Passando a Mensagem (IV) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.
Queridas Pessoas,
Escrevi a Mensagem III em Julho de 2017 e sinto-a cada vez mais actual…
AGORA, quase 2 anos depois de a ter escrito, sinto que cada vez há menos subterfúgios reais… E cada vez mais tentativas de os manter. A verdade força a sua saída por entre as malhas da ilusão e a ilusão tenta, a todo o custo, construir malhas mais finas e subtis…
Mas a verdade está feroz.
Tomemos atenção a isto, porque ela vai furar caminho, custe o que custar.
E isto aplica-se DENTRO e FORA de nós!
Podemos continuar a auto-sabotar, a fingir que não vemos e a mentir a nós mesmos/as – a verdade sobre quem somos e sobre o que verdadeiramente nos move (seja pela positiva seja pela negativa) vai furar caminho!
E o mesmo se aplica ao colectivo.
Este mau-estar geral que andamos a sentir no ar é fruto da mudança, sim… Das resistências que a mudança encontra pelo caminho de se fazer acontecer! Então questionemos. Porque é para isso que o mau-estar serve. Pode nuns casos ser tão simples quanto um corpo fatigado e sonolento querer dizer-nos que precisa de mais repouso (não, não podemos continuar a abusar dos limites do nosso corpinho físico)… Como noutros casos um corpo fatigado pode querer dizer que é hora de mudar de emprego (porque, por esta ou por aquela razão, já não pertence àquele sítio). O mau-estar serve para questionar – lembremo-nos disso!
Então respiremos. Profundamente. Uma e outra vez. Respeitemos os ritmos e ciclos do nosso corpo físico (está na altura, certo?). Respeitemos o nosso espaço pessoal. O silêncio. O tempo para nós mesmos/as. Os nossos limites – sim, temo-los! Aceitemos isso! Faz parte! E reflictamos. Onde estão as nossas resistências face às transformações que sabemos que é hora de fazer? Porquê que (ainda!) as mantemos? O quê que ainda não quisemos ver/aceitar/perceber sobre nós mesmos/as? Onde é que não estamos, ainda, a fluir? Porquê? O que podemos fazer para mudar isso?
Sejamos conscientes, lúcidos/as, coerentes. Num dia estamos capazes de completar tarefas complicadas, sorrir para o mundo e sentirmo-nos super fantásticos/as? Óptimo! Noutro dia não estamos a conseguir fazer nada de jeito e ainda ficamos com uma rabugice danada? Seja! Sejamos pacientes, também! Ninguém vai mudar de um dia para o outro e ser o topo da iluminação. Assim como ninguém tem a verdade absoluta nem ninguém tem o direito de ditar ao outro qual o caminho que deve seguir.
Creio que, definitivamente, havia mesmo de se parar com esta coisa de que “ser-se espiritual é ser-se x, y ou z” porque isso não é verdade. Não há receitas para se ser espiritual porque – como ando a dizer há anos – ninguém se torna espiritual, toda a gente já o É. Podemos antes dizer que o que está a acontecer é que estamos a despertar a consciência para um conhecimento maior e mais abrangente daquilo que já somos, para que possamos fazer evoluir o nosso Eu de forma mais inteira e completa.
Porque milénios depois, continuo a ver jogar-se o mesmo jogo: aquele onde os peões se julgam mental, emocional e/ou espiritualmente superiores uns aos outros quando, na realidade, estão a ser apenas isso – peões de um sistema que se alimenta do medo, da necessidade de controle e do poder desvirtuado! Ninguém é superior a ninguém – e aqueles/as que nascem com maior sensibilidade e consciência que usem essa sabedoria para recordar os demais de que TAMBÉM são isso TUDO, ao invés de usarem essa sabedoria para criar discípulos e seguidores!
Anda a jogar-se à verdade espiritual quando até a ciência muda, rectifica, contraria, altera… Quanto mais as filosofias abstractas sobre o sentido da vida e a espiritualidade… Estamos aqui a APRENDER e a experienciar – aceitemos isso! Sejamos flexíveis, compreendamos que a verdade absoluta é um mito e RESPEITEMOS aquilo que cada coração escolhe para si e para o seu caminho.
A VERDADE que realmente importa é aquela que nós SOMOS! É aquilo que fazemos com o que nós somos, com o que nos acontece, com a experiência… É o quanto realmente estamos a aproveitar esta vida para evoluir e contribuir para a evolução do Todo – é só isso que importa, ao final do dia.
E por isso, no meio desta correria de descobrir tudo sobre tudo, não nos esqueçamos de viver.
De aproveitar este MILAGRE imenso que é a vida.
De RESPEITAR este milagre imenso que é a vida.
Há muito caminho a fazer.
Haja discernimento.
De coração,
© Johanna Samna in Semeando
O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.
Imagem de Cameron Gray
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Nota (que não é muito importante, mas para quem reparar, fica a explicação): para quem leu outros escritos meus aqui no site do Semeando, (as Mensagens I, II e III por exemplo, ou as Cartas da Quinzena e do Mês), pode reparar que nesta não assinei com “Johanna Samna, com orientação e guia da sua Equipa de Luz”. Isto não significa que os meus Guias de Luz deixaram de me orientar. Não deixei de os ouvir, nem de os sentir… Estão sempre presentes. A cada passo do caminho. Mas, à medida que vou percebendo o meu real propósito nesta vida, vou tendo cada vez mais a necessidade de me ir alinhando com isso… E eu sou, cada vez mais, Eu. Com tudo o que isso implica. ♥

