09 de Janeiro 2024

wp6554193-colorful-women-wallpapers

Passando a Mensagem (IX) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.

Queridas Pessoas,

No passado dia 10 de Outubro, passei a Mensagem VIII, que nos trouxe uma outra perspectiva acerca da forma como distribuímos o nosso tempo, com o objectivo de pouparmos a nossa energia.

Eu, tal como vocês, também não sabia ao certo como isso se faz. Fui pondo em prática, juntamente com a minha Mãe, no dia-a-dia. Fui pensando nisso. Fui re-planeando. Fui-me consciencializando. Mas hábitos existem, ideias sobre o que é suposto ser um horário de trabalho, uma rotina profissional, tarefas a fazer de vida pessoal. Continuei a carregar o clássico “mas é preciso fazer isto” e, percebo agora, continuei, mesmo assim, a ultrapassar limites que o meu corpo físico não pode ultrapassar, culminando numa entrada no Inverno a ficar doente. De cama. Ainda agora, enquanto vos escrevo, estou a recuperar.

Ora para quem me conhece, o clássico “a Johanna termina um ano e inicia outro doente” já é conhecido. Mas desta vez foi diferente. Desta vez, eu não senti o impulso para pensar, processar, entender. Desta vez, limitei-me a ouvir o meu corpo. Limitei-me a respeitar os pedidos do meu corpo, para dormir, repousar, comer, despender energia para isto e para aquilo não. Só isso – ouvir o meu corpo.

E finalmente realizei – essa é a chave.

Como é que nós descobrimos onde e quando e como despender da nossa energia? Como é que nós descobrimos onde estão os limites?

… ouvindo o CORPO FÍSICO. O instinto, aliado à intuição, trará as respostas. A cada momento do nosso dia-a-dia.

E é sobre isto que me é pedido que vos escreva, hoje. Porque um dos maiores erros que se comete num caminho de busca pela espiritualidade, é o de adquirir uma perspectiva redutora acerca da importância do corpo físico.

Comumente, ao evoluir-se a nível espiritual, entra-se numa perspectiva de que há tão mais “fora” do físico, que parece que o físico limita, é chato, é redutor. É a chata da mente que não alcança, é o chato do corpo que não permite que se alcance mais, que se expanda mais. É a chata da vida, do dia-a-dia, que não permite mais tempo, mais disponibilidade, para o “tão mais” que há no espiritual. É a “carcaça”, é o “veículo”, é os “eu não sou um corpo, sou uma alma”, “a realidade física é uma ilusão”, “tenho saudades de casa, das estrelas”, “não volto a encarnar”, etc, etc, etc – toda uma REJEIÇÃO àquilo que VIEMOS AQUI SER E FAZER!

Pessoas!! Acordem deste sono ilusório de que o objectivo é chegar às estrelas, porque das estrelas viemos, para as estrelas voltaremos, mas é AQUI e AGORA que nos propusemos estar! Viver a vida física, na realidade física, com um corpo físico!!

Como é que outra coisa senão honrar isto, viver isto, experienciar isto, faz sentido?

Nós – eu e a minha Mãe – já realizámos isto há muito tempo. Daí que o nosso trabalho é composto da forma que é. Mas integrar, entender e processar, leva tempo. Oh, se leva. Porque há uma série de ideias à volta deste assunto que também nós temos vindo a entender e a ressignificar, ao longo do nosso caminho.

Eu, particularmente, devido ao enorme desenvolvimento mediúnico e espiritual que tenho, tenho muitos desafios ao nível do meu corpo físico. E mais uma vez, no arrancar de um novo ano, voltei a cair. Fisicamente. E só agora, finalmente, percebi algo basilar: caio porque obrigo o meu corpo a acompanhar a minha energia e não é assim!! É exactamente o oposto! A energia não tem limites, mas o corpo tem! Logo, é o corpo que manda, que dita o compasso, que comanda o ritmo! É a energia que tem que se adaptar ao corpo e ao que o corpo consegue processar e não o oposto!

Portanto, fica mais uma nova perspectiva: quem anda doente, cheio de tonturas, de mau-estar físico, com excesso de cansaço, com irritação, impaciência, zumbidos nos ouvidos – e, diagnósticos físicos à parte (nunca deixem de ir ao médico pelo amor da santa!), mas também atribui tudo isto aos processos de evolução espiritual – PAREM de obrigar o corpo a acompanhar o ritmo da energia! Está errado – esta é a minha verdade, vale o que vale para quem a ler, fica com ela quem com ela ressoar.

O que significa isto, na prática?

Que se sentem que o corpo está a ceder, não está a reagir bem, então em vez de meditarem MAIS, de forçarem MAIS, de puxarem MAIS pela energia e evolução espiritual, ABRANDEM o ritmo! E abrandar o ritmo significa deixar o corpo processar e integrar o que está a ser expandido, fazendo coisas ligadas ao físico: avaliar a comida que se está a ingerir, pensar mais na alimentação, comer melhor, nutrir o corpo; fazer exercício físico, dar movimento físico ao corpo físico; fazer coisas da Terra: ler um livro, ver um filme, jogar um jogo, pintar, desenhar, fazer coisas de humanos, que se gosta, que trazem prazer, lazer, alegria, diversão…!

O Corpo Físico não é uma carcaça, nem um veículo, é um TEMPLO SAGRADO! É uma construção milagrosa da matéria, altamente inteligente, que todos os dias trabalha 24h/24h para a nossa sobrevivência e que merece todo o RESPEITO! O Corpo Físico é o Templo Sagrado que alberga a nossa Alma e que nos possibilita estar Aqui, Agora, a viver a vida que nos propusemos viver. E quanto mais evoluímos a nível pessoal e a nível espiritual – MAIS! – respeito, cuidados, nutrição e carinho ele necessita de ter – e não menos!

Se respeitamos a árvore e a planta e a Natureza (TUDO matéria da realidade física), mas não respeitamos o Corpo Físico, então, lamento, mas estamos só a ser hipócritas. Se cuidamos e nutrimos a semente plantada no solo, respeitando com carinho e deslumbramento o TEMPO que leva a brotar e tornar-se numa planta; mas não o fazemos com o nosso corpo físico – estamos só a ser hipócritas. É, é duro. Mas é a verdade.

Eu também me incluo nesta hipocrisia, pois eu também já estive aí. Até agora. Até ao final de Dezembro de 2023, onde, finalmente, eu parei para realizar que só queria que o meu corpo melhorasse para poder ir a correr voltar à rotina de cuidar dos outros. Ah, pois é. E que tal querer que o corpo melhore, para depois perceber o que é que ele precisa para não voltar a cair?

E que tal pararmos para perceber o quê que o nosso corpo nos está a dizer? E ajudá-lo, conscientemente, a ter mais energia, mais força, mais capacidade, mais resiliência? Isso não se faz só espiritualmente, faz-se também FISICAMENTE! O Corpo Físico precisa de ajuda na FISICALIDADE. Entendamos isto de uma vez por todas porque, Pessoas, acredito mesmo, que esta é uma consciencialização basilar para nos ajudar nos caminhos em frente e de tudo o que aí vem.

Estou a dizer-vos para pararem de se desenvolverem espiritualmente? Obviamente que não.

Estou a dizer-vos, isso sim, que ouçam o vosso corpo FÍSICO. E que se ele precisa de tempo para processar e integrar, não puxem demais por ele. Não se zanguem com ele. Não se aborreçam porque querem meditar mais, conectar mais, desenvolver mais, a um ritmo que ele não aguenta (e por isso é que anda cheio de sintomas de mau-estar!). Abrandem, façam mais coisas terrenas, ajudem-no a processar. Com paciência, carinho e amor.

Saboreiem a vida.

Não podemos viver só a partir da perspectiva espiritual, porque nós vivemos num corpo físico! Há que trazer a consciência para aqui, para cada riso, para cada conversa, para cada lágrima, para cada alimento, para cada gole de água, para cada raio de sol, para cada passo dado na relva. VIVER a Vida. HONRAR a Vida. SABOREAR a Vida.

RESPEITAR o Corpo Físico.

Se o ouvirmos, ele responde. Com muita clareza.

De coração,
Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem do site wallpapercave.com

Leave a comment