Materializa o teu objectivo!

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Chegámos ao segundo mês de 2022! Perfeito! Para muitos/as de nós, a sensação é a de que agora é que o ano vai começar – e está tudo bem! Janeiro tende a ser um mês intenso, seja pela pressão da necessidade de mudança face a um novo ano, seja porque há muita coisa nova a fazer e organizar, seja porque ficamos meio atordoados das festas, seja porque o mês parece financeiramente mais longo… Enfim, as razões são diversas, o sentimento é mesmo – “finalmente, Fevereiro!”.

E que tal aproveitarmos este bom momento e firmar, convictamente, aquilo que desejamos atrair para as nossas vidas?

Não só dizendo, meditando, pensando, sentindo… Mas materializando! Escrevendo, desenhando, cantando e dançando!

Esta é a Dica desta semana: pega numa folha de papel branca, escreve no centro “o quê que eu quero?” e preenche a folha com aquilo que tu queres para ti e para a tua vida! Utiliza cores, desenha, põe música que te alegre e inspire a tocar e canta! E dança! Dá movimento aos teus desejos e objectivos!

Quando terminares, escolhe uma das coisas que queres e começa já a fazê-la! Compromete-te com ela! Dá um primeiro passo na direcção desse objectivo, (nem que seja um passo pequenino!), já esta semana!

Consegues, sim!
Acredita.
Acredita em ti.
Tu consegues.

Não te fiques só pela leitura desta Dica, por-favor! Faz mesmo este exercício. Experimenta. Investe este tempo, o tempo de o fazeres, em ti. Vais ver que vale a pena!

Com bênçãos de Alegria e Criatividade,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Não cedas à pressão dos outros.

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Vão dizer-te que faças “assim”. Que escolhas “isto”. Que optes por “aquilo”. Que “isto” é o que toda a gente faz. Que “aquilo” é o que toda a gente espera de ti. Que fazeres “assim” é o certo. Que escolheres “aquilo” é o melhor para ti. Muitas vezes vão dizer-to com uma genuína preocupação para contigo. Outras vezes vão dizer-to por egoísmo, a pensarem apenas em si mesmos/as e nos seus interesses. Outras vezes vão dizer-to por ego inflado – eles/elas é que sabem! E outras vezes vão dizer-to porque realmente acreditam que aquilo é mesmo o melhor.

Vão dizer-to pelas mais variadíssimas razões, mas vão dizer-to e é nisto que te convidamos a reflectir, esta semana: quanto de ti há nas tuas decisões? E nas tuas opiniões? E no teu sistema de crenças, em geral?

É inevitável que o nosso sistema de crenças seja influenciado por factores externos a nós. O contexto familiar, cultural e social em que nascemos é o primeiro grande modelador, a seguir vêm as escolas, os amigos, os namorados e namoradas, as músicas que ouvimos, os programas que seguimos, os livros que lemos e tudo o que vai fazendo parte das nossas vidas.

Obviamente que há influências boas. Obviamente que é também fora de nós que colhemos sabedoria, estrutura, conhecimento e experiência para lidarmos com as nossas próprias vidas. Claro que sim.

Mas também existem influências menos boas – e é por isso que te convidamos a reflectir nisto.

As influências que te fazem ter ideias que não são compatíveis com o teu verdadeiro Eu, que te levam a ter atitudes, posturas, opiniões e até a fazer escolhas sérias na tua vida, sem que seja porque realmente é isso que TU queres.

É importante que perguntes a ti mesmo/a o quê que tu queres. O quê que tu gostas. Qual é verdadeiramente a tua opinião sobre algo. O quê que tu sentes! perante algo ou sobre algo. É importante que sintas, com o teu coração, qual é a verdade que te move, em todas as coisas.

É importante porque é cuidando da relação contigo mesmo/a que encontras o teu equilíbrio e o teu bem-estar. No contexto do nosso trabalho como terapeutas holísticas, na grande maioria das vezes, a grande causa para o desequilíbrio que as pessoas que nos procuram sentem, vem precisamente da falta de nutrição na relação consigo mesmas – e ao trabalharmos essa nutrição, o equilíbrio vai tomando forma.

É importante que tu saibas quem TU és e o quê que TU queres para ti. Que penses com a tua própria cabeça, que sintas com o teu próprio coração, que escutes a tua intuição, também.

Como é que isso se faz?
Com tempo para ti. Tira tempo para ti. Para estares só contigo. Abre a janela, respira fundo, fecha os olhos, sente a brisa no rosto, foca-te em ti. Questiona-te. Faz essas perguntas a ti mesmo/a. Fala contigo.

Claro que compreendemos que nem sempre consegues fazer exactamente o que tu queres, pois há decisões que incluem outros, também. Se por exemplo adoravas pintar quadros mas tens responsabilidades financeiras que não te permitem simplesmente despedires-te do trabalho que tens para te dedicares somente à pintura, tudo bem, é compreensível, mas não desistas totalmente do que desejas! Pinta nas tuas folgas, no teu tempo livre. Todas as semanas, agenda esse pedaço de tempo para a tua pintura. Inicia um projecto teu. Faz um site. Páginas nas redes sociais. Mostra o teu trabalho, começa a vendê-lo, vai criando e evoluindo. Começa, se é isso que tu realmente queres.

Há quem te vá apoiar e incentivar, há quem vá desvalorizar a tua paixão pela pintura. Não cedas à pressão dos outros – não tens que agradar aos outros, especialmente quando isso implica que te anulas, oprimes e ressentes. Especialmente quando isso interfere com a tua harmonia e estabilidade interna (e externa, também).

Serve para quem quer pintar, serve para quem quer (ou não quer!) fazer outra coisa qualquer – serve para toda e qualquer situação onde o mote seja o mesmo: encontrar o equilíbrio entre aquilo que realmente se quer e aquilo que se está a fazer por pressão externa.

Porque ao final do dia, é isto que importa: o teu equilíbrio. Emocional, mental, físico, espiritual. O teu equilíbrio, a tua estabilidade interna, que te sintas bem. Bem contigo mesmo/a. Bem na tua pele. De bem com a Pessoa que És – isto é o que importa e não deves, nunca, deixar de caminhar até chegares aí, a esse sítio interno onde estás em paz contigo mesmo/a.

Com bênçãos de Paciência, Coragem e Resiliência,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Respira fundo.

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Entramos na segunda semana de Janeiro e, para uma grande parte das pessoas, a boa disposição motivada pela promessa de um novo ano e de novos objectivos a cumprir já se perdeu… Dando lugar ao stress. O stress porque ainda não começámos a dieta, ainda não nos inscrevemos no ginásio, ainda não iniciámos o blog, ainda não arrumámos os armários, ainda não começámos a ler, nem a meditar, nem a planear, nem a agir, nem a fazer. As rotinas voltaram a preencher o mesmo espaço de sempre, nalguns casos parece que ainda preenchem mais, o tempo passa a correr, não dá para nada – e lá vem o peso do “não consigo”, “não vou conseguir”, “falhei”.

É aqui que é preciso aprender a parar. Um bocadinho. E respirar fundo. A sério, só isto: parar e respirar fundo.

Convidamos-te a que faças isso agora, neste preciso momento. Inspira profundamente pelo nariz, expira profundamente pela boca. Mais duas vezes, de olhos fechados, por-favor.

Agora leva a mão ao teu coração. Diz, a ti mesmo/a: “Consegues, sim. Calma. Vai correr tudo bem.”

E volta a respirar fundo.

Melhorou?
De certeza que sim. Pelo menos um bocadinho. É muito importante que saibamos gerir a nossa agitação interna, especialmente com estas vidas contemporâneas que temos, repletas de rotinas, afazeres, chamarizes de atenção e de stress. É muito importante sabermos lidar connosco mesmos/as porque é connosco que estamos o dia todo. Sempre. A todo o momento. Que afirmação óbvia, não é? No entanto, raramente paramos para pensar nisto – somos nós que estamos connosco, em todos os momentos. Então há que sabermos lidar connosco sim, sabermos ser nossos/as amigos/as. Sabermos levar a mão ao nosso coração e serenar a agitação excessiva. Não só para lidarmos com o dia a dia mas também para que, pelo meio das nossas rotinas e obrigações, ainda sobre espaço interno para realizarmos os tais objectivos que no início do ano queríamos tanto realizar. Ainda podemos, sim. Não perdemos a possibilidade de concretização só porque não começámos na primeira semana de Janeiro. Não temos obrigatoriamente que começar objectivos novos ao dia 1, ou à Segunda-Feira – qualquer dia é um bom dia para começar!

É também importante seres realista! Com o teu tempo, com o teu espaço, com o teu ritmo. Não é preciso fazer tudo de uma vez. Mais vale um passo pequeno, mas firme, do que a tentativa de dar 10 passos ao mesmo tempo e acabar por tropeçar e não dar nenhum. Um passo de cada vez, com foco e determinação.

E respira fundo, pelo meio. Basilar que te lembres de ir respirando fundo.

Com bênçãos de Coragem e Resiliência,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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2022 – um objectivo de cada vez!

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Ah, um novo ano! Que maravilha, esta sensação que experienciamos em Janeiro, de que tudo é possível! É boa, de facto. E devemos de a aproveitar, de facto. Aproveitar esta onda de motivação e de impulso, para reajustar os nossos passos, reflectir, pensar, terminar com as páginas que já não servem ao livro das nossas vidas, começar páginas novas, com objectivos alinhados com o que realmente desejamos para nós – claro que sim! É óptimo!

… Mas há que sermos razoáveis. E, normalmente, nesta altura do ano, tendemos a não ser. Andamos um ano inteiro a adiar passos de acção na direcção do que desejamos para chegarmos ao dia 1 de Janeiro e querermos fazer absolutamente tudo o que está pendente. E na grande maioria das vezes, a meio de Janeiro, já perdemos a pica.

Sabem porquê?

Porque é muito. Porque é tudo. Porque é demais. É por isso que não conseguimos e não por sermos incapazes. Não somos incapazes. Mas há limitações sim. Normais, humanas, de necessidade de tempo, de espaço, de maturação. E é por isso que não é possível resolver tudo de uma vez. Infelizmente, como não pensamos nisto assim, a tendência é chegarmos ao fim de Janeiro numa frustração enorme porque “afinal não deu” e entrarmos em Fevereiro já conformados com a ideia de que “depois logo se vê”… E assim andamos até Dezembro, novamente, até se repetir todo o padrão.

E é aqui que entra a nossa Dica da Semana, sugerindo que se quebre este padrão de uma forma que é na verdade bastante simples – focar num objectivo de cada vez. Só isto. Aproveitemos, sim, esta energia de impulso e motivação para alinhavar ideias, (podem mesmo fazer uma lista com todas as coisas que querem concretizar e manifestar nas vossas vidas em 2022!), mas depois escolham UMA para começar a realizar.

Uma! Só se focam numa. De cada vez. E quando estiver orientada, a fluir, a acontecer, então aí sim, passam para outra – mesmo que já não seja em Janeiro! Provavelmente não vai ser em Janeiro – tudo! E está tudo bem! Há um ano inteiro para fazer acontecer, o importante é ir caminhando, passos firmes, ainda que pequenos, mas firmes, na direcção do que almejamos concretizar!

Todos os anos reciclamos esta mensagem nesta altura, quer seja aqui na zona blog, quer seja no formato de postagens nas nossas redes sociais… Sabem porquê? Porque resulta.

O nosso 2021 também terminou com as nossas mentes a fervilhar em ideias novas que desejamos muito concretizar em 2022… Mas como já sabemos como “a coisa” funciona, nem hesitamos – é pôr tudo no papel, em tópicos, e escolher uma, apenas uma, para começar caminho. E foi esta, a de reabrir a zona blog do nosso site! Parece fácil,  mas não é. Foi preciso pensar se realmente haveria tempo para nos comprometermos com a Dica da Semana, por exemplo, que ficou suspensa desde 2017 e que desde aí queremos retomar. Foi preciso maturar, planear, sentir e concluir. E foi porque nos dedicámos apenas a esse primeiro tópico, que finalmente, cá está, novamente, a acontecer. Integrada nas nossas tarefas da semana!

Agora sim, podemos passar a outro tópico. Tranquilamente. E há tópicos apontados que possivelmente só lá para o meio do ano acontecerão. Alguns se calhar nem serão este ano. Mas está tudo bem! Porque há uma lista desenhada e há um foco de prioridades. E é para ser dado um passo de cada vez. E como é dado um passo de cada vez, há sempre algo a acontecer, algo a ser conquistado, a ser conseguido. E sentir isso é ir sentindo ânimo para dar o passo seguinte, e o outro, e o outro…

Por isso, queridas pessoas, voltem a analisar a vossa lista de objectivos, por-favor. E escolham um só. E trabalhem nesse, um bocadinho todos os dias, até o terem a fluir. Depois então passam ao outro. E haverá sempre algo a acontecer, o que vos motivará! Tenham paciência. Saboreiem os passos. As pequenas metas e pequenas conquistas. As coisas que vão fazendo. Celebrem-nas. Todas contam. E tudo isso, junto, impulsiona a mais passos em frente.

Um maravilhoso 2022 para todos/as vós!
Com bênçãos de Amor e Luz!
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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13 de Novembro 2021

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Passando a Mensagem (VII) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Há mais de um ano que não vos escrevo por aqui. Por aqui, por esta rubrica do “Passando a Mensagem”, onde as mensagens que são passadas são a pedido das Forças de Luz que me guiam e orientam – (ficam a saber porque só algumas são passadas por aqui).

Hoje venho falar-vos de algo simples, mas muito importante, no meu sentir e no que me tem sido passado nos últimos tempos.

Resumida e directamente: não é obrigatoriamente necessário ser-se terapeuta holístico, ou tarólogo, ou curandeiro ou ter qualquer outra função de trabalho do foro espiritual, para se ser um Guerreiro de Luz. Nem para se fazer a diferença. Nem para se contribuir para a evolução do colectivo. Que esta ideia se desfaça, rápida e urgentemente, do sistema de crenças geral.

Ainda existe uma separação demasiado vincada entre “aqueles que são espirituais” e “aqueles que não o são”. Ora e eu repito, mais uma vez: espiritualidade não é algo que se adquire, é algo que se é! Que todas as pessoas são! Espiritualidade é compreender que não somos compostos só de um corpo físico, mas também de um espírito, de uma alma, de toda uma composição energética repleta de detalhes, tal como o nosso corpo físico é composto por variadas partes. É abrir os horizontes da visão e perceber que há mais do que aquilo que apenas é visível aos olhos físicos. É “só” isto. E eu digo “só” não para desvalorizar a espiritualidade, nem pouco mais ou menos, mas para remover a ideia de que é algo “extremamente difícil” de se alcançar. E nem toda a gente vive a sua espiritualidade naturalmente “apenas” porque aprender sobre esta nossa parte não faz parte do nosso sistema de crenças actual. Esta é a verdade que me move e a que me é passada. Portanto, dentro desta perspectiva, o que existe são pessoas conscientes da sua espiritualidade e pessoas não conscientes da sua espiritualidade. “Só” isto. Daí haver “o despertar espiritual”. Despertar! Para a realidade que já existe. Que já é!

Depois há um caminho de entendimento sobre tudo o que isso implica, claro. Lindo de se fazer, na minha opinião. E necessário de se fazer, também na minha opinião, pois existem uma série de dinâmicas que acontecem connosco que se tornam compreensíveis a partir do momento em que juntamos esta realidade às nossas vidas.

Mas depois por entre esse caminho ainda se descobre uma outra separação entre pessoas: as que trabalham na área espiritual, holística, complementar… E as que, embora façam o seu caminho pessoal e espiritual, não trabalham nessa área.

Então cria-se aqui uma ideia sobre a pessoa que “é espiritual – e, ainda por cima! – trabalha na área” que gera uma bomba de deslumbramento e superioridade… Porque “essa pessoa é que faz a diferença!” ou “essa pessoa é que é especial!” ou “essa pessoa é que está a contribuir para a mudança no Mundo!”… Pois bem, essa pessoa até pode fazer a diferença, até pode ser especial e até pode estar a contribuir para mudar o Mundo… Mas a noção de superioridade inerente a todos estes factores não é real. É apenas uma crença. E uma crença perigosa, a meu ver, que dá demasiado poder a uns e retira a outros… E continua-se a perpetuar o ciclo dos seguidores de alguém… Quando o que precisamos é de corações livres e detentores do seu próprio poder pessoal!

Mais vos digo: já tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas sem noção nenhuma do que significa a sua espiritualidade, mas com atitudes e corações dignos de respeito, pela integridade e amor que emanam. E pessoas de elevada consideração e reconhecimento espiritual, terapeutas da área, com muito a aprender sobre essa mesma integridade e amor.

Não é verdade que ser-se trabalhador espiritual é obrigatoriamente sinónimo de se ser uma pessoa extremamente evoluída e de postura exemplar. Simplesmente não é.

Da mesma forma que não se deve cobrar a perfeição a um trabalhador desta área, pois um terapeuta espiritual, holístico, complementar, um curandeiro ou seja o que for o seu trabalho nesta área – continua a ser uma pessoa! Com tudo o que isso implica! E tem os seus próprios desafios pessoais, a sua vida pessoal e o seu caminho pessoal a fazer e com uma continuidade constante, como todas as pessoas o têm. Se é importante que seja coerente com aquilo que passa aos outros? É. Mas não é perfeito. Haja discernimento.

Trabalhar nesta área é ter essa profissão! “Só” isso. Não torna ninguém superior a ninguém. E as pessoas que fazem caminho e não trabalham na área são igualmente válidas e lindas e maravilhosas e essas coisas todas! Assim como não somos todos cozinheiros ou pasteleiros profissionais mas todos podemos cozinhar e até cozinhar muito bem! E mesmo cozinhando bem vamos ao restaurante e encomendamos bolos… Porque reconhecemos o valor dos profissionais que o fazem. Da mesma forma que todos podemos aprender a melhorar os nossos bolos e cozinhados com quem já sabe fazer mais e já sabe fazer melhor e já tem mais prática e mais técnica e mais conhecimento e mais experiência… Mas não significa que sejamos inferiores a todas essas pessoas, certo? É só isso.

Que essa crença se desfaça, rápida e urgentemente.
Porquê?

Porque precisamos muito de ti. De TI, pessoa de coração desperto para a realidade de que há uma mudança necessária de acontecer neste Mundo! De TI, pessoa de coração desperto para a realidade de que é preciso mais amor, mais empatia, mais verdade, neste Mundo. Precisamos de TI a reconheceres a importância do valor do teu contributo. Precisamos de TI consciente de que estejas onde estiveres, tenhas a profissão que tiveres, podes fazer a diferença, sim! Provavelmente até já a fazes e não sabes… Torna-te consciente disso.

Torna-te consciente de que contribuir para a mudança e evolução no colectivo começa nesse caminho que fazes para dentro e em que te transformas a TI, primeiro! E que lidas com as tuas feridas, sombras, zonas de ego não saudável (porque há ego saudável, entretanto…) e que buscas a tua cura e o teu equilíbrio… E que com isso te vais tornando num exemplo para quem te rodeia. Isso, minha querida pessoa, é contribuir para a mudança e evolução do colectivo.

“Mas só tento criar um ambiente mais positivo no meu local de trabalho, dando uns sorrisos e colando uns post-its motivadores para o pessoal aliviar a tensão…” – maravilhoso! Perfeito!
“Não consigo mudar grande coisa ali, mas também não cedo às tentativas de me corromperem os valores!” – maravilhoso! Perfeito!
“Cansa-me um bocado o ambiente, mas pelo menos comigo não têm dessas conversas de intriga sobre os outros, que eu não alimento essas cenas!” – maravilhoso! Perfeito!
“Oh, sei lá, uma coisa que ando a fazer agora é cada vez que algum miúdo diz «não consigo» ou fala em «culpa», procuro ressignificar esses conceitos para algo mais benéfico, como faço comigo!” – maravilhoso! Perfeito!

Estas citações são partilhas reais, de pessoas que têm chegado a nós em contexto de terapia e consulta, frustradas porque “não se sentem a fazer nada de especial”, e depois saem-se com estas (e outras!) pérolas!! Muitas delas pessoas que fazem caminho há anos e que apesar de adorarem as profissões que têm acham que “o melhor é começar a fazer terapias” para responderem ao apelo que sentem de “fazer alguma coisa de jeito”. Quando elas próprias JÁ SÃO a “coisa de jeito” que acham que têm que fazer…! E lá entramos nós numa conversa de questionamento e abertura de perspectivas para levar a pessoa a entender que, muitas vezes, o objectivo não é mudar de profissão ou local de trabalho, mas entender o quê que está ali a fazer. E até, tantas vezes, após partilhas que as próprias fazem, perceberem que JÁ ESTÃO a fazer a diferença! E é ver rostos a iluminarem-se em alívio ao reconhecerem que, “afinal”, há valor naquilo que fazem.

E é perceber que por debaixo deste não reconhecimento está, (também), esta noção de que “só trabalhando directamente na área da espiritualidade é que se é especial e se faz a diferença”. Não é verdade.

Querida Pessoa, trabalha na área holística e espiritual sim, se é esse o apelo do teu coração… Mas não o faças por obrigação para te sentires especial e parte da mudança do Mundo… Porque essa mudança pode (e deve!) de acontecer em TODOS os lugares e ocupações da sociedade…

Guerreiros de Luz professores, advogados, operadores de supermercado, cabeleireiros, esteticistas, economistas, gestores, médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, auxiliares de educação, psicólogos, pasteleiros, empregados de balcão, pedreiros, técnicos de informática, decoradores, polícias, veterinários, carpinteiros, etc, etc, etc, (todas as profissões, senão nunca mais saio daqui) – isso sim, fará a diferença! Guerreiros de Luz em TODO o lado!

É cada vez mais frequente darmos connosco a dizer: “nós não somos melhores do que tu, por sermos terapeutas holísticas!” e tecer todo um desenvolvimento sobre isso. Cada vez mais frequente. E isso leva-nos a perceber a importância desta mensagem e hoje, em conclusão nossa (minha e da Eugénia) e a pedido Daqueles que nos Guiam, aqui a passo.

Tudo o que tu fizeres com uma genuína intenção de contribuir pelo melhor… Faz a diferença.

Tudo o que tu ÉS quando e se vibras em Integridade, Consciência e Amor – JÁ É – a diferença! JÁ É seres Guerreiro/a de Luz! E faz diferença, sim, de maneiras imensas e em pequenos detalhes que nem sempre notarás… Mas que estão lá. E são luzes. Milhares de pequenas luzes que se acendem nesta Rede imensa que nos une a todos… Quem me dera conseguir passar-te a profundidade com que sinto isto… Mas estou a dar o meu melhor através das palavras.

Não desvalorizes a tua pegada de amor e de integridade! por onde passas… Pelo contrário. Afirma-a! Acende ainda mais a consciência de ti e reflecte sobre onde estás na tua vida… Pessoal, profissional… Qual a tua postura e conduta e de que forma isso influencia o ambiente que te rodeia… E faz os devidos ajustes.

Sê o/a Guerreiro/a de Luz que és em todos os momentos. E em todos os lugares.

Porque precisamos mesmo de ti.
Precisamos de todos.
Há muito caminho a fazer.

Bênçãos de fé e força para ti!
Bênçãos de fé e força para o colectivo!

De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Anne Stokes

25 de Março 2020

Passando a Mensagem (VI) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Estes são tempos desafiantes, os que atravessamos. Mas não tenho a menor dúvida de que a Vida só nos coloca em situações com as quais tenhamos capacidade de lidar… Ainda que elas sirvam, precisamente, para percebermos isso. Para encontrarmos recursos internos adormecidos que não conhecemos, ainda. Forças, criatividade, flexibilidade, agilidade, gentileza, resiliência, paciência, coragem, confiança, fé. Tantos recursos que não sabemos que temos, até termos que os manifestar. A partir daí, são nossos. Para sempre.

Comecei a sentir esta mensagem há precisamente 12 dias, mas escolhi esperar. Esperar para sentir a chegada da Primavera e a sua mensagem, esperar para digerir e me posicionar neste momento.

No dia em que Primavera chegou, a 20 de Março, sentei-me na varanda para receber a sua chegada. Quando a senti no ar, a instalar-se na Natureza, o meu peito renovou-se em fé e esperança. Os ciclos da Natureza não param. E os nossos ciclos, individuais e colectivos, intrinsecamente conectados com a Mãe Terra, também não. Fui-me deixando absorver pela energia que sentia a chegar, deslumbrada pelo brilho do Sol a bater nas folhas, as pequenas flores a quererem despontar e os inúmeros cantos de pássaros a espalharem-se pelo ar. Emocionada, levei a mão ao peito e enviei um sentir à nossa Terra Mãe: “Ao menos a nossa paragem deixa-te respirar. Estás a curar-te da poluição e toxicidade que a nossa rotina diária te provoca. Ao menos isso.”

Mas o sentir que veio de volta não foi alegre. Nem feliz. Nem tão pouco aliviado. Traduzindo-o para palavras da melhor forma que me é humanamente possível: “À custa do vosso sofrimento? Do vosso medo e dor? Não era assim que eu queria a cura. Claro que ao haver uma diminuição da toxicidade eu regenero-me. Claro. E isso é bom para todos. Claro. Mas a verdadeira celebração seria se a minha regeneração viesse de mudanças activas e conscientes por parte dos meus filhos Humanos… Não assim. Assim, fico num misto de cura, e de luto.”

As lágrimas correram-me pela cara, mas não me surpreendeu. Há muito tempo que a verdade que me move ganhou contornos muito próprios, despidos de formatações externas e dos floreados típicos das novas correntes da espiritualidade.

Por isso, basta! Basta de romancear e florear a maldade e a negatividade. De fingir que ela não existe, que faz parte de algum grande propósito Divino. Talvez seja importante questionarmos o que significa “está tudo certo”. Eu uso essa expressão, muito, mas claramente com um significado diferente do que é convencional. “Está tudo certo” porque está tudo dentro do que cada pessoa manifesta na sua realidade dentro do direito ao seu livre-arbítrio! “Está tudo certo” porque é o que é. É a realidade criada. Mas “certo” não é necessariamente “correcto”. Estar tudo certo não é necessariamente estar tudo bem, ser esse o melhor potencial que se pode alcançar. Estar tudo certo é, no meu sentir, aceitar a realidade que se apresenta como ela É. E a partir daí, observá-la, senti-la, questioná-la. Se está alinhada com o meu melhor potencial? Excelente! Se não está, há que fazer novas escolhas e transformar.

Na prática: “está tudo certo” em estarmos a atravessar uma pandemia a nível mundial. Porque estamos. É o que é. É a realidade. Mas que não se façam confusões: este não é, de todo, o nosso melhor potencial! Acham mesmo que esta situação faz parte dos propósitos Divinos? Que foram Seres de Luz que a criaram para que a Humanidade evolua? Que foi a Mãe Terra que nos pôs doentes para se curar? Se acham, então não são diferentes das religiões que castram, oprimem e punem com os seus Deuses castigadores!

Basta de se andar a falar na Lei da Atracção e do Retorno de peito cheio e depois simultaneamente “o Universo é que sabe” ou “eu sou só (qualquer coisa)”. Então? Mas somos os “grandes criadores da nossa realidade” ou não somos? Somos “Seres Divinos na Terra” ou não somos?

Eu cá diria que somos. É o que sinto. Mas também sinto que está definitivamente na altura de assumirmos a responsabilidade do que isso implica! Sem mais fugas ou subterfúgios. E isso leva-me a uma verdade clara: não, não há propósito Divino nenhum nesta pandemia. Esta pandemia não é mais do que o reflexo claro do estado actual do colectivo. Ainda é dada demasiada força ao pior da Humanidade. Ainda se alimentam demasiado as sombras, manipulações, maldades, crueldades, violências. E assim, claro que se torna possível criar uma calamidade destas no colectivo.

É hora de percebermos o que significa um dos outros grandes chavões actuais: “Somos Todos Um”. Pois é. Somos mesmo. E agora é que podemos REALMENTE perceber isso. Porque a pandemia não é sobre mim, nem sobre ti, é sobre o COLECTIVO. É sobre percebermos o quanto estamos todos ligados e o quanto as acções individuais afectam o Todo!

Serve esta pandemia como um grande abre-olhos para todos nós! Para pararmos definitivamente de fingir que está tudo bem, tudo a evoluir de acordo com os propósitos Divinos etc. e tal – e percebermos a real situação em que estamos. Como Colectivo!

Realidade aceite, vamos ao passo seguinte.

Está tudo perdido? Não, não está. Esse é o milagre das Leis que nos regem, que operam por si mesmas, mediante as nossas escolhas… Livre-Arbítrio, Lei da Atracção (ou Criação, como lhe chamo), Lei do Retorno, Lei do Karma ou Dharma… Não têm tempo, nem espaço, nem limitação… Tal como a Lei da Gravidade não tem. O objecto cai ao chão porque cai, porque não estávamos com atenção e deixámo-lo cair, ou porque o atirámos de propósito, seja o que for, mas não foi porque nenhum Deus o atirou ao chão. Foi porque a Lei da Gravidade existe. Por isso, para a próxima, teremos certamente mais cuidado ao mover o objecto… Porque sabemos que se não tivermos cuidado, ele cai. Perdoem-me os cientistas, mas é exactamente assim que encaro as Leis Divinas (ou Magnéticas, como lhes chamo). Elas operam sozinhas, por si só, mediante as nossas escolhas (percebem agora o porquê da importância de sermos conscientes das escolhas que fazemos?).

E aqui partilho um fragmento da teoria que alinhavei para servir de base ao caminho que percorro e que ensino: fazemos uso do direito ao nosso Livre-Arbítrio para fazermos escolhas. Fazer escolhas é criar (Lei da Criação). Dessa criação vem um retorno (Lei do Retorno). Da forma como lidamos com o retorno acumulamos a experiência pela negativa (Karma) ou pela aprendizagem que nos acrescenta e ajuda a evoluir (Dharma). E este ciclo gira em círculo, por si mesmo, fluentemente pelas nossas vidas.

Quero com isto dizer o quê? Que sempre que recebemos um retorno, renovamos a criação. Ou seja: não, não está nada perdido! Pois continuamos a poder criar a realidade que desejamos! Agora mais realistas. Mais conscientes do caminho que há a trilhar em frente!

Simbolicamente, se fossemos um grande exército, serviria este momento para que pudéssemos fazer uma pausa no campo de batalha e pudéssemos re-avaliar o panorama geral, re-organizar, re-posicionar, re-agrupar. Para podermos retomar a batalha, dali a uns dias, mais preparados e conscientes.

Por isso, para quem teve a coragem de me ler até aqui – respira fundo. A sério. Inspira. Expira. Profundamente.

E agora?

Agora leva a mão ao teu coração. Sente o teu coração sagrado a pulsar em ti. Agora, faz uso desse conceito tão falado de que tens o teu Eu Superior na tua energia. Tens, sim. Trá-lo até ti. Traz a tua força, a tua Luz, o teu amor, a tua essência, à tua Humanidade. Traz para AQUI! AGORA! Assume-te como o Guerreiro ou Guerreira de Luz que És! Traz para a realidade do teu dia-a-dia todas essas coisas bonitas e amorosas em que vibras ao Sábado de manhã no teu grupo de meditação. Não as deixes de fora da tua ida ao Pingo Doce, da tua reunião de trabalho, da discussão com o teu familiar ou do teu jantar de amigos. SÊ SEMPRE QUEM TU ÉS! À tua maneira, claro, com os teus ajustes, claro, pois certamente que haverão contextos onde sentes que não podes ou não deves expor-te demasiado, mas não te apagues! Podes sempre ser coerente e alinhado/a com a tua verdade, a cada momento da tua vida.

É assim que contribuis verdadeiramente para a mudança que almejas ver no colectivo. E acredita, essa é a tua parte. Seres, TU, no teu dia-a-dia, o teu melhor potencial. Porque ao seres o teu melhor potencial estás a emanar essa vibração para o todo do qual fazes parte.

Mas não te esqueças de seres realista e perceberes que assim como tu estás a fazer as tuas escolhas, cada ser humano está a fazer as suas. Não podes controlar tudo. Não te cabe a ti fazê-lo, sozinho/a. Mas cabe-te fazeres a tua parte. Teres a certeza absoluta de que estás a fazer a TUA parte. Essa é a tua missão.

Faz o teu trabalho interno a sério. Encara as tuas sombras de frente, aceita-as. E aí, sim, poderás transformá-las. E aprender com elas. Têm muito a ensinar-te, sobre ti. Sobre quem tu és o que te move. Não tenhas medo delas, pois se é no teu coração sagrado que assentas o teu movimento pela vida, saberás transformar-te. Saberás fazer as melhores escolhas. Confia em ti. Confia no teu coração.

Não faças do teu ego o teu inimigo. O teu ego é o centro da tua personalidade. Questiona-o. Aceita as suas feridas e o que nele estiver doente e cura-o! Cura-o para que possa dar-te afirmação pessoal, força e foco.

Assume o teu melhor! Não te escondas. Honra a beleza que há em ti. Honra a tua palavra, a tua verdade, os teus dons, saberes, conhecimentos. Valoriza-te!

Aproveita este tempo de recolhimento e questiona-te. Mergulha para dentro de ti. Posiciona-te na tua vida. O que te move? Quais são as tuas prioridades? O que andas a fazer com a tua vida? Faz as tuas escolhas. Pensa com a tua cabeça. Sente com o teu coração. Escuta a tua intuição. Aprende a filtrar conselhos e o conhecimento dos outros para que se adaptem a TI e à tua individualidade e realidade, ao invés de mergulhares na confusão de já não saberes quem é que tem razão. Sente a tua verdade. Vibra na tua própria essência.

Aproveita e faz já isso com esta mensagem. Filtra-a. O que te fizer sentido, guarda. O que não te fizer sentido, deixa ir. Eu respeito a tua escolha.

A Primavera chegou. Ela é a Mestra da arte das emoções. Pede-lhe ajuda. Deixa-te absorver pela brisa do vento, pelas cores das flores, pelo movimento das folhas das árvores. Deixa-te fluir com os ciclos da Natureza e flui pelos teus próprios ciclos. Empodera-te. Afirma-te. Sê.

Acende uma vela para o colectivo, se quiseres. Faz uma prece com as tuas intenções de cura e harmonização. Faz diferença, sim.

A tua fé tem muita força. Mais do que imaginas. EU acredito em ti. Eu acredito tanto em ti que foi por isso que escrevi esta longa mensagem. Para te dizer que agora, é hora de fazeres uso da força do teu coração sagrado. E para te dizer que, mais do que nunca, estes são tempos de união. De forças unidas, venceremos. Não tenho a menor dúvida disso.

Bênçãos de fé e força para ti!
Bênçãos de fé e força para o colectivo!

De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Anne Stokes

30 de Julho 2019

Passando a Mensagem (V) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Perdemos muito tempo a querer ter razão. A querer ter a melhor opinião e a única verdade… Quando ouvimos alguém, ouvimos para justificar, maioritariamente. Para ter uma palavra a dizer. Escutamos pouco, verdadeiramente. Porque, acima de tudo, prevalece a necessidade de ter razão, de saber o que é o melhor e o que é o certo…

Isto serve um único propósito: alimentar o ego doente.
Aqui, no caminho que trilhamos e que passamos aos outros, não somos defensoras de que o ego é desnecessário e mau. Longe disso. O ego faz parte de quem somos, da nossa humanidade. É o criador da nossa personalidade e se queremos agarrar o nosso Eu individual e único, precisamos do ego. Daquela parte de nós que nos define enquanto pessoas.

O problema é que o ego, por norma, quer ter razão, quer estar acima, acha que o mundo gira à sua volta. E isto, é chato. Bloqueador. Inibe-nos de alcançar novos horizontes, fecha-nos em caixinhas de certezas absolutas e dificulta, muito mais do que imaginamos, a interacção com os outros. No entanto, por mais chato que seja, ele continua a fazer parte de nós, queiramos ou não. E é uma parte importante, queiramos ou não. Por isso, anulá-lo (como tanto se defende por aí) não pode ser a solução. A ausência de ego significará a ausência da nossa personalidade! Não queremos isso. Não queremos adormecer, ficar no morno, no mais ou menos, no assim assim… Queremos acordar, despertar, chegar à nossa essência, certo? Pois isso faz-se juntando TODAS as nossas partes – sem deixar nenhuma de fora.

O que o ego precisa é de ser trabalhado – isso sim. O que ele precisa é de ser observado, compreendido, escutado, por nós. E isto dá trabalho, porque exige que saibamos ver-nos, verdadeiramente, ao espelho. Por isso, o que o ego precisa é que sejamos humildes e honestos/as o suficiente para percebermos onde é que ele está doente, onde é que está a ser mesquinho, preguiçoso, quadrado e fútil. O ego desenvolve-se através do nosso sistema de crenças, das construções mentais que fazemos (conscientes e inconscientes), da forma como somos educados/as e de todas as influências externas que recebemos ao longo das nossas vidas… É por isso que ele será, tendencialmente, todas estas coisas mais chatinhas, sim. Porque vivemos numa sociedade egoísta, que promove a competição desde muito cedo ao invés da partilha, da união e da empatia… Que estimula muito o intelecto racional e analítico e pouco espaço dá às nossas sensibilidades, emoções e sentimentos…

Na realidade, o problema não está no ego em si, mas naquilo que fazemos dele. E nós pouco fazemos dele, porque não nos é ensinada a arte de questionarmos o nosso interior, de nos auto-observarmos e auto-conhecermos… O que nos é ensinado é a ser “assim”, “porque sim”, “porque foi sempre assim até hoje”. E o ego cresce, na mesma, débil, frágil, mas cheio de si, insuflado em razão, mania e certezas absolutas.

Então a solução não deverá ser a de o anularmos, mas a de o curarmos desta cegueira em que ele vive. A solução, acreditamos, está na busca por auto-conhecimento não como hobby ou passatempo, mas como uma ferramenta basilar para o desenvolvimento da nossa pessoa e, consequentemente, da sociedade em que vivemos.

A solução passa por flexibilizarmos o nosso ego, para que deixemos de apenas “achar que” e “pensar que” e passemos também a “sentir que” e a “intuir que”, porque sim, a intuição também faz parte de todos nós. A solução passa por unirmos as partes de que somos feitos, ao invés de continuarmos a ignorar umas para integrar outras… O Eu inteiro é feito de todas as nossas partes. Todas.

Um ego saudável permite-nos chegar ao nosso poder pessoal de forma equilibrada. Permite-nos afirmar a pessoa que somos de forma equilibrada. Permite-nos alcançar segurança, auto-estima, auto-confiança, de forma equilibrada. Permite-nos fortalecer a nossa personalidade, encontrar a nossa voz, dar espaço ao nosso brilho interno para se manifestar. Um ego saudável traz equilíbrio ao nosso Eu. E verdade. Permite-nos alcançar o nosso verdadeiro Eu.

E no nosso verdadeiro Eu há muitas cores. Algumas coloridas, brilhantes, bonitas… Outras mais escuras, cinzentas, esbatidas… Todas parte de nós. Há que aceitá-las todas, integrá-las todas, trabalhar com todas. O Eu inteiro é feito de todas as nossas partes – não nos esqueçamos disso!

Os tempos que correm pedem verdade. A verdade que é como é – e não a que gostaríamos que fosse. Pois é a partir dela – da verdade – que poderemos partir para a construção do que almejamos para nós, e para o Mundo em que vivemos.

Há muito caminho a fazer.
Haja discernimento.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem do site wallpapersafari.com

23 de Junho 2019

Passando a Mensagem (IV) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Escrevi a Mensagem III em Julho de 2017 e sinto-a cada vez mais actual…

AGORA, quase 2 anos depois de a ter escrito, sinto que cada vez há menos subterfúgios reais… E cada vez mais tentativas de os manter. A verdade força a sua saída por entre as malhas da ilusão e a ilusão tenta, a todo o custo, construir malhas mais finas e subtis…

Mas a verdade está feroz.
Tomemos atenção a isto, porque ela vai furar caminho, custe o que custar.

E isto aplica-se DENTRO e FORA de nós!

Podemos continuar a auto-sabotar, a fingir que não vemos e a mentir a nós mesmos/as – a verdade sobre quem somos e sobre o que verdadeiramente nos move (seja pela positiva seja pela negativa) vai furar caminho!

E o mesmo se aplica ao colectivo.

Este mau-estar geral que andamos a sentir no ar é fruto da mudança, sim… Das resistências que a mudança encontra pelo caminho de se fazer acontecer! Então questionemos. Porque é para isso que o mau-estar serve. Pode nuns casos ser tão simples quanto um corpo fatigado e sonolento querer dizer-nos que precisa de mais repouso (não, não podemos continuar a abusar dos limites do nosso corpinho físico)… Como noutros casos um corpo fatigado pode querer dizer que é hora de mudar de emprego (porque, por esta ou por aquela razão, já não pertence àquele sítio). O mau-estar serve para questionar – lembremo-nos disso!

Então respiremos. Profundamente. Uma e outra vez. Respeitemos os ritmos e ciclos do nosso corpo físico (está na altura, certo?). Respeitemos o nosso espaço pessoal. O silêncio. O tempo para nós mesmos/as. Os nossos limites – sim, temo-los! Aceitemos isso! Faz parte! E reflictamos. Onde estão as nossas resistências face às transformações que sabemos que é hora de fazer? Porquê que (ainda!) as mantemos? O quê que ainda não quisemos ver/aceitar/perceber sobre nós mesmos/as? Onde é que não estamos, ainda, a fluir? Porquê? O que podemos fazer para mudar isso?

Sejamos conscientes, lúcidos/as, coerentes. Num dia estamos capazes de completar tarefas complicadas, sorrir para o mundo e sentirmo-nos super fantásticos/as? Óptimo! Noutro dia não estamos a conseguir fazer nada de jeito e ainda ficamos com uma rabugice danada? Seja! Sejamos pacientes, também! Ninguém vai mudar de um dia para o outro e ser o topo da iluminação. Assim como ninguém tem a verdade absoluta nem ninguém tem o direito de ditar ao outro qual o caminho que deve seguir.

Creio que, definitivamente, havia mesmo de se parar com esta coisa de que “ser-se espiritual é ser-se x, y ou z” porque isso não é verdade. Não há receitas para se ser espiritual porque – como ando a dizer há anos – ninguém se torna espiritual, toda a gente já o É. Podemos antes dizer que o que está a acontecer é que estamos a despertar a consciência para um conhecimento maior e mais abrangente daquilo que somos, para que possamos fazer evoluir o nosso Eu de forma mais inteira e completa.

Porque milénios depois, continuo a ver jogar-se o mesmo jogo: aquele onde os peões se julgam mental, emocional e/ou espiritualmente superiores uns aos outros quando, na realidade, estão a ser apenas isso – peões de um sistema que se alimenta do medo, da necessidade de controle e do poder desvirtuado! Ninguém é superior a ninguém – e aqueles/as que nascem com maior sensibilidade e consciência que usem essa sabedoria para recordar os demais de que TAMBÉM são isso TUDO, ao invés de usarem essa sabedoria para criar discípulos e seguidores!

Anda a jogar-se à verdade espiritual quando até a ciência muda, rectifica, contraria, altera… Quanto mais as filosofias abstractas sobre o sentido da vida e a espiritualidade… Estamos aqui a APRENDER e a experienciar – aceitemos isso! Sejamos flexíveis, compreendamos que a verdade absoluta é um mito e RESPEITEMOS aquilo que cada coração escolhe para si e para o seu caminho.

A VERDADE que realmente importa é aquela que nós SOMOS! É aquilo que fazemos com o que nós somos, com o que nos acontece, com a experiência… É o quanto realmente estamos a aproveitar esta vida para evoluir e contribuir para a evolução do Todo – é só isso que importa, ao final do dia.

E por isso, no meio desta correria de descobrir tudo sobre tudo, não nos esqueçamos de viver.
De aproveitar este MILAGRE imenso que é a vida.
De RESPEITAR este milagre imenso que é a vida.

Há muito caminho a fazer.
Haja discernimento.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Cameron Gray

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Nota (que não é muito importante, mas para quem reparar, fica a explicação): para quem leu outros escritos meus aqui no site do Semeando, (as Mensagens I, II e III por exemplo, ou as Cartas da Quinzena e do Mês), pode reparar que nesta não assinei com “Johanna Samna, com orientação e guia da sua Equipa de Luz”. Isto não significa que os meus Guias de Luz deixaram de me orientar. Não deixei de os ouvir, nem de os sentir… Estão sempre presentes. A cada passo do caminho. Mas, à medida que vou percebendo o meu real propósito nesta vida, vou tendo cada vez mais a necessidade de me ir alinhando com isso… E eu sou, cada vez mais, Eu. Com tudo o que isso implica. ♥

21 de Julho 2017

Passando a Mensagem (III) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Já todos/as sabemos que os tempos pedem mudança. O que nós não sabemos ainda, totalmente, é o quê que precisa de mudar.

Não há ninguém que traga consigo essa verdade absoluta, pois não há ninguém que, na sua condição humana, seja totalmente isento e livre do seu sistema de crenças e dos formatos da sua mente racional. Ninguém. E isto não é um problema, muito menos é “o” problema. Isto é a experiência. E é para vivermos a experiência que estamos aqui.

Não vale a pena nos cegarmos com as ideias de que tudo está curado e que o amor tudo cura, porque o amor tudo cura, sim, mas para chegar ao amor, a ESSE amor, é preciso palmilhar muito caminho interno. Desbravar o ego e acolher as sombras. Amar além da superfície não é uma coisa que se aprenda em workshops ou terapias ou a ler um livro. Amar além da superfície é algo que acontece, naturalmente e sem esforço, quando começamos a aceitar a experiência como ela É e não como gostaríamos que ela fosse.

Aceitar a experiência como ela É – ora aqui está a chave!

Dor é dor. Não é uma obrigação, uma punição, ou uma coisa a temer. Ela é o que é. E quando dói, dói, não vale a pena fingir que não dói, que “já se passou a etapa de sentir dor”, porque isso não existe. A dor, quando vem, dói. Dói a todos/as. Há que respeitar isso e respeitar as diferentes formas de cada pessoa sentir a dor, bem como os diferentes tempos que se leva a superá-la.

Raiva é raiva. Não vale a pena mascará-la com nomes de Deusas poderosas ou de Deuses imponentes para a justificar. Raiva é raiva e quando vem, é densa. Para todos/as. Sem desculpas. No entanto, podemos chegar à conclusão de que ela é o motor que nos impulsiona, muitas vezes, a mudar, a agir e a fazer. Então, talvez, ao invés de querermos mascará-la, vamos aceitar que, afinal, na 3D, há muita energia necessária e útil – ainda que necessite de ser alinhada e equilibrada!

As emoções densas são emoções densas. Ponto. Aceitemo-las e perceberemos que algumas fazem mesmo parte de nós e que precisamos mesmo delas para as nossas vidas porque é através delas que vamos resgatar o nosso poder pessoal. E se algumas conseguiremos trabalhar e transformar rapidamente, outras não. É o que é. E ninguém é menos nada por causa disso.

A “morte do ego” é uma falácia – já concluí isso há muito tempo. O ego é uma parte de nós e é ele que nos mantém a sanidade intacta. Se ele precisa de muito trabalho, estrutura e equilíbrio? Sim. Mas aqui, na condição humana, ele existe porque é necessário. E ele não vai deixar de existir, por isso, negá-lo, apenas o fará manifestar-se sem a consciência activa e presente do/a próprio/a. E isso é perder o comando de si mesmo/a.

A mente racional precisa de ajuda para integrar tudo o resto que também somos. Ajudar, integrar, esculpir – e não anular.

Aceitar e integrar. Ser e viver. Esta é a experiência.

“Cada um colhe o que plantou” – exactamente. Falamos da Lei do Retorno, uma Lei Magnética base, que nos rege a todos/as. E rege-nos sempre, em qualquer etapa do caminho de seja lá quem for, tal como a Lei da Gravidade rege-nos sempre, em qualquer etapa das nossas vidas. É por isso que aprendemos a ter cuidado com as coisas porque sabemos que se caírem vão directas ao chão e podem partir-se. Ainda assim, pode acontecer, por mais sabedoria, destreza e experiência que tenhamos. O mesmo se aplica às Leis Magnéticas da Atracção, do Retorno e de Causa e Efeito. Por isso, quando vociferamos contra quem nos fez alguma coisa desagradável afirmando que a sua colheita há-de chegar (e há-de, certamente!), vamos também lembrar-nos de que, se nós estamos a colher um fruto amargo, alguma semente plantada lá atrás o originou – ou alguma aprendizagem temos a fazer. É igual para todos/as.

Os tempos pedem mudança e a mudança começa com responsabilidade. Chega de máscaras e de teatros. De removermos velhos formatos apenas para criarmos formatos novos. Aceitemos o que é, como é. E a partir daí, então, esculpimos. Transformamos. Equilibramos. Mas sem mais fugas ou desculpas. O amor de que tanto se fala vibra na verdade. E a verdade, para ser verdade, requer transparência. Qualquer máscara, por mais bonita ou endeusada que seja, é uma máscara. E corre o risco de encobrir a verdade.

Há muito caminho a fazer.
Haja discernimento.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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Imagem do site suwalls.com

11 de Maio 2017

Passando a Mensagem (II) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Ontem sonhei com uma Fénix. Ela surgia na minha frente, flamejando num fogo laranja-avermelhado, lindo! Eu sentia-me meio que a flutuar, num espaço sem tempo… Nem espaço.

Dizia-me:

– Acreditas mesmo que meia dúzia de terapias ou de meditações, são, por si só, suficientes para descobrir a História de uma Alma com milénios? Acreditas mesmo que séculos de repetição de padrões de comportamento desvirtuados se resolvem de um dia para o outro?

– Eu sei que não… – respondi-lhe.

– Então porque te continuas a aborrecer por não resolveres tudo de uma vez?

– Porque sinto que não me estou a esforçar o suficiente.

– … Será que, afinal, a crença da “ascensão num estalar de dedos” te pressiona a seres rápida e eficaz no caminho que fazes e que passas aos outros?

– Mas eu sei que isso não é assim.

– E ainda assim sentes a pressão por fazer tudo de uma vez.

Ficámos ali, no silêncio, por um bom bocado. E eu sorria, enquanto mais uma casca da arrogância do sistema de crenças da espiritualidade se ia desprendendo e eu ia percebendo, um bocadinho mais e de uma forma muito interna e profunda, o que é isto do enraizamento do sistema de crenças na nossa psique e a paciência e a perseverança que tudo isto requer.

E de repente, eu era o fogo. Eu era a Fénix. Percebi que o fogo era a luz da consciência e que através de mais um despertar eu renascia. Novamente. Percebi que já morri e renasci muitas vezes, nesta vida. E que ainda o farei muitas outras vezes. São milénios de História. Há muito a caminhar para realmente nos resolvermos internamente, para realmente nos compreendermos internamente e para realmente compreendermos esta maravilhosa complexidade que é o Ser que somos.

Não há fórmulas instantâneas. Pode trabalhar-se a energia de uma situação, sim. Mas há emoções e padrões mentais a serem trabalhados continuamente – e esse é um trabalho que só o/ próprio/a pode fazer por si mesmo/a. E um corpo físico, muitas vezes, a curar. E tudo isto requer tempo, paciência, humildade, persistência, fé, foco.

Há muito caminho a fazer.
Haja discernimento.

De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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