. 8 DE COPAS .
Queridas Pessoas,
Antes de mais, um excelente 2017 para todos/as vós!
Janeiro entra em força, com muita energia e dinâmica. Com ele, chega-nos o 8 de Copas, como energia para este mês.
Numa abordagem geral, o 8 de Copas vem pedir-nos a libertação das emoções que nos pesam. Vem dizer-nos que começou um novo ano, uma nova jornada e novas oportunidades para dar passos mais firmes em alinhamento com o nosso coração e propósito. Mas, para isso, é inevitável deixarmos para trás as bagagens emocionais (e mentais!) velhas e pesadas que nos desgastam. Dores, mágoas, ressentimentos, situações ocorridas e episódios tristes. Tudo isto nos pesa internamente e, acredite-se, os efeitos na prática fazem-se sentir: mau-estar físico, doenças, bloqueios na vida, escassez… Todos estes sinais vêm apelar-nos a que nos libertemos do que está a mais, para que haja espaço nos nossos seres e vidas para a saúde, a abundância e a harmonia.
Mas vamos aprofundar um pouco mais isto.
O 8 de Copas vem também alertar-nos para um pormenor bastante interessante. Muito deste peso interno que ainda sentimos já está, na realidade, ultrapassado, a nível emocional.
Para entendermos melhor isto vamos perceber que a nossa mente e as nossas emoções funcionam em uníssono mas são corpos (ou campos) diferentes. A nossa mente racional e analítica é formatada mediante o nosso pensamento, que se baseia naquilo que vê à superfície, naquilo que aprende e naquilo que percepciona – originando o nosso ego. As nossas emoções existem mediante os nossos sentimentos e são mais espontâneas, embora possam, muitas vezes, ser o resultado do estímulo mental – originando as emoções do ego.
É aqui que queríamos chegar.
Muitas vezes, uma determinada situação acontece e nós, com o tempo, conseguimos transformá-la a nível emocional. Ela deixa de ter um peso verdadeiro no nosso coração, ou porque compreendemos, ou porque aceitámos, ou porque nos desligámos e libertámos… Mas a mente, que é alimentada pelo ego, tem tendência a viciar-se em padrões repetitivos, o que significa que continuamos a reviver “o filme” na nossa mente e a alimentar emoções que, na verdade, já não existem.
Muitas vezes, (mais do que temos consciência!), somos nós mesmos/as os nossos piores inimigos. Somos nós mesmos/as que nos envenenamos internamente e que alimentamos o mau-estar que nos anda a pôr doentes e frustrados/as.
Isto é duro, mas é verdade. E quanto mais depressa percebermos isto, mais depressa paramos com os ciclos repetitivos da mente castradora. O comando é nosso, basta assumi-lo como tal.
Há maneiras de percebermos quando é que estamos neste ponto: se percebemos que uma determinada situação entra pela nossa mente nos momentos mais inusitados; se damos connosco obsessivamente a reviver uma determinada situação na mente, ao ponto de falarmos com a pessoa (ou pessoas) mentalmente e, às vezes, em alto e bom som; se damos connosco a aumentar a situação criando-lhe cenários, falas e contornos diferentes (normalmente exagerados); e, acima de tudo, se pensar em determinada situação ou falar nela nos deixa cansados/as. Às vezes, cansados/as mesmo, fisicamente.
Estes são alguns dos indicadores que nos levam a perceber que a mente está viciada em algo que nos está a fazer mal. E, se dedicarmos algum tempo a observar a nossa dinâmica mental, vamos detectar estes pontos. E aí, podemos, sim, transformá-los, porque basta contrariar. Afastar o pensamento, rir, pôr uma música alegre a tocar, apanhar ar e dar um passeio pela Natureza, ligar a alguém em quem confiemos, ou, conversarmos connosco mesmos/as, em voz alta, como conversaríamos com alguém a quem estivéssemos a aconselhar que se libertasse daquele pensamento. Resulta mesmo. 🙂
O 8 de Copas vem pedir-nos atenção ao nosso interior. Está na altura de sermos verdadeiramente responsáveis por aquilo que criamos. Porque é isso, inevitavelmente, que nos coloca ao comando das nossas vidas.
O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.
Imagem de Johanna Samna

