

Serve para quem quer pintar, serve para quem quer (ou não quer!) fazer outra coisa qualquer – serve para toda e qualquer situação onde o mote seja o mesmo: encontrar o equilíbrio entre aquilo que realmente se quer e aquilo que se está a fazer por pressão externa.

Porque ao final do dia, é isto que importa: o teu equilíbrio. Emocional, mental, físico, espiritual. O teu equilíbrio, a tua estabilidade interna, que te sintas bem. Bem contigo mesmo/a. Bem na tua pele. De bem com a Pessoa que És – isto é o que importa e não deves, nunca, deixar de caminhar até chegares aí, a esse sítio interno onde estás em paz contigo mesmo/a.

Com bênçãos de Paciência, Coragem e Resiliência,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

O conteúdo escrito por nós pode ser partilhado desde que seja referenciada a fonte. Gratidão.

Imagem do site wallpaperbetter.com