Aquele objectivo que ficou para trás? Começa agora.

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Sabes aquele objectivo com que arrancaste 2023? Aquele que até foi pensado, planeado, possivelmente iniciado (ou nem isso, nalguns casos!), mas que, algures por entre Janeiro ou Fevereiro, foi esquecido?

Aquele objectivo que te fez sentir um nervoso miudinho de euforia durante a última semana de Dezembro só de pensares que “a partir de Janeiro é que é!” – onde está, agora?

Se não está em lado nenhum, se desististe, esqueceste, ou entraste naquele registo do “oh, agora já nem vale a pena, quando tiver tempo, logo se vê…” – pedimos-te que reconsideres.

Se era uma coisa assim tão importante para ti ao ponto de ser um objectivo para o ano, porquê desistir?

Nós temos esta ideia fixa de que Janeiro é o melhor mês do ano para arrancar com objectivos, ou que tem que ser a uma Segunda-Feira, ou que tem que ser no dia 1 de um mês, ou numa qualquer outra data especial… E não é que isso seja errado, podes obviamente fazê-lo, mas… Qualquer outro dia é igualmente válido e absolutamente PERFEITO para arrancares. A verdade é que a única coisa que realmente importa é que comeces.

A verdade é que a única coisa que realmente importa é que pares um bocadinho para perceberes se esse objectivo é realmente importante para ti e, se for, que arranjes o tempo que mereces para ti e para as tuas coisas. Pode ser exactamente por isso – porque não arranjas tempo para o que realmente desejas para ti – que não te sentes tão bem, nem tão motivado/a ou animado/a.

Então para esta semana é isto que sugerimos: começa. O que quer que seja que tinhas estipulado fazer para ti, porque sim, porque queres, porque gostas, porque é importante para ti – começa agora. Arranca. Segue em frente.

Força

Com bênçãos de coragem e fé,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Não cedas.

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Enquanto crianças, todos/as nós temos uma capacidade incrível de sonhar. De imaginar. De viver em harmonia com o fluxo da vida, acreditando em todas as possibilidades. Saltitamos em êxtase, pintamos e desenhamos, abrimo-nos à hipótese de que podemos ser o que quisermos ser. Usamos cores, queremos brilho, rimos alto, sentimos a magia da vida.

É natural que com o crescimento uma parte desta euforia se perca. Amadurecemos, adquirimos responsabilidades, envolvemo-nos com as rotinas e as tarefas inúmeras que uma vida adulta acarreta. Faz parte, sim.

Mas, algures por entre esse caminho de crescimento, há uma altura crítica. Há uma altura em que a pressão da vida social, a pressão dos outros, a pressão das responsabilidades, a pressão de termos que pertencer e corresponder ao que é esperado de nós provoca uma quebra num dos sítios mais importantes de nós mesmos/as: na nossa essência.

E, por norma, nós não nos apercebemos disto. Nós não sabemos quando ou onde foi. O que sabemos, a determinada altura, quando as crises existenciais aparecem, é que nos sentimos perdidos/as de nós mesmos/as. O que percebemos, a determinada altura, é que estamos a ser e a fazer exactamente aquilo que prometemos a nós mesmos/as que não faríamos e não seríamos.

E atenção: aqui não estamos a falar daquelas que são aprendizagens naturais, necessárias e saudáveis de se fazerem no sentido do nosso crescimento, ganho de maturidade e evolução pessoal.

Estamos a falar de quebras de espírito. Estamos a falar de cedermos à pressão exterior, ao Mundo “lá fora”, à pressão de “ser diferente” do que a maioria é, faz e diz. É seres alguém que detesta maledicência e intrigas e dares contigo a seres assim porque no teu ambiente de trabalho toda a gente o é. É seres alguém que quer uma relação amorosa com conteúdo e dares contigo a aceitar relações vazias de afecto e compromisso só porque é o que o teu grupo de amigos faz. É seres alguém que entra numa profissão com valores nobres e vontade de fazer melhor e acabares por dar contigo a fazer exactamente aquilo que sabes que é incorrecto porque é o que toda a gente faz. É perderes a tua voz, os teus valores, as tuas convicções, as tuas vontades, sonhos e desejos. É perderes-te de ti. É disto que estamos a falar.

Então, Querida Pessoa, esta semana a Dica é esta: faz uma revisão interna sobre ti. Sobre onde tu estás, quem tu és e naquilo em que te tornaste. Avalia se estás feliz com quem tu és. Avalia se manténs em ti tudo aquilo que é importante para ti. E se manténs, óptimo. Agarra com unhas e dentes e não cedas! Se não tens, se perdeste algo de valioso pelo caminho, respira fundo e vai buscar. Resgata das profundezas do teu Ser essa voz, esse valor, essa convicção. A tua integridade. E agarra com unhas e dentes, não voltes a ceder!

Nunca é tarde para te reencontrares a ti mesmo/a. A hora é agora. E por muita pressão que o Mundo te faça, não cedas ao que põe em causa o que é importante para ti. Não cedas ao que põe em causa os teus valores, princípios, sensibilidades e particularidades. Não cedas ao que põe em causa o que é nobre, bom, bonito, do bem. Não cedas ao cinzento, ao mais ou menos, ao morno, ao “porque sim”, “porque a maioria faz”. Não cedas.

Com bênçãos de coragem e fé,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Arte de Emilis Emka

Deixa as lágrimas caírem, quando elas quiserem cair.

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Conhecem aquela sensação de nó na garganta, quando as lágrimas sobem de rompante e nós forçamo-las a ficarem cá dentro, contidas? Aquela fracção de segundos em que sustemos a respiração, numa tentativa intensa de que o choro não rompa por nós a fora? Até dói, não é?

Dói porque contemos. Dói porque não deixamos sair. Dói porque essa emoção intensa que se levantou em nós precisa das lágrimas para escoar… Tal como a força das águas que é contida por barreiras nunca deixa de fazer pressão contra as barreiras… Porque água é movimento. E as emoções são movimentos, em nós, também.

E nós temos esta mania de calar as emoções, de sufocar os sentimentos, de atafulhar tudo o que vem do coração para um canto de nós mesmos – por vergonha, por medo, por trauma… E no auge desta repressão reprimimos a maior forma que o nosso corpo tem de escoar a onda intensa de emoção: através das lágrimas.

Porque aprendemos que chorar é fraqueza, é fragilidade, é dar parte fraca, é mostrar vulnerabilidade… Tudo crenças castradoras que urgem de serem transformadas, pois levaram-nos a um estado de sufoco constante, ao qual nos habituamos com o tempo, sobre o qual achamos que temos controle, com a mesma ilusão de quem acha que controlou as águas com barragens e barreiras… Parece, sim. Mas a pressão das águas continua lá, contra as barreiras, assim como a pressão das nossas emoções continua cá, dentro de nós.

E há um longo caminho interno a fazer na reconexão com as nossas emoções e sentimentos… Mas podemos começar por algum lado e esta semana sugerimos que comeces por aqui: larga o medo e a vergonha de chorar. Chorar não te enfraquece, antes pelo contrário, alivia-te. Põe-te em contacto com a verdade que em ti se move. Com a tua sensibilidade nesse momento.

Não importa o que os outros pensam ou vão pensar, importa que penses no que tu pensas sobre ti mesmo/a! E a partir do momento em que tu realizares que chorar não te enfraquece, esse nó deixa de doer. Porque as águas que em ti se movimentarem vão ter por onde escoar… Chores muito, chores pouco, chores por tristeza, por nervosismo ou por alegria…!! Deixa sair. Deixa só sair. Alivia. Liberta. E segue caminho de cabeça erguida, porque vais mais leve nos passos a dar em frente.

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Não ouças só por ouvir. Escuta MESMO o que alguém tem a dizer.

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Certamente que sabes o que é ouvir um desabafo. Ou simplesmente ouvir o que alguém tem a dizer.

… mas já paraste para sentir o que alguém tem a dizer? Para realmente escutar?

É que na maioria das vezes nós não escutamos verdadeiramente os outros… Ouvimo-los, apenas. Às vezes, muitas mais do que gostaríamos, nem isso, ao certo. Alguém está a falar connosco e nós estamos à procura da resposta que lhes vamos dar, estamos a forjar a nossa opinião, estamos à procura da nossa razão. Nessa busca automática sobre o que NÓS TEMOS A DIZER sobre o que estamos a ouvir, nós não ouvimos, verdadeiramente, o que o outro nos está a dizer. E, desta forma, nós não entendemos verdadeiramente o que o outro nos está a dizer. Já alguma vez tinhas pensado nisto?

Este é o convite que te fazemos esta semana. Que realmente pares para escutar o que alguém te está a dizer. Que realmente escutes.

Fazer isto é verdadeiramente só ouvir. Focares a tua atenção no que a pessoa te está a dizer e não no que estás a pensar sobre o que ela está a dizer. Olha para ela. Ouve as suas palavras e vê as suas reacções. Sente. Usa o teu coração. Sente.

Só depois de parares para realmente ouvir poderás forjar a tua opinião. Até podes precisar de um compasso de tempo para reflectir “espera… deixa-me pensar um bocadinho antes de te responder.” – não tem mal nenhum. És tu a digerir verdadeiramente o que te foi dito. És tu a sentir. E quando devolveres uma resposta, fá-lo a pensar na pessoa. Fá-lo a partir da pessoa que falou contigo. Fá-lo a partir de um lugar interno de empatia. Porque este é outro erro comum que cometemos – o de devolver respostas baseando-nos no que NÓS SOMOS. Mas não és TU que estás a falar. É ela, a outra pessoa. Então, aquilo que TU farias pode não ser o mais indicado para ela. Precisas de a entender a ela, para devolveres uma resposta útil. Precisas de te pôr no lugar dela, primeiro. Empatia.

Claro que a partir daí a tua resposta pode passar por dar o teu exemplo, dizer-lhe o que tu farias, o que resulta contigo. Sim. Mas foca isso mesmo – que é a TUA perspectiva. Dá-lhe espaço para escolher se isso faz sentido para ela ou não. E não te aborreças se não ficar com o teu conselho, ou se não tem a mesma perspectiva do que tu; ninguém tem verdades absolutas, somos todos diferentes e o que resulta para uns, pode não resultar para outros. E está tudo bem.

Também poderá dar-se o caso de não teres resposta nenhuma a dar. E não há mal nenhum nisso. Abraça-a. Diz-lhe que estás aí. Diz-lhe que a ouviste. Que a entendes. Às vezes, é tudo o que é preciso – não nos sentirmos sozinhos.

É muito importante cultivarmos uma comunicação consciente, nas nossas relações. Saber realmente escutar. Entender a pessoa que temos à nossa frente. Da mesma forma como gostaríamos que fizessem connosco, certo? Sentirmo-nos compreendidos é uma coisa poderosa. Extremamente positiva e motivadora.

Então, cultivemo-lo nas nossas relações.

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Faz uma coisa daquelas que gostas mesmo de fazer!

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Pensa numa coisa que gostas mesmo de fazer. Gostas por prazer, porque te faz sentir bem, porque te traz alegria, bem-estar, diversão… Uma coisa que fazes por puro gosto. É o quê?

Há quanto tempo não a fazes?
Porquê?

… obviamente que não sabemos as respostas às tuas perguntas, elas estão aqui para tua reflexão e certamente que terás boas razões para não fazeres essa coisa que tanto gostas há algum tempo… Mas convidamos a que reflictas nisto: quanto tempo, do teu tempo, é dedicado a ti? Às coisas que tu gostas, que te dão prazer de fazer?

Bem sabemos que a vida é cheia de rotinas, obrigações e afazeres… E numa rotina de dia-a-dia cheia, alguma coisa fica para trás… É normal. O problema é que, por norma, o que fica para trás é precisamente aquilo que nos daria um recarregar de baterias maior. Fazeres as coisas que gostas de fazer não é perda de tempo, é INVESTIMENTO de tempo em ti. Na regeneração do teu bem-estar. Na regeneração da tua alegria, dos bons sentimentos que te motivam e ajudam no dia-a-dia…

Então, esta semana, convidamos-te a re-avaliares a tua agenda e a perceberes onde é que podes encaixar um tempinho para ti, para fazeres precisamente esta coisa que gostas muito e da qual te lembraste hoje. Parares um bocadinho para nutrires o teu interior com as coisas que gostas, pode ser exactamente o que precisas, neste momento.

Pensa nisso.

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Carta do Mês | Fevereiro 2023

Fevereiro 2023 para site

Queridas Pessoas,

Fevereiro já vai longo mas, ainda assim, tirei-nos uma cartinha como conselho para reflectirmos sobre este mês e é o 2 de Paus que nos chega, trazendo-me a inspiração de vos escrever o seguinte…

Fevereiro é um mês que nos recorda de celebrar o amor, com o São Valentim. Isto pode ser agri-doce: para os casais é dia de festa; para quem não tem par romântico pode ser um dia melancólico. E haverão também, certamente, uma série de pessoas a quem o dia não faz grande diferença. Seja como for, é um dia apenas, mas que deixa Fevereiro muito pautado por esta energia de romance.

Ora o 2 de Paus é uma carta que nos fala de dúvidas. E existem umas quantas cartas no baralho de Tarot que nos falam de dúvidas, mas todas elas trazem nuances diferentes, tipos de dúvidas diferentes, por assim dizer… O 2 de Paus, especificamente, fala-nos daquele tipo de dúvidas que às vezes temos que na verdade não são dúvidas nenhumas, porque nós já sabemos tudo. Já sabemos o que é, o que não é, o que queremos e não queremos, já temos todos os dados que precisamos para fazermos a nossa escolha – provavelmente até já a fizémos! – mas falta-nos a coragem para a manifestar. A coragem para realmente decidirmos aquilo que já sabemos que queremos e que é o melhor para nós.

Vamos casar estas duas peças e reflectir nisto: é normal ter-se dúvidas num relacionamento. Vários tipos de dúvidas: dúvidas sobre sentimentos, sobre a compatibilidade nas mais variadas coisas, sobre os próximos passos a dar na relação… É normal. É humano.

Mas é o 2 de Paus que sai, hoje, para quem calhar de ler este conselho. Então, para ti, que estás a ler estas palavras: tu sabes. No fundo, no fundo, tu sabes. Tu já sabes o que queres e o que não queres. Então, respira fundo. Procura dentro de ti a coragem de assumires aquilo que tu já sabes. Seja o que for. E fala sobre isso.

Seja porque está na hora de assumir que uma relação acabou;
Seja porque há alguma coisa sobre a qual queres muito falar com a pessoa com quem estás numa relação;
Seja porque estás a iniciar uma relação e estás naquele jogo inicial de fingir que não te importas e que não sabes mas sabes sim e sabes que queres avançar com um compromisso maior com aquela pessoa;

… seja o que for que tu já sabes o que é – fala sobre isso. Põe na mesa. Comunica. Escolhe resolver. Escolhe desatar o nó que sentes na tua vida, porque os nós só te vão atrasar e chatear e moer. Então, se já sabes o que é, vai em frente.

Coragem!

Um abençoado Fevereiro, repleto de coragem e avanços em frente!
De coração,
Johanna Samna in Semeando

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Imagem de Johanna Samna

Cultiva a tua resiliência!

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Às vezes ficamos tão envolvidos/as na densidade de uma situação, que nem percebemos que estamos a investir toda a nossa energia no problema… Ao invés de investirmos a nossa energia na solução.

Paramos mediante o obstáculo e ficamos ali, a olhar para ele, a alimentá-lo, a contribuir com o nosso pensamento, emoção e energia, fazendo (ainda que sem querer!), com que ele pareça cada vez maior e menos contornável… Porque é a tendência humana de bloquear perante a adversidade. É a tendência humana de esperar que tudo flua de forma confortável, segura e planeada… O que nem sempre acontece. É o fruto da educação que nos fez acreditar que só existe o caminho da vitória e que o caminho da derrota é uma vergonha, uma humilhação, uma afronta, uma desvalorização das nossas capacidades.

… o que é um erro.

Falhar também faz parte do caminho. Não conseguir à primeira também faz parte do caminho. Alterar a rota também faz parte do caminho. Tentar de novo também faz parte do caminho. Uma e outra vez, se tiver que ser. Procurar ajuda também faz parte do caminho. Aprender novas estratégias também faz parte do caminho.

Não, nós não vamos sempre vencer tudo à primeira. E está tudo bem. Isso não significa que somos uns/umas falhados/as, ou que não temos capacidade de conseguir vencer… Só significa que ainda não encontrámos o rumo certo para o fazer, a estratégia certa, o foco certo, a energia certa.

Então, tenta de novo. Informa-te. Aprende. Pesquisa. Pede ajuda. Para o que quer que seja que já desististe de alcançar porque sentes que não és capaz, mas que querias muito conseguir. Tenta de novo, com uma nova estratégia. Não te iguales aos outros. Podes inspirar-te em alguém que tem ou é ou já faz o que tu almejas alcançar, mas lembra-te que cada pessoa é um Ser individual e único e, em TI, a forma de o alcançar pode ser diferente da pessoa que admiras. A forma de se manifestar em ti e na tua vida pode ser diferente da forma que vez manifesto na pessoa que admiras. Então não te compares. Não é uma competição com os outros – isso foi o que te ensinaram e ensinaram-te mal. A vida não tem que ser uma competição com os outros. A vida desafia-te para que te superes a ti mesmo/a! A ti mesmo/a, não aos outros!

Temos tanto medo de falhar que perante um obstáculo bloqueamos. Batemos de frente com todas as formatações que nos foram incutidas de que temos que vencer, sempre, mais “o quê que os outros vão pensar?”… Batemos de frente com a necessidade de aprovação exterior. Batemos de frente com crenças e ideias limitadoras que nos inibem de descobrirmos uma força poderosíssima que habita dentro de nós: a força da resiliência!

Ah, a força da resiliência…! A arte de saber parar, respirar fundo, aceitar a realidade como ela se apresenta e a seguir reorganizar o plano, seguir em frente, confiantes de que, de uma maneira ou de outra, vamos lá chegar. Porque somos capazes. Porque somos capazes!

Então, pára um pouco. Respira fundo. Olha para trás… Para a quantidade de coisas que já superaste na tua vida. Elas existem, sim. Vitórias e conquistas às quais não deste importância porque o foco é sempre no que vem a seguir… Mas vê, agora. Chegaste até aqui, certo? Com todo o mérito que te diz respeito. É aí que está a tua resiliência. No saber que és capaz porque já foste capaz noutras vezes, noutras situações. É assim que vais esculpindo a Fé em ti mesmo/a. Consegues, sim. Podes precisar de repensar, de planear de novo, de fazer uma pausa, de descansar, de recuperar forças e energias, de pensar melhor, de pedir ajuda… Mas consegues.

Tenta de novo.

Com bênçãos de coragem e resiliência,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Dá uso à tua criatividade!

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Querida Pessoa,

Há quanto tempo não usas a tua criatividade?

Aquela parte de ti que em criança fazia parte natural da tua vida e do teu dia-a-dia, que te preenchia, fazia sorrir, sonhar, imaginar…?

Não foste só tu que a deixaste para trás. A maioria de nós tem tendência a perdê-la, ao longo do seu crescimento. Mas, se nos permites dizê-lo directamente: é um erro. A nossa criatividade aguça e estimula toda a nossa energia de criação, e a nossa energia de criação é fundamental para absolutamente tudo nas nossas vidas. Ser criativo/a não é só pintar e desenhar, também é saber dar a volta a uma conversa difícil, gerir um conflito, encontrar uma solução, planear o teu tempo, fazer uma surpresa boa a alguém… Tantas, tantas coisas, que surgem com mais naturalidade e beleza, se a nossa energia criativa estiver activa e presente.

Então, esta semana, para que acordes a energia criativa em ti, deixamos-te várias sugestões de acção:

  • Compra um livro de pintar (até há uns para adultos com mandalas muito interessantes), lápis de cor e pinta um bocadinho;
  • Compra uma tela branca, tintas e pincéis, e pinta um bocadinho;
  • Pega numa receita de que gostes e altera-a com alguma ideia tua;
  • Muda alguma coisa na decoração da tua casa;
  • Se tiveres filhos ou crianças com quem convivas, pesquisa na internet por um trabalho manual simples que possas fazer com eles e faz;
  • Decora os pratos com as tuas refeições;
  • Se gostares, faz um bordado ou um trabalho deste género.

Estas são apenas algumas ideias, simples, que qualquer pessoa pode fazer. Se estás a ler esta Dica e te lembras de outra coisa criativa que gostes mais de fazer, então faz isso. Faz o que quiseres, mas faz. Experimenta. E se de dentro de ti vier a célebre frase “mas eu não tenho tempo para isto…!” – pára um pouco. Reflecte. Há quanto tempo não tiras um bocadinho de tempo para ti? Aproveita agora e tira. E dá asas à tua criatividade.

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Foca-te no momento presente!

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Querida Pessoa,

É comum darmos connosco atolados em pensamentos dispersos. Entre rotinas, coisas a fazer, passado, presente e futuro, a nossa mente deambula por entre uma série de secções diversas, ao mesmo tempo, retirando-nos muitas vezes foco e concentração. E, acima de tudo, retirando-nos o prazer de saborearmos o momento presente.

Então, esta semana deixamos 3 exercícios simples, que poderás fazer no teu dia-a-dia e que te auxiliarão a focares a tua energia no momento presente!

  • Focar na respiração.
    Pára um pouco. Fecha os olhos. Inspira profundamente pelo nariz e expira pela boca. Continua a respirar focando mais e mais a tua atenção no acto de respirar. Sente o oxigénio a entrar pelo teu nariz, sente-o a sair pela tua boca, a roçar os teus lábios. Repete 3 vezes.
  • Focar num elemento natural.
    Abre a janela. Observa um elemento natural à tua escolha: uma árvore, o céu, uma planta… Escolhe um e foca-te nele. Observa todos os seus detalhes – a sua forma, os seus contornos, o seu volume, os movimentos que faz… Contempla com toda a tua atenção. 5/10 minutos.
  • Focar no momento de ingerir um alimento.
    Enquanto comes uma refeição, ou por exemplo enquanto bebes um café, foca-te totalmente no que estás a ingerir. Sente o cheiro, sente o paladar, saboreia. Foca toda a tua atenção no acto de saborear. Podem ser 5 minutos a beber um café ou 20 a saborear um lanche. Escolhe o momento que preferires. Mas experimenta!

Aplica estas pequenas práticas todos os dias, todas ou uma diferente por dia, como preferires. O teu momento de foco diário. Vais ver a diferença que fará, gradualmente, em ti!

Com bênçãos de foco e serenidade,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Carta do Mês | Janeiro 2023

Janeiro 2023 para site

Queridas Pessoas,

Desde 2017 que esta rubrica está em pausa. Mas este ano, a necessidade de voltar a escrever-vos falou mais alto, e o resgate da Zona Blog está a acontecer. Assim sendo, voltam as nossas Cartas do Mês, onde uma carta é tirada do baralho do tarot com o pedido e a intenção de ser um conselho para o mês de todos/as os/as que a lerem.

Para Janeiro de 2023 chega-nos o Julgamento, como conselho. E a inspiração que me surge é a de vos escrever o seguinte…

Há alturas nas nossas vidas em que nós achamos que já sabemos tudo. Temos uma absoluta convicção nas nossas ideias, temos os nossos planos traçados ao milímetro, temos opiniões altamente formadas e solidificadas sobre a vida. E não há mal nenhum em termos convicções. Certezas. Solidez.

Mas é importante que mantenhamos a flexibilidade interna para continuarmos a aprender… A flexibilidade interna para nos permitirmos ser contrariados pela própria vida, a flexibilidade interna para nos permitirmos parar para reflectir quando algo não está a correr exactamente como pensávamos que era suposto, conseguindo reavaliar, reajustar, reformular ideias, opiniões e convicções. Esta será a grande diferença entre desistir e continuar, mesmo perante as contrariedades e desafios da vida.

É importante aceitarmos que a vida está sempre a acontecer e que pode surpreender-nos, independentemente da nossa idade, experiência e caminho já feito. Surpreender-nos com experiências e vivências novas que despoletem reacções novas em nós, que façam emergir partes de nós que ainda não conhecíamos. Que isso não nos assuste, porque não há nada de errado connosco. Há, sim, um Universo imenso dentro de cada um/uma de nós, e é absolutamente natural que levemos toda a vida a conhecê-lo em detalhe. Não é menos caminho, não é menos sabedoria, não é menos nada – é precisamente o oposto! – é mais! É mais conhecimento, mais autoconhecimento, mais experiência para enriquecer a própria jornada pela vida.

E isto não vale só para o que é novo, mas para o que já é conhecido por nós. Oh, sim. É inteiramente possível que nos deparemos com situações que já sabemos quais são, com as quais já lidámos por vezes até mais do que uma vez, e ali estamos “outra vez!”, “no mesmo sítio”. Até custa a ver. Até custa a aceitar. Porque “já sabíamos tudo sobre isto”. Convido-vos a saírem desse bloqueio, porque certamente que não é exactamente igual… Não quando já foi feito caminho sobre isso. Se estão lá, de novo, é porque há mais qualquer coisa a entender, a trabalhar, a resolver. É porque há um aprofundamento a fazer. É aí que é necessária a flexibilidade para voltar a reflectir, com a humildade de quem sabe que a vida é uma aprendizagem constante, e aceitar os reajustes e/ou mudanças de perspectivas que, desta vez, a vida nos está a convidar a fazer.

Não, não sabemos tudo. Não, não temos as verdades absolutas. Então, vem o Julgamento, dizer-nos que às vezes a vida dá-nos um abanão para que, precisamente, não estagnemos na arrogância. Para que nos mantenhamos atentos/as, perspicazes, audazes, vivos/as!! VIVOS/AS!! A viver a vida, a aprender com ela, a saboreá-la.

Ninguém é menos nada por perceber que “afinal ainda não sabia tudo sobre isto”. Pelo contrário. Isso, é ser mais. Isso, é continuar a evoluir.

Que saibamos manter o espírito curioso pela vida, o brilho nos olhos de quem continua a aprender, a resiliência de quem, mais depressa ou mais devagar, não pára de caminhar em frente.

Um abençoado Janeiro, repleto de coragem, força e fé!
De coração,
Johanna Samna in Semeando

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Imagem de Johanna Samna