Carta da Primeira Quinzena de Agosto (2015)

. RAINHA DE ESPADAS .

Rainha de Espadas

Queridos/as,

Os Arcanos do Tarot enviam-nos a Rainha de Espadas para a Primeira Quinzena deste mês de Agosto e “verdade”, continua a ser a palavra do momento.

Na noite de 31 de Julho tivemos uma poderosa Lua Azul, uma Lua Cheia de poder duplicado, que nos trouxe um potencial ainda mais forte de darmos verdadeiros saltos de transformação em nós mesmos/as e nas nossas vidas. Então, a pergunta é: o que nos prende?

Mas aqui, a nossa Rainha de Espadas pede que sejamos mesmo, mesmo honestos/as na resposta a esta pergunta. Não vale apontar o óbvio – o trabalho que é das 9h ás 18h e não deixa margem para mais nada; o marido que não pode ou a mulher que não consegue; a dor no pé ou na ciática; o pai que não aceita, a mãe que fica triste; o “oh, eu queria muito, mas hoje já não dá, fica para amanhã”… Isto já nós sabemos.

A pergunta é: o que REALMENTE nos prende?

De que temos medo? Ou será que temos preguiça? Que estamos assim TÃO confortáveis nas nossas zonas de conforto? A quem queremos agradar? Que expectativas queremos superar? Que imagem queremos manter perante os outros? Que sentimento é este que andamos desesperadamente a ignorar porque não é assim tão bonito? Ou assim tão nobre? Que escolha é esta que não queremos fazer por medo das consequências? Ou da responsabilidade?

É disto que precisamos. De ter uma conversa mesmo verdadeira connosco mesmos/as. De nos deixarmos de máscaras, de manipulações, de resistências ás verdades que se apresentam bem à nossa frente. Para quê resistir? A verdade continua a ser a verdade, mesmo que tentemos fugir dela ou ignorá-la, ou vesti-la de ilusões e mentiras.

E a verdade, a apresentar-se como é, transforma. Faz milagres. Mesmo aquela verdade dura e/ou feia que nós não queríamos nada ter que enfrentar. Essa é a porta para a transformação. A transformação que ocorre da profundidade do nosso Ser, sem enganos, sem ilusões. Porque provém da verdade.

Temos inveja? Ok. Ciúmes? Ok. Raiva? Medo? Necessidade de ter sempre razão? Ok. Manipulamos os outros para obtermos o que desejamos? Ok. Deixamos que os outros nos manipulem para continuarmos a ser os/as bonzinhos/as aos seus olhos? Ok. Impomos a nossa autoridade? Temos a mania que só nós é que sabemos? A mania das grandezas? Ok. Somos mentirosos/as? Egoístas? Rancorosos/as? Ok.

Pronto. Somos. Assumamos.

Digamos para nós mesmos/as: “Afinal sou rancoroso/a!” (por exemplo)
E logo a seguir: “Bolas, que coisa tão feia de se ser…”
E logo a seguir: rimo-nos. Descomplicamos.
E podemos sentir-nos felizes por sermos verdadeiros/as, porque agora SIM, estamos preparados/as para percebermos de onde vem esse rancor ou esse outro sentimento, onde se manifesta, porque existe, o mal que nos faz, o quanto pode estar a prejudicar a nossa vida e, finalmente, a necessidade de o deixar ir, transformando-o numa outra coisa, melhor, útil aos nossos caminhos. Transformando-o numa pérola de sabedoria.

Nós estamos tão presos aos rótulos e à necessidade de correspondermos àquilo que alguém disse que seria o ideal para sermos perfeitos/as ou luminosos/as, que negamos automaticamente tudo aquilo que não corresponde ao quadro, sem sequer percebermos se realmente o somos ou não! Todos/as fazemos isto. E depois todos/as somos isso tudo que negamos sem nos darmos conta, sem controle, sem qualquer noção de o estarmos a ser e isto será cada vez mais óbvio. E mais flagrante. Pois os tempos que atravessamos são de desconstrução e limpeza e tudo virá ao de cima. Tudo o que precisar de ser limpo e alinhado.

E sabem qual é a outra magia que ocorre daqui? Do encontro com a verdade? A próxima pessoa que nos aparecer à frente assim, rancorosa, por exemplo, não nos vai incomodar tanto. Porque já não faz um espelho tão grande. Se calhar, na melhor das hipóteses, até vai ser possível que a ajudemos a perceber essa coisa “tão feia” que ela tem, não do alto do pódio de quem sabe mais do que os outros, mas lado a lado, no caminho da verdadeira compaixão – aquela que se toca em reconhecimento e amor. No caminho de quem se toca sem superioridades nem imposições, apenas no reconhecimento da verdade como ela é e na abertura dos potenciais de cura e transformação que encontrou para si mesmo/a.

Em cada coração existe uma Espada de Verdade. A Espada que abre o caminho interno, na busca de si mesmo/a, na expansão da sua Essência. A Espada que abre, consequentemente, o caminho a esta Nova Terra que tanto almejamos.

Usemo-la. É mais do que hora!

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Imagem de Johanna Samna

Acalme a sua mente.

relaxe a mente

Nem sempre é fácil relaxarmos a nossa mente através da meditação, é verdade. Nem sempre é fácil fecharmos os olhos e ficarmos no silêncio a forçar a nossa mente a calar todo o ruído que nela se acumulou. Por isso, muitas vezes, o melhor é distraí-la! 🙂

Uma das formas de o fazer é observando a Natureza. Escolha uma peça, como quem escolhe uma peça de arte – uma árvore, uma flor, as estrelas, a Lua… Seja o que for. E fique, por uns segundos, a contemplar essa peça. Observe as cores, o formato, os movimentos… Vá focando mais e mais a sua atenção em todos os detalhes até os segundos se tornarem minutos… E, gradualmente, a sua mente irá focando todos os sentidos nessa observação, “distraindo-se” do resto que a consome.

Este é um exercício muito simples, mas bastante eficaz. Pode (e deve!) ser feito sempre que precisar, em qualquer momento e lugar, sem qualquer preparação prévia. E pode fazê-lo mesmo que não esteja, necessariamente, a precisar de o fazer. É sempre útil calarmos, ainda que por momentos, o ruído da nossa mente. Pois é nesses segundos de silêncio que caem as respostas que estávamos, sofregamente, a tentar ouvir.

Abraçando todos/as,
© Semeando

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Doc. II – Escolher um cristal

Escolher um cristal no meio de muitos pode ser desafio!

escolher um cristal

Chegámos à loja e deparamo-nos com um cesto cheio de cristais aparentemente todos iguais. Como saberemos qual é o nosso? À partida poderá acontecer que olhe para um e sinta logo uma química com esse. Se assim for, leve-o. Na verdade não somos nós que estamos a escolher o cristal, é o cristal que nos chama, que vibra connosco para trabalhar com a nossa energia. Se ficarmos indecisos/as é simples, colocamo-lo entre as mãos e perguntamos-lhe mentalmente se quer trabalhar connosco. Assim:

“Se queres trabalhar com a minha energia, eu sou um pêndulo e balanço para a frente. Se não, eu sou um pêndulo e balanço para trás.”

Concentramo-nos um pouco e sentimos de que forma balança o nosso corpo.

Caso estejamos a comprar um cristal para alguém, o processo é o mesmo:

“Se queres trabalhar com a energia do/a (nome da pessoa), eu sou um pêndulo e balanço para a frente. Se não, eu sou um pêndulo e balanço para trás.”

E novamente concentramo-nos um pouco para sentirmos de que forma balança o nosso corpo.

Experimentem, é muito giro! 🙂

Abraçando todos/as,
© Semeando

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Beba água!

beba água

Básico, não é?

E, ainda assim, a maioria de nós não dá a devida importância à ingestão de água. Sabia que podemos sobreviver sem comida durante semanas, mas apenas alguns dias sem água? Isto porque a água é, logo a seguir ao oxigénio, o elemento mais importante para a vida.

O nosso corpo é composto por cerca de 70% de água e esta desempenha um papel fundamental em quase todas as funções do nosso organismo: é utilizada para a digestão; para a absorção e transporte de nutrientes; actua como dissolvente dos resíduos do corpo, auxiliando no processo de excreção; ajuda a manter a temperatura do corpo estável, bem como a pele macia e elástica; fornece a base para o sangue e para todos os elementos líquidos do corpo, como lágrimas, saliva, etc.; participa de uma série de processos bioquímicos; é essencial para a formação dos tecidos do nosso organismo e actua em outras funções igualmente importantes.

Na realidade, beber um copo de água é muito mais do que matar a sede – é dar ao seu corpo a segunda coisa mais importante que ele necessita para se manter saudável e equilibrado. Aliás, sentir sede é um indicador de que já ultrapassou os limites da falta de água no organismo, sabia? Significa que já está a desidratar e que o seu corpo já está em alerta.

Por norma diz-se que devem ser ingeridos entre 1,5L a 2L de água por dia e pode reger-se por aí, mas é importante percebermos que esta não é uma indicação única e exclusiva, pois existem vários factores que influenciam a necessidade de maior ou menor quantidade de água no organismo, como o clima, a quantidade/qualidade de alimentos ingeridos e a actividade física. Se estivermos em épocas de maior calor, naturalmente que perderemos mais água através da transpiração, tal como acontece se tivermos uma actividade física intensa. De igual forma, uma alimentação que contenha, diariamente, a ingestão de verduras, legumes e frutas contribui para a ingestão de alguma água, através dos alimentos.

Com isto pretendemos dizer-lhe que, apesar de poder seguir a regra dos 1,5L a 2L de água por dia, deve escutar os sinais do seu corpo e perceber que quantidade de água necessita, mediante o seu dia-a-dia e as suas actividades. Não se deixe desidratar: sede, pele seca, lábios secos e gretados e, até mesmo, falta de energia, são alguns dos indicadores de que deve rapidamente alterar os seus hábitos de ingestão de água.

E se no final disto tudo ficou com sede… Beba já um copo com água! O seu corpinho agradece! 🙂

Abraçando todos/as,
© Semeando

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Doc. I – Programar, limpar e energizar os seus cristais

Embora actualmente a função dos cristais seja considerada (pela maioria das pessoas) como apenas decorativa, nem sempre foi assim.

cristais de cura

Os nossos antepassados sabiam que os cristais continham diversas propriedades curativas e utilizavam-nos de acordo com esse conhecimento, como vários escritos sobre as civilizações Egípcia, Maia, Atlante (entre outras) o referem. No entanto, tal como muitas outras práticas, esta também se foi perdendo e, gradualmente, os cristais e pedras passaram a ser considerados como apenas jóias de ornamento e decoração.

Há um mundo a ser (re)descoberto relativamente à forma como estes nossos companheiros nos podem auxiliar, pois são muitas as áreas onde eles actuam – desde as coisas mais simples como proteger a nossa energia, aliviar uma dor de cabeça ou ajudar a dormir melhor, até ao apoio para a concentração nos estudos, a cicatrização de feridas ou a ajuda na abertura de consciência.

PROGRAMAR UM CRISTAL

Por norma, os cristais são seres “adormecidos” até que nós os acordemos. Ou seja, eles só se activam e actuam quando nós os programamos para  tal.

A programação faz-se da seguinte forma:

Colocamos o cristal entre as nossas mãos perto do Chacra Cardíaco e pedimos-lhe o que pretendemos que faça. Seguidamente elevamos o cristal na direcção do nosso Chacra da Terceira Visão e criamos uma imagem daquilo que pretendemos, como forma de “imprimir” a imagem no Cristal.

É muito importante que criemos uma imagem do que desejamos e não do que não desejamos. Exemplo: se vamos programar um cristal para nos tirar uma dor de cabeça, de nada nos serve visualizarmos uma imagem em que estejamos a agonizar de dor. Nesse caso, a imagem a “imprimir” deverá reflectir-nos a sentir o alivio, o bem-estar, a cura. É sempre uma imagem daquilo que desejamos obter!

Quando já não necessitamos mais de o utilizar, devemos desprogramá-lo, segurando-o da mesma forma e dizendo-lhe que o desprogramamos de toda a programação que lhe havíamos feito – agradecendo-lhe em seguida.

A LIMPEZA DOS CRISTAIS

Os cristais acumulam energia, pois trabalham directamente com todos os nossos campos energéticos, devendo, por isso, ser limpos e energizados com frequência.

Existem vários métodos para tal:

* Limpeza com água: consiste simplesmente em passá-los por água, pedindo ás águas que os limpem.

No entantoalguns cristais não podem ser passados por água, pelo que este método só deve ser utilizado com pesquisa prévia sobre o cristal em questão.

* Limpeza com o sopro violeta: aliar o Elemental Ar com a Energia Violeta e, com o cristal na mão, soprar para ele visualizando a energia violeta a limpar a sua energia.

* Limpar com incenso: acender um incenso de purificação e passar pelos cristais durante algum tempo.

* Limpar com selenite: basta colocar a selenite apontada para o (ou os) cristais em questão, pois a selenite naturalmente limpa e energiza todos os cristais.

ENERGIZAR / RECARREGAR AS “BATERIAS” DOS CRISTAIS

* Método da selenite: colocar a selenite apontada para o (ou os) cristais a energizar.

* Método do Sol e da Lua: os cristais são deixados á luz da Lua durante a noite e permanecem à luz do Sol do dia seguinte.

… E por hoje ficamos por aqui. 🙂

Abraçando todos/as,
© Semeando

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Ande descalço/a!

ande descalço

Sabia que na planta dos seus pés existem vários pequenos chacras (pontos energéticos vitais ao funcionamento do nosso Ser), cujas ligações energéticas se denominam de raízes e que servem de suporte à sua ligação com a Terra?

É verdade.
Não é só no corpo físico que a base do nosso corpo começa nos pés. No nosso corpo energético também é assim. É por isso que é fundamental termos umas raízes fortes, activas e bem ligadas à Terra, pois se estiverem enfraquecidas contribuem para manifestações como: tonturas, dores nas pernas e/ou na coluna, dificuldade em concluir objectivos, sensação de bloqueio e falta de concentração frequente na realização de tarefas diversas.

Actualmente a maioria das pessoas tem as suas raízes enfraquecidas. Isto deve-se em grande parte ao distanciamento que temos com a Natureza, devido à vida urbana que nos afasta do habitat natural. Perdemos, sem nos darmos conta, a base de todas as bases – a ligação com a Terra.

Um dos truques para re-activar esta ligação e fortalecer as raízes é simples – vá até à Natureza e tire os sapatos! Permita-se sentir, directamente na pele, o toque da terra, da relva, da areia. Caminhe sobre a Natureza sem separações – só Ela e a sua pele.

Melhor ainda! Faça-o conscientemente! Olhe para os seus pés, olhe para a terra, observe este toque, sinta esta ligação. Sinta-se a enraizar na Terra. Sinta-se em Casa. Afinal de contas, a Terra Mãe, é a nossa Grande Casa!

Abraçando todos/as,
© Semeando

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Carta da Segunda Quinzena de Julho (2015)

. A SACERDOTISA .

A Sacerdotisa

Queridos/as,

Para esta Segunda Quinzena de Julho, os Arcanos do Tarot enviam-nos a Sacerdotisa – um mergulho de maior profundidade em nós mesmos/as. Uma profundidade que ultrapassa o superficial e o aparente.

Uma profundidade que nos permite aceder à voz mais antiga de sempre – a voz da nossa alma, a voz que vem de dentro e que nos fala sobre tudo o que nos esquecemos: sobre a Terra que é vida e pulsa em cada um/uma de nós, sobre a Lua que nos aconselha e nos auxilia, sobre o Universo milimetricamente perfeito que nos une. Sobre nós mesmos/as. Sobre quem somos. Sobre o que perdemos. Sobre o que precisamos de reconquistar.

Entramos hoje na Lua Nova, um novo ciclo prepara-se para nos acolher, um ciclo de sensibilidade, de emoções, de movimento emocional intenso. É altura de crescermos. Como Seres Humanos. É altura de darmos mais um passo na (re)conquista da sapiência interna que havia de nos guiar e não guia, enquanto não nos permitirmos ouvir. Enquanto o ego estiver sempre na linha da frente, a comandar todos os passos e acções.

Estes são momentos de muita agitação, os que estamos a viver. As velhas estruturas estão a abanar – e se umas caem, outras debatem-se furiosamente para se manterem de pé. Tudo isto levanta muita poeira e a poeira ofusca o caminho – há que termos atenção. Muita atenção e foco no que nos move, no que nos está a levar em frente.

Atenção aos líderes. Àqueles que se dizem donos/as e senhores/as da verdade. Esse é o maior truque na manga dos véus da ilusão, pois o caos tende a fazer-nos desesperar e aceitar qualquer zona de conforto que se apresente. Mas deixarmo-nos levar por isto, queridos/as, é mais do mesmo. Mais do mesmo que temos permitido até agora. Mais do mesmo que nos persegue e nos quebra, desde os tempos da Atlântida.

Está na altura de sermos responsáveis pelos nossos caminhos, de fazermos uso do nosso livre-arbítrio. Está na altura de ser o nosso coração a guiar o nosso caminho e da intuição voltar a ser uma parte activa do nosso processo de escolha. Deixemos de ser meros robôs do sistema que nos envolve. Sejamos livres. Sejamos participantes activos/as e conscientes das nossas vidas!

Temos agora a oportunidade de fazer algo de novo, sim. Algo único. Para isso só precisamos de uma coisa – da nossa essência individual e única. De sermos quem somos. Verdadeiramente.

É fundamental fortalecermos a nossa estrutura, reconectarmo-nos com as nossas raízes. E isto significa reconectarmo-nos com a Mãe Terra. Não apenas apreciando a sua arte e beleza, mas sentindo-a, escutando-a, (re)conhecendo-a – insistindo até ao momento em que a explosão de consciência se der. A explosão que nos relembra, ainda que por segundos, que nós somos parte Dela. Esse momento mágico que nunca mais se perde e que cria um vínculo que nos fortalece, muito, pois permite-nos sentir, simultâneamente, a nossa individualidade e o quão estamos conectados/as com o Todo.

Comecemos por fortalecer as nossas raízes. Assim poderemos ter a certeza que o que se ergue daí, está assente numa base firme.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Imagem de Johanna Samna

Carta da Primeira Quinzena de Julho (2015)

. 5 de Copas .

5 de Copas

Queridos/as,

Entramos em Julho com o 5 de Copas para a Primeira Quinzena e novamente nos está a ser pedida a libertação das velhas bagagens emocionais.

Receber novamente este tipo de conselho faz-me perceber o quão teimosos somos, enquanto Seres Humanos. O quão viciados estamos nos velhos padrões de comportamento, nas velhas estruturas, nas memórias, nas lembranças, na razão, na mágoa, na dor, no sofrimento.

Já não há razoabilidade neste tipo de conduta, nesta forma de viver. Já não faz sentido e todos/as sabemos disso, de uma forma ou de outra. Então porque continuamos a fazê-lo?

Porque continuamos a justificar as nossas atitudes com as atitudes dos outros? Porque continuamos sentados/as no escuro, sozinhos/as e em profunda tristeza, pelas mágoas do passado? Porque continuamos a colocar nos ombros de quem chega o peso de quem já partiu? Mais – porque continuamos nós a carregar tudo isso?

Especialmente quando já percebemos que essa é, provavelmente, a maior causa dos nossos bloqueios?

Cada vez o peso é mais pesado e cada vez o será mais – até se tornar insuportável.
E isto não é castigo, nem punição. É fruto do momento. É fruto do que nós pedimos. Nós pedimos mudança, certo? Estamos fartos/as disto ou daquilo, queremos algo de diferente, estamos cansados de sofrer, reclamamos diariamente por algo que já não suportamos mais… Queremos inclusive, a uma escala maior, um mundo melhor, certo?

Então e como achamos, exactamente, que isso irá acontecer? Assim, como que por um toque mágico, acontece? Sem mais nem menos? Assim, como que por um toque mágico, a mudança cuja responsabilidade é inteiramente nossa, acontece, sem que nós façamos nada por isso?

No fundo, no fundo, nós sabemos que isso não vai acontecer assim. Assim como um velho armário, a abarrotar de coisas que já não precisamos, bolorento e desorganizado, não vai, miraculosamente, aparecer limpo e pronto a receber coisas novas. Cabe a cada um de nós abrir as portas do seu velho armário e deitar fora o que está partido, o que está a causar o bolor, o que está a mais, o que já não serve e o que já não se quer, para que haja espaço, finalmente, para entrarem coisas novas lá dentro.

O novo que pedimos chega, sim. Mas precisa de espaço para entrar. Vamos continuar a precisar de chegar ao limite dos limites da exaustão para o arranjarmos?

Amanhã entramos em Quarto Minguante, altura óptima para procedermos a este processo de libertação. É isto. É agora. Sem mais desculpas nem justificações. Deixemos ir o velho, o passado, a bagagem pesada e antiga. Claro que custa, claro que dói. Mas, quando finalmente tivermos espaço e nos sentirmos libertos/as e livres para seguirmos rumo ao novo… Vai valer a pena.

Coragem.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Imagem de Johanna Samna

Carta da Segunda Quinzena de Junho (2015)

. 5 de Ouros .

5 de Ouros

Queridos/as,

Entramos hoje em Quarto Crescente e é uma boa altura para avaliarmos a forma como andamos a projectar as nossas emoções. Estamos sob a influência de Caranguejo, signo de água que mexe com o nosso campo emocional, com as nossas raízes, com as nossas ligações e relacionamentos, com a família.

É muito provável que, face aos últimos eventos das nossas vidas, sintamos algum (ou muito) cansaço emocional, fruto de mágoas, perdas, desapontamentos e conflitos. É muito provável que o desânimo e a desilusão nos leve a pensar coisas como “mas porquê que isto me acontece a mim?”, “eu não faço mal a ninguém” e “eu não merecia isto”.

É muito provável que a nossa vítima esteja a ganhar terreno no nosso interior e é isso que os Arcanos do Tarot nos lembram nesta Segunda Quinzena de Junho ao enviarem-nos o 5 de Ouros como energia para a quinzena.

A vítima é uma parte de nós que, como tantas outras, tem sido marginalizada, condenada e posta de lado. Temos sido ensinados/as que “não é preciso chorar”, que “a tristeza é fraqueza” e que sentirmo-nos magoados/as e desapontados/as é “sermos mariquinhas”. Pior do que isso é que “não te faças de vítima” é usado como se fosse uma espécie de insulto.

E isto não podia estar mais errado.

A vítima É uma parte de nós. Uma parte como tantas outras que tem sido ignorada e castrada porque reconhecê-la e, consequentemente, enfrentá-la, significa partir mais uma caixa. Mais uma daquelas caixas que ampliam a consciência e nos devolvem a liberdade de nos questionarmos e sentirmos em verdade e clareza.

TODA A GENTE tem uma vítima dentro de si. Mais ou menos intensa, mais ou menos vincada, mais ou menos proeminente, mas está lá. E queixa-se. E resmunga. E chora. E ignorá-la é um erro.

É ela, a nossa vítima, que nos ensina muito sobre as nossas emoções. Que nos ensina que tipo de emoções negativas estamos a alimentar, que coisas precisamos de transformar e onde é que precisamos de renovar forças. É ela que nos mostra onde estão os nossos limites e quando é que esses mesmos limites foram ultrapassados e é altura de levantar o escudo e proteger o nosso território.

Sim, ela ensina-nos muitas coisas e é por isso que devemos olhar para ela com olhos de aprendizagem. Embora pensemos que ignorá-la, fingir que não dói ou que não se sente, faz desaparecer as mágoas ou as situações, isso não é verdade. Nem tão pouco é verdade que é isso que nos torna mais fortes. Não, isso faz de nós distraídos/as, dissociados/as e desconectados/as das nossas emoções. Ficamos sem controle nos remoinhos que se vão formando nos mares dos nossos sentimentos e o efeito “panela de pressão” começa a surgir. Ferve, ferve, borbulha… Até que um dia explode. Sem qualquer controle da nossa parte sobre isso.

É isto que queremos? Continuarmos a ser meros robôs das crenças de um consciente colectivo egóico e manipulador? Ou queremos conhecer o que se passa dentro de nós e ter, nas nossas mãos, o verdadeiro comando das nossas vidas?

Quem manda nas nossas emoções? Nós ou os outros?

Tenhamos também em atenção que, permanecermos demoradamente em modo de vitimização também não é uma solução viável. E isto nada tem a ver com ser-se fraco ou “mariquinhas”, mas sim com a consequência de que, ao ficarmos mergulhados/as neste modo por demasiado tempo, acabamos por nos afundar. E, gradualmente, tudo começa a afundar nas nossas vidas.

É tudo uma questão de mudarmos a perspectiva com que estamos a olhar para as coisas. Olhemos com o olhar de quem aprende. De quem quer aprender. De quem estuda. De quem observa. De quem se sente. De quem cai, sabe que caiu, aprende porque caiu e a seguir, honrando a aprendizagem, levanta-se.

A vítima, por norma, é a que nos ensina as mais duras aprendizagens. Mas é das mais duras aprendizagens que surgem as mais belas pérolas de sabedoria.

E se tivermos que chorar, choremos. Chorar não enfraquece ninguém. Chorar liberta e despeja! Libertemos, então! Chegou o Verão, arranjemos espaço para o nosso Sol interno poder brilhar!

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Carta da Primeira Quinzena de Junho (2015)

. Rainha de Ouros .

Rainha de Ouros

Queridos/as,

Entrámos em Junho e, para esta Primeira Quinzena, os Arcanos do Tarot enviam-nos a Rainha de Ouros.

Em plena Lua Cheia e muita agitação, estamos a ser chamados/as ao Centro de nós mesmos/as.

É fácil nos distrairmos do nosso próprio interior – o dia-a-dia é repleto de pequenos factores/obrigações/rotinas/regras que distraem, confundem, difundem e enchem a nossa mente. É muito fácil nos distrairmos. Depois há os problemas, os nossos e os dos outros. As responsabilidades, as nossas e as dos outros. Devagarinho e de forma subtil, as nossas vão-se perdendo, porque o que os outros fazem, o que os outros dizem, o que os outros vêem e o que os outros pensam vai tomando, gradualmente, conta da maior parte do nosso espaço mental.

É ou não é?

Reflictamos um pouco sobre isto: quanto tempo por dia gastamos a pensar nos outros? No que os outros dizem? Ou disseram? No que os outros pensam? Ou vão pensar? No que os outros são? No que os outros vêem? No que os outros vão achar? No problema de alguém? No que pessoa tal deveria fazer ou dizer naquela situação que nos contou? Em como tal pessoa está tão errada e deveria de fazer as coisas de outra qualquer forma que nós achamos melhor?

Quanto tempo ocupam os outros dentro de nós?

É aqui que a Rainha de Ouros nos lança o alerta: e quanto tempo ocupamos connosco mesmos/as? A cuidar de nós e das nossas vidas?

Andamos cansados/as, esgotado/as e até doentes… E quanto tempo temos dedicado a nutrir, amar, proteger e cuidar do nosso corpo?

Andamos tristes, zangados/as e revoltados/as… E por quanto tempo permitimos (ou continuamos a permitir) que o nosso território pessoal esteja desprotegido e desamparado, à mercê da vontade dos outros?

Andamos confusos/as e indecisos/as… E quanto tempo dedicamos a ouvir o nosso coração e a nossa intuição?

Andamos aborrecidos/as com a estagnação ou falta de algo nas nossas vidas… Mas quantos passos de acção temos dado em direcção ao que desejamos materializar/concretizar?

Quanto tempo e espaço há, nas nossas vidas, para cuidarmos de nós mesmos/as?

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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Imagem de Johanna Samna