Observe a vida com os Olhos do Falcão.

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Nós achamos que sabemos tudo. Que o que temos à nossa frente é suficiente para tirarmos conclusões e arrumarmos o assunto de uma vez por todas. Com isto, muitas vezes (muitas mais do que gostaríamos, certamente), cometemos o comum erro da precipitação. Precipitamo-nos a julgar, a apontar, a criticar e a opinar. E, consequentemente, a agir. Depois, uns dias, ou semanas, (ou meses ou anos!), percebemos que afinal não era bem assim, que julgámos mal, que pensámos mal, que cometemos um erro.

E embora seja humano cometer erros, alguns podem ser evitáveis, se vestirmos a pele do Falcão. O Falcão que sobe pelos céus e, ainda que o seu foco seja apenas um ponto muito específico e pequenino no chão, observa uma área gigantesca ao seu redor. Tem uma visão alargada, um panorama maior do todo.

É isto que precisamos de fazer. De nos afastar da situação o suficiente para conseguirmos vê-la com os Olhos do Falcão, sob uma perspectiva neutra e alargada, medindo bem todas as influências que a rodeiam. As emoções envolvidas, as razões, as reacções, nossas, dos outros intervenientes… A energia envolvente, as condições, o contexto… Há tanto a observar, numa mesma situação. E tantas são as vezes em que, ao olharmos com a distância suficiente para vermos o panorama maior, percebemos que, afinal, nada é como parecia.

O que os olhos físicos vêem é apenas uma das muitas parcelas de uma situação. É preciso pensar, sentir, intuir. É preciso fazermos uso de todos os nossos sentidos (incluindo o sexto!), antes de tomarmos decisões ou fomentarmos opiniões. Especialmente se se tratar de algo muito importante nas nossas vidas.

Por isso, ainda que este seja um momento terreno que pede movimento e acção, sugerimos que não deixe de reflectir. E de observar melhor.

Abraçando-vos,
© Semeando

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