Passando a Mensagem (III) …
Para quem a Mensagem fizer sentido.
Queridas Pessoas,
Já todos/as sabemos que os tempos pedem mudança. O que nós não sabemos ainda, totalmente, é o quê que precisa de mudar.
Não há ninguém que traga consigo essa verdade absoluta, pois não há ninguém que, na sua condição humana, seja totalmente isento e livre do seu sistema de crenças e dos formatos da sua mente racional. Ninguém. E isto não é um problema, muito menos é “o” problema. Isto é a experiência. E é para vivermos a experiência que estamos aqui.
Não vale a pena nos cegarmos com as ideias de que tudo está curado e que o amor tudo cura, porque o amor tudo cura, sim, mas para chegar ao amor, a ESSE amor, é preciso palmilhar muito caminho interno. Desbravar o ego e acolher as sombras. Amar além da superfície não é uma coisa que se aprenda em workshops ou terapias ou a ler um livro. Amar além da superfície é algo que acontece, naturalmente e sem esforço, quando começamos a aceitar a experiência como ela É e não como gostaríamos que ela fosse.
Aceitar a experiência como ela É – ora aqui está a chave!
Dor é dor. Não é uma obrigação, uma punição, ou uma coisa a temer. Ela é o que é. E quando dói, dói, não vale a pena fingir que não dói, que “já se passou a etapa de sentir dor”, porque isso não existe. A dor, quando vem, dói. Dói a todos/as. Há que respeitar isso e respeitar as diferentes formas de cada pessoa sentir a dor, bem como os diferentes tempos que se leva a superá-la.
Raiva é raiva. Não vale a pena mascará-la com nomes de Deusas poderosas ou de Deuses imponentes para a justificar. Raiva é raiva e quando vem, é densa. Para todos/as. Sem desculpas. No entanto, podemos chegar à conclusão de que ela é o motor que nos impulsiona, muitas vezes, a mudar, a agir e a fazer. Então, talvez, ao invés de querermos mascará-la, vamos aceitar que, afinal, na 3D, há muita energia necessária e útil – ainda que necessite de ser alinhada e equilibrada!
As emoções densas são emoções densas. Ponto. Aceitemo-las e perceberemos que algumas fazem mesmo parte de nós e que precisamos mesmo delas para as nossas vidas porque é através delas que vamos resgatar o nosso poder pessoal. E se algumas conseguiremos trabalhar e transformar rapidamente, outras não. É o que é. E ninguém é menos nada por causa disso.
A “morte do ego” é uma falácia – já concluí isso há muito tempo. O ego é uma parte de nós e é ele que nos mantém a sanidade intacta. Se ele precisa de muito trabalho, estrutura e equilíbrio? Sim. Mas aqui, na condição humana, ele existe porque é necessário. E ele não vai deixar de existir, por isso, negá-lo, apenas o fará manifestar-se sem a consciência activa e presente do/a próprio/a. E isso é perder o comando de si mesmo/a.
A mente racional precisa de ajuda para integrar tudo o resto que também somos. Ajudar, integrar, esculpir – e não anular.
Aceitar e integrar. Ser e viver. Esta é a experiência.
“Cada um colhe o que plantou” – exactamente. Falamos da Lei do Retorno, uma Lei Magnética base, que nos rege a todos/as. E rege-nos sempre, em qualquer etapa do caminho de seja lá quem for, tal como a Lei da Gravidade rege-nos sempre, em qualquer etapa das nossas vidas. É por isso que aprendemos a ter cuidado com as coisas porque sabemos que se caírem vão directas ao chão e podem partir-se. Ainda assim, pode acontecer, por mais sabedoria, destreza e experiência que tenhamos. O mesmo se aplica às Leis Magnéticas da Atracção, do Retorno e de Causa e Efeito. Por isso, quando vociferamos contra quem nos fez alguma coisa desagradável afirmando que a sua colheita há-de chegar (e há-de, certamente!), vamos também lembrar-nos de que, se nós estamos a colher um fruto amargo, alguma semente plantada lá atrás o originou – ou alguma aprendizagem temos a fazer. É igual para todos/as.
Os tempos pedem mudança e a mudança começa com responsabilidade. Chega de máscaras e de teatros. De removermos velhos formatos apenas para criarmos formatos novos. Aceitemos o que é, como é. E a partir daí, então, esculpimos. Transformamos. Equilibramos. Mas sem mais fugas ou desculpas. O amor de que tanto se fala vibra na verdade. E a verdade, para ser verdade, requer transparência. Qualquer máscara, por mais bonita ou endeusada que seja, é uma máscara. E corre o risco de encobrir a verdade.
Há muito caminho a fazer.
Haja discernimento.
De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz
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