09 de Janeiro 2024

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Passando a Mensagem (IX) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

No passado dia 10 de Outubro, passei a Mensagem VIII, que nos trouxe uma outra perspectiva acerca da forma como distribuímos o nosso tempo, com o objectivo de pouparmos a nossa energia.

Eu, tal como vocês, também não sabia ao certo como isso se faz. Fui pondo em prática, juntamente com a minha Mãe, no dia-a-dia. Fui pensando nisso. Fui re-planeando. Fui-me consciencializando. Mas hábitos existem, ideias sobre o que é suposto ser um horário de trabalho, uma rotina profissional, tarefas a fazer de vida pessoal. Continuei a carregar o clássico “mas é preciso fazer isto” e, percebo agora, continuei, mesmo assim, a ultrapassar limites que o meu corpo físico não pode ultrapassar, culminando numa entrada no Inverno a ficar doente. De cama. Ainda agora, enquanto vos escrevo, estou a recuperar.

Ora para quem me conhece, o clássico “a Johanna termina um ano e inicia outro doente” já é conhecido. Mas desta vez foi diferente. Desta vez, eu não senti o impulso para pensar, processar, entender. Desta vez, limitei-me a ouvir o meu corpo. Limitei-me a respeitar os pedidos do meu corpo, para dormir, repousar, comer, despender energia para isto e para aquilo não. Só isso – ouvir o meu corpo.

E finalmente realizei – essa é a chave.

Como é que nós descobrimos onde e quando e como despender da nossa energia? Como é que nós descobrimos onde estão os limites?

… ouvindo o CORPO FÍSICO. O instinto, aliado à intuição, trará as respostas. A cada momento do nosso dia-a-dia.

E é sobre isto que me é pedido que vos escreva, hoje. Porque um dos maiores erros que se comete num caminho de busca pela espiritualidade, é o de adquirir uma perspectiva redutora acerca da importância do corpo físico.

Comumente, ao evoluir-se a nível espiritual, entra-se numa perspectiva de que há tão mais “fora” do físico, que parece que o físico limita, é chato, é redutor. É a chata da mente que não alcança, é o chato do corpo que não permite que se alcance mais, que se expanda mais. É a chata da vida, do dia-a-dia, que não permite mais tempo, mais disponibilidade, para o “tão mais” que há no espiritual. É a “carcaça”, é o “veículo”, é os “eu não sou um corpo, sou uma alma”, “a realidade física é uma ilusão”, “tenho saudades de casa, das estrelas”, “não volto a encarnar”, etc, etc, etc – toda uma REJEIÇÃO àquilo que VIEMOS AQUI SER E FAZER!

Pessoas!! Acordem deste sono ilusório de que o objectivo é chegar às estrelas, porque das estrelas viemos, para as estrelas voltaremos, mas é AQUI e AGORA que nos propusemos estar! Viver a vida física, na realidade física, com um corpo físico!!

Como é que outra coisa senão honrar isto, viver isto, experienciar isto, faz sentido?

Nós – eu e a minha Mãe – já realizámos isto há muito tempo. Daí que o nosso trabalho é composto da forma que é. Mas integrar, entender e processar, leva tempo. Oh, se leva. Porque há uma série de ideias à volta deste assunto que também nós temos vindo a entender e a ressignificar, ao longo do nosso caminho.

Eu, particularmente, devido ao enorme desenvolvimento mediúnico e espiritual que tenho, tenho muitos desafios ao nível do meu corpo físico. E mais uma vez, no arrancar de um novo ano, voltei a cair. Fisicamente. E só agora, finalmente, percebi algo basilar: caio porque obrigo o meu corpo a acompanhar a minha energia e não é assim!! É exactamente o oposto! A energia não tem limites, mas o corpo tem! Logo, é o corpo que manda, que dita o compasso, que comanda o ritmo! É a energia que tem que se adaptar ao corpo e ao que o corpo consegue processar e não o oposto!

Portanto, fica mais uma nova perspectiva: quem anda doente, cheio de tonturas, de mau-estar físico, com excesso de cansaço, com irritação, impaciência, zumbidos nos ouvidos – e, diagnósticos físicos à parte (nunca deixem de ir ao médico pelo amor da santa!), mas também atribui tudo isto aos processos de evolução espiritual – PAREM de obrigar o corpo a acompanhar o ritmo da energia! Está errado – esta é a minha verdade, vale o que vale para quem a ler, fica com ela quem com ela ressoar.

O que significa isto, na prática?

Que se sentem que o corpo está a ceder, não está a reagir bem, então em vez de meditarem MAIS, de forçarem MAIS, de puxarem MAIS pela energia e evolução espiritual, ABRANDEM o ritmo! E abrandar o ritmo significa deixar o corpo processar e integrar o que está a ser expandido, fazendo coisas ligadas ao físico: avaliar a comida que se está a ingerir, pensar mais na alimentação, comer melhor, nutrir o corpo; fazer exercício físico, dar movimento físico ao corpo físico; fazer coisas da Terra: ler um livro, ver um filme, jogar um jogo, pintar, desenhar, fazer coisas de humanos, que se gosta, que trazem prazer, lazer, alegria, diversão…!

O Corpo Físico não é uma carcaça, nem um veículo, é um TEMPLO SAGRADO! É uma construção milagrosa da matéria, altamente inteligente, que todos os dias trabalha 24h/24h para a nossa sobrevivência e que merece todo o RESPEITO! O Corpo Físico é o Templo Sagrado que alberga a nossa Alma e que nos possibilita estar Aqui, Agora, a viver a vida que nos propusemos viver. E quanto mais evoluímos a nível pessoal e a nível espiritual – MAIS! – respeito, cuidados, nutrição e carinho ele necessita de ter – e não menos!

Se respeitamos a árvore e a planta e a Natureza (TUDO matéria da realidade física), mas não respeitamos o Corpo Físico, então, lamento, mas estamos só a ser hipócritas. Se cuidamos e nutrimos a semente plantada no solo, respeitando com carinho e deslumbramento o TEMPO que leva a brotar e tornar-se numa planta; mas não o fazemos com o nosso corpo físico – estamos só a ser hipócritas. É, é duro. Mas é a verdade.

Eu também me incluo nesta hipocrisia, pois eu também já estive aí. Até agora. Até ao final de Dezembro de 2023, onde, finalmente, eu parei para realizar que só queria que o meu corpo melhorasse para poder ir a correr voltar à rotina de cuidar dos outros. Ah, pois é. E que tal querer que o corpo melhore, para depois perceber o que é que ele precisa para não voltar a cair?

E que tal pararmos para perceber o quê que o nosso corpo nos está a dizer? E ajudá-lo, conscientemente, a ter mais energia, mais força, mais capacidade, mais resiliência? Isso não se faz só espiritualmente, faz-se também FISICAMENTE! O Corpo Físico precisa de ajuda na FISICALIDADE. Entendamos isto de uma vez por todas porque, Pessoas, acredito mesmo, que esta é uma consciencialização basilar para nos ajudar nos caminhos em frente e de tudo o que aí vem.

Estou a dizer-vos para pararem de se desenvolverem espiritualmente? Obviamente que não.

Estou a dizer-vos, isso sim, que ouçam o vosso corpo FÍSICO. E que se ele precisa de tempo para processar e integrar, não puxem demais por ele. Não se zanguem com ele. Não se aborreçam porque querem meditar mais, conectar mais, desenvolver mais, a um ritmo que ele não aguenta (e por isso é que anda cheio de sintomas de mau-estar!). Abrandem, façam mais coisas terrenas, ajudem-no a processar. Com paciência, carinho e amor.

Saboreiem a vida.

Não podemos viver só a partir da perspectiva espiritual, porque nós vivemos num corpo físico! Há que trazer a consciência para aqui, para cada riso, para cada conversa, para cada lágrima, para cada alimento, para cada gole de água, para cada raio de sol, para cada passo dado na relva. VIVER a Vida. HONRAR a Vida. SABOREAR a Vida.

RESPEITAR o Corpo Físico.

Se o ouvirmos, ele responde. Com muita clareza.

De coração,
Johanna Samna in Semeando

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Faz mais coisas que te deixem feliz.

Chega o Outono e, para uma grande maioria de pessoas, um tempo de melancolia… São os dias a ficarem mais curtos, é o desapego da Natureza a puxar aos nossos próprios desapegos… São as brisas a ficarem mais frias e a pedirem-nos mais conforto e recolhimento… Certo. É compreensível.

Mas essa é uma perspectiva. Há outras.

Podemos ver os dias a ficarem mais curtos precisamente porque chegam os tempos do conforto e do recolhimento… Os tempos frios e escuros que nos levam a estarmos mais connosco, mais com os nossos, mais disponíveis para o interior das nossas vidas. E dentro desta disponibilidade maior podem nascer mais conversas, mais intimidade, mais profundidade, mais partilha, mais momentos, juntos.

E podemos olhar para o desapego da Natureza e para os nossos próprios desapegos como a possibilidade de termos mais espaço nas nossas vidas.

E o que é termos mais espaço nas nossas vidas senão uma coisa boa?

Se limparmos um armário em casa e removermos as coisas velhas, o que acontece? Fica um espaço limpo, arejado. Vem uma sensação de bem estar e de realização pessoal por termos as coisas como agora queremos ter, mesmo que no acto de limpar nos custe desfazer desta ou daquela peça… O desapego é liberdade.

Então, esta semana, a Dica da Semana vem sugerir-te: faz mais coisas que te deixem feliz. E para isso, terás certamente que fazer escolhas. Escolhas no teu tempo e no teu espaço. Terás que libertar espaço para isso. Então liberta. Liberta o espaço que precisares para que aquilo que realmente te preenche e satisfaz tenha lugar, na tua vida.

Tu mereces.

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Carta do Mês | Setembro 2023

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Queridas Pessoas,

Setembro, para uma grande maioria de pessoas e colectivamente falando, é um mês que assinala o recomeço. O ano lectivo arranca, modalidades desportivas arrancam, negócios voltam a abrir portas… Termina a época das férias e arranca a época de voltar a produzir, construir, criar, fazer. Curiosamente, é o 3 de Ouros que sai para nos inspirar para este mês – uma carta que nos fala em parcerias, sociedade, a vida em sociedade, espírito de equipa, construção em equipa.

Então casando isto tudo, a inspiração que me chega é a de vos escrever o seguinte…

2020 assinalou uma mudança radical na vida da sociedade como a conhecíamos até ali. A pandemia entrou pelas nossas vidas e obrigou-nos a parar, recolher, criar distâncias de segurança entre nós. De início foi um choque. Para todos. Aceitámos porque as circunstâncias assim o obrigavam, mas sofremos imenso. Colectivamente. Sofremos a distância, a falta uns dos outros, os comércios fechados, a ausência de movimento na rua. Sofremos e chorámos.

… e depois habituámo-nos. O que era para durar 15 dias alastrou-se por vastos meses e nós, criaturas de hábitos e de adaptação, habituámo-nos a esta nova vida onde o contacto humano se tornou desnecessário. Onde tudo é feito a partir do telemóvel. Onde uma chamada de vídeo substitui uma ida ao café.

É certo que os tempos mudam e que de momento vivemos a era digital. É certo que há muitos benefícios nesta era. Mas eis que aparece o 3 de Ouros… E que vem lembrar-nos da proximidade que nos caracteriza, enquanto Humanidade. A falta de contacto humano directo traz muitos problemas a médio/longo prazo – distância emocional, insensibilidade, falta de empatia, egocentrismo… E é preciso vigiarmos isto. Termos atenção. Não permitirmos que se alastre de tal forma que percamos o sentido de união e empatia uns pelos outros.

Mais olhos nos olhos, mais cara a cara, mais abraços, mais conversas frente a frente, mais convívios, mais brincadeiras de criança na rua, mais passeios na Natureza, mais sorrisos uns para os outros, mais simpatia, mais empatia, mais Humanidade.

Mesmo para quem trabalha online – e talvez principalmente para quem trabalha online, como até é maioritariamente o nosso caso – é importante não perder o rasto a isto. E começa dentro de casa, com os nossos mais próximos. E alastra-se para quando vamos à rua, lidar com a rua e com os outros – como estamos a fazê-lo? Com empatia, proximidade, paciência? Ou já envoltos nesta indiferença e distância que teima em se instalar entre as pessoas? Avaliem. Observem. Não permitam que se alastre.

O maior legado que podemos construir é o de uma Humanidade melhor. Isso faz-se em parceria e contacto uns com os outros… Em parceria e contacto uns com os outros.

Um abençoado Setembro, repleto de empatia e fraternidade!
De coração,
Johanna Samna in Semeando

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Imagem de Johanna Samna


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Limpa, arruma, organiza!

Já todos conhecemos as limpezas de Primavera… Chega o bom tempo, é abrir as janelas, deixar arejar, limpar, arrumar, preparar para os meses quentes do ano. Certo, faz sentido.

Mas sabes o quê que também faz todo o sentido?
Limpezas de Outono. 🙂

Ora vejamos: o Outono é a estação que entra para renovar os ciclos da Natureza… Ele vem impulsionar a Natureza a libertar-se do velho, do que já culminou o seu ciclo de vida, para que a Natureza se recicle e se prepare para um novo ciclo anual.

… faz todo o sentido que aproveitemos esta energia para procedermos à mesma dinâmica nas nossas casas e espaços físicos, não te parece? Aliás, faz todo o sentido que o façamos em tudo o que for necessário nas nossas vidas… Mas hoje a Dica é no sentido prático, físico, material.

Hoje a Dica da Semana vem sugerir-te que aproveites esta energia de reciclagem e renovação que começa a entrar nas nossas vidas (o Equinócio do Outono dá-se no dia 23 deste mês), para dares uma volta às tuas coisas, à tua casa, ao teu escritório, a qualquer espaço físico que te pertença – e que te libertes do que já não faz falta, do que está partido, do que só está a ocupar espaço e a gerar acumulação.

Defende o feng-shui (a arte de organizar espaços físicos a partir da noção da energia gerada), que guardarmos coisas partidas e estragadas, bem como acumularmos coisas sem lhes dar uso, gera energia de estagnação nas nossas casas e, consequentemente, nas nossas vidas.

Claro que todos temos coisas guardadas e que não usamos todos os dias, até mesmo algumas recordações, mas lá está: são coisas guardadas com objectivos e com um sentido.

Mais um detalhe interessante: Setembro está maioritariamente sob a influência do signo de Virgem. E Virgem é organização e arrumação. 🙂

Portanto, aproveita!
Aproveita este mês que comporta uma energia incrível de limpeza e libertação e renova os teus espaços! Liberta o velho, para que haja espaço e disponibilidade para novas energias entrarem e circularem!

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Agradece as pequenas coisas!

Parece um cliché, esta mensagem, de tanto que se vê espalhada por aí… E até pode ser. Mas é um cliché verdadeiro. Agradecer as pequenas coisas da vida, do dia-a-dia, faz diferença, sim!

Faz tanta diferença que num dos módulos do Lado a Lado, o nosso Ciclo de Desenvolvimento Pessoal e Espiritual, este tema é amplamente abordado e são introduzidos os bloquinhos da gratidão.

Porquê que faz diferença?

Porque a maioria de nós, crescidos e criados num sistema que aponta continuamente as falhas, que nos ensina que temos que ser sempre os melhores, sempre os primeiros, perfeitos! – criamos um mecanismo automático de estarmos maioritariamente focados numa coisa nada útil: no que NÃO corre bem.

Uma coisa é observar o que não corre bem para perceber como fazer melhor, óbvio! Outra é ficarmos presos ali, nas coisas menos boas, numa sensação de frustração e negatividade regular. É aquele clássico de termos um dia perfeitamente normal com uma reunião de meia hora que é chata e onde alguém é desagradável e é NISSO que o foco fica durante as outras 23h30 do dia! Sim, nós fazemos isto.

Então vem o cliché mágico: agradece as pequenas coisas.

“Ai, que a reunião de meia hora foi uma chatice…!”, certo, mas aquele café bebido depois de almoço soube pela vida! E o sorriso de alguém, e a tarefa finalmente concluída, e aquele pôr-do-sol incrível, e aquela conversa tão boa, e aquele artigo finalmente em promoção, e o jantar que saiu no ponto dos temperos…! Há tantas outras coisas num dia inteiro, boas, que valem a pena ser notadas, faladas, festejadas!

Fazer isso, queridas pessoas, aumenta a nossa sensação de bem-estar com o dia. E fazer isso, no dia-a-dia, contribui largamente para o aumento da nossa sensação de bem-estar com a própria vida. E contribui, largamente, para habituarmos a nossa mente a focar mais atenção nas coisas boas.

Experimentem. Assim uns bons dias seguidos. Até podem apontar num caderninho as coisas boas do dia. Durante uns bons dias seguidos! Verão o bem que vos faz.

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Usufrui do momento presente!

O Verão traz consigo esta magia muito especial de que parece que tudo sabe melhor, não é? É o refresco na esplanada, a fruta fresca a deliciar o paladar, as cores vivas de um pôr-do-sol, o toque do mar na pele, a brisa morna no rosto… Momentos que, mesmo que andemos a mil, nos obrigam, ainda que por segundos, a parar para sentir. Para saborear. Que nos arrancam um sorriso de satisfação só porque sim, só porque é Verão.

A Dica desta semana vem sugerir: e se prolongássemos esses segundos? E se em vez de pararmos uns segundos para saborear e usufruir destes pequenos detalhes e prazeres, pararmos uns minutos, uma hora, mais tempo…?

“Ai, mas eu não tenho tempo.” – certo. É a resposta do século, da nossa sociedade moderna que vive a mil e em stress e em ânsias. Oh, se sabemos como é. Também padecemos desse mal. Porque é um mal, sim, é uma enfermidade, esta vida a ser vivida à pressa, em alta velocidade, com mais tarefas do que o dia permite e mais desgaste do que o corpo aguenta. Porque é isso, não é? Ao final do dia, é isso que a maioria sente: um cansaço gigante.

Podemos arranjar todas as justificações do mundo, e podem ser todas aceitáveis e plausíveis – não deixa de ser prejudicial ao nosso bem-estar e até mesmo à nossa saúde.

É aqui que entra um lembrete muito importante para todos nós: nós somos os criadores da nossa realidade. Não, não é sempre fácil. Não, não é sempre óbvio. Mas é possível. É investir tempo a pensar um pouco no nosso dia-a-dia e como, onde, em quê que andamos a distribuir o nosso tempo. É rever prioridades. É questionar onde ficamos nós, o nosso bem-estar, o tempo merecido para o nosso bem-estar, na nossa lista imensa de prioridades… E puxá-la para cima, obviamente. Para o topo da lista.

Essa é a grande Mestria desta estação. Estar em pleno. Usufruir. Ser.

Aproveitemos.

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Bebe água!

“Bebe água, Johanna!” – tornou-se numa frase cliché em praticamente todas as turmas que temos tido até hoje. Ahahahah!

A verdade é que todos sabemos a importância que a água tem para a nossa saúde e vida, mas uma grande parte de nós não dá verdadeiramente atenção a isso. Não como deveria. E se achas que esta dica vai ser uma seca e já estás a pensar em sair desta página, ahahah, aconselhamos-te a leres até ao fim.

Beber um copo com água é muito mais do que “matar a sede” – é dar ao corpo a segunda coisa mais importante de que ele necessita para se manter saudável e equilibrado. Segunda, porque vem imediatamente a seguir ao oxigénio – a água é o segundo elemento mais importante para a vida!

E sabiam que sentir sede é um indicador de que já foram ultrapassados os limites da falta de água no organismo? Significa que já estamos a desidratar e que o corpo já está em alerta. Ou seja, o ideal para manter o corpo devidamente hidratado é ir bebendo água ao longo do dia, sem que se precise de sentir sede para beber! Pele seca, lábios secos e gretados e, até mesmo, falta de energia, são mais alguns dos indicadores de que devemos de ingerir mais água.

Sobre quantidades de água por dia, podes reger-te pela regra comum dos conhecidos 1,5L a 2L de água por dia, mas é importante percebermos que existem vários factores que influenciam a necessidade de maior ou menor quantidade de água no organismo, como o clima, a quantidade/qualidade de alimentos ingeridos e a actividade física. Se estivermos em épocas de maior calor, naturalmente que perderemos mais água através da transpiração, tal como acontece se tivermos uma actividade física intensa. De igual forma, uma alimentação que contenha, diariamente, a ingestão de verduras, legumes e frutas contribui para a ingestão de alguma água, através dos alimentos.

Por isso, também é importante que escutes os sinais do teu corpo e percebas a quantidade de água de que necessitas, mediante o teu dia-a-dia e as tuas actividades.

Eu, Johanna, tenho a acrescentar que ao começar a ter mais disciplina na ingestão de água diária – o que significa não esperar ter sede para beber água, ir bebendo ao longo do dia – além de notar uma notória diferença nos sinais acima indicados (principalmente nos lábios que deixaram mesmo de andar secos e gretados!), noto uma notável melhoria no funcionamento do meu intestino e – pasmem! – uma diminuição considerável da quantidade de vezes que tenho dores de cabeça… Esta sim, esta última tem sido uma surpresa incrível. E percebo que é da água, sim, porque se há um dia em que volto a beber menos lá volta a tensão na cabeça… Olhem, só vos digo: bebermos mais água faz uma diferença incrível – e notável!! – ao nosso bem-estar do dia-a-dia, mesmo! Por isso vá, garrafinha de água sempre à mão e vai dando uns bons golinhos ao longo do dia, podes até dar já um agora, neste preciso momento! 🙂

Com bênçãos de saúde,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Aproveita e anda com os pés descalços na Natureza!

Não é a primeira vez que vos falamos sobre isto na Dica da Semana, mas esta é daquelas dicas que vale mesmo a pena lembrar.

É Verão, vamos à praia, fazemos caminhadas na Natureza, andamos mais em jardins e parques… E é perfeito para pormos os pés directamente na terra e enraizarmos com mais força!

É comum conhecer-se os 7 chacras principais (pontos de energia vitais ao funcionamento do nosso Ser), mas nós não temos só esses chacras. Temos muitos outros, nomeadamente vários pequenos chacras na planta dos nossos pés cujas ligações energéticas se denominam de raízes e que servem de suporte à nossa ligação com a Terra.

A base do nosso corpo físico começa nos pés e a do nosso corpo energético também (assim compreendemos pelos nossos estudos feitos até agora). Por isso, assim como a saúde dos nossos pés é fundamental para a sustentação do nosso corpo físico, a saúde das nossas raízes energéticas também o é, para a sustentação do nosso corpo energético.

Vivermos esta vida urbana moderna distancia-nos do contacto directo com a Natureza – e isto enfraquece as nossas raízes. E é interessante adicionar que raízes enfraquecidas contribuem energeticamente para manifestações como: tonturas, dores nas pernas e/ou na coluna, dificuldade em concluir objectivos, sensação de bloqueio e falta de concentração frequente na realização de tarefas diversas.

Uma das formas mais simples de fortalecer as nossas raízes e criar um contacto mais próximo com a Natureza é precisamente a que esta dica refere: andar descalço na Natureza. E agora, no Verão, é ainda mais fácil de conseguirmos fazê-lo! É descalçar e sentir o toque da Natureza directamente nos pés – da terra, da relva, da areia. Caminhar sobre a Natureza sem separações – só Ela e a nossa pele.

E se nesse momento adicionarmos a consciencialização do que estamos a fazer, ou seja, focar a nossa atenção nesta consciência de que nos estamos a conectar à Terra e à Natureza – melhor ainda!

Bons passeios de Verão!

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Carta do Mês | Agosto 2023

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Queridas Pessoas,

Agosto é um mês intenso. É forte, é bonito, a Natureza está no seu expoente máximo de Verão – vibrante, rica, abundante, colorida – e Leão é o signo que rege a maior parte do mês. Tudo componentes fortes de expansão de luz e brilho. E dos Arcanos do Tarot, para nos deixar um conselho para o mês, vem a Rainha de Paus – a Rainha dos mistérios, a Rainha da intuição e do Mundo espiritual.

Então casando isto tudo, a inspiração que me chega é a de vos escrever o seguinte…

Onde está a vossa intuição? Onde está aquela voz que sabe, aquela voz que vem do âmago do vosso Ser, que vos traz uma sabedoria profunda sobre a verdade. A verdade que às vezes é bonita e noutras não, que às vezes é fácil e noutras não, que às vezes é simples e noutras não… Mas que é a verdade. E nós sabemos. No fundo, no fundo, sabemos.

Com todo o respeito e carinho pelo intelecto racional, analítico e lógico (abençoado seja que nos permite pensar e raciocinar), mas há momentos e situações onde a intuição fala sem ter propriamente uma razão. O instinto diz “confia”, “não confies”, “agarra esta oportunidade”, “tem esta conversa”, “faz esta mudança”, “hoje, descansa mais um pouco”. Nas mais variadas coisas, o instinto, a intuição, falam connosco. E nós tendemos a ignorar. Porque “não tenho tempo”, “porque não faz sentido”, “porque razão x, y e z”. E não é que não devamos de pensar no que nos diz o instinto, sim, devemos. Vivermos sem noção da realidade, como balões ao vento, também não é a opção mais razoável para se viver com os pés na Terra. Mas lá está – é pensar no que nos diz o instinto ao invés de só o ignorar.

Vamos dar-lhe um pouco mais de crédito – é o que nos pede a Rainha de Paus. Nós somos a magia da vida, da própria vida em si. Nós temos a capacidade incrível de criarmos o que desejarmos criar. É levarmos a mão ao peito e sentirmos o milagre deste coração que bate cá dentro, cheio de vida, cheio de possibilidades! É activarmos a nossa energia criativa, termos fé em nós, agarrarmos a nossa força de vontade! É sabermos que a magia da vida está lá mesmo que os olhos não a vejam, porque a intuição, o instinto, assim no-lo diz: a força da fé! A fé que não precisa de formato nem de doutrina – a fé de somente sabermos que não estamos sós. Que há esta força imensa que move os ciclos da vida, os ciclos da Terra e da Natureza que nunca deixam de fluir – esta mesma força da qual somos também feitos e que nos guia… Para onde quisermos ir.

Unir à luz do mês de Agosto a luz da intuição e da fé. Forças poderosas para o caminho em frente.

Vamos lá!

Um abençoado Agosto, repleto de coragem e perseverança!
De coração,
Johanna Samna in Semeando

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Imagem de Johanna Samna


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Alinha as tuas palavras com aquilo que realmente desejas.

Existe uma crença generalizada de que as palavras são “só palavras”. Perdeu-se a noção, ao longo dos tempos, de que a palavra é muito mais do que isso. Antigamente, os nossos antepassados utilizavam a palavra com a mesma seriedade com que hoje assinamos contratos e formalizamos promessas. A palavra, antigamente, era suficiente. Era honrada, tida como um vínculo de honra. Tida como algo a, indiscutivelmente, cumprir.

Quem não cumpria com a sua palavra seriam os desonestos, os corruptos, os indignos, os traidores.

… como é que chegámos aqui?
A este sítio onde, actualmente, dá-se zero crédito à palavra. “Palavras leva-as o vento”, “não importam as palavras, importam as acções” – é de uma desvalorização atroz.

E, acreditamos, uma valorização a resgatar. Mais uma.

Porque a palavra, queridas Pessoas, é muito mais do que parece. A palavra é uma forma de materialização da nossa energia. Nós falamos para nos expressarmos, certo? Falamos para nos movimentarmos na direcção do que almejamos, certo? Então a palavra, a uma larga escala, materializa, manifesta, aquilo que estamos a criar.

Leiam de novo o último parágrafo, por-favor, e processem-no. Sintam-no.

E a partir daí, sugerimos como Dica desta semana, que reflictam nisto. Nas vossas palavras. Estão alinhadas com o quê? Com as vossas verdadeiras intenções? Com o que realmente desejam? É que se não for com isso que estão alinhadas, convidamo-nos a repensar naquilo que dizem. Desabafos, todos temos o direito a fazer. Momentos infelizes de dizer o que não queríamos dizer, todos temos o direito a ter. Mas o quê que alimentamos como conversa regular? O quê que dizemos com mais frequência?

“Eu acredito que consigo alcançar os meus objectivos” ou “não consigo/não posso/não tenho tempo/não sou capaz”…? Por exemplo.

Observem. E façam as alterações que considerarem necessárias para que a vossa palavra, a força da vossa palavra, seja um impulso construtivo àquilo que desejam criar em vós e nas vossas vidas.

Com bênçãos de coragem e fé,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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