A nossa Dica da Semana é uma rubrica cujo objectivo é o de partilhar sugestões e ideias que sejam úteis e benéficas à vida do dia-a-dia. Coisas que nós mesmas vamos integrando nos nossos caminhos e vidas e que, ao percebermos que de facto fazem uma diferença positiva, partilhamos para o exterior. É uma rubrica simples, fácil e acessível.
E é precisamente por isso que decidimos abordar este tema, esta semana, nesta rubrica. Porque acreditamos que a integração da nossa espiritualidade deveria de ser assim, também – simples, fácil e acessível. E sabemos que não o é, na prática. Mas também vamos percebendo que não o é porque existem uma série de questões relacionadas com crenças e formatos que precisamos de desconstruir para lá chegarmos.
Os aniversários são sempre momentos de balanço e ponderação e, para o Semeando, não é excepção. Também nós parámos para reflectir e observar o caminho feito nestes 2 anos de projecto, (celebrámos 2 anos a 21 de Maio) e, se há coisa que cada vez mais se clarifica no nosso caminho é esta noção de que uma das bases da nossa missão é a normalização da espiritualidade. A desmistificação da mesma. Mais do que construir algo de novo, percebemos, cada vez mais, que há uma grande necessidade de desconstruir tudo o que retira à espiritualidade um lugar naturalmente aceitável nas nossas vidas.
Há cerca de 1 ano, colocámos na nossa página de Facebook o seguinte post:
“É preciso percebermos que quando falamos de espiritualidade per si não estamos a falar de religião, de algo que se adquire, ou que se prega, ou que se faz de quando em vez.
É uma ilusão pensarmos dessa forma, pois a espiritualidade é uma parte de nós, daquilo que nos compõe.
Ninguém SE TORNA espiritual… Todos SOMOS espirituais, logo à partida – todos temos um espírito, chacras, mediunidade e toda uma mesma composição energética.
Fugirmos disso ou fingirmos que não vemos ou que não acreditamos não muda nada – continuamos a ser constituídos da mesma forma, tal como continuamos a ter o mesmo nariz, mesmo que gostássemos de poder fingir que ele não está lá.
A grande diferença entre o caminho de uma qualquer religião ou crença e um caminho alinhado com a nossa espiritualidade é que, enquanto que o caminho religioso é uma escolha que depende inteiramente do que cada pessoa pretende para si, o caminho em que despertamos para a consciência da nossa espiritualidade proporciona-nos um conhecimento equivalente ao sabermos o que fazer com a nossa visão, audição, olfacto, paladar e tacto.”
E é tão somente isto. Isto, que cada vez é mais claro e firme para nós.
Se sente o apelo de procurar mais sobre si, mais sobre a vida, mais sobre quem é, mais do que o que a superfície mostra – então busque. Mas, o que sugerimos, é que busque a simplicidade. Antes de escolher religiões e formatos para compreender a sua espiritualidade, busque apenas a base. Procure conhecimento prático – o que é a sua estrutura energética, os seus chacras, a sua mediunidade… E, perante religiões e formatos use um filtro interno, pense com a sua cabeça, sinta com o seu coração. Não se deixe levar por fanatismos ou endeusamentos – questione e não permita que lhe sejam impostas regras ou doutrinas. Fuja de grandes teatros, dramas e discursos com base na desgraça. O pólo negativo existe, mas, também carece de alivio e desmistificação – chega de se usar o medo para dominar as pessoas. Procure a sensatez e o discernimento.
Com simplificar damos um exemplo base – os seres que nos guiam do outro lado do véu são formas de energia e adoptam o formato que mais nos fizer sentido, mediante a nossa História, crenças e estrutura interna. Significa isto que se para si fizer mais sentido sentir-se guiado/a por um Arcanjo, por outra pessoa pode fazer-lhe mais sentido sentir-se guiado/a por um Animal de Poder e outra pessoa pode ainda incluir ambos nas suas preces. E tudo está bem. Onde há luz e amor, há verdade e caminho. E cada um/uma é livre de escolher o que mais faz sentido para si.
É certo que este assunto é vasto e que um só texto não diz tudo, mas queremos apenas deixar uma mensagem simples – siga, sim, o apelo interno que o/a leva a procurar mais sobre si. Esse apelo existe porque há, de facto, mais a descobrir. Um Universo de coisas. 🙂 Mas sinta SEMPRE com o seu coração se o que ouve, lê e/ou vê lhe faz REALMENTE sentido. E se realmente está a ser uma via para o/a ajudar a encontrar a sua essência, o seu equilíbrio, a sua individualidade, o amor e o respeito por si mesmo/a, pelos outros/as e pela VIDA, toda a vida, todas as formas de vida.
Boa caminhada a todos/as.
Abraçando-vos,
© Semeando
O conteúdo escrito pelo Semeando pode ser partilhado desde que seja referenciada a fonte. Gratidão.
Imagem de Alex Grey

