. 4 DE OUROS .
Queridas Pessoas,
Começámos Março a pedir limpeza emocional, libertação do passado, das velhas dores e mágoas e dos padrões repetitivos e negativos que nos bloqueiam e transformam em pessoas permanentemente tristes, fechadas e angustiadas.
E se há bagagens emocionais e mentais que facilmente libertamos, outras tornam-se quase num vício. Servem-nos de desculpa para tudo aquilo que não queremos mudar e de justificação para os nossos comportamentos e atitudes. Fecham-nos numa caixa – a caixa mental que nos cega e que nos leva a ver a vida de forma pequenina e superficial. A caixa que não nos permite pensar mais além, ver mais além, procurar mais além.
A caixa que é urgente que partamos para conseguirmos dar um salto de consciência e avançar em frente com o nosso propósito e caminho – e é isto que nos pede o 4 de Ouros para esta Segunda Quinzena.
Observemos os nossos comportamentos. Vamos entrar em Lua Cheia no dia 23 e a intensidade do momento far-se-à sentir. Que situações acontecem sistematicamente nas nossas vidas? Qual é a nossa atitude face ás mesmas? Ao quê que nos agarramos com unhas e dentes para marcarmos a mesma posição do costume, dar a mesma opinião do costume, ter a mesma postura do costume… Sendo que essa pode ser precisamente a postura que a nossa Alma nos anda a pedir que transformemos?
Onde está a nossa caixa? Aquela que não nos permite ver mais além?
Quanto é que ainda temos que ter razão em tudo? Quanto é que ainda temos que saber mais do que os outros? Quanto é que ainda somos tão egoístas que não conseguimos ver além do nosso próprio umbigo? De quanto mais é que ainda precisamos para percebermos que a vida grita por mais? Mais do que o fútil e o superficial? Mais do que as certezas absolutas que achamos que já temos?
Esta é a mesma caixa que nos gera medo. Medo de perder. Medo da escassez. Medo de sermos rejeitados/as, humilhados/as, abandonados/as. Medo de não correspondermos ás expectativas (maioritariamente irrealistas) do mundo que nos rodeia. São as nossas próprias crenças que nos dominam através do medo, porque nos levam a acreditar que fora delas estamos vulneráveis e desprotegidos/as. E essa é uma grande mentira, uma confortável mentira, que nos é pregada pelo nosso próprio ego, para nos manter em todas estas preguiçosas zonas de conforto e alimentada pela matriz de controle, que nos quer bem distraídos/as das realidades que estão lá… Fora da caixa.
Os tempos pedem despertar. Urgentemente. Mas despertar não significa que temos que seguir este ou aquele, isto ou aquilo… Significa que é urgente desconstruir todas as caixas que nos impedem de percebermos quem somos e o que de mais existe à nossa volta. Porque isso é recuperar o comando de nós mesmos/as. E isso, consequentemente, é começar a mudar o mundo.
O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.
Imagem de Johanna Samna

