Não ouças só por ouvir. Escuta MESMO o que alguém tem a dizer.

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Certamente que sabes o que é ouvir um desabafo. Ou simplesmente ouvir o que alguém tem a dizer.

… mas já paraste para sentir o que alguém tem a dizer? Para realmente escutar?

É que na maioria das vezes nós não escutamos verdadeiramente os outros… Ouvimo-los, apenas. Às vezes, muitas mais do que gostaríamos, nem isso, ao certo. Alguém está a falar connosco e nós estamos à procura da resposta que lhes vamos dar, estamos a forjar a nossa opinião, estamos à procura da nossa razão. Nessa busca automática sobre o que NÓS TEMOS A DIZER sobre o que estamos a ouvir, nós não ouvimos, verdadeiramente, o que o outro nos está a dizer. E, desta forma, nós não entendemos verdadeiramente o que o outro nos está a dizer. Já alguma vez tinhas pensado nisto?

Este é o convite que te fazemos esta semana. Que realmente pares para escutar o que alguém te está a dizer. Que realmente escutes.

Fazer isto é verdadeiramente só ouvir. Focares a tua atenção no que a pessoa te está a dizer e não no que estás a pensar sobre o que ela está a dizer. Olha para ela. Ouve as suas palavras e vê as suas reacções. Sente. Usa o teu coração. Sente.

Só depois de parares para realmente ouvir poderás forjar a tua opinião. Até podes precisar de um compasso de tempo para reflectir “espera… deixa-me pensar um bocadinho antes de te responder.” – não tem mal nenhum. És tu a digerir verdadeiramente o que te foi dito. És tu a sentir. E quando devolveres uma resposta, fá-lo a pensar na pessoa. Fá-lo a partir da pessoa que falou contigo. Fá-lo a partir de um lugar interno de empatia. Porque este é outro erro comum que cometemos – o de devolver respostas baseando-nos no que NÓS SOMOS. Mas não és TU que estás a falar. É ela, a outra pessoa. Então, aquilo que TU farias pode não ser o mais indicado para ela. Precisas de a entender a ela, para devolveres uma resposta útil. Precisas de te pôr no lugar dela, primeiro. Empatia.

Claro que a partir daí a tua resposta pode passar por dar o teu exemplo, dizer-lhe o que tu farias, o que resulta contigo. Sim. Mas foca isso mesmo – que é a TUA perspectiva. Dá-lhe espaço para escolher se isso faz sentido para ela ou não. E não te aborreças se não ficar com o teu conselho, ou se não tem a mesma perspectiva do que tu; ninguém tem verdades absolutas, somos todos diferentes e o que resulta para uns, pode não resultar para outros. E está tudo bem.

Também poderá dar-se o caso de não teres resposta nenhuma a dar. E não há mal nenhum nisso. Abraça-a. Diz-lhe que estás aí. Diz-lhe que a ouviste. Que a entendes. Às vezes, é tudo o que é preciso – não nos sentirmos sozinhos.

É muito importante cultivarmos uma comunicação consciente, nas nossas relações. Saber realmente escutar. Entender a pessoa que temos à nossa frente. Da mesma forma como gostaríamos que fizessem connosco, certo? Sentirmo-nos compreendidos é uma coisa poderosa. Extremamente positiva e motivadora.

Então, cultivemo-lo nas nossas relações.

Com bênçãos de amor,
Abraço nosso
Semeando – Johanna Samna e Eugénia Alves

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