Carta da Segunda Quinzena de Dezembro (2014)

O Louco

Queridos/as

Dezembro vai a meio, prestes a chegar ao Solstício de Inverno e a todas as celebrações que anualmente fazemos. Há uma energia eufórica de festividade no ar, talvez comece até a parecer meio desajustada, tendo em conta o ano que vivemos. Explosões de fogo começam a notar-se á nossa volta e em nós mesmos/as e os movimentos astrológicos que atravessamos vêm aumentar e intensificar esta energia.

Os Arcanos do Tarot trazem-nos o Louco para esta Segunda Quinzena de Dezembro e pedem-nos atenção! Atenção a esta efusividade extrema que pode toldar-nos o discernimento e, quando dermos por isso, já não sabemos bem onde pusémos os pés.

Poderão haver momentos em que parece que os desafios internos já não pesam e que agora é hora de explodir e deitar tudo cá para fora – e isto pode acontecer sob qualquer formato e de forma descontrolada. As euforias extremas poderão vir acompanhadas de sensações de despreocupação e desleixo – “não quero saber!” – levando-nos a deambular numa aparente liberdade que se tornará perigosa pela falta de foco e atenção. Pelo mesmo motivo, as raivas libertadas neste momento poderão tomar proporções caóticas, pois os egos estarão á solta em manifestação livre.

É comum chegar-se a esta época do ano e fingir-se que está tudo bem, que as dores já não importam e que só interessa o amor e a paz. E isto pode ter resultado até agora mas há que entender que estamos a aproximar-nos de uma nova realidade, uma realidade onde a ilusão egóica tende a ser exposta de forma muito assertiva. Por isso há que ter cuidado com o falso perdão e com a falsa compaixão. O pano aparentemente bonito e leve que estamos habituados a construir nesta época por cima de todas as coisas feias será uma armadilha e funcionará como uma bomba relógio interna. Isto é duro, sim, mas será ainda mais duro lidarmos com os cacos em Janeiro, se não tomarmos atenção agora.

Mais do que nunca, há que manter o foco e a responsabilidade sobre quem somos e o que plantamos, pois com a aceleração energética que atravessamos, as colheitas acontecem de forma rápida e intensa.

Esta é uma época de celebração, sim! Mas façamo-lo, como sempre tem sido pedido, com verdade. Aproveitemos para construir, também aqui, uma nova realidade. Aproveitemos a energia mágica e bela que de facto existe para vermos, finalmente, a beleza que existe ao sermos autênticos e a magia que produzimos nas nossas vidas ao sermos responsáveis pelas nossas acções e atitudes.

Façamos deste fogo que nos é disponibilizado uma força motivadora para pormos em acção o que precisa de movimento, mas sem perder o discernimento. Atentos/as, sempre.

Aproximamo-nos do final de um ciclo e a escolha apresenta-se: queremos iniciar um novo ciclo ou vamos voltar ao principio de mais do mesmo que temos vivido e que nos tem saturado e desgastado?

A escolha é, como sempre, de cada um de nós.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Dezembro (2014)

O Carro

Queridos/as

Chegámos a Dezembro, prestes a culminar mais um ciclo anual das nossas vidas.

Dezembro é um mês interessante, um verdadeiro reflexo da dualidade que somos e em que vivemos. Traz-nos o Solestício de Inverno, que nos impele ao recolhimento e à instrospecção, mas influencia-nos com a Lua Nova em Sagitário, que nos agita e impele ao movimento e à expansão.

E os Arcanos do Tarot trazem-nos o Carro, para esta Primeira Quinzena de Dezembro, pedindo-nos que procuremos o caminho do meio, entre estes extremos, entre a dualidade.

Certamente que muitos de nós ainda se sentem atordoados/as com as influências desta passagem pela Lua Nova em Escorpião, que nos levou em mergulhos agitadíssimos pelas nossas emoções mais profundas – desde as mais depressivas e angustiantes ás mais alegres e eufóricas. Podemos inclusive sentir-nos momentaneamente com falta de foco ou sem saber como aterrar e pôr os pés no chão.

Entrarmos agora nestas novas influências energéticas pode ser positivo se seguirmos o conselho que os Arcanos nos trazem e procurarmos fluir por entre estas ondas, procurando sempre o caminho do meio.

E o que significa isto?

Em primeiro lugar, é urgente pararmos de nadar contra a corrente de nós mesmos/as. Se ainda continuamos aos tropeços e turbilhões emocionais é porque certamente há coisas que ainda não aceitámos em nós. Continuarmos a fingir que certas emoções e pensamentos não existem não nos servirá de nada, só trará contínuos períodos de angústia e ansiedade. Não há mal nenhum em aceitarmos as nossas falhas, dores, mágoas e sombras. São partes de nós e servem o seu propósito na nossa dualidade. Não podemos transformá-las em algo de útil enquanto não as encararmos e aceitarmos como existentes em nós. E este é o Caminho do Meio de que falamos hoje. O Caminho entre a Sombra e a Luz, entre a nossa dualidade.

Sagitário aponta a sua lança para uma visão ampla e mais além – vamos aproveitar esta energia para compormos as peças do puzzle que temos vindo a resgatar nos últimos meses.

Será bastante útil colocarmos as mesquinhices de lado e pararmos de querer controlar todos os pormenores e detalhes de todas as situações. Este é mais um mecanismo egóico que anda especialmente activo nos últimos tempos como forma de nos manter agarrados aos velhos padrões e formatos que teimam em manter-se presentes. São auto-armadilhas. Obtermos uma visão ampla significa desprender-mo-nos de tudo isto e visualizarmos o panorama maior, como se subitamente levantássemos voo por cima das nossas vidas e conseguíssemos ter uma visão geral do todo. Muitas coisas farão mais sentido, desta forma.

Este é um momento de observar e reflectir, sim, mas não de forma passiva e letárgica. Não no sentido de pararmos para ver a vida a passar, mas sim no sentido de fluirmos com ela, de nos permitirmos avançar por entre as ondas que atravessamos – segurando as rédeas nas nossas mãos.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Novembro (2014)

5 de CopasQueridos/as,

Os Arcanos do Tarot enviam-nos o 5 de Copas para esta Segunda Quinzena de Novembro, o que me leva a perceber o quanto este mês tem sido, de facto, especialmente intenso a nível emocional.

A Lua Nova em Escorpião levou-nos num mergulho ás profundezas das nossas sombras e isto pode fazer-nos sentir que perdemos o controle sobre nós mesmos/as.

Certamente que muitos de nós temos experienciado dias completamente díspares uns dos outros, em termos emocionais. Dias de intensa força, alegria e motivação e dias de profunda depressão e tristeza, ou de imensa raiva e dor. Pelos mais variados motivos.

É normal. E faz parte. A dualidade Luz/Sombra existe e cada vez mais se apresenta de forma explicita, para que possamos perceber todas as partes de que somos feitos. É urgente aceitarmos este mergulho nas nossas sombras, é urgente enfrentarmos os nossos medos, é urgente (muito!), fazermos o luto emocional das velhas amarguras que nos impedem de abrirmos o Coração, ou de o abrirmos ainda mais.

Haverá certamente a tendência de nos agarrarmos com unhas e dentes ás mais variadas justificações para não deixamos ir essas velhas bagagens que já não nos servem… E há que ter cuidado com isto, porque o ego é ágil e manipulador e, sendo uma parte de nós, sabe, melhor do que ninguém, como se auto-manipular. A verdade é que enquanto andarmos a culpar os outros pelo nosso sofrimento, pelas dores que carregamos, pelos medos que não nos impedem de avançar, estamos apenas a justificar os nossos próprios boicotes internos.

É legítimo e de nosso direito chorar as nossas dores, perceber a responsabilidade que os outros tiveram nelas… Mas é nossa a responsabilidade de transformar tudo isso em algo útil. É nosso, inteiramente de cada um de nós, o trabalho de auto-cura para a libertação de tudo o que já não serve ao caminho que atravessamos. Em prol do Novo. Em prol do que queremos Ser e Fazer.

E no momento de agir, não há mal nenhum em ter medo… Desde que não deixemos que seja isso que nos defina e que defina a escolha das nossas decisões.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Novembro (2014)

7 de Paus

Queridos/as,

É provável que muitos/as de nós se tenham sentido, nos últimos dias, numa verdadeira roda viva de emoções.

Estes são os efeitos da Lua Nova em Escorpião que entrou a 23 de Outubro nas nossas vidas, levando-nos fundo nas nossas emoções, trazendo á superfície todos os reboliços que nos fazem andar aos trambolhões dentro de nós mesmos/as e que, com isso, nos inibem de caminharmos em frente.

Os Arcanos do Tarot trazem-nos, para a energia desta Primeira Quinzena de Novembro, o 7 de Paus, o que vem ainda mais reforçar este processo – pedem-nos que lidemos a fundo com os nossos obstáculos internos.

Isto significa que as velhas dores, as mágoas e medos guardados e os padrões emocionais bloqueadores saltam agora em força, fazendo-se sentir e mostrar, para que possamos perceber o quê que nos tem impedido de avançar em frente.

Tal como temos referido em quase todas as mensagens, estes são cada vez mais tempos de Verdade. Acima de tudo, de Verdade. E todos os ciclos, de uma forma ou de outra, nos levam aqui, a este pedido. Constantemente. Por vezes sinto que cada carta me faz repetir as mesmas coisas de formas diferentes. E talvez seja mesmo isso que acontece porque a Verdade é a única chave que realmente nos liberta de todos os mecanismos que nos iludem e que não nos permitem vermos o que realmente precisamos de ver. Dentro de nós. Nos nossos corações.

Existem processos que têm sido arrastados á demasiado tempo. Existem dores e mágoas que têm sido alimentadas á demasiado tempo. Existem, sim, feridas que nos foram feitas que precisam de ser expressas e mostradas, para serem curadas. Mas também existem boicotes que nós fazemos a nós próprios/as a serem enfrentados e assumidos. Existe, sim, uma bagagem imensa emocional que todos carregamos que precisa de ser aberta, gritada, arejada e libertada. E que é composta pelo que nos fizeram e pelo que nos fazemos a nós mesmos/as.

É importante, muito mais do que parece, percebermos quando e como é que nós mesmos/as somos, muitas vezes, os nossos próprios obstáculos. Isto é duro e mexe connosco profundamente. Mas é assim que ganhamos espaço para sermos genuínos/as.

A energia que atravessamos é poderosa, intensa e forte. Leva-nos ao limite, desafia-nos ao máximo, puxa por nós insistentemente. Não para termos medo, mas para termos coragem de darmos “aquele” salto de fé que nos leva para a outra margem. “Aquela” margem onde está a verdade do que somos e do que queremos alcançar.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Outubro (2014)

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Queridos/as,

Viémos de uma Primeira Quinzena de Outubro influenciada pela Lua Nova em Balança, onde nos foi pedida especial atenção á valorização a nós mesmos/as, antes de nos focarmos nos relacionamentos exteriores.

Há, de facto, uma energia de momento propícia ao trabalho com os relacionamentos e, dando continuidade á energia da Primeira Quinzena, os Arcanos do Tarot trazem-nos o 3 de Copas para a energia desta Segunda Quinzena de Outubro.

Agora é tempo de irmos um pouco mais a fundo nesta questão. E provavelmente muitos de nós já sabem perfeitamente disso. Já sabem perfeitamente que este é o momento de começarem a decidir quais os relacionamentos que pretendem manter nas suas vidas e quais necessitam de deixar ir… Com quem faz sentido continuar a caminhada de ora em diante e com quem já não faz sentido caminhar. Com quem realmente queremos estar e com quem estamos apenas por hábito, apego, necessidade de aprovação e/ou outras artimanhas egóicas.

E isto não se aplica só aos relacionamentos amorosos, aplica-se a todos os relacionamentos das nossas vidas – familiares, amizades, de trabalho, etc.

Há cortes que urgem de ser finalmente feitos e, igualmente, há ligações que merecem ser celebradas e honradas. E isto é uma coisa que só nós, nos nossos corações, é que podemos saber. E decidir.

É importante começarmos a deixar as terceiras pessoas de lado. Se a questão é entre 2 pessoas é entre essas 2 pessoas que deve ser resolvida. Há uma diferença entre desabafar e misturar. Entre falar e mal-dizer. Há que cortar com este péssimo hábito que o Ser Humano tem de misturar mais pessoas ou permitir que outras pessoas se intrometam em coisas que não devem, pois isso leva a chatices, mal entendidos, confusões e todo um rol de energias densas e conflituosas que servem apenas para complicar os relacionamentos.

É tempo de cada pessoa se responsabilizar pelos seus relacionamentos, pelo que diz, pelo que faz, pelo que sente, pelo que deve defender. É tempo do Ser Humano amadurecer e aprender a agir em conformidade com a Verdade e a Responsabilidade que cada poro e cada célula gritam por fazer emergir á superfície da pele. E sim, já começamos a poder/saber/dever fazê-lo não só para dentro, mas também para fora. Não só connosco mesmos/as, mas também com quem nos rodeia.

É tempo de sermos honestos, de admitirmos o erro, de expressarmos a mágoa, de sabermos falar e de sabermos ouvir.

E sim, haverão curas. Relacionamentos que recuperarão. Mal-entendidos que se esclarecerão. Mas também haverão cortes, separações, opções de caminhos separados.

E está tudo bem. Desde que as decisões sejam alinhadas com a verdade do coração, em respeito, responsabilidade e discernimento.

Esta é a derradeira limpeza que este Outono nos pede. Esta é a derradeira abertura para o novo entrar. Para que o que já não está adequado possa afastar-se e dar espaço ao que está por aí, alinhado com a nossa energia, á espera de poder chegar.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Outubro (2014)

Pagem de Ouros

Queridos/as,

Os Arcanos do Tarot enviam-nos o Pagem de Ouros para esta Primeira Quinzena de Outubro. É-nos pedido que valorizemos o que de mais precioso temos. Entrámos também numa Lua Nova em Balança que nos traz o potencial do equilíbrio, principalmente a nível dos relacionamentos.
No entanto, antes de começarmos já a pensar nas coisas exteriores a nós, vamos focar-nos um pouco na primeira grande valorização que necessita de ser feita – a valorização a nós mesmos/as.

Temos atravessado intensos períodos de mudanças e transformações. Mudanças e transformações estas que nos levam a um trabalho interno de busca e conhecimento das partes que temos soltas e que necessitam de aceitação, reconhecimento e cura. E isto é belo, enriquecedor e transformador.

No entanto, facilmente fazemos deste trabalho um fardo castigador, na medida em que damos por nós á procura das nossas partes “más” que precisam de “castigo e punição” porque “queremos ser melhores e luminosos”. Entramos assim numa espiral de angústia e ansiedade, onde nos obrigamos a ser o que não podemos ser (somos humanos, acima de tudo!), exigindo de nós mais do que podemos dar, criando uma sensação de frustração e insatisfação que nos levam a um cansaço e exaustão quase constantes.

Temos lido, aprendido e ouvido que os momentos são de transformação, mudança e libertação – tudo isto para que possamos ser livres e felizes. No entanto, paralelamente, fala-se de conceitos de perdão, compaixão e amor que nos pedem paciência e ponderação.

Então em quê que ficamos? Liberto-me ou tenho que ter paciência? Digo o que sinto ou perdoo? Mudo ou aceito? Ficou ou vou? Faço ou não faço? Sou ou não sou? Tenho o direito ou não tenho?

Isto está a apresentar-se mais complicado do que parece… Porque continuamos a ouvir as vozes exteriores a nós. E este é o verdadeiro problema! Continuamos á procura de respostas naqueles que achamos que sabem mais do que nós, nos factores exteriores á nossa vontade e querer. Continuamos a colocar o nosso poder pessoal nas mãos dos outros e a agir em conformidade com a vontade dos outros. Continuamos a não ouvir o nosso coração e a não valorizar a nossa voz interior, a nossa intuição.

E esta sim, é a PRINCIPAL coisa a ser valorizada neste momento – NÓS MESMOS/AS.

Podemos ouvir conselhos, ler, aprender, ouvir, saber. Existem pessoas em quem confiamos, pessoas que amamos, pessoas que fazem parte das nossas vidas e que interagem connosco e que fazem parte de nós. E tudo isso deve ser levado em conta, sim.

Mas, em primeiro lugar e principalmente, é urgente aprendermos a respeitar a nossa individualidade, a ouvirmos o nosso coração, a pensarmos com a nossa cabeça e a honrarmos o nosso sentir. É urgente aceitarmos a responsabilidade pelas nossas vidas e recuperarmos o nosso poder pessoal.

É urgente criarmos uma estrutura interna equilibrada e firme, assente no auto-respeito, na auto-confiança e no amor-próprio.

E isto não é egoísmo, nem egocentrismo, nem falta de Luz. Isto é verdade, responsabilidade e respeito. Isto é criar uma estrutura de equilíbrio e segurança interna para, aí sim, podermos trabalhar os nossos relacionamentos exteriores de forma saudável, sem pormos em causa a nossa individualidade e sem desprotegermos o nosso território pessoal.

Cada um/uma de nós é responsável por si mesmo/a, pelas suas escolhas e decisões. Cada um/uma de nós é responsável por se valorizar, amar e respeitar.

Como poderemos exigir isto dos outros se nós próprios não o fizermos connosco mesmo/as?

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Setembro (2014)

Os Amantes

Queridos/as,

Começámos o mês de Setembro com uma lufada de incentivo – um empurrão dado pelos nossos Arcanos para que, de uma vez por todas, concluíssemos o (ou os) ciclos que necessitavam de término nas nossas vidas.

Com a segunda quinzena deste mês chegam-nos Os Amantes como energia dada pelos Arcanos do Tarot – a necessidade de fazermos escolhas aperta, a responsabilidade pelas nossas vidas e decisões é urgente.

Desde Junho que iniciámos esta passagem de conselhos e orientação quinzenais através dos Arcanos do Tarot e frequentemente tem sido repetido que é hora de nos libertarmos das bagagens que não mais queremos transportar connosco para irmos mais leves e espaçosos/as para o caminho que se segue.

A verdade é que este processo nunca cessa, estamos sempre em constante renovação e reciclagem de nós mesmos/as e das nossas vidas.

A diferença agora, nesta quinzena que se nos apresenta, é que estão reunidas condições reforçadas para que possamos fazer escolhas que façam a diferença.

Porquê?
Porque o mês de Setembro, por si só, é um mês de início de novos ciclos, em muitas e diferentes áreas das nossas vidas.
Setembro traz uma leveza no ar, um alívio, uma abertura de potenciais de mudança – e quanto mais bagagens pesadas e desnecessárias deixarmos ir, mais iremos sentir esta leveza nos nossos caminhos. Usemos a energia de perspicácia que estas Luas nos trazem para escolhermos com atenção e discernimento o que estamos dispostos a carregar connosco neste novo ciclo que se inicia.

Os Amantes chamam-nos a atenção para o livre-arbítrio e para a consciência de que o comando das nossas vidas deve a nós pertencer. A nós, individualmente.

E isto leva-nos a uma questão importantíssima nos tempos que correm – é urgentemente necessário que paremos de colocar nas mãos do outro, do destino, de seja o que for, as nossas escolhas e decisões. É urgentemente necessário que paremos de dar a elementos exteriores a nós o poder de definir quem somos e o que vamos fazer.

“Deixar fluir” não significa a desresponsabilização pelas nossas escolhas e decisões. Significa que paramos de ficar presos a detalhes que são fruto das ansiedades do ego. Significa que ganhamos paciência e fé nos ciclos da vida, sim, mas nunca nos devemos esquecer que TODAS as escolhas que fazemos são de nossa inteira e completa responsabilidade. E que tudo na nossa vida requer acção e energia de movimento da nossa parte.

Mesmo quando não queremos ver isso.

Reconquistarmos o nosso poder pessoal e o comando das nossas vidas requer responsabilidade e discernimento para enfrentarmos consciente e honestamente as escolhas que estamos a fazer e o quão estão alinhadas com a nossa Verdade ou não.

Por vezes é duro, sim, mas absolutamente necessário para sermos livres.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Setembro (2014)

O Mundo

Queridos/as,

Setembro é sempre um mês especial – traz-nos os ventos da mudança e da renovação. E este chega-nos reforçado, pois para a energia da sua Primeira Quinzena, os Arcanos do Tarot dão-nos O Mundo.

O Mundo pede-nos claramente que encerremos os Ciclos que necessitam de término. Agora.

Depois das inúmeras reviravoltas internas e externas que temos atravessado e das lutas incansáveis com as nossas emoções e pensamentos, sabemos, muito certamente, o que já não queremos mais carregar em nós mesmos/as e nas nossas vidas. E se ainda não sabemos, ou não temos a certeza, este é o momento de reflectir muito seriamente sobre isso. Aproveitemos a influência da Lua Nova em Virgem – que nos aguça o intelecto, a perspicácia e a ponderação.

Este é o momento de decidir e de agir em conformidade com isso. Sem mais demoras. Sem mais procrastinação. Sem mais desculpas, preguiças ou ilusões. Sem mais perpetuação de fardos e cansaços que sabemos, no fundo, no fundo, sabemos, que não vamos aguentar por muito mais tempo.

O Mundo traz-nos o momento de encerrar ciclos positivamente. Façamo-lo agora, que o Universo nos disponibiliza energeticamente um momento de amparo e embalo para o fazermos.
Façamo-lo agora, que o Outono está á porta e dá-nos o empurrão de finalizar o que necessita de ser finalizado.

Façamo-lo agora, pois quanto mais tarde o fizermos, mais doloroso e insuportável se torna.

E depois de o fazermos, vamos respirar fundo, sentir a quantidade de espaço novo e liberto que nos espera e inspirar os doces ventos de mudança que já se sentem pelo ar, iniciando – sem mais demoras – um novo ciclo.

Continuar/renovar/avançar com aquele projecto parado, pôr em prática aquela ideia á muito pendente, assumir aquela verdade silenciada e escondida, agir para alcançar a meta pretendida, expandir, libertar, movimentar, SER.

De uma vez por todas – SER. Livre. Simples assim.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Agosto (2014)

024

 Queridos/as,

Iniciámos este poderoso Agosto com uma forte energia de incentivo aliada ao urgente pedido para que, de uma vez por todas, assumíssemos a nossa vontade, o nosso querer, o nosso poder pessoal.

Temos atravessado fortes potenciais lunares ao longo dos últimos dias para nos impulsionar nessas tomadas de consciência e, para esta Segunda Quinzena de Agosto, os Arcanos do Tarot dão-nos o 5 de Espadas, o que significa que nos encontramos, muito provavelmente, num de dois lugares (ou nos dois!): ou numa luta feroz com o nosso brilho interno ou numa luta feroz com o impacto do nosso brilho interno no exterior.

Começamos pela segunda…
A partir do momento em que começamos a permitir que o nosso poder pessoal actue, começamos a tomar certas atitudes que são uma novidade para aqueles que nos rodeiam. Dizer “não” e “basta”, assumir a nossa verdade sem necessidades de aprovação e fazermos as escolhas que realmente queremos fazer, são atitudes absolutamente normais nesta mudança interna, mas geram, na maior parte das vezes, uma reacção negativa por parte daqueles que nos rodeiam. Mesmo por parte dos que nos são mais próximos.

Isto leva-nos muitas vezes a iniciarmos verdadeiras batalhas de necessidade de aprovação, onde nos justificamos e tentamos explicar a necessidade de mudança que internamente sentimos… Muitas vezes em vão. E é aqui que o 5 de Espadas nos vem ensinar a valiosa lição de que, por vezes, temos mesmo que perceber que já chega. Temos mesmo que perceber que os outros não vão compreender ou aceitar a nossa mudança e continuarão a agir do lugar da vítima, fazendo-nos sentir mal e egoístas através das suas manobras de manipulação emocional e psicológica.

E é aqui que, para nossa própria defesa e para não voltarmos a permitir que a linha que marca o nosso território pessoal seja pisada, teremos que aprender que há batalhas que não vamos ganhar – porque não depende só de nós. E está tudo bem. É uma aprendizagem dura, mas é mais uma aprendizagem.

Outros/as de nós poderão estar a atravessar uma feroz luta consigo mesmos/as, sentindo o rugido interno a latejar ansiosamente por ser ouvido e continuando a silenciá-lo e a fazer de conta que não está lá… No entanto, tal como foi passado na Carta da Primeira Quinzena de Agosto, continuarmos a querer cegar o que já não pode ser cegado levar-nos-á a profundas sensações de exaustão e sufoco que nos levarão, muito provavelmente, a fortes explosões de raiva, ira e agressividade.

E isto, queridos/as, é o nosso Coração a querer fazer-se ouvir. Desesperadamente. Por isso, mais uma vez, o 5 de Espadas pede-nos: “Pára de resistir. Baixa as armas egóicas que não te permitem veres a Verdade que o teu Coração te pede”.

Chega de lutarmos contra nós próprios/as. A exaustão dessa luta levar-nos-á a uma acusação desenfreada aos que nos rodeiam, culpando tudo e todos pelo nosso profundo mau-estar… Quando o pior inimigo que estamos a enfrentar é interno – somos nós mesmos/as e a nossa teima em não querer ver.

E aqui a pergunta é: “Porque não me permito libertar deste sufoco? O que me prende? O que me silencia? O que não quero ver?”

Respirem fundo e pensem nisto.
O Caminho não acabou, nunca acaba. E o Universo só nos envia desafios que a nossa Alma sabe que podem ser superados e isto significa que tudo tem uma solução, sim. Mesmo que essa solução passe por aprendermos a perder batalhas e a deixar ir o que não pode (nem deve) ser controlado.

Repetindo:
É tempo de partirmos a caixa e rugirmos ao mundo. É tempo de nos sentirmos vivos.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Agosto (2014)

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 Queridos/as,

Que maravilha! Os Arcanos do Tarot dão-nos o Ás de Copas como energia para esta primeira quinzena de Agosto!

Temos atravessado períodos de profundos mergulhos nas nossas emoções, mergulhos que nos têm deixado sem fôlego. Nos nossos pensamentos têm ruído conceitos, ideologias, crenças, pensamentos… Tudo o que não serve mais á nossa energia tem sido arrancado, mostrado, abanado nas nossas vidas e seres.

E agora é tempo de reconstruir. De florescer. De renascer.

O Ás de Copas traz-nos a energia da Flôr de Lótus – aquela que nasce do lodo, que emerge das profundezas bela e rejuvenescida.
A Lua Nova que atravessamos de momento está em Leão, energia esta que abre um forte potencial de renovação da auto-confiança, da auto-estima e do brilho interno.

Por isso, se se sentem a sufocar e a necessitar de partir a caixa na qual têm estado confinados/as, (seja em que tipo de situação for), este é o momento.

O Universo está a disponibilizar-nos aberturas de caminho e, se tomarmos atenção, certamente que veremos muitos sinais a indicarem-nos qual o caminho a seguir.

Este é o momento para respirarmos fundo e resgatarmos a força e a coragem para assumirmos o lugar que queremos ocupar nas nossas vidas.

Aproveitemos a energia dos próximos dias para darmos esta volta em nós mesmos e permitirmos que o nosso Coração esteja a brilhar em pleno na Lua Cheia que se avizinha – a 10 de Agosto.

Ou podemos escolher não o fazer. E continuarmos a baixar a cabeça. E continuarmos a permitir que os outros controlem as nossas vidas e decisões. E continuarmos a permitir que a nossa auto-estima e auto-confiança permaneçam confinadas no fundo de nós mesmos/as. Sim, podemos.

Mas o mais provável é que, com isso, a pressão de sairmos dessa prisão seja cada vez maior e mais insuportável e as explosões de raiva, ira e agressividade subam á superfície.

O Leão dentro de nós quer soltar-se. Ou lhe damos espaço ou lidamos com a sua ira.

E isto pode parecer mau, mas não é. Não é mau querermos ser livres. Não é mau querermos assumir o nosso poder pessoal. Não é mau querermos ser quem somos. Não é mau permitirmo-nos brilhar – não num registo de vaidade e arrogância, mas sim na pureza e beleza daquilo que somos na nossa essência.

Mau é continuarmos a estar num sitio onde não queremos estar, a fazer coisas que não queremos fazer e a seremos aquilo que não queremos ser.

É tempo de partirmos a caixa e rugirmos ao mundo. É tempo de nos sentirmos vivos.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

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