Carta da Segunda Quinzena de Julho (2015)

. A SACERDOTISA .

A Sacerdotisa

Queridos/as,

Para esta Segunda Quinzena de Julho, os Arcanos do Tarot enviam-nos a Sacerdotisa – um mergulho de maior profundidade em nós mesmos/as. Uma profundidade que ultrapassa o superficial e o aparente.

Uma profundidade que nos permite aceder à voz mais antiga de sempre – a voz da nossa alma, a voz que vem de dentro e que nos fala sobre tudo o que nos esquecemos: sobre a Terra que é vida e pulsa em cada um/uma de nós, sobre a Lua que nos aconselha e nos auxilia, sobre o Universo milimetricamente perfeito que nos une. Sobre nós mesmos/as. Sobre quem somos. Sobre o que perdemos. Sobre o que precisamos de reconquistar.

Entramos hoje na Lua Nova, um novo ciclo prepara-se para nos acolher, um ciclo de sensibilidade, de emoções, de movimento emocional intenso. É altura de crescermos. Como Seres Humanos. É altura de darmos mais um passo na (re)conquista da sapiência interna que havia de nos guiar e não guia, enquanto não nos permitirmos ouvir. Enquanto o ego estiver sempre na linha da frente, a comandar todos os passos e acções.

Estes são momentos de muita agitação, os que estamos a viver. As velhas estruturas estão a abanar – e se umas caem, outras debatem-se furiosamente para se manterem de pé. Tudo isto levanta muita poeira e a poeira ofusca o caminho – há que termos atenção. Muita atenção e foco no que nos move, no que nos está a levar em frente.

Atenção aos líderes. Àqueles que se dizem donos/as e senhores/as da verdade. Esse é o maior truque na manga dos véus da ilusão, pois o caos tende a fazer-nos desesperar e aceitar qualquer zona de conforto que se apresente. Mas deixarmo-nos levar por isto, queridos/as, é mais do mesmo. Mais do mesmo que temos permitido até agora. Mais do mesmo que nos persegue e nos quebra, desde os tempos da Atlântida.

Está na altura de sermos responsáveis pelos nossos caminhos, de fazermos uso do nosso livre-arbítrio. Está na altura de ser o nosso coração a guiar o nosso caminho e da intuição voltar a ser uma parte activa do nosso processo de escolha. Deixemos de ser meros robôs do sistema que nos envolve. Sejamos livres. Sejamos participantes activos/as e conscientes das nossas vidas!

Temos agora a oportunidade de fazer algo de novo, sim. Algo único. Para isso só precisamos de uma coisa – da nossa essência individual e única. De sermos quem somos. Verdadeiramente.

É fundamental fortalecermos a nossa estrutura, reconectarmo-nos com as nossas raízes. E isto significa reconectarmo-nos com a Mãe Terra. Não apenas apreciando a sua arte e beleza, mas sentindo-a, escutando-a, (re)conhecendo-a – insistindo até ao momento em que a explosão de consciência se der. A explosão que nos relembra, ainda que por segundos, que nós somos parte Dela. Esse momento mágico que nunca mais se perde e que cria um vínculo que nos fortalece, muito, pois permite-nos sentir, simultâneamente, a nossa individualidade e o quão estamos conectados/as com o Todo.

Comecemos por fortalecer as nossas raízes. Assim poderemos ter a certeza que o que se ergue daí, está assente numa base firme.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Julho (2015)

. 5 de Copas .

5 de Copas

Queridos/as,

Entramos em Julho com o 5 de Copas para a Primeira Quinzena e novamente nos está a ser pedida a libertação das velhas bagagens emocionais.

Receber novamente este tipo de conselho faz-me perceber o quão teimosos somos, enquanto Seres Humanos. O quão viciados estamos nos velhos padrões de comportamento, nas velhas estruturas, nas memórias, nas lembranças, na razão, na mágoa, na dor, no sofrimento.

Já não há razoabilidade neste tipo de conduta, nesta forma de viver. Já não faz sentido e todos/as sabemos disso, de uma forma ou de outra. Então porque continuamos a fazê-lo?

Porque continuamos a justificar as nossas atitudes com as atitudes dos outros? Porque continuamos sentados/as no escuro, sozinhos/as e em profunda tristeza, pelas mágoas do passado? Porque continuamos a colocar nos ombros de quem chega o peso de quem já partiu? Mais – porque continuamos nós a carregar tudo isso?

Especialmente quando já percebemos que essa é, provavelmente, a maior causa dos nossos bloqueios?

Cada vez o peso é mais pesado e cada vez o será mais – até se tornar insuportável.
E isto não é castigo, nem punição. É fruto do momento. É fruto do que nós pedimos. Nós pedimos mudança, certo? Estamos fartos/as disto ou daquilo, queremos algo de diferente, estamos cansados de sofrer, reclamamos diariamente por algo que já não suportamos mais… Queremos inclusive, a uma escala maior, um mundo melhor, certo?

Então e como achamos, exactamente, que isso irá acontecer? Assim, como que por um toque mágico, acontece? Sem mais nem menos? Assim, como que por um toque mágico, a mudança cuja responsabilidade é inteiramente nossa, acontece, sem que nós façamos nada por isso?

No fundo, no fundo, nós sabemos que isso não vai acontecer assim. Assim como um velho armário, a abarrotar de coisas que já não precisamos, bolorento e desorganizado, não vai, miraculosamente, aparecer limpo e pronto a receber coisas novas. Cabe a cada um de nós abrir as portas do seu velho armário e deitar fora o que está partido, o que está a causar o bolor, o que está a mais, o que já não serve e o que já não se quer, para que haja espaço, finalmente, para entrarem coisas novas lá dentro.

O novo que pedimos chega, sim. Mas precisa de espaço para entrar. Vamos continuar a precisar de chegar ao limite dos limites da exaustão para o arranjarmos?

Amanhã entramos em Quarto Minguante, altura óptima para procedermos a este processo de libertação. É isto. É agora. Sem mais desculpas nem justificações. Deixemos ir o velho, o passado, a bagagem pesada e antiga. Claro que custa, claro que dói. Mas, quando finalmente tivermos espaço e nos sentirmos libertos/as e livres para seguirmos rumo ao novo… Vai valer a pena.

Coragem.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Junho (2015)

. 5 de Ouros .

5 de Ouros

Queridos/as,

Entramos hoje em Quarto Crescente e é uma boa altura para avaliarmos a forma como andamos a projectar as nossas emoções. Estamos sob a influência de Caranguejo, signo de água que mexe com o nosso campo emocional, com as nossas raízes, com as nossas ligações e relacionamentos, com a família.

É muito provável que, face aos últimos eventos das nossas vidas, sintamos algum (ou muito) cansaço emocional, fruto de mágoas, perdas, desapontamentos e conflitos. É muito provável que o desânimo e a desilusão nos leve a pensar coisas como “mas porquê que isto me acontece a mim?”, “eu não faço mal a ninguém” e “eu não merecia isto”.

É muito provável que a nossa vítima esteja a ganhar terreno no nosso interior e é isso que os Arcanos do Tarot nos lembram nesta Segunda Quinzena de Junho ao enviarem-nos o 5 de Ouros como energia para a quinzena.

A vítima é uma parte de nós que, como tantas outras, tem sido marginalizada, condenada e posta de lado. Temos sido ensinados/as que “não é preciso chorar”, que “a tristeza é fraqueza” e que sentirmo-nos magoados/as e desapontados/as é “sermos mariquinhas”. Pior do que isso é que “não te faças de vítima” é usado como se fosse uma espécie de insulto.

E isto não podia estar mais errado.

A vítima É uma parte de nós. Uma parte como tantas outras que tem sido ignorada e castrada porque reconhecê-la e, consequentemente, enfrentá-la, significa partir mais uma caixa. Mais uma daquelas caixas que ampliam a consciência e nos devolvem a liberdade de nos questionarmos e sentirmos em verdade e clareza.

TODA A GENTE tem uma vítima dentro de si. Mais ou menos intensa, mais ou menos vincada, mais ou menos proeminente, mas está lá. E queixa-se. E resmunga. E chora. E ignorá-la é um erro.

É ela, a nossa vítima, que nos ensina muito sobre as nossas emoções. Que nos ensina que tipo de emoções negativas estamos a alimentar, que coisas precisamos de transformar e onde é que precisamos de renovar forças. É ela que nos mostra onde estão os nossos limites e quando é que esses mesmos limites foram ultrapassados e é altura de levantar o escudo e proteger o nosso território.

Sim, ela ensina-nos muitas coisas e é por isso que devemos olhar para ela com olhos de aprendizagem. Embora pensemos que ignorá-la, fingir que não dói ou que não se sente, faz desaparecer as mágoas ou as situações, isso não é verdade. Nem tão pouco é verdade que é isso que nos torna mais fortes. Não, isso faz de nós distraídos/as, dissociados/as e desconectados/as das nossas emoções. Ficamos sem controle nos remoinhos que se vão formando nos mares dos nossos sentimentos e o efeito “panela de pressão” começa a surgir. Ferve, ferve, borbulha… Até que um dia explode. Sem qualquer controle da nossa parte sobre isso.

É isto que queremos? Continuarmos a ser meros robôs das crenças de um consciente colectivo egóico e manipulador? Ou queremos conhecer o que se passa dentro de nós e ter, nas nossas mãos, o verdadeiro comando das nossas vidas?

Quem manda nas nossas emoções? Nós ou os outros?

Tenhamos também em atenção que, permanecermos demoradamente em modo de vitimização também não é uma solução viável. E isto nada tem a ver com ser-se fraco ou “mariquinhas”, mas sim com a consequência de que, ao ficarmos mergulhados/as neste modo por demasiado tempo, acabamos por nos afundar. E, gradualmente, tudo começa a afundar nas nossas vidas.

É tudo uma questão de mudarmos a perspectiva com que estamos a olhar para as coisas. Olhemos com o olhar de quem aprende. De quem quer aprender. De quem estuda. De quem observa. De quem se sente. De quem cai, sabe que caiu, aprende porque caiu e a seguir, honrando a aprendizagem, levanta-se.

A vítima, por norma, é a que nos ensina as mais duras aprendizagens. Mas é das mais duras aprendizagens que surgem as mais belas pérolas de sabedoria.

E se tivermos que chorar, choremos. Chorar não enfraquece ninguém. Chorar liberta e despeja! Libertemos, então! Chegou o Verão, arranjemos espaço para o nosso Sol interno poder brilhar!

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Junho (2015)

. Rainha de Ouros .

Rainha de Ouros

Queridos/as,

Entrámos em Junho e, para esta Primeira Quinzena, os Arcanos do Tarot enviam-nos a Rainha de Ouros.

Em plena Lua Cheia e muita agitação, estamos a ser chamados/as ao Centro de nós mesmos/as.

É fácil nos distrairmos do nosso próprio interior – o dia-a-dia é repleto de pequenos factores/obrigações/rotinas/regras que distraem, confundem, difundem e enchem a nossa mente. É muito fácil nos distrairmos. Depois há os problemas, os nossos e os dos outros. As responsabilidades, as nossas e as dos outros. Devagarinho e de forma subtil, as nossas vão-se perdendo, porque o que os outros fazem, o que os outros dizem, o que os outros vêem e o que os outros pensam vai tomando, gradualmente, conta da maior parte do nosso espaço mental.

É ou não é?

Reflictamos um pouco sobre isto: quanto tempo por dia gastamos a pensar nos outros? No que os outros dizem? Ou disseram? No que os outros pensam? Ou vão pensar? No que os outros são? No que os outros vêem? No que os outros vão achar? No problema de alguém? No que pessoa tal deveria fazer ou dizer naquela situação que nos contou? Em como tal pessoa está tão errada e deveria de fazer as coisas de outra qualquer forma que nós achamos melhor?

Quanto tempo ocupam os outros dentro de nós?

É aqui que a Rainha de Ouros nos lança o alerta: e quanto tempo ocupamos connosco mesmos/as? A cuidar de nós e das nossas vidas?

Andamos cansados/as, esgotado/as e até doentes… E quanto tempo temos dedicado a nutrir, amar, proteger e cuidar do nosso corpo?

Andamos tristes, zangados/as e revoltados/as… E por quanto tempo permitimos (ou continuamos a permitir) que o nosso território pessoal esteja desprotegido e desamparado, à mercê da vontade dos outros?

Andamos confusos/as e indecisos/as… E quanto tempo dedicamos a ouvir o nosso coração e a nossa intuição?

Andamos aborrecidos/as com a estagnação ou falta de algo nas nossas vidas… Mas quantos passos de acção temos dado em direcção ao que desejamos materializar/concretizar?

Quanto tempo e espaço há, nas nossas vidas, para cuidarmos de nós mesmos/as?

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Maio (2015)

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Queridos/as,

Estamos a atravessar já em pleno esta Segunda Quinzena de Maio e os Arcanos do Tarot enviam-nos agora o 9 de Espadas, indicando que haverá uma forte necessidade de nos mantermos atentos/as ás tempestades internas (e/ou externas) que poderão surgir nos próximos dias – principalmente as dramáticas!

Saímos de um poderoso ciclo onde muitos/as de nós tomaram consciência do que realmente querem materializar nas suas vidas. Provavelmente, esses/essas mesmos/as muitos/as de nós encontraram também muitos obstáculos, discussões, dramas, conflitos e entraves para alcançar essas mesmas coisas. E provavelmente, a maioria desses/dessas muitos/as está ainda no caminho dessas mesmas materializações, lidando de frente com todas as contrariedades.

Posto isto, há duas coisas fundamentais a serem percebidas por todos/as nós – todos/as nós que estamos num caminho de alcance e conquista dos nossos objectivos. Primeiro: nós temos uma tendência nata para aumentar a proporção dos dramas e das coisas negativas. Segundo: por vezes não podemos mudar o que está a acontecer, mas podemos mudar a nossa perspectiva e actuação face a isso.

É muito fácil mergulharmos num gigante drama interno onde todas as contrariedades nos retiram o foco, a energia e a fé. Onde ficamos depressivos/as, tristes e a negativar as chances de conseguirmos sair vitoriosos/as das nossas caminhadas. É muito fácil isto acontecer porque o nosso ego está viciado em milénios disto. Milénios em que a Raça Humana se especializou em alimentar o sofrimento, o sacrifício, a dor e a martirização. Nós estamos viciados nesta perspectiva e precisamos, urgentemente, de criar uma outra, mais forte, mais ampla, mais útil para nos encorajar e levar em frente.

É claro que existem coisas difíceis a ocorrerem nas nossas vidas e fingirmos que não as vemos não as faz desaparecer. Encarar e enfrentar de frente os medos, obstáculos e mágoas é meio caminho andado para as ultrapassar. Mas lembremo-nos que existe uma tendência nata para lá ficarmos a marinar o máximo de tempo que conseguirmos e essa tendência deve ser contrariada, pois a sua única finalidade é drenar-nos e atrasar-nos.

Quando a visão dramática e desesperada nos assaltar é quando mais precisamos de respirar fundo e mudar de perspectiva. Desabafar com alguém de confiança e pedir ajuda também faz parte. Há coisas que não conseguimos enfrentar sozinhos/as e não há vergonha nenhuma em assumir isso. Como se costuma dizer – ninguém é de ferro. Todos/as sangramos.

Mas é importante percebermos que o grande salto que ultrapassa os obstáculos do nosso caminho é dado por nós e somente por nós. As ajudas existem, estão lá. Mas o impulso necessário para darmos os saltos que necessitamos vem de dentro. De dentro de nós mesmos/as. E muitos deles são verdadeiros saltos de fé.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Maio (2015)

6 de Paus

Queridos/as,

Há quanto tempo não gritamos pelas nossas vitórias? Há quanto tempo não honramos as nossas conquistas? Há quanto tempo não celebramos a vida?

E quantos de nós respondem imediatamente a estas perguntas com algo do género: “não tenho nada para festejar” ou “não há nada que mereça a pena ser celebrado”.

Não? De certeza? Porque pensamos isso? Porque sentimos todo este desânimo? Todo este cansaço?

Porque estamos sempre, continuamente, focados naquilo que nos mói, naquilo que não queremos, naquilo que não conseguimos, naquilo que não gostamos. No que nos dá medo, no que nos chateia, nas nossas falhas, nas falhas dos outros.

É claro que é importante – importantíssimo – reconhecermos as nossas falhas, erros e medos. Mas esse reconhecimento serve para que possamos dar um salto de transformação para algo de útil ás nossas vidas e não para nos afogarmos nos mares do “não consigo”, “não posso”, “não sei”, “não sou capaz”, “nunca vou conseguir”. Isso é veneno! É um veneno mental auto-destruidor que mina as nossas forças, o nosso ânimo e a nossa garra!

Estamos sob a influência de um signo de Terra, um signo que nos dá força para construir. Para materializar. Vamos erguer a cabeça e avançar em frente, sim?

Maio é o mês da Mãe. A energia feminina em todo o seu esplendor a proporcionar-nos a abertura de coração que necessitamos para avançarmos em frente, dar saltos de fé, construir e materializar!

Vamos honrar quem somos, celebrar as conquistas já feitas e brindar aos passos dados! E em seguida, inflamando e motivando este Fogo que arde em nós – vamos em frente!

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Abril (2015)

4 de EspadasQueridos/as,

Entrámos na Segunda Quinzena de Abril e os Arcanos do Tarot enviam-nos, como energia para esta quinzena, o 4 de Espadas – é tempo de parar um pouco para repor energias e ponderar sobre o caminho feito e o que vem a seguir. Uma paragem que relaxe e repouse a mente de toda a agitação dos últimos dias, para que reencontremos o discernimento para os próximos passos a serem dados.

Temos andado numa roda viva de emoções e desafios desde Janeiro e, provavelmente, nem demos conta de que já se passaram 4 meses desde que tomámos resoluções e decisões para concretizar em 2015, certo?

Então este é um bom momento para pararmos um pouco e voltarmo-nos para trás, para a lista de concretizações que planeámos para este ano e percebermos o ponto de situação em que estamos. O que já fizémos? O que falta fazer? O que mudou? O que afinal já não queremos? O que queremos mesmo, com toda a firmeza?

Aproveitemos o fim-de-semana ou as próximas folgas para não fazer absolutamente nada a não ser isto – repousar, recompor e avançar. Usufruir dos prazeres da nossa fisicalidade. Sim, merecemos isso. E precisamos. Precisamos do descanso do/a Guerreiro/a. Precisamos de nutrir o nosso corpo. De cuidar de nós. De ver o filme que andamos a querer ver à meses. De fazer aquele jantar delicioso que merece 2 horas à mesa. Ou de ir jantar àquele sitio que adoramos e que ainda nem visitámos este ano. De dar aquele passeio pelo jardim que nos ajuda a respirar fundo. De rir. De dormir. De relaxar.

Hoje, 18 de Abril, entramos na Lua Nova em Touro e este é o momento perfeito para voltarmos a encontrar o centro de nós mesmos, repousando um pouco, reflectindo sobre o que realmente queremos e avançar na direcção disso mesmo, com toda a força e segurança que esta lunação nos proporciona. É um excelente momento para pôr em prática resoluções, planos, projectos e desejos, pois a energia desta lunação favorece a abundância monetária, a criatividade e a manifestação física.

Por vezes só precisamos disto – de parar um pouco. De fazer uma coisa que nos divirta e relaxe. Aquietar a pressão e o ritmo interno auxilia-nos naquilo que, provavelmente, todos estamos a precisar neste momento – perceber, seguramente, qual é o próximo passo a dar.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Abril (2015)

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Queridos/as,

Entrámos em Abril em grande, com o Eclipse Lunar que trouxe, mais uma vez, fortes abanões ás nossas estruturas.

É interessante percebermos que todo o percurso que temos vindo a fazer desde Janeiro é de intensa introspecção, sendo-nos pedido incessantemente que busquemos a Verdade dos nossos corações e que aprendamos a olhar com honestidade para quem somos, o que fazemos e o que nos move.

Agora, em pleno fogo de Abril, os Arcanos do Tarot enviam-nos o 2 de Copas como energia para a Primeira Quinzena – vamos olhar para os nossos relacionamentos.

Podemos dividir isto em duas etapas fundamentais:

– Em primeiro lugar, comecemos por compreender que a primeira grande parceria que devemos construir e trabalhar diariamente é a parceria connosco mesmos/as. Primordialmente e acima de tudo, nós é que devemos ser os/as nossos/as melhores amigos/as. Há um relacionamento interno, connosco mesmos/as, que devemos ir estabelecendo à medida que vamos olhando para dentro, conhecendo quem somos, aceitando o que encontramos, respeitando o que precisa de ser respeitado e transformando o que precisa de ser transformado. Cabe a cada um/uma de nós auto-conhecer-se e nutrir este relacionamento consigo mesmo/a, pois é esse relacionamento que trará todas as respostas que necessitamos, todo o conforto, toda a segurança e todas as chaves para as missões que cada um traz consigo.

– Em segundo lugar e em complemento disto, temos todas as nossas parcerias externas. Há muito a aprendermos sobre os nossos relacionamentos com os outros, até porque cada parceria nos traz aprendizagens diferentes. No entanto, existe uma importante tomada de consciência que é aplicável a todos e que serve como bom ponto de partida – os nossos relacionamentos, sejam de que índole forem (amorosos, familiares, de amizade, profissionais, etc.), estão nas nossas vidas para nos COMPLEMENTAR e não para nos COMPLETAR.

É muito importante percebermos esta diferença, pois é um erro que continuamos a cometer, o de colocarmos nos outros a responsabilidade de completarem o que nos falta. De completarem as nossas falhas, de justificarem os nossos erros e de corresponderem ás expectativas que neles colocamos, que são as nossas expectativas, as que deveríamos colocar em nós mesmos/as. E não nos outros.

Há uma constante pressão emocional que colocamos uns nos outros, na ânsia de colmatar o vazio que não pode ser colmatado por ninguém, a não ser por nós mesmos. É por isto que é FUNDAMENTAL nutrirmos o relacionamento connosco mesmos/as, em primeiro lugar. Para depois, então, podermos olhar para os relacionamentos com os outros com uma visão de complementaridade, compreendendo qual o papel de cada um nas nossas vidas, que aprendizagem nos traz, que espelhos nos mostra, que desafios nos ajuda a superar.

Os outros são complementos à nossa existência e neles estão espelhadas as nossas maiores aprendizagens. Ao invés de estarmos sempre no papel da vítima e de dedo esticado em crítica e julgamento, será muito mais útil percebermos qual o espelho que cada pessoa nos mostra. Qual a aprendizagem que cada relacionamento nos proporciona e qual a lição que cada conversa, discussão e momento nos traz.

Os auto-questionamentos não são fáceis: porque determinada pessoa me irrita? O que espelha sobre mim mesmo/a? O quê que determinada situação que me magoa com esta pessoa me está a ensinar sobre mim mesmo/a? Será que faço o mesmo a outros? Porque permito que me magoem? Porque alimento o conflito? Sou honesto/a com determinada pessoa? Sou isento/a nas minhas emoções com determinada pessoa? Qual o grau de manipulação emocional nos meus relacionamentos? Deles comigo e de mim para eles?

Estas e outras respostas não são fáceis de encarar… Mas os tempos pedem VERDADE. E só a Verdade pode trazer cura, transformação e, consequentemente, o carácter saudável e pacífico que tanto almejamos que exista nos nossos relacionamentos. Internos e externos.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Março (2015)

Ás de Copas

Queridos/as,

Para esta Segunda Quinzena de Março os Arcanos do Tarot enviam-nos o Ás de Copas. E, antes de avançarmos para o significado deste conselho, será interessante relermos a Carta desta Primeira Quinzena de Março, para compreendermos com maior profundidade o salto que a busca da verdade interna nos permite dar. É interessante analisarmos a sequência dos conselhos que nos são dados para compreendermos que uma coisa leva a outra e que assim, sucessivamente, vamos trilhando um caminho de crescimento interno e, consequentemente, externo.

Este maravilhoso Ás de Copas vem coincidir com uma altura em que vamos ter vários acontecimentos importantes. Dia 20 de Março entramos na Lua Nova em Carneiro, energia que nos dará garra e fogo para firmarmos as nossas bases e propósitos. A juntar teremos um Eclipse Solar, que nos permitirá arrancar das profundezas do nosso Ser todos os obstáculos que não nos têm permitido seguir em frente. A culminar, também a dia 20, dá-se o Equinócio da Primavera – a estação que nos ensina a florescer. A fazer brotar o que de melhor e mais belo há em nós. E é exactamente aqui que o nosso Ás de Copas acentua a mensagem – façamos brotar a nossa Essência mais Pura.

O Ás de Copas representa a Flôr de Lótus – a flor que emerge do lodo, pura, íntegra, bela.

E como é que fazemos isto? É aqui que (re)aconselho a leitura da Carta anterior, o Ás de Espadas – está tudo lá. A Verdade é a chave. É importante começarmos a substituir os conceitos de “bem” e “mal”, “justiça” e “injustiça”, “certo” e “errado” por um conceito bem mais certeiro – A Verdade.

Qual é a verdade que brota dos nossos corações? O que nos rege? O que comanda cada acção nossa? Cada reacção? Cada pensamento? Cada emoção? A mente inferior? A mente superior? O ego? A Luz? A Sombra? O que predomina nos nossos corações? Deixamos a nossa Essência mais Pura manifestar-se? E o que significa isto, afinal?

A nossa Essência mais Pura é a parte mais neutra e profunda que habita em nós. É a Voz que ecoa da nossa mais profunda intuição, que ecoa do nosso Coração Sagrado, que mantém a ligação com a nossa Centelha Divina.

A grande questão que aqui se coloca é que erroneamente acreditamos que “tem que ser” a “voz boazinha” – sendo que o termo “boazinha” está impregnado com todas as conotações, regras, limites e pré-concepções que colectivamente existem. Enquanto nos prendermos a conceitos de “bonzinho” e “mauzinho” dificilmente iremos saber ouvir esta Voz. Esta Voz que é nossa, profundamente nossa, mas que não se consegue fazer ouvir por entre as milhares de construções egóicas que vêm sendo criadas à séculos! Séculos da nossa História de Alma ondulam pelo nosso ADN em memórias adormecidas. Séculos da nossa História de Alma regem e adornam a nossa personalidade. Séculos! No “bom” e no “mau” sentido.

Não podemos convencer-nos de que num ápice somos Luz e Ascensão perante o intenso e profundo trabalho que há a fazer na nossa condição humana e física para resgatarmos esta parte Pura, sim, que existe, sim, mas que exige, acima de tudo, o nosso profundo discernimento para ouvirmos a VERDADE. A Verdade – sem contornos.

Vamos sentir este apelo com mais urgência, ao longo desta quinzena – este apelo de despertarmos a nossa consciência para mais do que aquilo que as paredes da caixa física conseguem alcançar. Pode manifestar-se até de forma inquieta, numa espécie de latejar interno a pedir mais. Algo mais que podemos nem saber definir bem o que é. Toda a energia do momento se proporciona para que isto se dê, em cada um dos nossos corações. E nós vamos senti-lo, certamente. E para quem já tem a consciência desperta? Um mergulho mais profundo, um salto de maior abertura… Mais. Verdade.

Porquê resistir? O que nos leva a resistir? Porque continuamos a negar? Poderemos fazê-lo, claro. A escolha é sempre de cada um de nós. Poderemos usar a energia de garra e fogo que esta Lua Nova proporciona para alimentarmos a teimosia e a resistência que nos continua a fazer viver em negação com a nossa própria Essência. Mas porquê? Para quê? Já não chega? Há tanto a descobrir! De que temos medo?

Questionemo-nos! É o mote do momento. Questionemos o nosso interior, abrindo caminho por entre as vozes do ego e das ilusões até chegarmos á Voz da nossa Essência mais Pura – qual Flôr de Lótus que emerge, intacta, por entre o lodo.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna

Carta da Primeira Quinzena de Março (2015)

Ás de Espadas

Queridos/as,

Os Arcanos do Tarot enviam-nos o Ás de Espadas para esta Primeira Quinzena de Março.

Pede-se Verdade. A Verdade.

E a verdade é que nós não sabemos o que é verdade. E este deverá ser o nosso ponto de partida. Para chegarmos à verdade, há um longo e árduo caminho a ser trilhado por nós mesmos/as, para DENTRO.

Estamos num mês atribulado, propício a mergulhos profundos nos mares das emoções e a Lua Cheia entra já amanhã – estamos no auge desta energia. Podemos usar todo este combustível de energia emocional para nos reavivarmos, reanimarmos e reacendermos – fazendo brilhar o fogo interno que nos anima e faz mover; ou podemos, mais uma vez, entrar numa espiral de sofrimento e angústia aos trambolhões pelas ondas emocionais. Qual é a escolha que faremos?

Mais do que isso – QUEM faz esta escolha? Somos nós? São os outros? Quem anda a tomar decisões nas nossas vidas? O nosso Eu verdadeiro? Ou o nosso Eu formatado que pensa que sabe tudo e mais alguma coisa e é apenas mais um reflexo de tudo o que o rodeia?

Afinal onde está a nossa parte activa, pensante e consciente? Onde é que ela opera? Onde é que se manifesta? Será que sequer a conhecemos?

A busca pela verdade é a busca pelo nosso Eu. É uma busca interior e não exterior – e este tem sido o nosso maior erro – procuramos a verdade no exterior de nós, constantemente. Procuramo-la em livros, doutrinas, religiões, políticas, ciências, mestres… Procuramo-la nas opiniões dos outros. Nas conversas alheias. Procuramo-la por todo o lado menos no único sítio onde ela reside: DENTRO de nós mesmos/as.

Desenganemo-nos, no entanto, se pensarmos que basta assumirmos como verdade o que achamos que é a verdade… Porque o que nós “achamos que é” está inevitavelmente formatado por cada passo que demos desde que nascemos – pela educação, pela sociedade, pela televisão, pela internet, pelos media, pelas regras e por todo o sistema que nos molda (e manipula) de todas as formas e feitios.

Há que sabermos ouvir as verdades exteriores sem permitirmos que nos moldem e nos castrem. Há que saber ouvir um conselho sem fazer dele a muleta que resolve o problema por nós. Tal como há que saber dar um conselho sem impor no outro a nossa opinião ou vontade.

Questionemo-nos. Sem medos. Sem vergonhas. Sem necessidades de aprovação. Sem necessidade de termos razão. Questionemos o que nos move. O que nos leva a reagir de determinada forma. O que nos leva a pensar de determinada maneira. O que achamos disto ou daquilo. Questionemo-nos. Questionemos o nosso intelecto, a nossa razão, as nossas emoções. O porquê de sentirmos o que sentimos. Questionemos o nosso conceito de justiça. Todos os nossos conceitos.

Quanto mais questionarmos o turbilhão interno das nossas mentes, mais vamos conhecendo tudo o que passa pelas avenidas do nosso Ser e estamos assim, naturalmente, a percorrer o caminho de busca da Verdade. Um caminho onde observamos qual é a verdade que o ego nos quer impor e qual é a verdade que brota da nossa essência mais profunda – e é aqui, neste caminho, que estão todas as respostas ás nossas perguntas.

E como é que sabemos que “chegámos lá”? À verdadeira resposta?
Quando deixarmos de querer ter razão. De precisar de ter razão. Quando soubermos que aquela é “A” resposta, pura e simplesmente, porque a sentimos. Desde o mais profundo do nosso Ser.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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