
Passando a Mensagem (VII) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.
Queridas Pessoas,
Há mais de um ano que não vos escrevo por aqui. Por aqui, por esta rubrica do “Passando a Mensagem”, onde as mensagens que são passadas são a pedido das Forças de Luz que me guiam e orientam – (ficam a saber porque só algumas são passadas por aqui).
Hoje venho falar-vos de algo simples, mas muito importante, no meu sentir e no que me tem sido passado nos últimos tempos.
Resumida e directamente: não é obrigatoriamente necessário ser-se terapeuta holístico, ou tarólogo, ou curandeiro ou ter qualquer outra função de trabalho do foro espiritual, para se ser um Guerreiro de Luz. Nem para se fazer a diferença. Nem para se contribuir para a evolução do colectivo. Que esta ideia se desfaça, rápida e urgentemente, do sistema de crenças geral.
Ainda existe uma separação demasiado vincada entre “aqueles que são espirituais” e “aqueles que não o são”. Ora e eu repito, mais uma vez: espiritualidade não é algo que se adquire, é algo que se é! Que todas as pessoas são! Espiritualidade é compreender que não somos compostos só de um corpo físico, mas também de um espírito, de uma alma, de toda uma composição energética repleta de detalhes, tal como o nosso corpo físico é composto por variadas partes. É abrir os horizontes da visão e perceber que há mais do que aquilo que apenas é visível aos olhos físicos. É “só” isto. E eu digo “só” não para desvalorizar a espiritualidade, nem pouco mais ou menos, mas para remover a ideia de que é algo “extremamente difícil” de se alcançar. E nem toda a gente vive a sua espiritualidade naturalmente “apenas” porque aprender sobre esta nossa parte não faz parte do nosso sistema de crenças actual. Esta é a verdade que me move e a que me é passada. Portanto, dentro desta perspectiva, o que existe são pessoas conscientes da sua espiritualidade e pessoas não conscientes da sua espiritualidade. “Só” isto. Daí haver “o despertar espiritual”. Despertar! Para a realidade que já existe. Que já é!
Depois há um caminho de entendimento sobre tudo o que isso implica, claro. Lindo de se fazer, na minha opinião. E necessário de se fazer, também na minha opinião, pois existem uma série de dinâmicas que acontecem connosco que se tornam compreensíveis a partir do momento em que juntamos esta realidade às nossas vidas.
Mas depois por entre esse caminho ainda se descobre uma outra separação entre pessoas: as que trabalham na área espiritual, holística, complementar… E as que, embora façam o seu caminho pessoal e espiritual, não trabalham nessa área.
Então cria-se aqui uma ideia sobre a pessoa que “é espiritual – e, ainda por cima! – trabalha na área” que gera uma bomba de deslumbramento e superioridade… Porque “essa pessoa é que faz a diferença!” ou “essa pessoa é que é especial!” ou “essa pessoa é que está a contribuir para a mudança no Mundo!”… Pois bem, essa pessoa até pode fazer a diferença, até pode ser especial e até pode estar a contribuir para mudar o Mundo… Mas a noção de superioridade inerente a todos estes factores não é real. É apenas uma crença. E uma crença perigosa, a meu ver, que dá demasiado poder a uns e retira a outros… E continua-se a perpetuar o ciclo dos seguidores de alguém… Quando o que precisamos é de corações livres e detentores do seu próprio poder pessoal!
Mais vos digo: já tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas sem noção nenhuma do que significa a sua espiritualidade, mas com atitudes e corações dignos de respeito, pela integridade e amor que emanam. E pessoas de elevada consideração e reconhecimento espiritual, terapeutas da área, com muito a aprender sobre essa mesma integridade e amor.
Não é verdade que ser-se trabalhador espiritual é obrigatoriamente sinónimo de se ser uma pessoa extremamente evoluída e de postura exemplar. Simplesmente não é.
Da mesma forma que não se deve cobrar a perfeição a um trabalhador desta área, pois um terapeuta espiritual, holístico, complementar, um curandeiro ou seja o que for o seu trabalho nesta área – continua a ser uma pessoa! Com tudo o que isso implica! E tem os seus próprios desafios pessoais, a sua vida pessoal e o seu caminho pessoal a fazer e com uma continuidade constante, como todas as pessoas o têm. Se é importante que seja coerente com aquilo que passa aos outros? É. Mas não é perfeito. Haja discernimento.
Trabalhar nesta área é ter essa profissão! “Só” isso. Não torna ninguém superior a ninguém. E as pessoas que fazem caminho e não trabalham na área são igualmente válidas e lindas e maravilhosas e essas coisas todas! Assim como não somos todos cozinheiros ou pasteleiros profissionais mas todos podemos cozinhar e até cozinhar muito bem! E mesmo cozinhando bem vamos ao restaurante e encomendamos bolos… Porque reconhecemos o valor dos profissionais que o fazem. Da mesma forma que todos podemos aprender a melhorar os nossos bolos e cozinhados com quem já sabe fazer mais e já sabe fazer melhor e já tem mais prática e mais técnica e mais conhecimento e mais experiência… Mas não significa que sejamos inferiores a todas essas pessoas, certo? É só isso.
Que essa crença se desfaça, rápida e urgentemente.
Porquê?
Porque precisamos muito de ti. De TI, pessoa de coração desperto para a realidade de que há uma mudança necessária de acontecer neste Mundo! De TI, pessoa de coração desperto para a realidade de que é preciso mais amor, mais empatia, mais verdade, neste Mundo. Precisamos de TI a reconheceres a importância do valor do teu contributo. Precisamos de TI consciente de que estejas onde estiveres, tenhas a profissão que tiveres, podes fazer a diferença, sim! Provavelmente até já a fazes e não sabes… Torna-te consciente disso.
Torna-te consciente de que contribuir para a mudança e evolução no colectivo começa nesse caminho que fazes para dentro e em que te transformas a TI, primeiro! E que lidas com as tuas feridas, sombras, zonas de ego não saudável (porque há ego saudável, entretanto…) e que buscas a tua cura e o teu equilíbrio… E que com isso te vais tornando num exemplo para quem te rodeia. Isso, minha querida pessoa, é contribuir para a mudança e evolução do colectivo.
“Mas só tento criar um ambiente mais positivo no meu local de trabalho, dando uns sorrisos e colando uns post-its motivadores para o pessoal aliviar a tensão…” – maravilhoso! Perfeito!
“Não consigo mudar grande coisa ali, mas também não cedo às tentativas de me corromperem os valores!” – maravilhoso! Perfeito!
“Cansa-me um bocado o ambiente, mas pelo menos comigo não têm dessas conversas de intriga sobre os outros, que eu não alimento essas cenas!” – maravilhoso! Perfeito!
“Oh, sei lá, uma coisa que ando a fazer agora é cada vez que algum miúdo diz «não consigo» ou fala em «culpa», procuro ressignificar esses conceitos para algo mais benéfico, como faço comigo!” – maravilhoso! Perfeito!
Estas citações são partilhas reais, de pessoas que têm chegado a nós em contexto de terapia e consulta, frustradas porque “não se sentem a fazer nada de especial”, e depois saem-se com estas (e outras!) pérolas!! Muitas delas pessoas que fazem caminho há anos e que apesar de adorarem as profissões que têm acham que “o melhor é começar a fazer terapias” para responderem ao apelo que sentem de “fazer alguma coisa de jeito”. Quando elas próprias JÁ SÃO a “coisa de jeito” que acham que têm que fazer…! E lá entramos nós numa conversa de questionamento e abertura de perspectivas para levar a pessoa a entender que, muitas vezes, o objectivo não é mudar de profissão ou local de trabalho, mas entender o quê que está ali a fazer. E até, tantas vezes, após partilhas que as próprias fazem, perceberem que JÁ ESTÃO a fazer a diferença! E é ver rostos a iluminarem-se em alívio ao reconhecerem que, “afinal”, há valor naquilo que fazem.
E é perceber que por debaixo deste não reconhecimento está, (também), esta noção de que “só trabalhando directamente na área da espiritualidade é que se é especial e se faz a diferença”. Não é verdade.
Querida Pessoa, trabalha na área holística e espiritual sim, se é esse o apelo do teu coração… Mas não o faças por obrigação para te sentires especial e parte da mudança do Mundo… Porque essa mudança pode (e deve!) de acontecer em TODOS os lugares e ocupações da sociedade…
Guerreiros de Luz professores, advogados, operadores de supermercado, cabeleireiros, esteticistas, economistas, gestores, médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, auxiliares de educação, psicólogos, pasteleiros, empregados de balcão, pedreiros, técnicos de informática, decoradores, polícias, veterinários, carpinteiros, etc, etc, etc, (todas as profissões, senão nunca mais saio daqui) – isso sim, fará a diferença! Guerreiros de Luz em TODO o lado!
É cada vez mais frequente darmos connosco a dizer: “nós não somos melhores do que tu, por sermos terapeutas holísticas!” e tecer todo um desenvolvimento sobre isso. Cada vez mais frequente. E isso leva-nos a perceber a importância desta mensagem e hoje, em conclusão nossa (minha e da Eugénia) e a pedido Daqueles que nos Guiam, aqui a passo.
Tudo o que tu fizeres com uma genuína intenção de contribuir pelo melhor… Faz a diferença.
Tudo o que tu ÉS quando e se vibras em Integridade, Consciência e Amor – JÁ É – a diferença! JÁ É seres Guerreiro/a de Luz! E faz diferença, sim, de maneiras imensas e em pequenos detalhes que nem sempre notarás… Mas que estão lá. E são luzes. Milhares de pequenas luzes que se acendem nesta Rede imensa que nos une a todos… Quem me dera conseguir passar-te a profundidade com que sinto isto… Mas estou a dar o meu melhor através das palavras.
Não desvalorizes a tua pegada de amor e de integridade! por onde passas… Pelo contrário. Afirma-a! Acende ainda mais a consciência de ti e reflecte sobre onde estás na tua vida… Pessoal, profissional… Qual a tua postura e conduta e de que forma isso influencia o ambiente que te rodeia… E faz os devidos ajustes.
Sê o/a Guerreiro/a de Luz que és em todos os momentos. E em todos os lugares.
Porque precisamos mesmo de ti.
Precisamos de todos.
Há muito caminho a fazer.
Bênçãos de fé e força para ti!
Bênçãos de fé e força para o colectivo!
De coração,
Johanna Samna in Semeando
O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.
Imagem de Anne Stokes
