Carta do Mês | Setembro 2023

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Queridas Pessoas,

Setembro, para uma grande maioria de pessoas e colectivamente falando, é um mês que assinala o recomeço. O ano lectivo arranca, modalidades desportivas arrancam, negócios voltam a abrir portas… Termina a época das férias e arranca a época de voltar a produzir, construir, criar, fazer. Curiosamente, é o 3 de Ouros que sai para nos inspirar para este mês – uma carta que nos fala em parcerias, sociedade, a vida em sociedade, espírito de equipa, construção em equipa.

Então casando isto tudo, a inspiração que me chega é a de vos escrever o seguinte…

2020 assinalou uma mudança radical na vida da sociedade como a conhecíamos até ali. A pandemia entrou pelas nossas vidas e obrigou-nos a parar, recolher, criar distâncias de segurança entre nós. De início foi um choque. Para todos. Aceitámos porque as circunstâncias assim o obrigavam, mas sofremos imenso. Colectivamente. Sofremos a distância, a falta uns dos outros, os comércios fechados, a ausência de movimento na rua. Sofremos e chorámos.

… e depois habituámo-nos. O que era para durar 15 dias alastrou-se por vastos meses e nós, criaturas de hábitos e de adaptação, habituámo-nos a esta nova vida onde o contacto humano se tornou desnecessário. Onde tudo é feito a partir do telemóvel. Onde uma chamada de vídeo substitui uma ida ao café.

É certo que os tempos mudam e que de momento vivemos a era digital. É certo que há muitos benefícios nesta era. Mas eis que aparece o 3 de Ouros… E que vem lembrar-nos da proximidade que nos caracteriza, enquanto Humanidade. A falta de contacto humano directo traz muitos problemas a médio/longo prazo – distância emocional, insensibilidade, falta de empatia, egocentrismo… E é preciso vigiarmos isto. Termos atenção. Não permitirmos que se alastre de tal forma que percamos o sentido de união e empatia uns pelos outros.

Mais olhos nos olhos, mais cara a cara, mais abraços, mais conversas frente a frente, mais convívios, mais brincadeiras de criança na rua, mais passeios na Natureza, mais sorrisos uns para os outros, mais simpatia, mais empatia, mais Humanidade.

Mesmo para quem trabalha online – e talvez principalmente para quem trabalha online, como até é maioritariamente o nosso caso – é importante não perder o rasto a isto. E começa dentro de casa, com os nossos mais próximos. E alastra-se para quando vamos à rua, lidar com a rua e com os outros – como estamos a fazê-lo? Com empatia, proximidade, paciência? Ou já envoltos nesta indiferença e distância que teima em se instalar entre as pessoas? Avaliem. Observem. Não permitam que se alastre.

O maior legado que podemos construir é o de uma Humanidade melhor. Isso faz-se em parceria e contacto uns com os outros… Em parceria e contacto uns com os outros.

Um abençoado Setembro, repleto de empatia e fraternidade!
De coração,
Johanna Samna in Semeando

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Carta do Mês | Agosto 2023

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Queridas Pessoas,

Agosto é um mês intenso. É forte, é bonito, a Natureza está no seu expoente máximo de Verão – vibrante, rica, abundante, colorida – e Leão é o signo que rege a maior parte do mês. Tudo componentes fortes de expansão de luz e brilho. E dos Arcanos do Tarot, para nos deixar um conselho para o mês, vem a Rainha de Paus – a Rainha dos mistérios, a Rainha da intuição e do Mundo espiritual.

Então casando isto tudo, a inspiração que me chega é a de vos escrever o seguinte…

Onde está a vossa intuição? Onde está aquela voz que sabe, aquela voz que vem do âmago do vosso Ser, que vos traz uma sabedoria profunda sobre a verdade. A verdade que às vezes é bonita e noutras não, que às vezes é fácil e noutras não, que às vezes é simples e noutras não… Mas que é a verdade. E nós sabemos. No fundo, no fundo, sabemos.

Com todo o respeito e carinho pelo intelecto racional, analítico e lógico (abençoado seja que nos permite pensar e raciocinar), mas há momentos e situações onde a intuição fala sem ter propriamente uma razão. O instinto diz “confia”, “não confies”, “agarra esta oportunidade”, “tem esta conversa”, “faz esta mudança”, “hoje, descansa mais um pouco”. Nas mais variadas coisas, o instinto, a intuição, falam connosco. E nós tendemos a ignorar. Porque “não tenho tempo”, “porque não faz sentido”, “porque razão x, y e z”. E não é que não devamos de pensar no que nos diz o instinto, sim, devemos. Vivermos sem noção da realidade, como balões ao vento, também não é a opção mais razoável para se viver com os pés na Terra. Mas lá está – é pensar no que nos diz o instinto ao invés de só o ignorar.

Vamos dar-lhe um pouco mais de crédito – é o que nos pede a Rainha de Paus. Nós somos a magia da vida, da própria vida em si. Nós temos a capacidade incrível de criarmos o que desejarmos criar. É levarmos a mão ao peito e sentirmos o milagre deste coração que bate cá dentro, cheio de vida, cheio de possibilidades! É activarmos a nossa energia criativa, termos fé em nós, agarrarmos a nossa força de vontade! É sabermos que a magia da vida está lá mesmo que os olhos não a vejam, porque a intuição, o instinto, assim no-lo diz: a força da fé! A fé que não precisa de formato nem de doutrina – a fé de somente sabermos que não estamos sós. Que há esta força imensa que move os ciclos da vida, os ciclos da Terra e da Natureza que nunca deixam de fluir – esta mesma força da qual somos também feitos e que nos guia… Para onde quisermos ir.

Unir à luz do mês de Agosto a luz da intuição e da fé. Forças poderosas para o caminho em frente.

Vamos lá!

Um abençoado Agosto, repleto de coragem e perseverança!
De coração,
Johanna Samna in Semeando

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Carta do Mês | Fevereiro 2023

Fevereiro 2023 para site

Queridas Pessoas,

Fevereiro já vai longo mas, ainda assim, tirei-nos uma cartinha como conselho para reflectirmos sobre este mês e é o 2 de Paus que nos chega, trazendo-me a inspiração de vos escrever o seguinte…

Fevereiro é um mês que nos recorda de celebrar o amor, com o São Valentim. Isto pode ser agri-doce: para os casais é dia de festa; para quem não tem par romântico pode ser um dia melancólico. E haverão também, certamente, uma série de pessoas a quem o dia não faz grande diferença. Seja como for, é um dia apenas, mas que deixa Fevereiro muito pautado por esta energia de romance.

Ora o 2 de Paus é uma carta que nos fala de dúvidas. E existem umas quantas cartas no baralho de Tarot que nos falam de dúvidas, mas todas elas trazem nuances diferentes, tipos de dúvidas diferentes, por assim dizer… O 2 de Paus, especificamente, fala-nos daquele tipo de dúvidas que às vezes temos que na verdade não são dúvidas nenhumas, porque nós já sabemos tudo. Já sabemos o que é, o que não é, o que queremos e não queremos, já temos todos os dados que precisamos para fazermos a nossa escolha – provavelmente até já a fizémos! – mas falta-nos a coragem para a manifestar. A coragem para realmente decidirmos aquilo que já sabemos que queremos e que é o melhor para nós.

Vamos casar estas duas peças e reflectir nisto: é normal ter-se dúvidas num relacionamento. Vários tipos de dúvidas: dúvidas sobre sentimentos, sobre a compatibilidade nas mais variadas coisas, sobre os próximos passos a dar na relação… É normal. É humano.

Mas é o 2 de Paus que sai, hoje, para quem calhar de ler este conselho. Então, para ti, que estás a ler estas palavras: tu sabes. No fundo, no fundo, tu sabes. Tu já sabes o que queres e o que não queres. Então, respira fundo. Procura dentro de ti a coragem de assumires aquilo que tu já sabes. Seja o que for. E fala sobre isso.

Seja porque está na hora de assumir que uma relação acabou;
Seja porque há alguma coisa sobre a qual queres muito falar com a pessoa com quem estás numa relação;
Seja porque estás a iniciar uma relação e estás naquele jogo inicial de fingir que não te importas e que não sabes mas sabes sim e sabes que queres avançar com um compromisso maior com aquela pessoa;

… seja o que for que tu já sabes o que é – fala sobre isso. Põe na mesa. Comunica. Escolhe resolver. Escolhe desatar o nó que sentes na tua vida, porque os nós só te vão atrasar e chatear e moer. Então, se já sabes o que é, vai em frente.

Coragem!

Um abençoado Fevereiro, repleto de coragem e avanços em frente!
De coração,
Johanna Samna in Semeando

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Carta do Mês | Janeiro 2023

Janeiro 2023 para site

Queridas Pessoas,

Desde 2017 que esta rubrica está em pausa. Mas este ano, a necessidade de voltar a escrever-vos falou mais alto, e o resgate da Zona Blog está a acontecer. Assim sendo, voltam as nossas Cartas do Mês, onde uma carta é tirada do baralho do tarot com o pedido e a intenção de ser um conselho para o mês de todos/as os/as que a lerem.

Para Janeiro de 2023 chega-nos o Julgamento, como conselho. E a inspiração que me surge é a de vos escrever o seguinte…

Há alturas nas nossas vidas em que nós achamos que já sabemos tudo. Temos uma absoluta convicção nas nossas ideias, temos os nossos planos traçados ao milímetro, temos opiniões altamente formadas e solidificadas sobre a vida. E não há mal nenhum em termos convicções. Certezas. Solidez.

Mas é importante que mantenhamos a flexibilidade interna para continuarmos a aprender… A flexibilidade interna para nos permitirmos ser contrariados pela própria vida, a flexibilidade interna para nos permitirmos parar para reflectir quando algo não está a correr exactamente como pensávamos que era suposto, conseguindo reavaliar, reajustar, reformular ideias, opiniões e convicções. Esta será a grande diferença entre desistir e continuar, mesmo perante as contrariedades e desafios da vida.

É importante aceitarmos que a vida está sempre a acontecer e que pode surpreender-nos, independentemente da nossa idade, experiência e caminho já feito. Surpreender-nos com experiências e vivências novas que despoletem reacções novas em nós, que façam emergir partes de nós que ainda não conhecíamos. Que isso não nos assuste, porque não há nada de errado connosco. Há, sim, um Universo imenso dentro de cada um/uma de nós, e é absolutamente natural que levemos toda a vida a conhecê-lo em detalhe. Não é menos caminho, não é menos sabedoria, não é menos nada – é precisamente o oposto! – é mais! É mais conhecimento, mais autoconhecimento, mais experiência para enriquecer a própria jornada pela vida.

E isto não vale só para o que é novo, mas para o que já é conhecido por nós. Oh, sim. É inteiramente possível que nos deparemos com situações que já sabemos quais são, com as quais já lidámos por vezes até mais do que uma vez, e ali estamos “outra vez!”, “no mesmo sítio”. Até custa a ver. Até custa a aceitar. Porque “já sabíamos tudo sobre isto”. Convido-vos a saírem desse bloqueio, porque certamente que não é exactamente igual… Não quando já foi feito caminho sobre isso. Se estão lá, de novo, é porque há mais qualquer coisa a entender, a trabalhar, a resolver. É porque há um aprofundamento a fazer. É aí que é necessária a flexibilidade para voltar a reflectir, com a humildade de quem sabe que a vida é uma aprendizagem constante, e aceitar os reajustes e/ou mudanças de perspectivas que, desta vez, a vida nos está a convidar a fazer.

Não, não sabemos tudo. Não, não temos as verdades absolutas. Então, vem o Julgamento, dizer-nos que às vezes a vida dá-nos um abanão para que, precisamente, não estagnemos na arrogância. Para que nos mantenhamos atentos/as, perspicazes, audazes, vivos/as!! VIVOS/AS!! A viver a vida, a aprender com ela, a saboreá-la.

Ninguém é menos nada por perceber que “afinal ainda não sabia tudo sobre isto”. Pelo contrário. Isso, é ser mais. Isso, é continuar a evoluir.

Que saibamos manter o espírito curioso pela vida, o brilho nos olhos de quem continua a aprender, a resiliência de quem, mais depressa ou mais devagar, não pára de caminhar em frente.

Um abençoado Janeiro, repleto de coragem, força e fé!
De coração,
Johanna Samna in Semeando

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Carta do Mês de Fevereiro (2017)

. RAINHA DE OUROS .

Queridas Pessoas,

Fevereiro entrou promissor. Repleto de mudanças energéticas e de impulsos de movimento, tem mexido connosco, apelando-nos à acção.

Não dá mais para ficarmos nos mesmos sítios a fazer as mesmas coisas – e nós sabemos disto. Nós sabemos que estamos no limite e que arrastar mais do mesmo começa a ser delicado, pois sentimos, nas nossas entranhas, que os tempos já não são tão pacientes como têm sido até agora.

A verdade é que nós, Humanos, procrastinamos muito. Agarramo-nos a conceitos e crenças para justificar as nossas preguiças. É preciso percebermos que quando se diz que “tudo está no sítio certo”, não significa que o nosso papel na vida é letárgico e que devemos deixar as coisas simplesmente acontecer. Não significa que “o que aconteceu” seja o melhor que poderia ter acontecido. Não. Muitas vezes acontece o pior que poderia ter acontecido! E se é certo que é nesses momentos que temos a oportunidade de dar grandes saltos de consciência e crescimento, também é certo que é com esses momentos que deveríamos de aprender a não repetir os mesmos erros e os mesmos padrões. Não é porque “tem que ser” – é porque nós estamos continuamente a escolher repeti-lo! É importante percebermos isto.

O caminho na Terra é feito de múltiplos potenciais. Há várias hipóteses de escolha e qualquer uma pode acontecer. Escolher, é o derradeiro desafio.

A Rainha de Ouros chega-nos como energia para Fevereiro e vem pedir-nos nutrição. É altura de nos agarrarmos às nossas vidas e de as nutrirmos com o amor e o cuidado que elas necessitam para manifestarem todo o seu potencial!

Nutrirmos a nossa vida começa por nos nutrirmos a nós mesmos/as. Cuidarmos de nós, do nosso corpo, da nossa mente, das nossas emoções, da nossa energia. Assumirmos o nosso valor, os nossos erros, as nossas escolhas. Responsabilizarmo-nos por aquilo que emanamos e que é o íman certeiro daquilo que recebemos de volta. Com isto, assumimos o nosso poder pessoal – o poder de transformarmos o que emanamos, para recebermos de volta algo em conformidade com o que desejamos.

Cuidarmos do que já alcançámos. Pode haver a tendência a criarmos coisas novas, a sentirmos o impulso da energia criativa que abunda este mês. Façamo-lo apenas se o que já temos assenta já em alicerces fortes. Se não, apontamos as novas ideias e, primeiro, fortalecemos e nutrimos o que já existe. Depois, então, avançamos para novos passos e etapas.

É preciso nos concentrarmos no Aqui e Agora. No momento presente. É Agora, no presente, que tudo acontece. É o que plantarmos Agora, que vamos colher lá mais à frente. É por isso que é preciso termos atenção à quantidade de distracções e impulsos que nos atordoam e trabalharmos o foco. O foco no que realmente interessa. O foco no que realmente precisa da nossa atenção. Antes um passo firme e seguro, do que vários sem direcção.

E sempre, sempre, em gratidão por cada dia vivido. É uma bênção, estarmos Aqui. Nesta Grande Mãe que, incansavelmente, nos acolhe e nutre, todos os dias.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta do Mês de Janeiro (2017)

. 8 DE COPAS .

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Queridas Pessoas,

Antes de mais, um excelente 2017 para todos/as vós!

Janeiro entra em força, com muita energia e dinâmica. Com ele, chega-nos o 8 de Copas, como energia para este mês.

Numa abordagem geral, o 8 de Copas vem pedir-nos a libertação das emoções que nos pesam. Vem dizer-nos que começou um novo ano, uma nova jornada e novas oportunidades para dar passos mais firmes em alinhamento com o nosso coração e propósito. Mas, para isso, é inevitável deixarmos para trás as bagagens emocionais (e mentais!) velhas e pesadas que nos desgastam. Dores, mágoas, ressentimentos, situações ocorridas e episódios tristes. Tudo isto nos pesa internamente e, acredite-se, os efeitos na prática fazem-se sentir: mau-estar físico, doenças, bloqueios na vida, escassez… Todos estes sinais vêm apelar-nos a que nos libertemos do que está a mais, para que haja espaço nos nossos seres e vidas para a saúde, a abundância e a harmonia.

Mas vamos aprofundar um pouco mais isto.
O 8 de Copas vem também alertar-nos para um pormenor bastante interessante. Muito deste peso interno que ainda sentimos já está, na realidade, ultrapassado, a nível emocional.

Para entendermos melhor isto vamos perceber que a nossa mente e as nossas emoções funcionam em uníssono mas são corpos (ou campos) diferentes. A nossa mente racional e analítica é formatada mediante o nosso pensamento, que se baseia naquilo que vê à superfície, naquilo que aprende e naquilo que percepciona – originando o nosso ego. As nossas emoções existem mediante os nossos sentimentos e são mais espontâneas, embora possam, muitas vezes, ser o resultado do estímulo mental – originando as emoções do ego.

É aqui que queríamos chegar.
Muitas vezes, uma determinada situação acontece e nós, com o tempo, conseguimos transformá-la a nível emocional. Ela deixa de ter um peso verdadeiro no nosso coração, ou porque compreendemos, ou porque aceitámos, ou porque nos desligámos e libertámos… Mas a mente, que é alimentada pelo ego, tem tendência a viciar-se em padrões repetitivos, o que significa que continuamos a reviver “o filme” na nossa mente e a alimentar emoções que, na verdade, já não existem.

Muitas vezes, (mais do que temos consciência!), somos nós mesmos/as os nossos piores inimigos. Somos nós mesmos/as que nos envenenamos internamente e que alimentamos o mau-estar que nos anda a pôr doentes e frustrados/as.

Isto é duro, mas é verdade. E quanto mais depressa percebermos isto, mais depressa paramos com os ciclos repetitivos da mente castradora. O comando é nosso, basta assumi-lo como tal.

Há maneiras de percebermos quando é que estamos neste ponto: se percebemos que uma determinada situação entra pela nossa mente nos momentos mais inusitados; se damos connosco obsessivamente a reviver uma determinada situação na mente, ao ponto de falarmos com a pessoa (ou pessoas) mentalmente e, às vezes, em alto e bom som; se damos connosco a aumentar a situação criando-lhe cenários, falas e contornos diferentes (normalmente exagerados); e, acima de tudo, se pensar em determinada situação ou falar nela nos deixa cansados/as. Às vezes, cansados/as mesmo, fisicamente.

Estes são alguns dos indicadores que nos levam a perceber que a mente está viciada em algo que nos está a fazer mal. E, se dedicarmos algum tempo a observar a nossa dinâmica mental, vamos detectar estes pontos. E aí, podemos, sim, transformá-los, porque basta contrariar. Afastar o pensamento, rir, pôr uma música alegre a tocar, apanhar ar e dar um passeio pela Natureza, ligar a alguém em quem confiemos, ou, conversarmos connosco mesmos/as, em voz alta, como conversaríamos com alguém a quem estivéssemos a aconselhar que se libertasse daquele pensamento. Resulta mesmo. 🙂

O 8 de Copas vem pedir-nos atenção ao nosso interior. Está na altura de sermos verdadeiramente responsáveis por aquilo que criamos. Porque é isso, inevitavelmente, que nos coloca ao comando das nossas vidas.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta do Mês de Dezembro (2016)

. O EREMITA .

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Queridas Pessoas,

Dezembro trouxe-nos o Inverno e o Inverno traz-nos a sabedoria do recolhimento, da paciência e da ponderação. E os Arcanos do Tarot trazem-nos uma energia que reflecte precisamente isso – o Eremita.

Paralelamente, esta é também a época das festas, do Natal que apela à família, da Passagem de Ano que encerra o ciclo de 2016. São momentos de festa e celebração, mas que nos levam sempre a pensar. No Natal pensamos nas mágoas familiares, nas divisões entre as pessoas que amamos e nos conflitos que de repente se tornam tão mais tristes, porque impedem a harmonia e a união à mesa. Na Passagem de Ano pensamos nos nossos sonhos, nos nossos objectivos, no que ainda não realizámos e no que gostaríamos de finalmente ver acontecer, em 2017.

Então e porque não tornarmos isto tudo útil?

Ao invés de nos prendermos às culpas, aos remorsos, às mágoas e aos ressentimentos… Porque não libertarmos, de uma vez por todas, o peso emocional que carregamos durante todo o ano e, talvez, durante anos a fio? Se há alguém a quem queremos ligar, com quem queremos conversar, com quem queremos esclarecer algo, porque não fazê-lo agora, que a época nos impele a isso? Não com hipocrisia, não para “parecer bem”, mas para realmente usar a energia do momento para resoluções?

A verdade é que, quando arrastamos um conflito ou um desentendimento durante muito tempo, chegamos a um ponto onde a razão se perde. A mente revive as situações tantas vezes que começa a moldá-las, juntamente com as opiniões e os acrescentos dos outros. Dezenas de possíveis cenários deambulam pelo nosso pensamento e o coração, gradualmente, vai-se cansando. É assim que nasce o ressentimento. Da carga que nós mesmos/as colocamos nos nossos problemas. Da forma como os intensificamos nas nossas mentes e que, com isso, os vamos tornando muito maiores do que eles realmente são. Somos nós que criamos isto, com esta sede humana de vivermos no drama, na vitimização e na desgraça. E somos nós que temos o poder de o desfazer.

Nada chega às nossas vidas por acaso. Tudo acontece por consequência de algo. Então, se algo desagradável nos chega agora, há que pensar. Qual é a nossa responsabilidade no assunto? Que aprendizagem nos traz a situação? O que pode ter sido plantado lá atrás no caminho da nossa vida que nos tenha levado a colher determinado fruto agora? Entendermos a nossa responsabilidade nas situações que ocorrem nas nossas vidas é chegar à verdadeira cura da situação. Dessa forma, o perdão e a paz interna acontecem naturalmente, pois ao percebermos porque determinada coisa aconteceu, deixa de fazer sentido remoer no ressentimento. Faz-se luz. A luz que o nosso Eremita carrega para nos iluminar o caminho da verdade.

Com isto, a nossa saúde melhora. A nossa harmonia acontece. A nossa vida flui. Tudo o que nós desejamos para nós mesmos/as só chega às nossas vidas se tiver espaço para entrar. Por isso há que libertarmos o nosso interior da mesma forma que libertamos um armário cheio de coisas velhas e estragadas. Para podermos depois, arrumar lá dentro, coisas novas, com novas cores, com novos brilhos.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta do Mês de Novembro (2016)

. RAINHA DE PAUS .

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Queridas Pessoas,

Se Outubro foi um mês com um imenso potencial de desconstrução, Novembro é um mês com um imenso potencial de construção. É o ciclo da vida: desconstruir, construir. Caminhar, sempre.

Para Novembro chega-nos a Rainha de Paus e vem dizer-nos que está na hora de darmos um passinho mais a fundo para dentro de nós mesmos/as, na busca da nossa voz mais neutra: a voz da intuição.

Temos a ideia de que existem apenas duas vozes dentro de nós: a voz da mente e a voz do coração. Na realidade, como seres complexos que somos, há mais do que isso. A mente racional fala-nos baseada no que se apresenta à superfície, baseada nos formatos das crenças, opiniões e ideias. Já a voz do coração fala-nos através das emoções e por aí parece-nos o mais acertado… Mas quantas vezes produzimos emoções desvirtuadas? Quantas vezes é a voz da mágoa, da raiva, do ressentimento (e por aí adiante) a falar? As nossas emoções são, também elas, possivelmente moldáveis pelo nosso ego. Enganadas pela nossa mente.

Mas há uma outra voz, uma voz fininha, que ecoa de dentro de nós… Que muitas vezes parece apenas um sussurro e que nos dá a sensação de que não vem da cabeça, vem do peito, vem de dentro… Essa é a voz da intuição. Uma voz que não escolhe lados, que não aponta dedos, que não se deixa enganar. Uma voz que sabe. E que quando lhe é permitido que fale nos dá um baque no peito, com uma força inquestionável – “é isto”.

Inevitavelmente, para conseguirmos chegar a essa voz, precisamos de aprender a conhecer as outras duas. Precisamos de nos conhecer. Conhecer MESMO. Conhecer as armadilhas da nossa mente, os atributos do nosso ego. As nossas emoções genuínas e as que estão moldadas pelas dores, mágoas e ressentimentos. Precisamos de saber quem somos. Na nossa luz e na nossa sombra. Aí sim, aprendendo a separar o trigo do joio interno chegamos ao ponto neutro – à voz que intui.

Essa voz, perante uma situação de dor, não nos vai dizer: “estás assim porque pessoa x te fez isto”. Vai dizer: “estás assim porque precisas de aprender isto”.

Ouvir a voz que intui requer coragem. Porque ela não nos diz o que queremos ouvir, diz-nos o que precisamos de ouvir. É justa. É neutra. Ensina-nos a responsabilizarmo-nos pelas nossas vidas, a percebermos que tipo de sementes andamos a plantar e que nos leva a colher frutos indesejados. E isto pode parecer duro mas é exactamente isto que depois nos ensina a plantar as sementes certas que nos levem aos frutos desejados. Aqui começamos a estar ao comando do nosso poder pessoal. De sermos Mestres e Mestras dos nossos caminhos. Sem ter que culpar. Sem ter que desculpar. Apenas Ser. O melhor que conseguimos, humanamente, aqui na Terra.

Quando chegamos a este patamar dentro de nós mesmos/as não importa a razão, ou as mesquinhices da situação em si. Importa a aprendizagem. Importa o Propósito. Importa caminhar, transformar, crescer.

E na mesma as vozes da mente e do coração nos falam. Falarão sempre. Mas aí nós também vamos poder falar com elas de volta, ajudá-las a ultrapassar os momentos. A transformarem-se. A crescerem.

Isto tudo dentro de cada um/uma de nós. É belo, não é? Há tanto em nós para descobrir. E é tempo, verdadeiramente tempo, de percebermos que há mais em nós do que o que se apresenta à superfície.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta do Mês de Outubro (2016)

. CAVALEIRO DE ESPADAS .

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Queridas Pessoas,

Outubro chegou abrindo caminhos. Sentimos isso nas nossas vidas, nas nossas emoções, na nossa energia. Há um impulso no ar, uma força que nos impele a irmos em frente. Desbloqueios começam a acontecer, coisas a fluir, situações a acontecer. Chegam respostas, soluções, ideias… E uma renovada motivação para as fazer acontecer. Mas também acontecem outras coisas: abanões mais fortes nas nossas emoções, chamadas de atenção por parte dos nossos corpos físicos e puxões de um lado e de outro que parecem querer impedir-nos de chegar à meta.

Sim, pode parecer confuso. E cansativo, nalguns dias.

Mas há que persistir. Estamos a aprender o que é ter foco. O que é manter a firmeza e perseverança. Precisamos disso para ultrapassar as contrariedades e os obstáculos das nossas vidas.

É importante percebermos que “deixar fluir” não significa ficarmos parados à espera que os nossos sonhos nos caiam no colo sem que nada façamos. Significa que confiamos que o Universo nos guia, orienta e abre os caminhos para os nossos propósitos e objectivos. Mas é sempre requerida a nossa energia de movimento e de acção. A nossa criatividade. Nós somos os principais criadores e curadores das nossas vidas – é muito importante nos lembrarmos disto.

Mas também é importante respirarmos fundo. E reflectirmos perante uma grande agitação. Toda esta energia de movimento e acção pode embrulhar-nos em sentimentos de ansiedade, angústia e até aflição, pois é muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. É preciso respirarmos fundo, para que a agitação não nos leve a agir de forma precipitada e demasiado impulsiva.

Em tudo, é necessário equilíbrio. O ponto do meio entre os extremos. Aqui, é entre agir e reflectir. Trabalhar e repousar. Persistir e saber deixar fluir.

Nesta fase, é muito importante mantermos o foco entre ambos os extremos. Fluirmos pelo caminho do equilíbrio o máximo que conseguirmos. Mas fluir, sempre. Anda que tenhamos, por vezes, que forçar a letargia e persistir.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Carta do Mês de Setembro (2016)

. PAGEM DE OUROS .

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Queridas Pessoas,

Para nós, estes 2 últimos meses foram de uma intensa transformação. Os tempos estão a mexer com todos/as nós, de uma forma ou de outra. Decidimos abrandar um pouco o ritmo para podermos fazer os nossos processos internos e individuais e perceber o que precisava de mudança e reestruturação. Mudámos. E, com as nossas mudanças, obviamente que o Semeando também muda. 🙂 Uma das mudanças é precisamente na escrita da Carta, que ao invés de ser quinzenal passará a ser mensal.

… E chegou Setembro! O mês do Outono, o mês dos recomeços, o mês da reestruturação. Com ele e como conselho para o mês, chega-nos o Pagem de Ouros – o quê que é mais importante na nossa lista de prioridades?

Está na altura de pensarmos nisto.
Temos vivido verdadeiras avalanches de acontecimentos. São as nossas estruturas emocionais a serem abanadas e a abanarem, consequentemente, as nossas estruturas mentais. É a nossa energia a ser transformada, a nossa sensibilidade a ficar mais apurada e toda uma série de coisas diferentes a acontecerem connosco. Coisas boas e coisas menos boas chegam com a mesma intensidade e com o mesmo impacto – ora estamos num pico de alegria ora estamos a viver uma derrocada de desilusões e conflitos. Altos e baixos, neste mar revolto que atravessamos.

No meio de tudo isto, se há coisas que já conseguimos resolver, concluir e organizar, outras tantas amontoam-se e baralham-se nas nossas vidas – parece que tudo acontece ao mesmo tempo, não é? E que, muitas vezes, nem sequer há tempo para respirar!

Pois bem, se é assim que se encontra, então é mesmo ESTE o momento em que deve parar para respirar. Profunda, profundamente. Calma. Não está tudo por fazer. Não está tudo por resolver. Há trabalho feito, há conquistas feitas, há passos dados. E também há muito por fazer ainda, é um facto. Mas não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, nem fazer tudo de uma vez, por isso coloca-se a pergunta: o quê que é mais importante, neste momento?

É preciso percebermos isto porque é precisamente ISTO que precisamos de aprender: a fazer escolhas. A fazermos as nossas próprias escolhas. Consciente e responsavelmente.

É por isso que tudo se apresenta em caos e aparentemente impossível de resolver. Como aprenderíamos a priorizar o que realmente é importante de outra forma? 🙂

Não sabe por onde começar? Pode ser por aqui: a coisa mais valiosa que nós temos é o amor por nós mesmos/as. Isso está em prática? Respeitamo-nos? Cuidamos adequadamente de nós? E das nossas vidas individuais e pessoais? Se não, então essa é a prioridade. Se sim, então podemos olhar um pouco para fora e perceber o quê que, fora de nós, precisa de atenção, também. Um passo de cada vez. E foco. Muito foco.

Virão agitações, perturbações e tentativas de distracção. Por isso, a cada momento, a cada situação e antes de cada reacção, vamos ponderar: qual é a prioridade? Não só a nível prático, mas a nível interno – a quê que estamos a dar prioridade nos nossos corações?

Ao amor? Ao ódio? À compaixão? Ao julgamento? À verdade? À mentira? O quê que fala mais alto, em nós? O quê que tem mais peso e importância, para nós? E estamos nós, no dia-a-dia, a actuar em conformidade com aquilo que mais valorizamos?

Sim, Setembro pede acção. Mas antes de agir, pense. Sinta. Seja verdadeiro/a. E aí sim, vá em frente. Pois no final, o que realmente vai abrir novos caminhos, é a Verdade.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

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