03 de Maio 2017

Passando a Mensagem…
Para quem a Mensagem fizer sentido.

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Querida Pessoa,

As forças que se opõem à mudança que se quer firmar neste Planeta existem, sim. E, neste momento de caos e de confusão, é feito o possível (e o impossível!) para que tu desistas. O importante é que percebas que isso só acontece porque tu já desististe muitas vezes, ao longo da tua História de Alma. Quando não desististe à força, desististe pelo cansaço.

As forças que se opõem à mudança não irão agir de forma óbvia, agora. Elas irão jogar contigo. Com os teus medos, aflições, dramas e gatilhos internos. Elas sabem que, se carregarem vezes suficientes nos teus gatilhos internos do cansaço, vão-te fazer quebrar. Irão ser criados teatros à tua volta, armadilhas, confusões, bloqueios, obstáculos. Uma e outra vez.

Em última análise, é importante perceberes que tudo isto só acontece porque tu precisas de recarregar o teu próprio depósito de perseverança. Porque tu precisas de reencontrar a fé que te move em frente.

Tudo o que te acontece está a fazer ponte com algum gatilho interno teu. Por isso, quando algo te perturbar, pára e pensa. Pensa de que forma é que determinada coisa te espelha, ou em que parte tua te testa. Quanto mais observares as situações da tua vida como aprendizagens, mais leves as mesmas se tornarão e, ao integrares a aprendizagem e transformares em ti o que precisar de ser transformado, deixarás de atrair situações semelhantes.

É importante também que percebas que esta base de caminho não serve só para o início do teu caminho de auto-consciência. Serve-te SEMPRE! Mesmo que tenhas anos de caminho feito e que já sejas bastante consciente de ti como Ser, o teu ego continua a existir. Os gatilhos internos continuam a existir. As forças que se opõem à mudança contam com a arrogância que facilmente constróis quando pensas que já caminhas à tempo suficiente para saberes tudo, e para ganhares as certezas absolutas que te levam a pensar que já nada nem ninguém te ilude.

Com essa postura tu vais deixar de te auto-questionar e começarás a pensar que o problema está sempre nos outros ou fora de ti. Gradualmente recomeçarás a criar paredes egóicas que te toldarão a visão, só que agora será mais grave, pois terás mais auto-confiança e sabedoria para o fazer.

Não subestimes o teu ego.
Por mais anos de caminho que tenhas.

É possível que a meio do caminho voltes a duvidar, a perder a fé, a perder o foco e o rumo. É possível que isso aconteça e é com isso que as forças que se opõem à mudança contam. Com o momento em que isto te acontece depois de muito caminho já feito. Porque aí tu não vais aceitar que as respostas sejam tão simples como “perdeste a fé”, “acredita em ti”, “foca-te no teu propósito”. Mas acredita que, muitas vezes, é apenas isso. Novamente, sim. Mais do mesmo, sim. É aqui que começa a espiral do cansaço porque essas forças sabem que, se te pressionarem o suficiente, tu desistes. Do caminho, do teu propósito, da mudança. De ti.

Então não desistas. Esse é o teu desafio. Precisas de ultrapassar isto mais uma vez, sim. As vezes que forem necessárias até que a tua perseverança vença! E depois, como fruto do cansaço que sentes, precisas de decidir que afinal já chega de sofrimento e de martirização. E com isso começas a ajudar a quebrar esta crença que temos como consciente colectivo de que o sacrifício é “a única forma de” seja o que for.

E começas a criar uma nova realidade.
Um novo caminho.
A mudança.

Mantém a perseverança naquilo que sabes que o teu coração te pede. Respira fundo. Mantém a fé. Mantém o foco.

E se pensares que o teu papel não faz diferença nenhuma, por-favor, pensa outra vez. Tu és tu, um Ser individual e único. Ninguém te pode substituir.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem do site pcwallart.com

Carta do Mês de Fevereiro (2017)

. RAINHA DE OUROS .

Queridas Pessoas,

Fevereiro entrou promissor. Repleto de mudanças energéticas e de impulsos de movimento, tem mexido connosco, apelando-nos à acção.

Não dá mais para ficarmos nos mesmos sítios a fazer as mesmas coisas – e nós sabemos disto. Nós sabemos que estamos no limite e que arrastar mais do mesmo começa a ser delicado, pois sentimos, nas nossas entranhas, que os tempos já não são tão pacientes como têm sido até agora.

A verdade é que nós, Humanos, procrastinamos muito. Agarramo-nos a conceitos e crenças para justificar as nossas preguiças. É preciso percebermos que quando se diz que “tudo está no sítio certo”, não significa que o nosso papel na vida é letárgico e que devemos deixar as coisas simplesmente acontecer. Não significa que “o que aconteceu” seja o melhor que poderia ter acontecido. Não. Muitas vezes acontece o pior que poderia ter acontecido! E se é certo que é nesses momentos que temos a oportunidade de dar grandes saltos de consciência e crescimento, também é certo que é com esses momentos que deveríamos de aprender a não repetir os mesmos erros e os mesmos padrões. Não é porque “tem que ser” – é porque nós estamos continuamente a escolher repeti-lo! É importante percebermos isto.

O caminho na Terra é feito de múltiplos potenciais. Há várias hipóteses de escolha e qualquer uma pode acontecer. Escolher, é o derradeiro desafio.

A Rainha de Ouros chega-nos como energia para Fevereiro e vem pedir-nos nutrição. É altura de nos agarrarmos às nossas vidas e de as nutrirmos com o amor e o cuidado que elas necessitam para manifestarem todo o seu potencial!

Nutrirmos a nossa vida começa por nos nutrirmos a nós mesmos/as. Cuidarmos de nós, do nosso corpo, da nossa mente, das nossas emoções, da nossa energia. Assumirmos o nosso valor, os nossos erros, as nossas escolhas. Responsabilizarmo-nos por aquilo que emanamos e que é o íman certeiro daquilo que recebemos de volta. Com isto, assumimos o nosso poder pessoal – o poder de transformarmos o que emanamos, para recebermos de volta algo em conformidade com o que desejamos.

Cuidarmos do que já alcançámos. Pode haver a tendência a criarmos coisas novas, a sentirmos o impulso da energia criativa que abunda este mês. Façamo-lo apenas se o que já temos assenta já em alicerces fortes. Se não, apontamos as novas ideias e, primeiro, fortalecemos e nutrimos o que já existe. Depois, então, avançamos para novos passos e etapas.

É preciso nos concentrarmos no Aqui e Agora. No momento presente. É Agora, no presente, que tudo acontece. É o que plantarmos Agora, que vamos colher lá mais à frente. É por isso que é preciso termos atenção à quantidade de distracções e impulsos que nos atordoam e trabalharmos o foco. O foco no que realmente interessa. O foco no que realmente precisa da nossa atenção. Antes um passo firme e seguro, do que vários sem direcção.

E sempre, sempre, em gratidão por cada dia vivido. É uma bênção, estarmos Aqui. Nesta Grande Mãe que, incansavelmente, nos acolhe e nutre, todos os dias.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Imagem de Johanna Samna

Termine o seu dia em gratidão!

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A maioria de nós termina a maioria dos dias com uma sensação de aborrecimento e frustração. Isto leva-nos a ter dificuldades em adormecer, a dormirmos mal e, muitas vezes, a acordarmos no dia seguinte com a mesma falta de ânimo. Isto vai-se tornando num ciclo vicioso até se tornar “normal”, parte do “vai-se andando” e do “mais ou menos” a que já estamos habituados/as.

Na verdade, somos nós que alimentamos isto. Como? Como os nossos próprios pensamentos. Isto acontece, em grande parte, porque nós passamos grande parte do tempo focados em negatividades – nas preocupações, nos receios, no que não queremos, no que não conseguimos, no que achamos que não somos capazes… E pouco ou nada focamos a nossa atenção para as coisas agradáveis, que já temos, que correram bem, ou que queremos alcançar.

Um exemplo prático: precisamos de dinheiro. Queremos dinheiro. Mas passamos o dia a pensar que não temos dinheiro e que temos medo de não o conseguir obter.

Se percebermos que o nosso pensamento é o grande íman que atrai a realidade do dia-a-dia até nós, então começamos a perceber que aquilo em que andamos mais focados/as é aquilo que se manifesta com mais força nas nossas vidas.

Isto levar-nos-à, certamente, a re-avaliarmos os nossos pensamentos diários e a andarmos mais atentos/as àquilo que alimentamos na nossa mente.

No entanto, não é tarefa fácil. 🙂 Somos criaturas de vícios e, além do pensamento, existem também as nossas emoções e intenções – outros patamares internos nossos que só começamos a compreender e conhecer quando realmente nos propomos a um caminho de conhecimento interno.

Mas há coisas que podemos começar a fazer. Todos/as nós. Para ajudarmos a nossa mente a focar-se nas coisas boas que (também) nos acontecem.

Por isso, o que sugerimos para esta semana (e para sempre!) é que, todos os dias, ao deitar, reveja o seu dia e agradeça pelas coisas boas que o dia lhe trouxe. Pode ser tão simples como aquele café delicioso que bebeu à hora do almoço, ou aquele abraço forte que aquela pessoa especial lhe deu. Pode ser o dinheiro que recebeu nesse dia, aquela refeição saborosa ou o pôr-do-sol maravilhoso que por acaso hoje lhe chamou a atenção.

Pode ser a coisa mais simples, mas agradeça. Ajude-se a si mesmo/a a procurar o que de bom a vida lhe traz. Ajude-se a si mesmo/a a focar a mente num registo mais positivo. Vai ver, com o tempo, o bem que isto lhe irá trazer.

Abraçando todos/as,
© Semeando

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Imagem do site vatikag.com

I – O Reino Elemental e o Reino Dévico

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Hoje, em noite de Lua Cheia, decidimos abrir mais uma rubrica nas nossas Leituras Online – vamos dedicar um espaço de partilhas aos nossos (também) companheiros e guias do Reino Elemental e do Reino Dévico.

Se na rubrica do Reino dos Cristais referimos que ao longo dos séculos a vida neles existente foi sendo esquecida pelo Ser Humano, aqui, no caso do Reino Elemental e do Reino Dévico, o mesmo acontece. 🙂

O Reino Elemental é fácil de percepcionar: é composto pelos 5 Elementos – Terra, Ar, Água, Fogo e Éter. São energias sem forma, profundamente conectadas com a Mãe Terra, compondo a vida e os ciclos da Natureza.

Depois temos o Reino Dévico, um reino composto por diversas raças de Seres de Luz, Consciências, intrinsecamente ligadas ao Reino Elemental, ao Reino Mineral, ao Reino Vegetal, ao Reino Animal, à Mãe Terra, aos ciclos da Natureza e a todas as formas de vida.

Os Devas assumem as formas que conhecemos como fadas, elfos, duendes, gnomos, unicórnios, dragões… Designações estas que foram sendo destituídas dos seus verdadeiros significados e níveis de importância até se tornarem, nos dias de hoje, para a maioria das pessoas, meros personagens de contos infantis.

Por um lado, ainda bem que assim foi – é da maneira que continuam presentes nas nossas vidas de forma constante. 🙂 Por outro, é preciso percebermos que Eles não são só isso – são muito mais!

Mesmo dentro de caminhos de espiritualidade, a referência a estes seres ainda é recebida por muitas pessoas com sorrisos de condescendência e uma noção de que a importância Deles é inferior à de outros Seres de Luz… Mas é preciso começarmos a perceber que são os Devas os responsáveis por todas as formas de vida na Terra, são Eles que sustentam, suportam, organizam, equilibram, guiam e orientam todo o sistema de vida na Terra – em todos os planos!

É óbvio que isto não é uma coisa de pouca importância.

É importante também percebermos que a hierarquia com que percepcionamos os Seres de Luz não acontece por razões de autoridade, mas sim por níveis dimensionais. A Consciência do topo da hierarquia de Luz que se manifesta sob o Fogo da Criação desdobra-se dimensionalmente adoptando diferentes formatos e formas em cada dimensão, até chegar à nossa. Os seres que conhecemos como Devas, são os que estão mais perto de nós, é por isso que estão em “último” – por estarem na dimensão mais perto da nossa – e não por serem menos importantes do que os outros. São Consciências tão importantes como as do topo da hierarquia.

São os Devas os incansáveis guardiões de TODAS as formas de vida na Terra. É altura de nos recordarmos disso. E de os honrarmos como Eles merecem.

Abraçando todos/as,
© Semeando

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(A percepção da “informação técnica” contida neste documento é da responsabilidade de Johanna Samna, cuja conexão ao Reino Dévico acontece de forma consciente desde criança.)

Imagem do site tranquilwaters.uk.com

Carta do Mês de Janeiro (2017)

. 8 DE COPAS .

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Queridas Pessoas,

Antes de mais, um excelente 2017 para todos/as vós!

Janeiro entra em força, com muita energia e dinâmica. Com ele, chega-nos o 8 de Copas, como energia para este mês.

Numa abordagem geral, o 8 de Copas vem pedir-nos a libertação das emoções que nos pesam. Vem dizer-nos que começou um novo ano, uma nova jornada e novas oportunidades para dar passos mais firmes em alinhamento com o nosso coração e propósito. Mas, para isso, é inevitável deixarmos para trás as bagagens emocionais (e mentais!) velhas e pesadas que nos desgastam. Dores, mágoas, ressentimentos, situações ocorridas e episódios tristes. Tudo isto nos pesa internamente e, acredite-se, os efeitos na prática fazem-se sentir: mau-estar físico, doenças, bloqueios na vida, escassez… Todos estes sinais vêm apelar-nos a que nos libertemos do que está a mais, para que haja espaço nos nossos seres e vidas para a saúde, a abundância e a harmonia.

Mas vamos aprofundar um pouco mais isto.
O 8 de Copas vem também alertar-nos para um pormenor bastante interessante. Muito deste peso interno que ainda sentimos já está, na realidade, ultrapassado, a nível emocional.

Para entendermos melhor isto vamos perceber que a nossa mente e as nossas emoções funcionam em uníssono mas são corpos (ou campos) diferentes. A nossa mente racional e analítica é formatada mediante o nosso pensamento, que se baseia naquilo que vê à superfície, naquilo que aprende e naquilo que percepciona – originando o nosso ego. As nossas emoções existem mediante os nossos sentimentos e são mais espontâneas, embora possam, muitas vezes, ser o resultado do estímulo mental – originando as emoções do ego.

É aqui que queríamos chegar.
Muitas vezes, uma determinada situação acontece e nós, com o tempo, conseguimos transformá-la a nível emocional. Ela deixa de ter um peso verdadeiro no nosso coração, ou porque compreendemos, ou porque aceitámos, ou porque nos desligámos e libertámos… Mas a mente, que é alimentada pelo ego, tem tendência a viciar-se em padrões repetitivos, o que significa que continuamos a reviver “o filme” na nossa mente e a alimentar emoções que, na verdade, já não existem.

Muitas vezes, (mais do que temos consciência!), somos nós mesmos/as os nossos piores inimigos. Somos nós mesmos/as que nos envenenamos internamente e que alimentamos o mau-estar que nos anda a pôr doentes e frustrados/as.

Isto é duro, mas é verdade. E quanto mais depressa percebermos isto, mais depressa paramos com os ciclos repetitivos da mente castradora. O comando é nosso, basta assumi-lo como tal.

Há maneiras de percebermos quando é que estamos neste ponto: se percebemos que uma determinada situação entra pela nossa mente nos momentos mais inusitados; se damos connosco obsessivamente a reviver uma determinada situação na mente, ao ponto de falarmos com a pessoa (ou pessoas) mentalmente e, às vezes, em alto e bom som; se damos connosco a aumentar a situação criando-lhe cenários, falas e contornos diferentes (normalmente exagerados); e, acima de tudo, se pensar em determinada situação ou falar nela nos deixa cansados/as. Às vezes, cansados/as mesmo, fisicamente.

Estes são alguns dos indicadores que nos levam a perceber que a mente está viciada em algo que nos está a fazer mal. E, se dedicarmos algum tempo a observar a nossa dinâmica mental, vamos detectar estes pontos. E aí, podemos, sim, transformá-los, porque basta contrariar. Afastar o pensamento, rir, pôr uma música alegre a tocar, apanhar ar e dar um passeio pela Natureza, ligar a alguém em quem confiemos, ou, conversarmos connosco mesmos/as, em voz alta, como conversaríamos com alguém a quem estivéssemos a aconselhar que se libertasse daquele pensamento. Resulta mesmo. 🙂

O 8 de Copas vem pedir-nos atenção ao nosso interior. Está na altura de sermos verdadeiramente responsáveis por aquilo que criamos. Porque é isso, inevitavelmente, que nos coloca ao comando das nossas vidas.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Imagem de Johanna Samna

Carta do Mês de Dezembro (2016)

. O EREMITA .

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Queridas Pessoas,

Dezembro trouxe-nos o Inverno e o Inverno traz-nos a sabedoria do recolhimento, da paciência e da ponderação. E os Arcanos do Tarot trazem-nos uma energia que reflecte precisamente isso – o Eremita.

Paralelamente, esta é também a época das festas, do Natal que apela à família, da Passagem de Ano que encerra o ciclo de 2016. São momentos de festa e celebração, mas que nos levam sempre a pensar. No Natal pensamos nas mágoas familiares, nas divisões entre as pessoas que amamos e nos conflitos que de repente se tornam tão mais tristes, porque impedem a harmonia e a união à mesa. Na Passagem de Ano pensamos nos nossos sonhos, nos nossos objectivos, no que ainda não realizámos e no que gostaríamos de finalmente ver acontecer, em 2017.

Então e porque não tornarmos isto tudo útil?

Ao invés de nos prendermos às culpas, aos remorsos, às mágoas e aos ressentimentos… Porque não libertarmos, de uma vez por todas, o peso emocional que carregamos durante todo o ano e, talvez, durante anos a fio? Se há alguém a quem queremos ligar, com quem queremos conversar, com quem queremos esclarecer algo, porque não fazê-lo agora, que a época nos impele a isso? Não com hipocrisia, não para “parecer bem”, mas para realmente usar a energia do momento para resoluções?

A verdade é que, quando arrastamos um conflito ou um desentendimento durante muito tempo, chegamos a um ponto onde a razão se perde. A mente revive as situações tantas vezes que começa a moldá-las, juntamente com as opiniões e os acrescentos dos outros. Dezenas de possíveis cenários deambulam pelo nosso pensamento e o coração, gradualmente, vai-se cansando. É assim que nasce o ressentimento. Da carga que nós mesmos/as colocamos nos nossos problemas. Da forma como os intensificamos nas nossas mentes e que, com isso, os vamos tornando muito maiores do que eles realmente são. Somos nós que criamos isto, com esta sede humana de vivermos no drama, na vitimização e na desgraça. E somos nós que temos o poder de o desfazer.

Nada chega às nossas vidas por acaso. Tudo acontece por consequência de algo. Então, se algo desagradável nos chega agora, há que pensar. Qual é a nossa responsabilidade no assunto? Que aprendizagem nos traz a situação? O que pode ter sido plantado lá atrás no caminho da nossa vida que nos tenha levado a colher determinado fruto agora? Entendermos a nossa responsabilidade nas situações que ocorrem nas nossas vidas é chegar à verdadeira cura da situação. Dessa forma, o perdão e a paz interna acontecem naturalmente, pois ao percebermos porque determinada coisa aconteceu, deixa de fazer sentido remoer no ressentimento. Faz-se luz. A luz que o nosso Eremita carrega para nos iluminar o caminho da verdade.

Com isto, a nossa saúde melhora. A nossa harmonia acontece. A nossa vida flui. Tudo o que nós desejamos para nós mesmos/as só chega às nossas vidas se tiver espaço para entrar. Por isso há que libertarmos o nosso interior da mesma forma que libertamos um armário cheio de coisas velhas e estragadas. Para podermos depois, arrumar lá dentro, coisas novas, com novas cores, com novos brilhos.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Imagem de Johanna Samna

2017 – Um passo de cada vez.

2017

No início de 2016 escrevemos sobre a necessidade de termos calma relativamente à concretização de todos os objectivos que nos propomos a realizar no início de um novo ano.

Hoje, um ano depois, voltamos a falar no mesmo. 🙂

Sempre que um ano começa há uma enorme agitação dentro de cada um/uma de nós. O cheiro a novo, a promessa de novas oportunidades e de, “agora sim”, levarmos a cabo todos os objectivos que almejamos para as nossas vidas inunda-nos totalmente. E isso é bom. É um bom impulso motivador.

… Que se esgota num instante, por vezes ainda antes de Janeiro terminar, porque a carga, a expectativa e a pressão que colocamos em nós mesmos/as é desgastante. Decidimos com todas as forças que a partir de dia 1 é que vamos começar a ter cuidados com a alimentação (por exemplo), mas, no dia 5, (por exemplo), ainda há restos daqueles bolinhos bons do Natal e nós não resistimos e comemos mais um e pronto! Está tudo estragado! “Já começou mal o ano”; “nunca vou conseguir”; “fica para depois”. E isto é só um pequenino exemplo simbólico do que nós fazemos a nós mesmos/as, repetidamente.

Calma. Não é preciso fazermos tudo no dia 1. Nem na primeira semana. Nem no primeiro mês. O que é preciso é estabelecermos objectivos, metas. E comprometermo-nos a dar o melhor de nós mesmos/as a cada dia.

Repetimos exactamente o mesmo que dissemos no ano passado:
“Esta semana, a Dica propõe que pegue na sua lista de resoluções para 2017 e a deite fora. Esqueça os grandes objectivos, as certezas absolutas e a carrada de “tem mesmo que ser” que já impôs a si mesmo/a. Deite tudo fora. E abra o caderno novamente. Numa página em branco. Já tem os grandes objectivos delineados? Óptimo. Então agora foque-se apenas em dar um passo de cada vez. Planeie um passo de cada vez. Faça resoluções diárias, ou semanais, objectivos pequenos, mas realistas e certeiros. Um dia de cada vez, um passo de cada vez. Respire fundo, aproveite a vida, aproveite cada momento.”

Em 2017 lembre-se, acima de tudo, de viver.

Abraçando todos/as,
© Semeando

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Carta do Mês de Novembro (2016)

. RAINHA DE PAUS .

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Queridas Pessoas,

Se Outubro foi um mês com um imenso potencial de desconstrução, Novembro é um mês com um imenso potencial de construção. É o ciclo da vida: desconstruir, construir. Caminhar, sempre.

Para Novembro chega-nos a Rainha de Paus e vem dizer-nos que está na hora de darmos um passinho mais a fundo para dentro de nós mesmos/as, na busca da nossa voz mais neutra: a voz da intuição.

Temos a ideia de que existem apenas duas vozes dentro de nós: a voz da mente e a voz do coração. Na realidade, como seres complexos que somos, há mais do que isso. A mente racional fala-nos baseada no que se apresenta à superfície, baseada nos formatos das crenças, opiniões e ideias. Já a voz do coração fala-nos através das emoções e por aí parece-nos o mais acertado… Mas quantas vezes produzimos emoções desvirtuadas? Quantas vezes é a voz da mágoa, da raiva, do ressentimento (e por aí adiante) a falar? As nossas emoções são, também elas, possivelmente moldáveis pelo nosso ego. Enganadas pela nossa mente.

Mas há uma outra voz, uma voz fininha, que ecoa de dentro de nós… Que muitas vezes parece apenas um sussurro e que nos dá a sensação de que não vem da cabeça, vem do peito, vem de dentro… Essa é a voz da intuição. Uma voz que não escolhe lados, que não aponta dedos, que não se deixa enganar. Uma voz que sabe. E que quando lhe é permitido que fale nos dá um baque no peito, com uma força inquestionável – “é isto”.

Inevitavelmente, para conseguirmos chegar a essa voz, precisamos de aprender a conhecer as outras duas. Precisamos de nos conhecer. Conhecer MESMO. Conhecer as armadilhas da nossa mente, os atributos do nosso ego. As nossas emoções genuínas e as que estão moldadas pelas dores, mágoas e ressentimentos. Precisamos de saber quem somos. Na nossa luz e na nossa sombra. Aí sim, aprendendo a separar o trigo do joio interno chegamos ao ponto neutro – à voz que intui.

Essa voz, perante uma situação de dor, não nos vai dizer: “estás assim porque pessoa x te fez isto”. Vai dizer: “estás assim porque precisas de aprender isto”.

Ouvir a voz que intui requer coragem. Porque ela não nos diz o que queremos ouvir, diz-nos o que precisamos de ouvir. É justa. É neutra. Ensina-nos a responsabilizarmo-nos pelas nossas vidas, a percebermos que tipo de sementes andamos a plantar e que nos leva a colher frutos indesejados. E isto pode parecer duro mas é exactamente isto que depois nos ensina a plantar as sementes certas que nos levem aos frutos desejados. Aqui começamos a estar ao comando do nosso poder pessoal. De sermos Mestres e Mestras dos nossos caminhos. Sem ter que culpar. Sem ter que desculpar. Apenas Ser. O melhor que conseguimos, humanamente, aqui na Terra.

Quando chegamos a este patamar dentro de nós mesmos/as não importa a razão, ou as mesquinhices da situação em si. Importa a aprendizagem. Importa o Propósito. Importa caminhar, transformar, crescer.

E na mesma as vozes da mente e do coração nos falam. Falarão sempre. Mas aí nós também vamos poder falar com elas de volta, ajudá-las a ultrapassar os momentos. A transformarem-se. A crescerem.

Isto tudo dentro de cada um/uma de nós. É belo, não é? Há tanto em nós para descobrir. E é tempo, verdadeiramente tempo, de percebermos que há mais em nós do que o que se apresenta à superfície.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Imagem de Johanna Samna

Carta do Mês de Outubro (2016)

. CAVALEIRO DE ESPADAS .

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Queridas Pessoas,

Outubro chegou abrindo caminhos. Sentimos isso nas nossas vidas, nas nossas emoções, na nossa energia. Há um impulso no ar, uma força que nos impele a irmos em frente. Desbloqueios começam a acontecer, coisas a fluir, situações a acontecer. Chegam respostas, soluções, ideias… E uma renovada motivação para as fazer acontecer. Mas também acontecem outras coisas: abanões mais fortes nas nossas emoções, chamadas de atenção por parte dos nossos corpos físicos e puxões de um lado e de outro que parecem querer impedir-nos de chegar à meta.

Sim, pode parecer confuso. E cansativo, nalguns dias.

Mas há que persistir. Estamos a aprender o que é ter foco. O que é manter a firmeza e perseverança. Precisamos disso para ultrapassar as contrariedades e os obstáculos das nossas vidas.

É importante percebermos que “deixar fluir” não significa ficarmos parados à espera que os nossos sonhos nos caiam no colo sem que nada façamos. Significa que confiamos que o Universo nos guia, orienta e abre os caminhos para os nossos propósitos e objectivos. Mas é sempre requerida a nossa energia de movimento e de acção. A nossa criatividade. Nós somos os principais criadores e curadores das nossas vidas – é muito importante nos lembrarmos disto.

Mas também é importante respirarmos fundo. E reflectirmos perante uma grande agitação. Toda esta energia de movimento e acção pode embrulhar-nos em sentimentos de ansiedade, angústia e até aflição, pois é muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. É preciso respirarmos fundo, para que a agitação não nos leve a agir de forma precipitada e demasiado impulsiva.

Em tudo, é necessário equilíbrio. O ponto do meio entre os extremos. Aqui, é entre agir e reflectir. Trabalhar e repousar. Persistir e saber deixar fluir.

Nesta fase, é muito importante mantermos o foco entre ambos os extremos. Fluirmos pelo caminho do equilíbrio o máximo que conseguirmos. Mas fluir, sempre. Anda que tenhamos, por vezes, que forçar a letargia e persistir.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Imagem de Johanna Samna

Carta do Mês de Setembro (2016)

. PAGEM DE OUROS .

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Queridas Pessoas,

Para nós, estes 2 últimos meses foram de uma intensa transformação. Os tempos estão a mexer com todos/as nós, de uma forma ou de outra. Decidimos abrandar um pouco o ritmo para podermos fazer os nossos processos internos e individuais e perceber o que precisava de mudança e reestruturação. Mudámos. E, com as nossas mudanças, obviamente que o Semeando também muda. 🙂 Uma das mudanças é precisamente na escrita da Carta, que ao invés de ser quinzenal passará a ser mensal.

… E chegou Setembro! O mês do Outono, o mês dos recomeços, o mês da reestruturação. Com ele e como conselho para o mês, chega-nos o Pagem de Ouros – o quê que é mais importante na nossa lista de prioridades?

Está na altura de pensarmos nisto.
Temos vivido verdadeiras avalanches de acontecimentos. São as nossas estruturas emocionais a serem abanadas e a abanarem, consequentemente, as nossas estruturas mentais. É a nossa energia a ser transformada, a nossa sensibilidade a ficar mais apurada e toda uma série de coisas diferentes a acontecerem connosco. Coisas boas e coisas menos boas chegam com a mesma intensidade e com o mesmo impacto – ora estamos num pico de alegria ora estamos a viver uma derrocada de desilusões e conflitos. Altos e baixos, neste mar revolto que atravessamos.

No meio de tudo isto, se há coisas que já conseguimos resolver, concluir e organizar, outras tantas amontoam-se e baralham-se nas nossas vidas – parece que tudo acontece ao mesmo tempo, não é? E que, muitas vezes, nem sequer há tempo para respirar!

Pois bem, se é assim que se encontra, então é mesmo ESTE o momento em que deve parar para respirar. Profunda, profundamente. Calma. Não está tudo por fazer. Não está tudo por resolver. Há trabalho feito, há conquistas feitas, há passos dados. E também há muito por fazer ainda, é um facto. Mas não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, nem fazer tudo de uma vez, por isso coloca-se a pergunta: o quê que é mais importante, neste momento?

É preciso percebermos isto porque é precisamente ISTO que precisamos de aprender: a fazer escolhas. A fazermos as nossas próprias escolhas. Consciente e responsavelmente.

É por isso que tudo se apresenta em caos e aparentemente impossível de resolver. Como aprenderíamos a priorizar o que realmente é importante de outra forma? 🙂

Não sabe por onde começar? Pode ser por aqui: a coisa mais valiosa que nós temos é o amor por nós mesmos/as. Isso está em prática? Respeitamo-nos? Cuidamos adequadamente de nós? E das nossas vidas individuais e pessoais? Se não, então essa é a prioridade. Se sim, então podemos olhar um pouco para fora e perceber o quê que, fora de nós, precisa de atenção, também. Um passo de cada vez. E foco. Muito foco.

Virão agitações, perturbações e tentativas de distracção. Por isso, a cada momento, a cada situação e antes de cada reacção, vamos ponderar: qual é a prioridade? Não só a nível prático, mas a nível interno – a quê que estamos a dar prioridade nos nossos corações?

Ao amor? Ao ódio? À compaixão? Ao julgamento? À verdade? À mentira? O quê que fala mais alto, em nós? O quê que tem mais peso e importância, para nós? E estamos nós, no dia-a-dia, a actuar em conformidade com aquilo que mais valorizamos?

Sim, Setembro pede acção. Mas antes de agir, pense. Sinta. Seja verdadeiro/a. E aí sim, vá em frente. Pois no final, o que realmente vai abrir novos caminhos, é a Verdade.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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