. RAINHA DE PAUS .
Queridas Pessoas,
Os Arcanos do Tarot enviam-nos a Rainha de Paus para esta Primeira Quinzena de Maio, o que é interessante, uma vez que Maio é o mês da Mãe, um mês com uma energia feminina muito presente.
E a energia da Mãe, a energia doce e carinhosa, que nos embala e nutre, é um aspecto da energia feminina que nós facilmente integramos e aceitamos…
Mas e os outros aspectos? Onde está a nossa Rainha de Paus, por exemplo? E isto significa: onde está a nossa bruxinha? Onde está a nossa intuição? A nossa sensibilidade apurada? A nossa capacidade para entendermos mais a fundo os mistérios da vida e para os integrarmos na nossa vivência?
É dessa parte que ela nos vem lembrar. A todas as pessoas – e não só às mulheres. Os homens também são feitos de energia feminina, tal como as mulheres também comportam em si energia masculina.
Os tempos que atravessamos estão impregnados de mudanças a nível energético. Tudo se transforma para que o Planeta possa dar um salto vibracional, ou seja, para que possa vibrar numa energia cada vez mais subtil. E isto, traduzido para a prática, significa uma abertura e um estímulo maior do nosso sexto-sentido, da nossa mediunidade e de tudo o que nos permite ter consciência do mais que existe além do físico.
Isto está a acontecer e sente-se. As pessoas cada vez mais sentem mudanças em si, apelos para procurarem mais sobre si mesmas, situações que as levam a perceber que “o normal” afinal carece de irregularidades e que há perguntas a precisarem de respostas.
A intensidade deste processo varia de pessoa para pessoa mediante o seu percurso de vida e a sua própria individualidade. Estamos a ser chamados/as a despertar. E isso pode parecer um autêntico caos porque são os desequilíbrios, os transtornos, os bloqueios, as doenças e, até mesmo, as situações “estranhas” que nos levam a ir na busca de algo mais. O abanão acontece mediante “o adormecimento” de cada pessoa, mas tudo leva ao mesmo objectivo – reencontrarmos as nossas partes adormecidas e anestesiadas pelos mecanismos de controle e ilusão que nos rodeiam.
Estas partes nossas existem. E são fundamentais, tais como tantas outras que nos compõem. Precisamos de olhos para ver e de nariz para cheirar. E do nosso sexto-sentido para nos permitir entender o que existe para além do físico. A profundidade de quem somos e do que nos caracteriza começa a deixar de ser algo para “os filósofos” e “os loucos” e a ser algo para TODOS/AS, porque todos/as temos algo mais a descobrir sobre nós mesmos/as e sobre o nosso papel ao estarmos Aqui. Nesta Terra. Neste momento em que se pede mudança.
Se estamos aqui, fazemos parte disso. Ponto de partida.
E daqui, a descoberta do que isso significa para a pessoa em si, vai dar-se mediante o caminho que ela percorrer, sempre na busca de estar mais e mais em contacto com a sua intuição, com a voz do seu coração, com o pulsar da sua essência.
Aproveitemos a energia feminina do mês de Maio para dar um salto – ou mais um – nesta interminável busca que é, na verdade, um resgate de nós mesmos/as.
O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.
Imagem de Johanna Samna

