Valoriza o poder da tua prece.

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Respira fundo e lê com atenção: teres dias em que te faltam as forças e o ânimo para lidares com os desafios da tua vida não faz de ti menos nada. Vamos repetir: não faz de ti menos nada!

Faz de ti uma pessoa. Humana. Só isso.

É normal teres dias assim. Dias em que te sentes impotente face ao que está a acontecer, em que te sentes cansada/o, triste, zangada/o, revoltada/o – o que quer que seja. E que só te apetece esquecer o mundo, dormir, e esperar que no dia seguinte milagrosamente tudo tenha desaparecido.

Acontece sim. A todos/as.

Não te zangues contigo. Aceita esses momentos, essas emoções, essa necessidade de desabafo do teu Eu. Ouve-te um bocadinho. Deixa sair o desabafo, o choro, o grito. E conforta-te a ti mesma/o. Diz, a ti mesma/o, que vai correr tudo bem. Como dirias a outra pessoa. Diz a ti. Resulta, sim. Resulta muito bem lidarmos connosco mesmos/as. Muito bem mesmo, como verás se o fizeres.

E sabes o que mais podes fazer?
Uma prece.

Sim, uma prece. Não, não precisas de ter religião. As preces não pertencem às religiões. Fazer uma prece é “somente e apenas” o acto de abrires o coração e comunicares com as Forças de Luz que acreditas que existem, sejam elas quais forem. Podem até não ter nome ou formato, se apenas acreditas que “há algo mais”. Basta que tenhas fé. Ainda que seja uma fé só tua, que só tu compreendes. Que não se explique com formatos ideológicos, mas que tu sintas. Só importa que sintas.

A partir daí, desse sítio interno, comunica. Com as tuas próprias palavras, onde quer que estejas. Não precisas de estar num local específico, não precisas de rituais, não precisas de absolutamente nada a não ser de ti, do teu coração e da tua fé.

Comunica o que sentes, desabafa, pede ajuda. Pede um sinal. Pede uma resolução. Pede abertura de caminhos. Pede cura. Pede o que quiseres. Faz da tua fé uma companheira de caminho. Uma ponte de ligação entre ti e as Forças de Luz em que acreditares. Quanto mais comunicares, mais estreitarás essa comunicação.

Não estás sozinho/a.
Nunca.
A tua fé sabe disso.
Acredita.

Com bênçãos de Amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

O conteúdo escrito por nós pode ser partilhado desde que seja referenciada a fonte. Gratidão.

Imagem do site enwallpaper.com

Não cedas à pressão dos outros.

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Vão dizer-te que faças “assim”. Que escolhas “isto”. Que optes por “aquilo”. Que “isto” é o que toda a gente faz. Que “aquilo” é o que toda a gente espera de ti. Que fazeres “assim” é o certo. Que escolheres “aquilo” é o melhor para ti. Muitas vezes vão dizer-to com uma genuína preocupação para contigo. Outras vezes vão dizer-to por egoísmo, a pensarem apenas em si mesmos/as e nos seus interesses. Outras vezes vão dizer-to por ego inflado – eles/elas é que sabem! E outras vezes vão dizer-to porque realmente acreditam que aquilo é mesmo o melhor.

Vão dizer-to pelas mais variadíssimas razões, mas vão dizer-to e é nisto que te convidamos a reflectir, esta semana: quanto de ti há nas tuas decisões? E nas tuas opiniões? E no teu sistema de crenças, em geral?

É inevitável que o nosso sistema de crenças seja influenciado por factores externos a nós. O contexto familiar, cultural e social em que nascemos é o primeiro grande modelador, a seguir vêm as escolas, os amigos, os namorados e namoradas, as músicas que ouvimos, os programas que seguimos, os livros que lemos e tudo o que vai fazendo parte das nossas vidas.

Obviamente que há influências boas. Obviamente que é também fora de nós que colhemos sabedoria, estrutura, conhecimento e experiência para lidarmos com as nossas próprias vidas. Claro que sim.

Mas também existem influências menos boas – e é por isso que te convidamos a reflectir nisto.

As influências que te fazem ter ideias que não são compatíveis com o teu verdadeiro Eu, que te levam a ter atitudes, posturas, opiniões e até a fazer escolhas sérias na tua vida, sem que seja porque realmente é isso que TU queres.

É importante que perguntes a ti mesmo/a o quê que tu queres. O quê que tu gostas. Qual é verdadeiramente a tua opinião sobre algo. O quê que tu sentes! perante algo ou sobre algo. É importante que sintas, com o teu coração, qual é a verdade que te move, em todas as coisas.

É importante porque é cuidando da relação contigo mesmo/a que encontras o teu equilíbrio e o teu bem-estar. No contexto do nosso trabalho como terapeutas holísticas, na grande maioria das vezes, a grande causa para o desequilíbrio que as pessoas que nos procuram sentem, vem precisamente da falta de nutrição na relação consigo mesmas – e ao trabalharmos essa nutrição, o equilíbrio vai tomando forma.

É importante que tu saibas quem TU és e o quê que TU queres para ti. Que penses com a tua própria cabeça, que sintas com o teu próprio coração, que escutes a tua intuição, também.

Como é que isso se faz?
Com tempo para ti. Tira tempo para ti. Para estares só contigo. Abre a janela, respira fundo, fecha os olhos, sente a brisa no rosto, foca-te em ti. Questiona-te. Faz essas perguntas a ti mesmo/a. Fala contigo.

Claro que compreendemos que nem sempre consegues fazer exactamente o que tu queres, pois há decisões que incluem outros, também. Se por exemplo adoravas pintar quadros mas tens responsabilidades financeiras que não te permitem simplesmente despedires-te do trabalho que tens para te dedicares somente à pintura, tudo bem, é compreensível, mas não desistas totalmente do que desejas! Pinta nas tuas folgas, no teu tempo livre. Todas as semanas, agenda esse pedaço de tempo para a tua pintura. Inicia um projecto teu. Faz um site. Páginas nas redes sociais. Mostra o teu trabalho, começa a vendê-lo, vai criando e evoluindo. Começa, se é isso que tu realmente queres.

Há quem te vá apoiar e incentivar, há quem vá desvalorizar a tua paixão pela pintura. Não cedas à pressão dos outros – não tens que agradar aos outros, especialmente quando isso implica que te anulas, oprimes e ressentes. Especialmente quando isso interfere com a tua harmonia e estabilidade interna (e externa, também).

Serve para quem quer pintar, serve para quem quer (ou não quer!) fazer outra coisa qualquer – serve para toda e qualquer situação onde o mote seja o mesmo: encontrar o equilíbrio entre aquilo que realmente se quer e aquilo que se está a fazer por pressão externa.

Porque ao final do dia, é isto que importa: o teu equilíbrio. Emocional, mental, físico, espiritual. O teu equilíbrio, a tua estabilidade interna, que te sintas bem. Bem contigo mesmo/a. Bem na tua pele. De bem com a Pessoa que És – isto é o que importa e não deves, nunca, deixar de caminhar até chegares aí, a esse sítio interno onde estás em paz contigo mesmo/a.

Com bênçãos de Paciência, Coragem e Resiliência,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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