Carta da Primeira Quinzena de Janeiro (2016)

. O JULGAMENTO .

O Julgamento

Queridas Pessoas,

Entra Janeiro, um novo mês, um novo ano. Com ele, representando a sua Primeira Quinzena, chega-nos o Julgamento, enviado pelos nossos Arcanos do Tarot. Não deixa de ser interessante chegar-nos uma energia de final de ciclo num momento em que estamos a iniciar um ciclo novo – que ilusões continuamos a perpetuar? Que términos precisam de acontecer antes de novos ciclos se iniciarem?

Nós, na nossa condição humana e vivência na dualidade, precisamos de principio, meio e fim. Tudo começa, desenvolve e acaba. É assim o ciclo da vida e é este formato que damos a todas as coisas. No entanto, com a vida cada vez mais stressante que vivemos diariamente, cheia de rotinas, telefones, barulho, confusão, obrigações e ansiedades, esquecemo-nos de viver o ciclo completo.

É por isto que as datas de início são tão importantes para nós – o 1 de Janeiro que traz novas resoluções, a Segunda-Feira em que começa a dieta, o mês que vem em que começa o ginásio e por aí adiante. Vivemos à espera da data de início para iniciar algo e depois esperamos ansiosamente pelo fim desse algo, pelos objectivos finais, pelos resultados.

E o meio? Onde está o meio? A vivência, a experiência, o momento presente? Onde está o AGORA nas nossas vidas e no nosso dia-a-dia? Onde está a vida a ser vivida?

Não está. Não a vivemos. E por este motivo também, raramente finalizamos o que precisa de ser finalizado. Perdemos o fio à meada, ficamos a meio com as nossas vidas.

Mas depois chega o final do ano e um novo Janeiro – e novas resoluções. Coisas novas que se amontoam ás anteriores, como se quiséssemos atafulhar um armário já cheio, iludindo-nos com a ideia de que Janeiro, por si só, vai limpar o armário todo e deixá-lo livre e pronto para as coisas novas.

Não vai. Sozinho, não vai. Precisa de nós, do nosso movimento, da nossa acção. Janeiro impulsiona-nos, impele-nos a termos motivação com o cheiro a novo que nos proporciona. Mas Janeiro continua a ser Inverno. Ainda é tempo de pensar, de reflectir. Ainda é tempo de ter paciência, ponderação e calma. Juntemos ambas as vertentes deste maravilhoso mês – a energia de Inverno com o impulso do novo ano que começa.

Comecemos, sim, o que podermos começar. E tudo o resto que também sabemos que queremos para 2016, vamos fazendo, com calma. Não é preciso fazer tudo no mês de Janeiro nem esperar que Janeiro, por si só, resolva tudo. Janeiro é um mês. Um dos novos 12 que vêm aí. Há muito caminho pela frente. Tenhamos calma. Avancemos prudentemente. Avancemos passo a passo. Há sempre um caminho a ser trilhado para se chegar aos objectivos. Um caminho trilhado por nós mesmos/as, criando assim a nossa experiência.

Há que voltarmos a viver o caminho do meio, pois esse é o caminho que nos leva a perceber a verdadeira experiência de estarmos aqui. E esse é o caminho que nos leva, certamente, à concretização do que tanto almejamos!

Bom ano a todos/as! ♥

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna

Carta da Primeira Quinzena de Dezembro (2015)

. 9 DE ESPADAS .

9 de Espadas

Queridas Pessoas,

Dezembro entrou hoje com um belo dia de Inverno e, com ele, chega-nos o 9 de Espadas como energia para a sua Primeira Quinzena.

Estamos na recta final do ciclo de 2015. Entramos no mês das celebrações, das festas, das reuniões. Entramos no mês da ponderação, da reflexão e dos balanços. Um mês que deveria de ser, por excelência, aquele em que concluímos processos, respiramos fundo, ponderamos conquistas e fracassos e percebemos quais os passos a dar no início do novo ciclo, tornou-se num mês de sufoco e angústia.

E porquê? Porque o foco, que normalmente, já por si, é no que não queremos e não conseguimos e não gostamos, acentua ainda mais neste sentido. As prendas que achamos que não vamos conseguir comprar porque não temos dinheiro; as metas que achamos que não vamos conseguir cumprir porque estamos no final do ano; os problemas familiares que se esquecem durante o ano mas que nesta época, sob a perspectiva de que não vamos conseguir reunir todos, voltam ao de cima e nos invadem de sentimentos densos e tristes; ou que, sob a perspectiva de termos que “aturar” esta ou aquela pessoa, se tornam numa gigantesca dor de cabeça; os problemas do mundo, que existem todos os dias, mas que nesta época parecem adquirir uma dimensão multiplicada por 100 e que nos invadem em mais tristeza e melancolia…

E de repente, o mês que havia de ser para se saborear a celebração por cada passo dado, por cada aprendizagem feita, por cada momento do ano que chega ao fim, torna-se no mês que muitos/as de nós desejam que passe o mais depressa possível, porque os sentimentos negativos esmagam qualquer vontade de festejar ou viver magias e felicidades.

Como é que chegámos a este ponto? Como é que nos deixámos chegar aqui? Como é que continuamos a deixar que os factores externos nos manipulem desta forma? Como é que continuamos a passar ao lado do brilho das árvores, do branco do dia, dos pássaros de Inverno, do pôr-do-sol dourado que nos abençoa a meio da tarde, da chávena de chá quentinha, da manta que nos conforta, do filme que sabe mil vezes melhor ser visto num sofá de Inverno, da sopa de legumes, das luzes de Natal, das bolas e das cores, do cheiro a lenha, do cheiro a bolos acabados de fazer e de poder, ao menos por uma vez no ano, acreditar que a Magia existe e que está por todo o lado…?

Aprendamos, sim, com cada sentimento que surge. Aprendamos com os sufocos e as angústias que se levantam face à perspectiva da chegada de Dezembro. Isso ajudar-nos-à, mais uma vez, a conhecermos mais sobre nós mesmos/as, o que nos move, o que nos atormenta… Mas mantenhamos o foco. O foco é o que nós quisermos que seja. O foco é o que nós nos esforçamos por manter. O foco é de nosso inteiro poder e comando, se assim o desejarmos.

Dezembro é o que nós quisermos que seja. O poder de actuação, escolha e decisão continua a ser nosso. Por isso, se continuarmos a agir com o coração, em alinhamento com a nossa Verdade, podemos, tranquilamente, usufruir de tudo o que Dezembro, por si só e sem manipulações externas, tem para nos oferecer. E ensinar.

Abraçando todos/as,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna

Carta da Segunda Quinzena de Novembro (2015)

. 4 DE PAUS .

4 de Paus

Queridas Pessoas,

Chega-nos o 4 de Paus como energia para a Segunda Quinzena de Novembro, o que não deixa de ser interessante, sendo esta uma energia de alegria e festividade e estando nós a viver momentos tão densos ao nível do consciente colectivo.

Estamos a viver momentos conturbados, sim. O Mundo lá fora entra pelas nossas casas com acontecimentos perturbadores e os nossos corações agitam-se em pesar, revolta, solidariedade… E medo. E é com isto que devemos ter muita atenção – a energia do medo está simultaneamente a ganhar terreno em nós e o medo é um fogo difícil de apagar, o que pode dar origem a muitos estragos.

Entrarmos na Lua Nova em Escorpião significa que as nossas maiores sombras saltam à vista. Elas ganham espaço e manifestam-se para que possamos perceber quem são elas, como reagem, como se manifestam. Transformamos as sombras quando as encaramos de frente. Aumentamos a luz quando transformamos as sombras. É um ciclo.

Então neste Novembro o Mundo mostra-nos que ainda há muito a fazer. O Mundo mostra-nos que ainda há muito caminho a trilhar. E o Mundo, o Mundo da Humanidade, tenta, simultaneamente, dissuadir-nos, através do medo, a continuarmos a trilhar esse caminho.

É aqui que entra o 4 de Paus – uma boa forma de combatermos isto é contrariando o crescimento desta energia nos nossos corações. E isto não significa que vos estamos a dizer que há que ignorar o que se passa lá fora. Nem pensar. O Mundo lá fora é o nosso Mundo, também. Não passemos ao lado dele. Mas entendamos que a maior dádiva que podemos dar-lhe é mantermos o foco e o discernimento. O que se passa lá fora deve ser bem observado por nós e ajudar-nos a perceber a realidade em que estamos inseridos/as. O que sugerimos é que seja feito um esforço interno em cada um/uma de nós para que, ao invés de se criar medo e revolta, que se crie ainda mais motivação para continuarmos a trilhar o caminho que trilhamos na direcção do Novo que pretendemos construir. Que isto sirva para alimentar os nossos motores e nos empurrar em frente. Que isto sirva para nos incentivar a não parar, a não desistir, a não esmorecer.

Que isto nos ajude a perceber o quão importante é o nosso trabalho individual, o que vamos fazendo perto de nós, o que vamos construindo, ainda que pareça tão pouco ao lado do que nos entra pela televisão. Não, não é pouco. É a nossa parte. O nosso papel. É a nossa responsabilidade. Que a cumpramos, com mais garra ainda, ao percebermos que a Terra precisa disso. Urgentemente.

É a ocuparmos o nosso “pequeno” lugar que faremos a nossa “pequena diferença”. E quantas mais “pequenas diferenças” se forem juntando, maior essa diferença vai ficando. Antes um passo pequeno, assente numa estrutura de verdade e clareza, do que dois passos aparentemente gigantes, assentes em ilusão e ego.

E a coragem para alquimizarmos o medo em motivação é digna de ser celebrada. Honremo-la. Honremo-nos. E prossigamos em frente.

Abraçando todos/as,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna

Carta da Primeira Quinzena de Novembro (2015)

. O CARRO .

O Carro

Queridas Pessoas,

Hoje começa a Lua Nova. Uma Lua Nova a 11.11 – ainda mais intensa e especial. Com ela, chega-nos o Carro, como energia enviada pelos Arcanos do Tarot para a Primeira Quinzena de Novembro.

Certamente que Novembro tem sido um mês de altos e baixos para muitos/as de nós. Picos de extremos a vários níveis – ora experienciando o muito bom, ora experienciando o muito mau. Ambos servem o seu propósito de aprendizagem e ambos nos mostram realidades diferentes mas que ainda existem em nós e nas nossas vidas. Aproveitemos hoje, com a entrada da Lua Nova, para tomarmos decisões. Já temos experienciado os extremos, já temos percebido o que queremos e o que não queremos e agora é-nos pedido que avancemos. É altura de dar um passo em frente.

Um passo que se pode permitir ser equilibrado pois é isso que nasce da experiência dos extremos – a nossa capacidade de encontrar o ponto de equilíbrio, o caminho do meio.

Será certamente necessário procedermos a algumas mudanças, sim… Pequenas ou grandes, dependendo do processo e do momento de cada um/uma de nós. Mas há que perdermos o medo da mudança, pois ela acontece para que coisas novas possam entrar nas nossas vidas. Nós precisamos de mudança, de movimento, de continuar a caminhar. Mesmo que nos dê medo, ou preguiça, ou desânimo – tudo boicotes do ego para que nos mantenhamos na nossa zona de conforto, ainda que a zona de conforto seja precisamente a parte mais desequilibrada e doente das nossas vidas.

É altura de quebrarmos o vício da procrastinação e da permanência na zona de conforto. Nada vai mudar sozinho, há que fazermos a nossa parte. Afinal, é para isso que cá estamos, certo? Para fazermos a nossa parte. Para ocuparmos o nosso lugar. Então que seja. Com dúvidas e medos e receios, sim, mas caminhando. Superando, dando um passo em frente. Pequeno, grande, não importa. O que importa é ir dando, sempre, um passo em frente.

Abraçando todos/as,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna

Carta da Segunda Quinzena de Outubro (2015)

. 8 DE ESPADAS .

8 de Espadas

Queridas Pessoas,

Iniciámos Outubro com o Mago como energia para a Primeira Quinzena pedindo-nos motivação, foco, avanço, criação. O Mago incentivou-nos a movermo-nos em frente, na direcção do que desejamos, na criação de algo novo para nós – um projecto, uma decisão, uma mudança de estilo de vida, o que quer que seja que saibamos que necessita de movimento e/ou mudança nas nossas vidas.

Agora, para esta Segunda Quinzena de Outubro, os Arcanos do Tarot enviam-nos o 8 de Espadas – atenção ao medo na hora de agir. O medo é o maior obstáculo à energia da criação e do movimento. O medo bloqueia, congela, inibe. E todos/as nós temos medo. Disto ou daquilo, de forma mais ou menos consciente, ele está cá. O medo de errar, de falhar, de não se ser suficiente, das consequências, das reacções, dos impactos. O medo que não nos permite arriscar em algo novo, que nos mantém presos/as na nossa zona de conforto e na nossa rotina já conhecida e comum.

O medo, que não é mais do que uma criação do ego e da matriz de controle. E é isto que é importante começarmos a perspectivar. O medo vem associado ao castigo e à punição e, com isso, tem sido usado para castrar, oprimir e dominar. Tem-se tornado grande, o poder do medo. Mas também é grande, o poder do Amor. E ambos estão disponíveis, basta escolhermos qual queremos usar.

E isto não significa que o medo miraculosamente desaparece. Não. O medo está construído e, se existe em nós, tem pontos de entrada, motivos, raízes. É por isso que ignorá-lo não muda nada, apenas o mantém ao comando das nossas decisões, até de forma inconsciente. O truque é enfrentá-lo, aceitar que ele existe e compreendê-lo. De que temos medo? Porque temos medo?

À medida que formos percebendo de que forma o nosso medo foi construído, também vamos percebendo que, de igual forma, pode ser desconstruído. Conhecê-lo retira-lhe forças porque o vamos deixando de alimentar à medida que percebemos que é apenas uma criação consequente de algo. E isto vai-nos dando forças para agir, na mesma, ainda que sentindo algum frenesim de receio. Porque percebemos que o comando é nosso. E que somos nós que temos o poder (e a responsabilidade!) de construir e desconstruir o que quer que seja de nós mesmos/as e das nossas vidas.

Por tudo isto, que não se desperdicem mais oportunidades. O que temos a fazer, dizer, mudar, criar – que seja feito! Estamos em plena Lua Nova, é a energia perfeita para darmos início a um novo ciclo. Façamo-lo! Esforcemo-nos para que não seja mais o medo a tomar decisões por nós, que seja sim o Amor, o Coração, a Alma. E assim desconstruímos o medo e construímos, no seu lugar, maravilhosos saltos de fé!

Abraçando todos/as,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna

Carta da Primeira Quinzena de Outubro (2015)

. O MAGO .

O Mago

Queridas Pessoas,

Os Arcanos do Tarot enviam-nos o Mago para esta Primeira Quinzena de Outubro – é altura de fazer acontecer. De criar. De avançar. De nos movermos na direcção que pretendemos.

Temos vivido tempos de profundas mudanças e transformações. Talvez seja até útil olharmos para os últimos 3 anos das nossas vidas e observarmos as profundas mudanças que ocorreram desde então – quem éramos à 3 anos atrás? Quem somos agora? O que mudou? Quanto mudou?

Bastante, certo? Desde a nossa estrutura humana, até ás estruturas das nossas vidas, muito tem abanado, ruído, mudado, renascido, se transformado. E quanto mais conscientes temos estado ao longo deste período, mais consciência teremos destas mudanças. Os véus da ilusão têm sido rasgados, de forma mais ou menos intensa consoante os casos e consoante, também, as nossas resistências à visualização e aceitação das verdades que a vida nos tem mostrado. Começando por nós mesmos/as, pela visão dos espelhos que nos mostram o que somos, o que temos criado e emanado, passando pela visão de como tudo isso se reflecte, na prática, nas vidas que vivemos, nos nossos relacionamentos, em tudo. Algumas coisas já mudámos, outras não. Mas certamente que há uma bagagem de conhecimento e sabedoria que já colhemos. E agora apresenta-se o momento de começarmos a fazer algo de útil com ela.

É importante olharmos para cada momento das nossas vidas como aprendizagens. Aceitarmos os erros cometidos e transformarmos o que precisa de ser transformado. Não existem sentenças eternas, a não ser que as criemos ou que as protelemos nós mesmos/as.

Se já sabemos o que precisa de ser mudado, mudemos. Façamos. É altura de começarmos a criar coisas novas. Elas não se vão criar sozinhas. Cabe-nos a nós, a cada um/uma de nós, assumir o lugar que ocupa nesta Terra. Alinhar-se com o seu propósito de vida. Criar condições para que se manifeste. Para Ser. Para Fazer.

Estamos em Quarto Minguante e é o momento chave para libertarmos o que ainda nos bloqueia – medos, inseguranças, dúvidas, situações. A 13 de Outubro chega a Lua Nova, aproveitemos para iniciar já algo de novo. Algo que sabemos que é mais do que hora de fazer acontecer.

Abraçando todos/as,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna

Carta da Segunda Quinzena de Setembro (2015)

. 7 DE COPAS .

7 de Copas

Queridas Pessoas,

Os Arcanos do Tarot enviam-nos o 7 de Copas para esta Segunda Quinzena de Setembro – é tempo de quebrarmos as ilusões.

Muito se tem especulado sobre o mês de Setembro, aparecendo informações diversas que oscilam entre a extrema Luz e a extrema Sombra, por assim dizer. Ora se diz que Setembro trará um aumento da vibração do Planeta que se repercutirá na ascensão da Humanidade, ora se diz que Setembro será portador de catástrofes terríveis que arruinarão a Humanidade.

Não é nosso o papel de vos dizer qual destas versões é a verdade, ou se alguma o é, porque a verdade, só poderá ser sentida e vivida em cada coração individual e único.

O que vos passamos, através deste Arcano do Tarot, é a mensagem de que há que termos atenção ás ilusões que se criam em alturas como esta.

É um facto de que podemos sentir oscilações na energia do Planeta. Arriscamos dizer que toda a gente o sente, de uma maneira ou de outra. Mas o que realmente isso representa e que efeitos terá não deve ser já catalogado de forma tão taxativa. Não se entendermos que vivemos num sistema de livre-arbítrio e que cada Ser Humano é responsável por cada acto, escolha e situação. Não se entendermos que o que estamos aqui a viver é uma experiência que, a cada minuto, se desdobra em potenciais diferentes, mediante as nossas escolhas e atitudes.

A evolução da Humanidade continua a ser da responsabilidade de cada Ser Humano em cada momento do seu dia-a-dia, na consciência de si mesmo, das suas atitudes e verdadeiras intenções. Acreditarmos que alguma força exterior virá fazer este papel por nós, permitam-nos dizer, é uma ilusão. Evoluímos à medida que adquirirmos consciência e responsabilidade para tal. Evoluir sem responsabilidade e consciência é voltar aos erros atlantes. E é precisamente para evitar esse tipo de catástrofes que, actualmente, vivemos num sistema de abertura de consciência gradual. A Terra acompanha o nosso processo e nós acompanhamos o Dela. Recebemos empurrões? Sim, claro que recebemos. E ajudas. E suporte. Mas continua a ser NOSSA a responsabilidade de levar a cabo esta vivência na Terra. E continuam a ser da nossa responsabilidade quaisquer desfechos.

Por isso, não nos agarremos a futuros já pré-concebidos. Não dizemos com isto que está certo ou errado, o que queremos com isto é incentivar cada Ser Humano a continuar a experiência alinhando o seu dia-a-dia com a Terra que pretende ver no futuro. Porque é a cada dia e a cada momento que iremos construindo o que virá a seguir. É por isto que se insiste tanto na importância de tomarmos consciência sobre nós mesmos/as. Assumirmos o que REALMENTE se passa dentro de cada um/uma de nós. E nas nossas vidas. Sem ilusões. É com essa abertura e veracidade que realmente conseguimos chegar ao âmago da nossa intenção. E aí está a verdadeira fonte que opera transformações. A intenção. Chegando a ela, verdadeiramente, sem adornos nem esquemas egóicos, conseguimos transformar o que precisa de ser transformado em nós. Dentro de nós. E depois nas nossas vidas. E depois, consequentemente, à nossa volta.

A Nova Terra começa dentro de cada um/uma de nós. Como uma vida que estamos a dar à luz.

Abraçando todos/as,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna

Carta da Primeira Quinzena de Setembro (2015)

. 5 DE OUROS .

5 de Ouros

Queridas Pessoas,

Iniciamos Setembro com uma carta que saiu à bem pouco tempo (em Junho), por isso talvez seja importante relermos o conteúdo dessa mensagem, pois fala de um tema – a nossa vítima – que é sempre actual. Clique AQUI para a ler.

Embora esse foco no tema da vítima seja importante, hoje os Arcanos do Tarot focam um outro aspecto desta carta: a escassez. O medo que a maioria de nós tem da escassez.

Falamos da escassez monetária. E esta é uma boa altura para pararmos um pouco e analisarmos a nossa relação com a energia do dinheiro. Como vemos a energia do dinheiro na nossa vida? Como algo que queremos obter? Ou como algo que não temos e que temos sempre medo que nos falte? Como algo que gostamos? Ou como algo terrível que temos que ganhar para sobreviver?

A energia do dinheiro é uma energia como outra qualquer e, no seu estado inicial, foi criada para servir como energia una de troca entre todos. Com o passar do tempo, a ganância e a sede de poder foram tornando o dinheiro o “vilão” da História, levando-nos a crer que a culpa é toda “dele” e que é por causa “dele” que o mundo “está como está” e que as desgraças acontecem e que temos tantas dores de cabeça… “O dinheiro é um problema!” – é um pensamento bastante comum no consciente colectivo actual…

Agora reparemos: se “o dinheiro é um problema” e se “o dinheiro é mau”, como queremos nós ter motivação para o atrairmos para a nossa vida? Nós precisamos dele, mas fazemos dele um problema. E ninguém quer, conscientemente, atrair um problema para a sua vida, certo?

Estão a perceber onde queremos chegar?

É urgente transformarmos a forma como vemos o dinheiro, pois, por norma, encaixamo-lo numa de duas caixas – ou é desejado por ganância e sede de poder, ou é odiado por ser colocado no centro de todos os problemas. E o dinheiro não é, por si só, nem uma coisa nem outra – o dinheiro é uma energia de troca. Apenas. Nós, humanos, é que lhe damos o uso e o fluxo que lhe quisermos dar.

Então, um bom ponto de partida para começarmos a transformar a nossa relação com o dinheiro, é alterando a perspectiva com que o vemos. É percebermos que a energia monetária é uma energia como outra qualquer, bela, sagrada, manifesta na Terra com um propósito – o de facilitar a energia de troca pelos nossos esforços, trabalhos, contributos, etc. E que por isto é também uma energia de amor, que permite a fluidez equilibrada entre o dar e o receber – equilíbrio fundamental à nossa estrutura terrena. Que podemos (e devemos!) gostar dele, que isso não faz de nós más pessoas, que o merecemos receber e que através dele obtemos outras coisas que necessitamos/queremos/gostamos – e que também essa é a nossa forma de retribuir por aquilo que nos é dado.

Claro que continuam a ser precisos os nossos passos de acção e a nossa produção de algo para o recebermos, mas, transformar a forma como o vemos e atribuir-lhe um significado positivo, vai certamente retirar-lhe a carga densa e bloqueadora que atrasa o seu fluir pelas nossas vidas.

Há que começarmos a descomplicar aquilo que, na verdade, por si só e na sua origem, não é complicado. E uma vez que entramos hoje em Quarto Decrescente e que estamos a preparar-nos para a Lua Nova a dia 13, preparemos o nosso interior para se libertar dos velhos padrões de pensamento que nos atrasam e bloqueiam, abrindo-nos a novas perspectivas e abrindo os nossos corações à entrada de toda a energia que merecemos receber.

Porque merecemos.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna

Carta da Segunda Quinzena de Agosto (2015)

. 7 DE ESPADAS .

7 de Espadas

Queridos/as,

Começámos Agosto com um pedido muito forte para que fossem, finalmente, assumidas as verdades escondidas e armadilhadas que existem dentro de cada um de nós. Agora, para esta Segunda Quinzena de Agosto, chega-nos o 7 de Espadas. O trabalho continua.

Entrámos, a 14 de Agosto, numa poderosa Lua Nova em Leão. Esta influência energética vem incentivar-nos a assumirmos o nosso poder pessoal, a permitirmo-nos brilhar sem medos nem vergonhas. Permitirmo-nos dar este passo é fundamental para a nossa realização pessoal e para a manifestação dos nossos propósitos, mas, como em tudo, é necessário manter presente o discernimento, pois um poder pessoal desvirtuado facilmente resvala em arrogância, mania da superioridade e mau uso da energia de autoridade.

Uma das formas mais subtis disto acontecer é através das certezas absolutas de que nós é que sabemos o que é melhor para os outros. Do alto da arrogância de pensarmos que os outros devem ouvir-nos e seguir-nos sem se questionarem, começamos a assumir responsabilidades que não nos pertencem e a colocar algemas na livre vontade dos outros. Isto interliga-se com a energia caprichosa e pretensiosa típica de um leão desvirtuado. A vaidade insuflada (e muitas vezes camuflada) que se manifesta na necessidade de se ser o centro das atenções e o centro da razão. Nada disto tem um bom desfecho, pois começa-se a acumular uma bagagem pesada que, a seu tempo, faz estragos. Energéticos, mentais, emocionais e até físicos.

A influência de Leão é uma influência muito forte, aliada aos raios de Sol que nos contemplam nesta fase do ano e que potenciam ainda mais a energia do Brilho Interno. É um bom momento para tomarmos decisões, para assumirmos quem somos e o que desejamos fazer. É um bom momento para firmarmos o nosso lugar nesta Terra e assumirmos a verdade que nos move.

Mas, como fruto da dualidade em que vivemos, continuam a existir sempre os dois lados da mesma moeda. E o discernimento, nesta fase, é fundamental. Aproveitemos também para percebermos onde estão as feridas do nosso poder pessoal (algumas seculares!), para que as possamos curar e transformar. Os tempos pedem a libertação das velhas bagagens que não mais nos servem ao Caminho e isso, só por si, já nos dá imenso trabalho e é perfeitamente natural que ainda não as tenhamos libertado todas. Mas, pelo menos, tentemos não acumular mais peso. Pelo menos, tentemos não perpetuar a parte desvirtuada da moeda.

Brilhemos, sim. Com responsabilidade.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna

Carta da Primeira Quinzena de Agosto (2015)

. RAINHA DE ESPADAS .

Rainha de Espadas

Queridos/as,

Os Arcanos do Tarot enviam-nos a Rainha de Espadas para a Primeira Quinzena deste mês de Agosto e “verdade”, continua a ser a palavra do momento.

Na noite de 31 de Julho tivemos uma poderosa Lua Azul, uma Lua Cheia de poder duplicado, que nos trouxe um potencial ainda mais forte de darmos verdadeiros saltos de transformação em nós mesmos/as e nas nossas vidas. Então, a pergunta é: o que nos prende?

Mas aqui, a nossa Rainha de Espadas pede que sejamos mesmo, mesmo honestos/as na resposta a esta pergunta. Não vale apontar o óbvio – o trabalho que é das 9h ás 18h e não deixa margem para mais nada; o marido que não pode ou a mulher que não consegue; a dor no pé ou na ciática; o pai que não aceita, a mãe que fica triste; o “oh, eu queria muito, mas hoje já não dá, fica para amanhã”… Isto já nós sabemos.

A pergunta é: o que REALMENTE nos prende?

De que temos medo? Ou será que temos preguiça? Que estamos assim TÃO confortáveis nas nossas zonas de conforto? A quem queremos agradar? Que expectativas queremos superar? Que imagem queremos manter perante os outros? Que sentimento é este que andamos desesperadamente a ignorar porque não é assim tão bonito? Ou assim tão nobre? Que escolha é esta que não queremos fazer por medo das consequências? Ou da responsabilidade?

É disto que precisamos. De ter uma conversa mesmo verdadeira connosco mesmos/as. De nos deixarmos de máscaras, de manipulações, de resistências ás verdades que se apresentam bem à nossa frente. Para quê resistir? A verdade continua a ser a verdade, mesmo que tentemos fugir dela ou ignorá-la, ou vesti-la de ilusões e mentiras.

E a verdade, a apresentar-se como é, transforma. Faz milagres. Mesmo aquela verdade dura e/ou feia que nós não queríamos nada ter que enfrentar. Essa é a porta para a transformação. A transformação que ocorre da profundidade do nosso Ser, sem enganos, sem ilusões. Porque provém da verdade.

Temos inveja? Ok. Ciúmes? Ok. Raiva? Medo? Necessidade de ter sempre razão? Ok. Manipulamos os outros para obtermos o que desejamos? Ok. Deixamos que os outros nos manipulem para continuarmos a ser os/as bonzinhos/as aos seus olhos? Ok. Impomos a nossa autoridade? Temos a mania que só nós é que sabemos? A mania das grandezas? Ok. Somos mentirosos/as? Egoístas? Rancorosos/as? Ok.

Pronto. Somos. Assumamos.

Digamos para nós mesmos/as: “Afinal sou rancoroso/a!” (por exemplo)
E logo a seguir: “Bolas, que coisa tão feia de se ser…”
E logo a seguir: rimo-nos. Descomplicamos.
E podemos sentir-nos felizes por sermos verdadeiros/as, porque agora SIM, estamos preparados/as para percebermos de onde vem esse rancor ou esse outro sentimento, onde se manifesta, porque existe, o mal que nos faz, o quanto pode estar a prejudicar a nossa vida e, finalmente, a necessidade de o deixar ir, transformando-o numa outra coisa, melhor, útil aos nossos caminhos. Transformando-o numa pérola de sabedoria.

Nós estamos tão presos aos rótulos e à necessidade de correspondermos àquilo que alguém disse que seria o ideal para sermos perfeitos/as ou luminosos/as, que negamos automaticamente tudo aquilo que não corresponde ao quadro, sem sequer percebermos se realmente o somos ou não! Todos/as fazemos isto. E depois todos/as somos isso tudo que negamos sem nos darmos conta, sem controle, sem qualquer noção de o estarmos a ser e isto será cada vez mais óbvio. E mais flagrante. Pois os tempos que atravessamos são de desconstrução e limpeza e tudo virá ao de cima. Tudo o que precisar de ser limpo e alinhado.

E sabem qual é a outra magia que ocorre daqui? Do encontro com a verdade? A próxima pessoa que nos aparecer à frente assim, rancorosa, por exemplo, não nos vai incomodar tanto. Porque já não faz um espelho tão grande. Se calhar, na melhor das hipóteses, até vai ser possível que a ajudemos a perceber essa coisa “tão feia” que ela tem, não do alto do pódio de quem sabe mais do que os outros, mas lado a lado, no caminho da verdadeira compaixão – aquela que se toca em reconhecimento e amor. No caminho de quem se toca sem superioridades nem imposições, apenas no reconhecimento da verdade como ela é e na abertura dos potenciais de cura e transformação que encontrou para si mesmo/a.

Em cada coração existe uma Espada de Verdade. A Espada que abre o caminho interno, na busca de si mesmo/a, na expansão da sua Essência. A Espada que abre, consequentemente, o caminho a esta Nova Terra que tanto almejamos.

Usemo-la. É mais do que hora!

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna