Carta do Mês | Fevereiro 2023

Fevereiro 2023 para site

Queridas Pessoas,

Fevereiro já vai longo mas, ainda assim, tirei-nos uma cartinha como conselho para reflectirmos sobre este mês e é o 2 de Paus que nos chega, trazendo-me a inspiração de vos escrever o seguinte…

Fevereiro é um mês que nos recorda de celebrar o amor, com o São Valentim. Isto pode ser agri-doce: para os casais é dia de festa; para quem não tem par romântico pode ser um dia melancólico. E haverão também, certamente, uma série de pessoas a quem o dia não faz grande diferença. Seja como for, é um dia apenas, mas que deixa Fevereiro muito pautado por esta energia de romance.

Ora o 2 de Paus é uma carta que nos fala de dúvidas. E existem umas quantas cartas no baralho de Tarot que nos falam de dúvidas, mas todas elas trazem nuances diferentes, tipos de dúvidas diferentes, por assim dizer… O 2 de Paus, especificamente, fala-nos daquele tipo de dúvidas que às vezes temos que na verdade não são dúvidas nenhumas, porque nós já sabemos tudo. Já sabemos o que é, o que não é, o que queremos e não queremos, já temos todos os dados que precisamos para fazermos a nossa escolha – provavelmente até já a fizémos! – mas falta-nos a coragem para a manifestar. A coragem para realmente decidirmos aquilo que já sabemos que queremos e que é o melhor para nós.

Vamos casar estas duas peças e reflectir nisto: é normal ter-se dúvidas num relacionamento. Vários tipos de dúvidas: dúvidas sobre sentimentos, sobre a compatibilidade nas mais variadas coisas, sobre os próximos passos a dar na relação… É normal. É humano.

Mas é o 2 de Paus que sai, hoje, para quem calhar de ler este conselho. Então, para ti, que estás a ler estas palavras: tu sabes. No fundo, no fundo, tu sabes. Tu já sabes o que queres e o que não queres. Então, respira fundo. Procura dentro de ti a coragem de assumires aquilo que tu já sabes. Seja o que for. E fala sobre isso.

Seja porque está na hora de assumir que uma relação acabou;
Seja porque há alguma coisa sobre a qual queres muito falar com a pessoa com quem estás numa relação;
Seja porque estás a iniciar uma relação e estás naquele jogo inicial de fingir que não te importas e que não sabes mas sabes sim e sabes que queres avançar com um compromisso maior com aquela pessoa;

… seja o que for que tu já sabes o que é – fala sobre isso. Põe na mesa. Comunica. Escolhe resolver. Escolhe desatar o nó que sentes na tua vida, porque os nós só te vão atrasar e chatear e moer. Então, se já sabes o que é, vai em frente.

Coragem!

Um abençoado Fevereiro, repleto de coragem e avanços em frente!
De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

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Diz a quem amas, que amas.

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Em semana de São Valentim, muito se fala no amor. E é bom, falar-se no amor. É bom celebrar-se o amor. Não só o amor romântico, mas também o amor da amizade, o amor da família, o amor que sentimos, nutrimos e emanamos nos nossos relacionamentos.

E paralelamente a estas celebrações e aos inúmeros posts que se vê nas redes sociais nesta altura sobre o amor, existem também muitas referências a uma coisa que passa como “chata” nestes dias, mas que é a mais pura das verdades: “o dia de São Valentim devia de ser todos os dias.” – que é o mesmo que dizer que devíamos de amar e expressar amor todos os dias.

E devíamos, sim. É importante que existam dias que nos levem a parar para celebrar as coisas importantes: o amor, a Mãe, o Pai, a Criança, a Família… Mas mais do que parar um dia para celebrar as pessoas que amamos, o que seria mesmo, mesmo óptimo, era que a partir desse dia nos lembrássemos muito mais vezes de o fazer.

Então hoje é Sábado, 18 de Fevereiro. A Dica da Semana vem em modo fim-de-semana, aquela altura em que, por norma, convives mais com as tuas pessoas. Que tal fazeres um brinde ao amor que vos une? Só porque sim, sem que nenhuma data especial o peça. Só porque amas. Hoje e todos os dias. Que tal, hoje, um dia tão bom como outro qualquer – seja qual for o dia em que estiveres a ler isto! – dizeres às pessoas que amas, que as amas?

Num convívio, numa visita, num telefonema, numa mensagem. Dizer só porque é verdade. Dizer só porque sentes. Dizer só porque é esse o sentimento que vos une. Ao marido, à mulher, ao namorado, à namorada, à Mãe, ao Pai, aos irmãos e irmãs, às avós e avôs, aos amigos e amigas… A quem quer que ames.

Só porque amas. Só porque sim.

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Cultiva a tua resiliência!

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Às vezes ficamos tão envolvidos/as na densidade de uma situação, que nem percebemos que estamos a investir toda a nossa energia no problema… Ao invés de investirmos a nossa energia na solução.

Paramos mediante o obstáculo e ficamos ali, a olhar para ele, a alimentá-lo, a contribuir com o nosso pensamento, emoção e energia, fazendo (ainda que sem querer!), com que ele pareça cada vez maior e menos contornável… Porque é a tendência humana de bloquear perante a adversidade. É a tendência humana de esperar que tudo flua de forma confortável, segura e planeada… O que nem sempre acontece. É o fruto da educação que nos fez acreditar que só existe o caminho da vitória e que o caminho da derrota é uma vergonha, uma humilhação, uma afronta, uma desvalorização das nossas capacidades.

… o que é um erro.

Falhar também faz parte do caminho. Não conseguir à primeira também faz parte do caminho. Alterar a rota também faz parte do caminho. Tentar de novo também faz parte do caminho. Uma e outra vez, se tiver que ser. Procurar ajuda também faz parte do caminho. Aprender novas estratégias também faz parte do caminho.

Não, nós não vamos sempre vencer tudo à primeira. E está tudo bem. Isso não significa que somos uns/umas falhados/as, ou que não temos capacidade de conseguir vencer… Só significa que ainda não encontrámos o rumo certo para o fazer, a estratégia certa, o foco certo, a energia certa.

Então, tenta de novo. Informa-te. Aprende. Pesquisa. Pede ajuda. Para o que quer que seja que já desististe de alcançar porque sentes que não és capaz, mas que querias muito conseguir. Tenta de novo, com uma nova estratégia. Não te iguales aos outros. Podes inspirar-te em alguém que tem ou é ou já faz o que tu almejas alcançar, mas lembra-te que cada pessoa é um Ser individual e único e, em TI, a forma de o alcançar pode ser diferente da pessoa que admiras. A forma de se manifestar em ti e na tua vida pode ser diferente da forma que vez manifesto na pessoa que admiras. Então não te compares. Não é uma competição com os outros – isso foi o que te ensinaram e ensinaram-te mal. A vida não tem que ser uma competição com os outros. A vida desafia-te para que te superes a ti mesmo/a! A ti mesmo/a, não aos outros!

Temos tanto medo de falhar que perante um obstáculo bloqueamos. Batemos de frente com todas as formatações que nos foram incutidas de que temos que vencer, sempre, mais “o quê que os outros vão pensar?”… Batemos de frente com a necessidade de aprovação exterior. Batemos de frente com crenças e ideias limitadoras que nos inibem de descobrirmos uma força poderosíssima que habita dentro de nós: a força da resiliência!

Ah, a força da resiliência…! A arte de saber parar, respirar fundo, aceitar a realidade como ela se apresenta e a seguir reorganizar o plano, seguir em frente, confiantes de que, de uma maneira ou de outra, vamos lá chegar. Porque somos capazes. Porque somos capazes!

Então, pára um pouco. Respira fundo. Olha para trás… Para a quantidade de coisas que já superaste na tua vida. Elas existem, sim. Vitórias e conquistas às quais não deste importância porque o foco é sempre no que vem a seguir… Mas vê, agora. Chegaste até aqui, certo? Com todo o mérito que te diz respeito. É aí que está a tua resiliência. No saber que és capaz porque já foste capaz noutras vezes, noutras situações. É assim que vais esculpindo a Fé em ti mesmo/a. Consegues, sim. Podes precisar de repensar, de planear de novo, de fazer uma pausa, de descansar, de recuperar forças e energias, de pensar melhor, de pedir ajuda… Mas consegues.

Tenta de novo.

Com bênçãos de coragem e resiliência,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Dá uso à tua criatividade!

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Querida Pessoa,

Há quanto tempo não usas a tua criatividade?

Aquela parte de ti que em criança fazia parte natural da tua vida e do teu dia-a-dia, que te preenchia, fazia sorrir, sonhar, imaginar…?

Não foste só tu que a deixaste para trás. A maioria de nós tem tendência a perdê-la, ao longo do seu crescimento. Mas, se nos permites dizê-lo directamente: é um erro. A nossa criatividade aguça e estimula toda a nossa energia de criação, e a nossa energia de criação é fundamental para absolutamente tudo nas nossas vidas. Ser criativo/a não é só pintar e desenhar, também é saber dar a volta a uma conversa difícil, gerir um conflito, encontrar uma solução, planear o teu tempo, fazer uma surpresa boa a alguém… Tantas, tantas coisas, que surgem com mais naturalidade e beleza, se a nossa energia criativa estiver activa e presente.

Então, esta semana, para que acordes a energia criativa em ti, deixamos-te várias sugestões de acção:

  • Compra um livro de pintar (até há uns para adultos com mandalas muito interessantes), lápis de cor e pinta um bocadinho;
  • Compra uma tela branca, tintas e pincéis, e pinta um bocadinho;
  • Pega numa receita de que gostes e altera-a com alguma ideia tua;
  • Muda alguma coisa na decoração da tua casa;
  • Se tiveres filhos ou crianças com quem convivas, pesquisa na internet por um trabalho manual simples que possas fazer com eles e faz;
  • Decora os pratos com as tuas refeições;
  • Se gostares, faz um bordado ou um trabalho deste género.

Estas são apenas algumas ideias, simples, que qualquer pessoa pode fazer. Se estás a ler esta Dica e te lembras de outra coisa criativa que gostes mais de fazer, então faz isso. Faz o que quiseres, mas faz. Experimenta. E se de dentro de ti vier a célebre frase “mas eu não tenho tempo para isto…!” – pára um pouco. Reflecte. Há quanto tempo não tiras um bocadinho de tempo para ti? Aproveita agora e tira. E dá asas à tua criatividade.

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Foca-te no momento presente!

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Querida Pessoa,

É comum darmos connosco atolados em pensamentos dispersos. Entre rotinas, coisas a fazer, passado, presente e futuro, a nossa mente deambula por entre uma série de secções diversas, ao mesmo tempo, retirando-nos muitas vezes foco e concentração. E, acima de tudo, retirando-nos o prazer de saborearmos o momento presente.

Então, esta semana deixamos 3 exercícios simples, que poderás fazer no teu dia-a-dia e que te auxiliarão a focares a tua energia no momento presente!

  • Focar na respiração.
    Pára um pouco. Fecha os olhos. Inspira profundamente pelo nariz e expira pela boca. Continua a respirar focando mais e mais a tua atenção no acto de respirar. Sente o oxigénio a entrar pelo teu nariz, sente-o a sair pela tua boca, a roçar os teus lábios. Repete 3 vezes.
  • Focar num elemento natural.
    Abre a janela. Observa um elemento natural à tua escolha: uma árvore, o céu, uma planta… Escolhe um e foca-te nele. Observa todos os seus detalhes – a sua forma, os seus contornos, o seu volume, os movimentos que faz… Contempla com toda a tua atenção. 5/10 minutos.
  • Focar no momento de ingerir um alimento.
    Enquanto comes uma refeição, ou por exemplo enquanto bebes um café, foca-te totalmente no que estás a ingerir. Sente o cheiro, sente o paladar, saboreia. Foca toda a tua atenção no acto de saborear. Podem ser 5 minutos a beber um café ou 20 a saborear um lanche. Escolhe o momento que preferires. Mas experimenta!

Aplica estas pequenas práticas todos os dias, todas ou uma diferente por dia, como preferires. O teu momento de foco diário. Vais ver a diferença que fará, gradualmente, em ti!

Com bênçãos de foco e serenidade,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Chá de Limão com Mel: um aliado no Inverno!

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Querida Pessoa,

Esta semana temos uma Dica muito prática e que, certamente, não será propriamente uma novidade para ninguém… Mas sim um lembrete!

É lavar bem um limãozinho, tirar duas ou três casquinhas (cortar o mais finas possível, pois quanto menos da parte branca tiverem, mais saboroso fica!), colocar numa chávena, encher de água fervente, deitar uma ou duas colherzinhas de chá com mel, mexer bem… Et voilá! Prontíssimo, um delicioso chá de limão com mel!

Rico em vitamina C, nutritivo, quentinho e saboroso – um poderoso aliado durante a época de frio do Inverno!

Toda a gente sabe disto, não é?
Mas, e lembrar? Na hora em que começa o nariz a pingar, ou a garganta a ficar mais arranhada, esquecemo-nos tantas vezes de que também há isto: estes aliados naturais que auxiliam no processo de recuperação de constipações, gripes e afins! Mesmo quando é necessário ir ao médico e tomar medicamentos, não deixem o cházinho de fora, ajuda e muito!

Então aqui fica, o lembrete: ponham na lista de compras mel e limão, para terem em casa, sempre à mão!

Até porque não tem que ser bebido somente quando nos sentimos a ficar doentes… Por aqui, este chá é bebido com regularidade, ao longo do Inverno!

Com bênçãos de saúde e amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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Carta do Mês | Janeiro 2023

Janeiro 2023 para site

Queridas Pessoas,

Desde 2017 que esta rubrica está em pausa. Mas este ano, a necessidade de voltar a escrever-vos falou mais alto, e o resgate da Zona Blog está a acontecer. Assim sendo, voltam as nossas Cartas do Mês, onde uma carta é tirada do baralho do tarot com o pedido e a intenção de ser um conselho para o mês de todos/as os/as que a lerem.

Para Janeiro de 2023 chega-nos o Julgamento, como conselho. E a inspiração que me surge é a de vos escrever o seguinte…

Há alturas nas nossas vidas em que nós achamos que já sabemos tudo. Temos uma absoluta convicção nas nossas ideias, temos os nossos planos traçados ao milímetro, temos opiniões altamente formadas e solidificadas sobre a vida. E não há mal nenhum em termos convicções. Certezas. Solidez.

Mas é importante que mantenhamos a flexibilidade interna para continuarmos a aprender… A flexibilidade interna para nos permitirmos ser contrariados pela própria vida, a flexibilidade interna para nos permitirmos parar para reflectir quando algo não está a correr exactamente como pensávamos que era suposto, conseguindo reavaliar, reajustar, reformular ideias, opiniões e convicções. Esta será a grande diferença entre desistir e continuar, mesmo perante as contrariedades e desafios da vida.

É importante aceitarmos que a vida está sempre a acontecer e que pode surpreender-nos, independentemente da nossa idade, experiência e caminho já feito. Surpreender-nos com experiências e vivências novas que despoletem reacções novas em nós, que façam emergir partes de nós que ainda não conhecíamos. Que isso não nos assuste, porque não há nada de errado connosco. Há, sim, um Universo imenso dentro de cada um/uma de nós, e é absolutamente natural que levemos toda a vida a conhecê-lo em detalhe. Não é menos caminho, não é menos sabedoria, não é menos nada – é precisamente o oposto! – é mais! É mais conhecimento, mais autoconhecimento, mais experiência para enriquecer a própria jornada pela vida.

E isto não vale só para o que é novo, mas para o que já é conhecido por nós. Oh, sim. É inteiramente possível que nos deparemos com situações que já sabemos quais são, com as quais já lidámos por vezes até mais do que uma vez, e ali estamos “outra vez!”, “no mesmo sítio”. Até custa a ver. Até custa a aceitar. Porque “já sabíamos tudo sobre isto”. Convido-vos a saírem desse bloqueio, porque certamente que não é exactamente igual… Não quando já foi feito caminho sobre isso. Se estão lá, de novo, é porque há mais qualquer coisa a entender, a trabalhar, a resolver. É porque há um aprofundamento a fazer. É aí que é necessária a flexibilidade para voltar a reflectir, com a humildade de quem sabe que a vida é uma aprendizagem constante, e aceitar os reajustes e/ou mudanças de perspectivas que, desta vez, a vida nos está a convidar a fazer.

Não, não sabemos tudo. Não, não temos as verdades absolutas. Então, vem o Julgamento, dizer-nos que às vezes a vida dá-nos um abanão para que, precisamente, não estagnemos na arrogância. Para que nos mantenhamos atentos/as, perspicazes, audazes, vivos/as!! VIVOS/AS!! A viver a vida, a aprender com ela, a saboreá-la.

Ninguém é menos nada por perceber que “afinal ainda não sabia tudo sobre isto”. Pelo contrário. Isso, é ser mais. Isso, é continuar a evoluir.

Que saibamos manter o espírito curioso pela vida, o brilho nos olhos de quem continua a aprender, a resiliência de quem, mais depressa ou mais devagar, não pára de caminhar em frente.

Um abençoado Janeiro, repleto de coragem, força e fé!
De coração,
Johanna Samna in Semeando

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Objectivos 2023: um passo de cada vez!

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Querida Pessoa,

Que tenhas um belíssimo 2023! Recheado com as maiores bênçãos, de tudo o que mais desejares para ti. ♥

Por aqui, decidimos começar o ano a escrever-te, desejando que finalmente este ano consigamos retomar a periodicidade que desejamos na nossa Zona Blog.

Para quem já nos lê há uns anos, a mensagem que hoje temos a passar não é nova – mas sim, vamos repeti-la novamente, pois continuamos a sentir ser necessário passar-te isto: não precisas de pôr em prática todos os objectivos da tua vida no mês de Janeiro, de uma vez só!

É verdade que o início de um novo ano dá um impulso de motivação extremamente positivo na realização dos nossos objectivos e devemos aproveitá-lo, sim!, mas com conta, peso e medida. A tendência de arrancarmos Janeiro com uma lista enorme de “este ano é que é!”, cheia de tópicos, todos para começar “já”, “agora”, “na primeira semana”, “nos primeiros dias do ano”, “no primeiro mês do ano”, é muito giro, é muito entusiasmante, mas rapidamente se torna muito frustrante, também… Pois na grande maioria das vezes – e dizemos-te isto com todo o carinho – não é realista.

Pontos a ter em conta para reflexão:

  1. Por norma iniciamos Janeiro meio cansados, enfartados das comidas (e bebidas!) de Natal e de Ano Novo, a precisar de sopas e descanso para repor as energias despendidas na correria e vivência das festas;
  2. Estamos em pleno Inverno. Inverno é tempo de pausa. De abrandar. De planificar um passo de cada vez, pois são tempos de recolhimento, de reflexão, de maturação;
  3. É muito difícil arrancares com muitos objectivos de uma vez só, especialmente se alguns já andam a ser arrastados de ano para ano… Não porque não consigas fazê-los, mas porque há que ter em conta que o ano mudou, mas a tua vida continua preenchida por trabalho, tarefas, afazeres, rotinas de coisas que te ocupam tempo.
  4. E o problema é precisamente esse: como acabas por não conseguir cumprir com tudo o que te propões no curto espaço de tempo que são as primeira semanas do ano, acabas por sentir que não consegues. A meio de Janeiro já a pica vai a meio, no fim de Janeiro já desististe da lista, em Fevereiro “esquece”, “logo se vê”. E é precisamente para contrariar ISTO que te escrevemos esta Dica.

Portanto, sugestões:

  1. Esquece todo o ruído de fora que te força a acreditares que tens que mudar a tua vida toda em Janeiro de 2023;
  2. Tira um bocadinho para ti, só para ti, fazendo-te acompanhar de uma chávena de chá quentinho, ou café, ou cacau (o que mais gostares), e senta-te contigo. Agora, respira. Profundamente. Sente a energia do Inverno com a sua poderosa Mestria de paciência, reflexão, silêncio, ponderação – e conversa contigo. Sente-te. Primeiro, sente o teu ritmo REAL. Não o que os outros têm, não como os outros fazem, não o que os outros dizem – o TEU ritmo! O TEU tempo! O TEU espaço! Sê realista com os teus ritmos e ciclos, com as tuas velocidades e compassos de espera. Agora, sim, pensa nos teus objectivos. Escreve-os numa folha de papel, ou caderninho. Todos. Põe lá todos, mas SEM DATAS! Agora, escolhe um. UM! E escreve-o numa outra folha, em branco. Agora olha para ele e, de forma realista, questiona-te acerca da sua dimensão… É um objectivo pequenino e fácil de concretizar? Ou grande e mais difícil? Se é pequenino estabelece já um passo para dares esta semana, na sua direcção… Se é grande, divide-o em fases e parcelas, e depois então estabelece já um passo para dares esta semana, na sua direcção. Respira fundo, agradece-te pelo tempo investido em ti, cola a folha do objectivo a concretizar numa zona visível para te motivar e para que, após o passo 1, escrevas o 2 e por aí a fora…

… e a outra folha, a que tem os objectivos todos, guarda-a. Volta a ela quando tiveres este primeiro objectivo a fluir de forma razoável, tranquila, fazível. Volta a ela em Fevereiro, Março, Abril, Maio… Quando for altura. Quando for REALMENTE a altura. Porque todos os dias do ano são possíveis de assinalarem o começo de um novo objectivo. TODOS! Por agora, o que importa é começares. Mas começares saboreando, vivendo em pleno, celebrando a vitória de cada pequeno passo que dás.

Porque a verdade é que tu consegues, sim. Consegues. Mas tem que ser ao teu ritmo. Tem que ser no teu tempo. Tem que ser contigo ao comando da tua vida. ♥

Com bênçãos de coragem, fé, paciência e amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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19 de Outubro 2022

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Passando a Mensagem (IX) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Antes de ontem tive uma pequena insónia. Fruto desta pequena insónia, dei comigo às duas da manhã, na cozinha, a trincar uma tosta e a ter uma epifania, epifania essa que me foi pedida, internamente, que partilhasse convosco.

Começou por me surgir a memória de uma viagem que fiz há uns bons anos, de férias. Antes de ir de viagem, deixei um papel escrito aos meus pais com carinho, colado na parede. Papel esse que, soube quando regressei, suscitou alguma ânsia ao meu pai, que considerou que isso poderia ser um mau presságio, como se algo de mal me pudesse acontecer na viagem e por isso eu tinha deixado um papel com tanto amor. Na verdade não aconteceu nada de mal, mas, entre uma trinca de tosta e outra, também recordei que, na verdade, a viagem de volta foi extremamente atribulada. Vínhamos de avião, havia uma tempestade, foi bastante assustador. Felizmente, correu tudo bem.

“Felizmente, correu tudo bem” – ecoou na minha mente. Continuaram pensamentos a deambular, percorrendo várias memórias em que certas coisas poderiam ter corrido mal na minha vida, e correram bem. Como se uma mão invisível tivesse estado lá para me amparar.

“E estava!” – ecoou na minha mente.

E o pensamento continua a desenrolar… Passamos tanto tempo a queixarmo-nos das coisas más que nos acontecem, maldizemos os Deuses que “não nos protegem”, rabujamos pelas injustiças, “parece que fiz mal a alguém”, “eu sou tão boa pessoa”, “mas será que mereço mesmo isto?”, “onde andam os Guias de Luz?” – essas coisas… E quantas vezes pensamos nas vezes em que as coisas correm “miraculosamente” bem, ou que temos “uma grande sorte”? Porque não lhes damos o crédito, nessas alturas? Ao invés de só lhes cobrarmos quando algo corre mal?

Pior – continuou a mente a deambular – porquê que esperamos sempre pelo mal? “Quando a esmola é muita o pobre desconfia”, “gato escaldado tem medo de água fria”, “um mal nunca vem só”, essas coisas… Estamos sempre à espera que de repente tudo corra mal… E vem a derradeira pergunta: “acreditas mais no mal que te quebra ou na luz que te protege?” – aqui até parei de mastigar.

Atenção que eu não me quero contradizer – eu sou uma pessoa de muita fé, de horizontes espirituais muito abertos, mas de pés bem assentes na Terra. Passo a vida a defender que uma coisa é o potencial que queremos alcançar e outra é a realidade que se apresenta e que é fundamental, para a nossa sanidade e sensatez, encontrar o equilíbrio entre os dois.

Mas a verdade… É que na busca desse equilíbrio acabei, ou acabo, por vezes, por me fixar demasiado no mal que também sinto a pairar, desenvolvendo sem querer a crença de que o mal é, ou está, mais forte.

“Mas o mal SER mais forte e ESTAR mais forte são coisas diferentes… Afinal, em quê que acreditas?” – ecoou na minha mente.

A crença. Se há coisa sobre a qual me tenho debruçado de forma bem mais profunda neste último ano é no real poder do sistema de crenças. Aquilo em que ACREDITAMOS tem um poder incrível sobre nós e sobre as nossas vidas, pois gere todas as nossas acções, criações, intenções – consciente ou inconscientemente!

Como é que podemos vencer o mal se acreditamos que “só nos filmes é que há finais felizes”?

Como é que podemos vencer na vida se não acreditamos que somos capazes, se não acreditamos que somos merecedores? Se não acreditamos em nós?

Há uma energia no ar pesada. É um facto. E não devemos fingir que não existe, nem tão pouco ignorá-la ao ponto de vivermos numa bolha ilusória. O Mundo está em guerra e não é só na Ucrânia. O mal existe, sim. Devemos proteger-nos, estar atentos, ser perspicazes, sim. O instinto de defesa de que todos somos dotados existe para nos proteger porque essa protecção é necessária, sim. Sou apologista disto.

Mas existe uma fina linha que separa um estado de vigília de um estado de medo e é importante percebermos onde estamos, nessa linha. É importante porque enquanto que um estado de vigília reflecte a nossa atenção e sentido de realidade, protegendo-nos, um estado de medo reflecte precisamente isto de que aqui vos falo – a crença de que o mal é mais forte. E isto quebra-nos.

E o mal pode estar forte. ESTAR forte. Mas não É MAIS forte. Não pode ser. Não podemos acreditar nisso. Não podemos alimentar essa crença. Se o mal vencer, porque às vezes vence, nesta dualidade imensa que é a vida, que não seja porque nós não lhe demos luta. Que não seja porque lhe demos a vitória de bandeja. Que não seja porque baixámos os braços e largámos algures no caminho a nossa Fé, a nossa Esperança, a Força da Luz que também existe, em todos nós. À nossa volta. Por todo o lado.

Mas onde é que isto se reflecte nas nossas vidas?

… em tudo. Porque este estado de estarmos sempre meio desconfiados de que as coisas boas aconteçam, faz-nos sentir incapazes. Insignificantes. E é querer cumprir um objectivo mas não acreditar que se consegue, e é querer alcançar um sonho mas não se sentir capaz, e é querer tirar um curso mas sentir-se pouco inteligente, e é querer ser amado mas não se sentir merecedor. É querer as coisas boas mas não acreditar que elas verdadeiramente nos chegam. Não basta só pensar positivo, é preciso SENTIR. ACREDITAR.

É preciso que saibas que MERECES ser amado, bem tratado, abundante, próspero, bem sucedido, saudável. É preciso que ACREDITES que é possível. É preciso que alinhes as tuas acções com aquilo que realmente desejas ver na tua realidade. Queres um Mundo melhor? Sê melhor! Faz melhor! Dá o teu melhor. Acredita que és capaz, que consegues, que é possível. Tem fé. Acredita. Contribui. Nas pequenas coisas. Todas as tuas pequenas mudanças contribuem, SIM, porque estás a fazer a tua parte. Só te compete fazeres a tua parte. E ao fazê-la, irradias essa vibração. E essa vibração contraria o peso que paira no ar. O peso do desânimo, o peso do medo, o peso da ausência de amor.

Não és insignificante.

És um Ser vivo! És o resultado do milagre da vida! És parte da vida em si, da Terra, do Universo. És uma peça única no puzzle do Todo. Qual é o puzzle que fica completo sem uma peça que seja? Nenhum.

Podia dissertar mais um pouco, mas vou ficar por aqui, por hoje.
Desejando, para terminar, que esta mensagem te inspire a que acredites, com todas as tuas forças, que a luz que te protege é mais forte do que o mal que te quebra. E que leves isso contigo, a cada passo do teu caminho.

De coração,
Johanna Samna in Semeando

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18 de Setembro 2022

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Passando a Mensagem (VIII) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

Abro novamente hoje a rubrica do “Passando a Mensagem”, onde as mensagens que são passadas são a pedido das Forças de Luz que me guiam e orientam, para vos falar sobre um tema que é comum a todos/as nós – o ego.

Vou já abrir caminho à conversa a partir deste ponto de partida: não faças do ego teu inimigo. Oh sim, bem sei que isto contraria muitas das regras comuns do Caminho, e não é minha intenção dizer-te que a verdade sou eu que a tenho. Não tenho. “A” verdade. Mas tenho a minha verdade, a verdade a partir da qual me movo e a partir da qual trabalho/trabalhamos.

Por isso, não quero de todo impor-te uma nova ideia, a minha intenção é oferecer-te outra perspectiva. Farás com ela o que quiseres, és livre.

Vamos partir do entendimento de que o ego é uma parte de nós. Uma parte forjada maioritariamente a partir da experiência tridimensional, intrinsecamente conectada à mente racional e analítica. Significa isto que o ego vai-se formando a partir dos estímulos e modelos que a vida nos traz logo desde o momento em que nascemos: a educação, a cultura, a sociedade, os exemplos que observamos, as pessoas que são para nós uma referência, a forma como as experiências que vivemos nos afectam – tudo isso, junto, vai moldando as nossas opiniões, ideias, crenças, ideais, acções, reacções, convicções… Vai moldando a nossa personalidade, o nosso sentido de “Eu”, o sentido que temos de “nós mesmos/as” – é isto, o ego!

Perceber então que, quando escolhes “matar o ego”, estás a escolher “matar” a tua personalidade. Simples assim.

Então, aquilo que aqui – “aqui”, nos nossos trabalhos de desenvolvimento pessoal e espiritual – sugerimos, é aprender a construir um sentido de diferenciação entre o que é o “ego saudável” e o “ego doente”.

Exemplo prático: imaginemos alguém que cresce numa casa onde um dos progenitores impõe constantemente a sua autoridade sobre o outro. E imaginemos que, para esta pessoa, a sua pessoa de referência é a que impõe a autoridade. Esta pessoa vai crescer acreditando que deve impor autoridade aos outros. Vai crescer a querer mandar nos outros, a querer ser superior aos outros, a querer impor aos outros a sua vontade. Vai criar um ego pouco empático, cheio de si, egoísta.

Aqui temos um ego doente. Inflado. Maniento. Falta-lhe sensibilidade, falta-lhe empatia, falta-lhe humildade.

Agora imaginemos que, em vez da pessoa ter como referência a pessoa que é autoritária, tem como referência a pessoa oprimida. Esta pessoa vai crescer permitindo que os outros se coloquem acima de si mesma. Vai calar a sua opinião, oprimir as suas vontades, ignorar o seu querer. Vai viver em função daqueles que considera superiores e sentir-se, muitas vezes, diminuída perante a vida e as suas possibilidades.

Aqui também temos um ego doente. Amorfo. Apagado. Falta-lhe afirmação pessoal, falta-lhe espírito crítico, falta-lhe amor próprio.

Imaginemos agora que a pessoa que se tornou autoritária um dia decide fazer um caminho pessoal de autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e espiritual, essas coisas… E que um dia descobre esta verdade sobre si mesma. Vai doer, certamente. Mas ela decide curar o seu ego doente. Então, vai questioná-lo: vai conhecer as suas razões e motivações, porquê que realmente é assim; vai perceber que lhe falta sensibilidade e entrar em contacto com as suas emoções, com as emoções dos outros; vai aprender a escutar os outros, a respeitar os outros, a respeitar os limites dos outros… Vai aprender, eventualmente, que a sua autoridade vem de uma personalidade forte. E vai aprender a utilizar a força da sua personalidade de forma construtiva e positiva e não de forma destrutiva e impositiva.

E isto é um ego saudável.

E a pessoa que se tornou oprimida, decidindo percorrer esse mesmo caminho pessoal e descobrindo esta verdade sobre si mesma, escolhendo curar o seu ego doente, vai fazer exactamente o mesmo: questioná-lo, conhecer as suas razões e motivações (ou falta delas!), e aprender, ou reaprender, a amar-se. A valorizar-se. Vai esculpir o seu amor próprio, encontrar a sua voz, aprender a fazer uso da força da sua assertividade para definir limites no seu território pessoal. Acabará por encontrar a sua afirmação pessoal, o seu direito a ser ela mesma.

E isto é um ego saudável.

Agora imaginemos que a pessoa autoritária decide “matar o seu ego”. Significa isso que ela vai assumir um comportamento inverso ao da autoridade, tornando-se – aparentemente! – permissiva. Aqui é que está a armadilha – continua a ser o ego que modela esta mudança de comportamento. É o ego que faz isso! Só que agora o ego tem a ordem de se auto-anular, de oprimir um comportamento. Ora oprimir, convenhamos, nunca dá bom resultado… Oprimir é enclausurar uma força activa. Com o tempo, acabará por ter que se soltar, de uma forma ou de outra… E pode soltar-se, por exemplo, sob a forma de uma atitude em que a pessoa “agora” se considera “iluminada” e portanto “acima do ego e da razão” e, portanto, “acima do comum dos humanos”, e o que ela diz “é que é verdade”, os outros “não sabem nada, estão iludidos”… Ego doente. É só ego doente.

Já a pessoa oprimida, que decide “matar o seu ego” e que já de si tem um ego amorfo e apagado… Torna-se ainda mais vulnerável à manipulação externa… Acabando, quase de certeza, por se tornar seguidora de alguém, certificando-se que cumpre todas as normas que a pessoa dita, pois o vazio de si mesma gera uma carência cada vez maior… Ego doente. Mais doente ainda!

Ouso dizer que não acredito ser possível matar o ego. Assim como não é possível matar as emoções. Podemos, sim, oprimi-las – ficaremos doentes e desconectados da nossa realidade inteira! Assim como podemos, sim, oprimir o ego – ficaremos igualmente doentes e desconectados da nossa realidade inteira.

Este texto já vai longo e não quero cansar a vista (e a mente!) de quem o ler, por isso deixo só mais duas coisinhas, até assim em modo tópico, que considero deveras importantes de nelas se reflectir:

1) Criticar, só porque sim, só porque os outros também fazem, sem sentir, sem observar, sem informação com conteúdo, sem se pôr no lugar do outro, leva a um julgamento precipitado e, muito possivelmente, injusto.

Mas ANULAR o espírito crítico atrás da onda de “matar o ego” significa DEIXAR DE PENSAR pela própria cabeça! Não queremos isso. Não-queremos-isso. Porque isso vai tornar-nos (ainda mais!) vulneráveis à manipulação externa – por mais fofinha e aliciante que possa parecer!

Pensar, questionar, observar, analisar, avaliar, ponderar, reflectir – é absolutamente necessário para preservar a nossa identidade pessoal, a nossa afirmação pessoal, o nosso poder pessoal! O nosso espírito crítico é absolutamente necessário para nos auxiliar a discernir e a fazermos as NOSSAS PRÓPRIAS ESCOLHAS.

2) Para concluir, reflectir só mais nisto: acredito que “o problema” do ego é ser extremamente literal. Um bocadinho “quadrado”, como eu carinhosamente costumo dizer. E isto deve-se ao seu modus operandi – o de se ir forjando, naturalmente, mediante as nossas experiências e vivências. Ora na nossa sociedade actual não é prática comum a de fomentar o autoconhecimento e a gestão interna de forma natural… Pouco nos estimulam a pensar, ou a sentir, ou a questionar o que em nós se passa e porquê. Há até quem acredite que tudo isso é uma parvoíce e uma perda de tempo. E isso leva-nos a agir de forma impulsiva, pouco ou nada questionando o nosso interior, reproduzindo comportamentos e atitudes de forma mecânica e automática, abraçando opiniões e crenças por osmose. Um ego literal que nem sequer é questionado é qualquer coisa deste género: se alguém me trai, com toda a dor que isso implica, o meu ego automaticamente vai defender-se de todas as pessoas. Todos serão alvos de desconfiança – esteja eu consciente ou inconsciente deste mecanismo! Fica doente, claro.

Intrinsecamente conectado à mente racional e analítica, à razão, o ego torna-se assim num aprendiz de hábitos que se firmam com o treino. Se eu concluo que devo desconfiar e treino-me a desconfiar, habituo-me a desconfiar. Consciente e/ou inconscientemente. Inteligente como é (oh sim, nunca subestimem a inteligência de um ego!), irá munir-se de todas as razões e mecanismos operativos para alicerçar essa crença de que “não pode confiar em ninguém”. E é aqui que está o desafio – ajudá-lo a desconstruir a crença limitante, ajudá-lo a abrir horizontes.

Cabe-me a mim, com TUDO o que eu sou, dizer-lhe: “não sejas quadrado, vá… não te vão TODOS trair!”, e, com amor, com o amor que me move, ajudá-lo a encontrar o equilíbrio. O equilíbrio entre permitir-se confiar, e aprender a defender-se de quem não deve confiar. De forma razoável, equilibrada. Isto ajudar-me-à a definir limites e a compor mais um pouco a estrutura do meu poder pessoal – ego saudável.

Fazemos isso a partir da nossa própria consciência. A consciência que vamos adquirindo com o nosso próprio caminho pessoal. E o crescimento e amadurecimento que vamos adquirindo ao longo do caminho é o crescimento e amadurecimento do nosso ego – se escolhermos curá-lo ao invés de o anular.

A escolha é tua.

De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

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