Carta da Segunda Quinzena de Maio (2015)

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Queridos/as,

Estamos a atravessar já em pleno esta Segunda Quinzena de Maio e os Arcanos do Tarot enviam-nos agora o 9 de Espadas, indicando que haverá uma forte necessidade de nos mantermos atentos/as ás tempestades internas (e/ou externas) que poderão surgir nos próximos dias – principalmente as dramáticas!

Saímos de um poderoso ciclo onde muitos/as de nós tomaram consciência do que realmente querem materializar nas suas vidas. Provavelmente, esses/essas mesmos/as muitos/as de nós encontraram também muitos obstáculos, discussões, dramas, conflitos e entraves para alcançar essas mesmas coisas. E provavelmente, a maioria desses/dessas muitos/as está ainda no caminho dessas mesmas materializações, lidando de frente com todas as contrariedades.

Posto isto, há duas coisas fundamentais a serem percebidas por todos/as nós – todos/as nós que estamos num caminho de alcance e conquista dos nossos objectivos. Primeiro: nós temos uma tendência nata para aumentar a proporção dos dramas e das coisas negativas. Segundo: por vezes não podemos mudar o que está a acontecer, mas podemos mudar a nossa perspectiva e actuação face a isso.

É muito fácil mergulharmos num gigante drama interno onde todas as contrariedades nos retiram o foco, a energia e a fé. Onde ficamos depressivos/as, tristes e a negativar as chances de conseguirmos sair vitoriosos/as das nossas caminhadas. É muito fácil isto acontecer porque o nosso ego está viciado em milénios disto. Milénios em que a Raça Humana se especializou em alimentar o sofrimento, o sacrifício, a dor e a martirização. Nós estamos viciados nesta perspectiva e precisamos, urgentemente, de criar uma outra, mais forte, mais ampla, mais útil para nos encorajar e levar em frente.

É claro que existem coisas difíceis a ocorrerem nas nossas vidas e fingirmos que não as vemos não as faz desaparecer. Encarar e enfrentar de frente os medos, obstáculos e mágoas é meio caminho andado para as ultrapassar. Mas lembremo-nos que existe uma tendência nata para lá ficarmos a marinar o máximo de tempo que conseguirmos e essa tendência deve ser contrariada, pois a sua única finalidade é drenar-nos e atrasar-nos.

Quando a visão dramática e desesperada nos assaltar é quando mais precisamos de respirar fundo e mudar de perspectiva. Desabafar com alguém de confiança e pedir ajuda também faz parte. Há coisas que não conseguimos enfrentar sozinhos/as e não há vergonha nenhuma em assumir isso. Como se costuma dizer – ninguém é de ferro. Todos/as sangramos.

Mas é importante percebermos que o grande salto que ultrapassa os obstáculos do nosso caminho é dado por nós e somente por nós. As ajudas existem, estão lá. Mas o impulso necessário para darmos os saltos que necessitamos vem de dentro. De dentro de nós mesmos/as. E muitos deles são verdadeiros saltos de fé.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Maio (2015)

6 de Paus

Queridos/as,

Há quanto tempo não gritamos pelas nossas vitórias? Há quanto tempo não honramos as nossas conquistas? Há quanto tempo não celebramos a vida?

E quantos de nós respondem imediatamente a estas perguntas com algo do género: “não tenho nada para festejar” ou “não há nada que mereça a pena ser celebrado”.

Não? De certeza? Porque pensamos isso? Porque sentimos todo este desânimo? Todo este cansaço?

Porque estamos sempre, continuamente, focados naquilo que nos mói, naquilo que não queremos, naquilo que não conseguimos, naquilo que não gostamos. No que nos dá medo, no que nos chateia, nas nossas falhas, nas falhas dos outros.

É claro que é importante – importantíssimo – reconhecermos as nossas falhas, erros e medos. Mas esse reconhecimento serve para que possamos dar um salto de transformação para algo de útil ás nossas vidas e não para nos afogarmos nos mares do “não consigo”, “não posso”, “não sei”, “não sou capaz”, “nunca vou conseguir”. Isso é veneno! É um veneno mental auto-destruidor que mina as nossas forças, o nosso ânimo e a nossa garra!

Estamos sob a influência de um signo de Terra, um signo que nos dá força para construir. Para materializar. Vamos erguer a cabeça e avançar em frente, sim?

Maio é o mês da Mãe. A energia feminina em todo o seu esplendor a proporcionar-nos a abertura de coração que necessitamos para avançarmos em frente, dar saltos de fé, construir e materializar!

Vamos honrar quem somos, celebrar as conquistas já feitas e brindar aos passos dados! E em seguida, inflamando e motivando este Fogo que arde em nós – vamos em frente!

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Abril (2015)

4 de EspadasQueridos/as,

Entrámos na Segunda Quinzena de Abril e os Arcanos do Tarot enviam-nos, como energia para esta quinzena, o 4 de Espadas – é tempo de parar um pouco para repor energias e ponderar sobre o caminho feito e o que vem a seguir. Uma paragem que relaxe e repouse a mente de toda a agitação dos últimos dias, para que reencontremos o discernimento para os próximos passos a serem dados.

Temos andado numa roda viva de emoções e desafios desde Janeiro e, provavelmente, nem demos conta de que já se passaram 4 meses desde que tomámos resoluções e decisões para concretizar em 2015, certo?

Então este é um bom momento para pararmos um pouco e voltarmo-nos para trás, para a lista de concretizações que planeámos para este ano e percebermos o ponto de situação em que estamos. O que já fizémos? O que falta fazer? O que mudou? O que afinal já não queremos? O que queremos mesmo, com toda a firmeza?

Aproveitemos o fim-de-semana ou as próximas folgas para não fazer absolutamente nada a não ser isto – repousar, recompor e avançar. Usufruir dos prazeres da nossa fisicalidade. Sim, merecemos isso. E precisamos. Precisamos do descanso do/a Guerreiro/a. Precisamos de nutrir o nosso corpo. De cuidar de nós. De ver o filme que andamos a querer ver à meses. De fazer aquele jantar delicioso que merece 2 horas à mesa. Ou de ir jantar àquele sitio que adoramos e que ainda nem visitámos este ano. De dar aquele passeio pelo jardim que nos ajuda a respirar fundo. De rir. De dormir. De relaxar.

Hoje, 18 de Abril, entramos na Lua Nova em Touro e este é o momento perfeito para voltarmos a encontrar o centro de nós mesmos, repousando um pouco, reflectindo sobre o que realmente queremos e avançar na direcção disso mesmo, com toda a força e segurança que esta lunação nos proporciona. É um excelente momento para pôr em prática resoluções, planos, projectos e desejos, pois a energia desta lunação favorece a abundância monetária, a criatividade e a manifestação física.

Por vezes só precisamos disto – de parar um pouco. De fazer uma coisa que nos divirta e relaxe. Aquietar a pressão e o ritmo interno auxilia-nos naquilo que, provavelmente, todos estamos a precisar neste momento – perceber, seguramente, qual é o próximo passo a dar.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Abril (2015)

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Queridos/as,

Entrámos em Abril em grande, com o Eclipse Lunar que trouxe, mais uma vez, fortes abanões ás nossas estruturas.

É interessante percebermos que todo o percurso que temos vindo a fazer desde Janeiro é de intensa introspecção, sendo-nos pedido incessantemente que busquemos a Verdade dos nossos corações e que aprendamos a olhar com honestidade para quem somos, o que fazemos e o que nos move.

Agora, em pleno fogo de Abril, os Arcanos do Tarot enviam-nos o 2 de Copas como energia para a Primeira Quinzena – vamos olhar para os nossos relacionamentos.

Podemos dividir isto em duas etapas fundamentais:

– Em primeiro lugar, comecemos por compreender que a primeira grande parceria que devemos construir e trabalhar diariamente é a parceria connosco mesmos/as. Primordialmente e acima de tudo, nós é que devemos ser os/as nossos/as melhores amigos/as. Há um relacionamento interno, connosco mesmos/as, que devemos ir estabelecendo à medida que vamos olhando para dentro, conhecendo quem somos, aceitando o que encontramos, respeitando o que precisa de ser respeitado e transformando o que precisa de ser transformado. Cabe a cada um/uma de nós auto-conhecer-se e nutrir este relacionamento consigo mesmo/a, pois é esse relacionamento que trará todas as respostas que necessitamos, todo o conforto, toda a segurança e todas as chaves para as missões que cada um traz consigo.

– Em segundo lugar e em complemento disto, temos todas as nossas parcerias externas. Há muito a aprendermos sobre os nossos relacionamentos com os outros, até porque cada parceria nos traz aprendizagens diferentes. No entanto, existe uma importante tomada de consciência que é aplicável a todos e que serve como bom ponto de partida – os nossos relacionamentos, sejam de que índole forem (amorosos, familiares, de amizade, profissionais, etc.), estão nas nossas vidas para nos COMPLEMENTAR e não para nos COMPLETAR.

É muito importante percebermos esta diferença, pois é um erro que continuamos a cometer, o de colocarmos nos outros a responsabilidade de completarem o que nos falta. De completarem as nossas falhas, de justificarem os nossos erros e de corresponderem ás expectativas que neles colocamos, que são as nossas expectativas, as que deveríamos colocar em nós mesmos/as. E não nos outros.

Há uma constante pressão emocional que colocamos uns nos outros, na ânsia de colmatar o vazio que não pode ser colmatado por ninguém, a não ser por nós mesmos. É por isto que é FUNDAMENTAL nutrirmos o relacionamento connosco mesmos/as, em primeiro lugar. Para depois, então, podermos olhar para os relacionamentos com os outros com uma visão de complementaridade, compreendendo qual o papel de cada um nas nossas vidas, que aprendizagem nos traz, que espelhos nos mostra, que desafios nos ajuda a superar.

Os outros são complementos à nossa existência e neles estão espelhadas as nossas maiores aprendizagens. Ao invés de estarmos sempre no papel da vítima e de dedo esticado em crítica e julgamento, será muito mais útil percebermos qual o espelho que cada pessoa nos mostra. Qual a aprendizagem que cada relacionamento nos proporciona e qual a lição que cada conversa, discussão e momento nos traz.

Os auto-questionamentos não são fáceis: porque determinada pessoa me irrita? O que espelha sobre mim mesmo/a? O quê que determinada situação que me magoa com esta pessoa me está a ensinar sobre mim mesmo/a? Será que faço o mesmo a outros? Porque permito que me magoem? Porque alimento o conflito? Sou honesto/a com determinada pessoa? Sou isento/a nas minhas emoções com determinada pessoa? Qual o grau de manipulação emocional nos meus relacionamentos? Deles comigo e de mim para eles?

Estas e outras respostas não são fáceis de encarar… Mas os tempos pedem VERDADE. E só a Verdade pode trazer cura, transformação e, consequentemente, o carácter saudável e pacífico que tanto almejamos que exista nos nossos relacionamentos. Internos e externos.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Março (2015)

Ás de Copas

Queridos/as,

Para esta Segunda Quinzena de Março os Arcanos do Tarot enviam-nos o Ás de Copas. E, antes de avançarmos para o significado deste conselho, será interessante relermos a Carta desta Primeira Quinzena de Março, para compreendermos com maior profundidade o salto que a busca da verdade interna nos permite dar. É interessante analisarmos a sequência dos conselhos que nos são dados para compreendermos que uma coisa leva a outra e que assim, sucessivamente, vamos trilhando um caminho de crescimento interno e, consequentemente, externo.

Este maravilhoso Ás de Copas vem coincidir com uma altura em que vamos ter vários acontecimentos importantes. Dia 20 de Março entramos na Lua Nova em Carneiro, energia que nos dará garra e fogo para firmarmos as nossas bases e propósitos. A juntar teremos um Eclipse Solar, que nos permitirá arrancar das profundezas do nosso Ser todos os obstáculos que não nos têm permitido seguir em frente. A culminar, também a dia 20, dá-se o Equinócio da Primavera – a estação que nos ensina a florescer. A fazer brotar o que de melhor e mais belo há em nós. E é exactamente aqui que o nosso Ás de Copas acentua a mensagem – façamos brotar a nossa Essência mais Pura.

O Ás de Copas representa a Flôr de Lótus – a flor que emerge do lodo, pura, íntegra, bela.

E como é que fazemos isto? É aqui que (re)aconselho a leitura da Carta anterior, o Ás de Espadas – está tudo lá. A Verdade é a chave. É importante começarmos a substituir os conceitos de “bem” e “mal”, “justiça” e “injustiça”, “certo” e “errado” por um conceito bem mais certeiro – A Verdade.

Qual é a verdade que brota dos nossos corações? O que nos rege? O que comanda cada acção nossa? Cada reacção? Cada pensamento? Cada emoção? A mente inferior? A mente superior? O ego? A Luz? A Sombra? O que predomina nos nossos corações? Deixamos a nossa Essência mais Pura manifestar-se? E o que significa isto, afinal?

A nossa Essência mais Pura é a parte mais neutra e profunda que habita em nós. É a Voz que ecoa da nossa mais profunda intuição, que ecoa do nosso Coração Sagrado, que mantém a ligação com a nossa Centelha Divina.

A grande questão que aqui se coloca é que erroneamente acreditamos que “tem que ser” a “voz boazinha” – sendo que o termo “boazinha” está impregnado com todas as conotações, regras, limites e pré-concepções que colectivamente existem. Enquanto nos prendermos a conceitos de “bonzinho” e “mauzinho” dificilmente iremos saber ouvir esta Voz. Esta Voz que é nossa, profundamente nossa, mas que não se consegue fazer ouvir por entre as milhares de construções egóicas que vêm sendo criadas à séculos! Séculos da nossa História de Alma ondulam pelo nosso ADN em memórias adormecidas. Séculos da nossa História de Alma regem e adornam a nossa personalidade. Séculos! No “bom” e no “mau” sentido.

Não podemos convencer-nos de que num ápice somos Luz e Ascensão perante o intenso e profundo trabalho que há a fazer na nossa condição humana e física para resgatarmos esta parte Pura, sim, que existe, sim, mas que exige, acima de tudo, o nosso profundo discernimento para ouvirmos a VERDADE. A Verdade – sem contornos.

Vamos sentir este apelo com mais urgência, ao longo desta quinzena – este apelo de despertarmos a nossa consciência para mais do que aquilo que as paredes da caixa física conseguem alcançar. Pode manifestar-se até de forma inquieta, numa espécie de latejar interno a pedir mais. Algo mais que podemos nem saber definir bem o que é. Toda a energia do momento se proporciona para que isto se dê, em cada um dos nossos corações. E nós vamos senti-lo, certamente. E para quem já tem a consciência desperta? Um mergulho mais profundo, um salto de maior abertura… Mais. Verdade.

Porquê resistir? O que nos leva a resistir? Porque continuamos a negar? Poderemos fazê-lo, claro. A escolha é sempre de cada um de nós. Poderemos usar a energia de garra e fogo que esta Lua Nova proporciona para alimentarmos a teimosia e a resistência que nos continua a fazer viver em negação com a nossa própria Essência. Mas porquê? Para quê? Já não chega? Há tanto a descobrir! De que temos medo?

Questionemo-nos! É o mote do momento. Questionemos o nosso interior, abrindo caminho por entre as vozes do ego e das ilusões até chegarmos á Voz da nossa Essência mais Pura – qual Flôr de Lótus que emerge, intacta, por entre o lodo.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Março (2015)

Ás de Espadas

Queridos/as,

Os Arcanos do Tarot enviam-nos o Ás de Espadas para esta Primeira Quinzena de Março.

Pede-se Verdade. A Verdade.

E a verdade é que nós não sabemos o que é verdade. E este deverá ser o nosso ponto de partida. Para chegarmos à verdade, há um longo e árduo caminho a ser trilhado por nós mesmos/as, para DENTRO.

Estamos num mês atribulado, propício a mergulhos profundos nos mares das emoções e a Lua Cheia entra já amanhã – estamos no auge desta energia. Podemos usar todo este combustível de energia emocional para nos reavivarmos, reanimarmos e reacendermos – fazendo brilhar o fogo interno que nos anima e faz mover; ou podemos, mais uma vez, entrar numa espiral de sofrimento e angústia aos trambolhões pelas ondas emocionais. Qual é a escolha que faremos?

Mais do que isso – QUEM faz esta escolha? Somos nós? São os outros? Quem anda a tomar decisões nas nossas vidas? O nosso Eu verdadeiro? Ou o nosso Eu formatado que pensa que sabe tudo e mais alguma coisa e é apenas mais um reflexo de tudo o que o rodeia?

Afinal onde está a nossa parte activa, pensante e consciente? Onde é que ela opera? Onde é que se manifesta? Será que sequer a conhecemos?

A busca pela verdade é a busca pelo nosso Eu. É uma busca interior e não exterior – e este tem sido o nosso maior erro – procuramos a verdade no exterior de nós, constantemente. Procuramo-la em livros, doutrinas, religiões, políticas, ciências, mestres… Procuramo-la nas opiniões dos outros. Nas conversas alheias. Procuramo-la por todo o lado menos no único sítio onde ela reside: DENTRO de nós mesmos/as.

Desenganemo-nos, no entanto, se pensarmos que basta assumirmos como verdade o que achamos que é a verdade… Porque o que nós “achamos que é” está inevitavelmente formatado por cada passo que demos desde que nascemos – pela educação, pela sociedade, pela televisão, pela internet, pelos media, pelas regras e por todo o sistema que nos molda (e manipula) de todas as formas e feitios.

Há que sabermos ouvir as verdades exteriores sem permitirmos que nos moldem e nos castrem. Há que saber ouvir um conselho sem fazer dele a muleta que resolve o problema por nós. Tal como há que saber dar um conselho sem impor no outro a nossa opinião ou vontade.

Questionemo-nos. Sem medos. Sem vergonhas. Sem necessidades de aprovação. Sem necessidade de termos razão. Questionemos o que nos move. O que nos leva a reagir de determinada forma. O que nos leva a pensar de determinada maneira. O que achamos disto ou daquilo. Questionemo-nos. Questionemos o nosso intelecto, a nossa razão, as nossas emoções. O porquê de sentirmos o que sentimos. Questionemos o nosso conceito de justiça. Todos os nossos conceitos.

Quanto mais questionarmos o turbilhão interno das nossas mentes, mais vamos conhecendo tudo o que passa pelas avenidas do nosso Ser e estamos assim, naturalmente, a percorrer o caminho de busca da Verdade. Um caminho onde observamos qual é a verdade que o ego nos quer impor e qual é a verdade que brota da nossa essência mais profunda – e é aqui, neste caminho, que estão todas as respostas ás nossas perguntas.

E como é que sabemos que “chegámos lá”? À verdadeira resposta?
Quando deixarmos de querer ter razão. De precisar de ter razão. Quando soubermos que aquela é “A” resposta, pura e simplesmente, porque a sentimos. Desde o mais profundo do nosso Ser.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Fevereiro (2015)

7 de Copas

Queridos/as,

Creio que é interessante, antes de mais, relermos a Carta da Primeira Quinzena de Fevereiro, que nos chamou a atenção para verificarmos as verdadeiras intenções que nos levam a mover-nos nas direcções em que estamos a avançar.

E dou-vos esta sugestão porque, para a Segunda Quinzena de Fevereiro, os Arcanos do Tarot enviam-nos o 7 de Copas – carta que nos pede/ensina a termos muito cuidado com as ilusões que construímos e que nos rodeiam.

Fevereiro é um mês interessante, recheado de energia criativa e impulsos de movimento. É também um mês de festividades eufóricas, como o Dia dos Namorados e o Carnaval. É um mês onde o foco pode ter tendência a ficar disperso, pois as distracções são muitas – e há que termos atenção a isto.

Claro que devemos festejar, celebrar e ter momentos de alegria e lazer. Mas este não é, de todo, o momento para baixarmos a guarda e esquecermo-nos da consciência que é necessária em todos os momentos. A distracção proporcionada pela euforia pode levar-nos facilmente à envolvência nos véus da ilusão – seja nos mesmos, seja em novos. E nós não queremos isso, pois não?

Amanhã (Quarta-Feira, 18 de Fevereiro), entramos no ciclo da Lua Nova em Peixes e convém reflectirmos um pouco sobre isto – que ilusões continuamos a alimentar nas nossas vidas?

Este ciclo tornar-se favorável no sentido em que dá continuidade à energia de criatividade para continuarmos a avançar com a materialização dos nossos sonhos, objectivos e quereres. No entanto, a profundidade emocional que rege este ciclo lunar poderá deixar-nos vulneráveis, sendo por isso importante que tenhamos a consciência esclarecida e atenta relativamente ás ilusões que facilmente poderemos alimentar e/ou construir.

Noções irreais a nível sentimental, ou expectativas construídas em excesso sobre determinadas situações, poderão conduzir-nos à desilusão e frustração de que, afinal, o que parecia ser, não o é. E tal como é importante detectarmos e percebermos quais são as ilusões externas que nos estão a deturpar a consciência, é igualmente importante percebermos que, em muitos casos, somos nós mesmos/as que construímos ilusões para que possamos permanecer nas zonas de conforto que, mesmo que saibamos que não nos são mais favoráveis, requerem um imenso esforço para delas sairmos.

Se é importante permitirmos que o imaginário se abra? Sim. Se é importante permitirmo-nos sonhar com o que desejamos e lutarmos por isso? Claro que sim. Mas cuidado com as ilusões. Quanto mais andarmos com a cabeça no ar, mais convém que mantenhamos os pés na Terra.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Fevereiro (2015)

Rei de Espadas

Queridos/as

Entrámos em Fevereiro, vindos de uma Lua Nova influenciada por Aquário, incentivando-nos a usufruirmos da nossa energia criativa na manifestação firme e sólida do que almejamos alcançar em nós mesmos/as e nas nossas vidas.

E neste impulso criativo que nos empurrou para a frente deparamo-nos agora, nesta Primeira Quinzena de Fevereiro, com o Rei de Espadas, como energia trazida pelos Arcanos do Tarot. Estamos em plena Lua Cheia, no auge de toda esta energia e os desafios intensificam-se. É tempo de percebermos a verdadeira intenção que nos move em tudo o que fazemos nas nossas vidas.

Temos sonhos, objectivos, desejos a alcançar. Vimo-nos entusiasmados/as com a energia criativa que sentimos a ferver em nós e começámos a fazer, a lutar, a manifestar… E podemos encontrar-nos agora em uma das seguintes situações:

Estamos no caminho certo, empenhados/as e firmes, sabemos o que queremos, mas estamos a ser assolados/as por dúvidas e medos. Coisas que nos sobem pela alma e que nos sufocam, muitas vezes até sem transparecerem para fora, mas que estão cá, flutuando, minando, enchendo o nosso pensamento. Por muito que a primeira tendência seja a de ficarmos ansiosos/as e perdermos o sono, o que realmente devemos fazer é OUVIR estas partes de nós. Estas partes de nós que têm medos e dúvidas, para entendermos quais poderão ser as nossas fraquezas e bloqueios. Certamente acabaremos por perceber que os medos e as dúvidas vêm de partes nossas inseguras, magoadas e vulneráveis. E é nesta sabedoria honesta sobre nós mesmos/as que realmente podemos fazer verdadeiras curas e transformações internas.

Ou então, pensamos que estamos no caminho certo, que sabemos o que queremos, que estamos ali firmes e sólidos/as… Mas há um vulcão interno que nos grita que algo está muito errado. E nós podemos fingir que não ouvimos, fingir que não percebemos, mas nada disso apaziguará este vulcão. Este vulcão que nos diz que não, não estamos no caminho certo. Aqui é importante questionarmo-nos sobre as verdadeiras intenções que nos levam a estarmos ali, naquele sítio onde no fundo, no fundo, não queremos estar. E que podemos até estar tão aparentemente bem que até nos enganamos a nós mesmos/as, por vezes… Mas depois vem o vulcão que nos diz que não, não é ali. Não é aquilo. É importante, neste caso, avaliarmos a percentagem de influências externas que nos levam a estar ali e qual a percentagem de verdadeira vontade, genuína vontade, de realmente estarmos. Nunca é tarde para mudar o rumo, desde que estejamos alinhados/as com o nosso Coração.

Fingirmos que está tudo bem, quando não está, não serve nenhum bem maior, pois é permanecer na ilusão. E o bem maior é servido quando quebramos a ilusão e estamos em alinhamento com o nosso Coração. Genuína e verdadeiramente.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Janeiro (2015)

O Mago

Queridos/as,

Os Arcanos do Tarot trazem-nos o Mago para esta Segunda Quinzena de Janeiro – é tempo de MANIFESTAR. De ir em frente. De FAZER.

Os últimos tempos têm-nos trazido diversos desafios através do caos da reestruturação – mudanças, divórcios, viagens, despedimentos, promoções, afastamentos, reencontros e todo um rol de ondulações emocionais e mentais que nos têm mostrado o que existe dentro de nós em todas as vertentes. Temos percebido o que nos faz bem, o que nos faz mal, o que queremos, o que não queremos, o que nos move e o que não nos faz mais sentido. Todos temos sido tocados assim, de uma maneira ou de outra, de formas diversas, mas com o mesmo objectivo – alinhar as nossas vidas com a verdade do nosso coração.

Tal como falámos na Primeira Carta da Quinzena, há aquela euforia típica de inicio de ano que nos atravessa e nos leva a preparar uma lista de objectivos a serem concretizados. Mas certamente que por esta altura já a euforia acalmou e a lista parece-nos agora pouco razoável, ou inatingível, ou demasiado difícil. Este é o momento para contrariar isso. Já. Não deixem arrefecer a vontade inicial, a energia de movimento de Capricórnio. Não. Não se sentem, não se acomodem, não parem. Avancem. Avancem. Avancem.

O Mago diz-nos que temos todas as ferramentas que precisamos para avançar. E temos. Temos todas as aprendizagens e conquistas que temos experienciado e vivido. Temos o nosso brilho e a nossa sabedoria! Temos muito, em nós! E é agora tempo de pegar nisso tudo e pôr em prática, naquilo que cada um tiver para manifestar nas suas vidas. Desde a manifestação genuína do seu Eu, até ao por em prática dos objectivos, sonhos e projectos estagnados.

A 20 de Janeiro entramos na Lua Nova em Aquário, o que aumenta exponecialmente o potencial de criatividade em todos nós. É o momento IDEAL para pormos os objectivos da lista EM PRÁTICA. Sejam eles quais forem. Sem medos. Ou melhor, sem permitirmos que os medos nos bloqueiem.

E a cada “e agora?”, auto-respondemos: “agora dou mais um passo.”

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Janeiro (2015)

4 de Copas

Queridos/as

Passámos os últimos dias de 2014 sob a influência da Lua Nova em Capricórnio, que nos deu força e foco para reestruturarmos as nossas resoluções para 2015. Renovam-se as forças, as dinâmicas, os impulsos e as vontades, para que o novo ano traga mudanças e concretizações.

Praticamente todos pensamos nisto, praticamente todos focalizamos isto, mas há algo muito importante que praticamente todos esquecemos – o ano, por si só, não muda nada. Somos nós que temos que mudar. Tudo o que for preciso. E praticamente todos dizemos que já sabemos disto, que temos consciência disto, que este ano é que tudo vai ser diferente, que este ano é que vamos mudar isto e aquilo, levar a cabo determinada tarefa, concretizar determinado objectivo, inebriados pelo frenesim de estarmos perante o inicio de um novo ano e de se apresentarem 365 novas páginas fresquinhas e em branco.

No entanto, os Arcanos do Tarot enviam-nos o 4 de Copas para esta Primeira Quinzena de Janeiro e lembram-nos que há algumas coisas a termos em atenção.

Primeiro – estas páginas não estão em branco. Estas páginas estão já marcadas por todos os padrões e bagagens velhas e pesadas que continuarmos a fingir que podemos/conseguimos/queremos carregar ao longo de mais um ano. Continuando a fazê-lo, depressa veremos que este cheiro a novo não passa de uma ilusão e que na realidade, continua a predominar o velho e conhecido cheiro a mofo.

Segundo – este frenesim perante a perspectiva do novo que se apresenta tem a tendência de passar depressa, quando percebermos que as grandes resoluções que queríamos fazer exigem trabalho, responsabilidade e foco – e os egos não querem isso. Os egos querem zonas de conforto.

Terceiro – estamos sob a influência de Capricórnio e a teimosia reina. Podemos usá-la para sermos perseverantes no avanço que precisamos de dar ás nossas vidas (de uma vez por todas!) ou deixá-la cegar-nos na renitência de que não há nada que precisemos mudar.

2014 levou-nos a profundos e intensos mergulhos no nosso interior para que soubéssemos cada vez mais e melhor conhecer aquilo que nos move e de que somos feitos. Para podermos ser cada vez mais genuínos e vibrar na verdade dos nossos corações – e podermos, assim, ser livres.

Não estamos a iniciar 2015 com a mesma cegueira. Não podemos estar. E se estivermos, é por pura teimosia. É por birra. É por dependência e apego ao que precisamos libertar.

O inicio de 2015 marca o compasso da mudança, sim. Marca o arranque para um novo ciclo, sim. Mas tenhamos presente que as novidades e mudanças dependem exclusivamente dos nossos passos de acção.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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