. 8 DE ESPADAS .
Queridas Pessoas,
Chega-nos o 8 de Espadas como energia para esta Primeira Quinzena de Fevereiro. O 8 de Espadas que já nos foi dado em Outubro de 2015, na Segunda Quinzena. É interessante reler a informação dessa carta, pois fala muito sobre o medo em si e ajuda a fazer a ponte com o que vai ser passado aqui hoje (ver aqui: https://semeando11.wordpress.com/2015/10/17/carta-da-segunda-quinzena-de-outubro-2015/).
Para este nosso início de Fevereiro, o 8 de Espadas vem falar-nos do medo de agir. Depois de um Janeiro atribulado, marcado pelas várias emoções e situações que foram vivenciadas por nós de forma mais intensa, mostrando-nos o que pede, urgentemente, mudança em nós e nas nossas vidas, Fevereiro chega como uma espécie de lufada de ar fresco com a energia de Aquário a apelar à criatividade e boa disposição. E se por um lado renova-se a força de vontade de avançar em frente com os nossos objectivos, por outro parece que os bloqueios teimam em aparecer.
E porquê, novamente? Porque está na altura de percebermos que medos se levantam em nós na hora de agir. Que medos existem em nós que castram a nossa criatividade e nos bloqueiam no momento em que devíamos levantar-nos e dar um passo em frente. O quê que nos trava? Que medo se impõe acima da vontade de fazer?
Além dos nossos medos individuais, é importante observarmos um pouco um dos grandes medos que assola a Humanidade em geral – o medo da responsabilidade. Não das responsabilidades do dia-a-dia e da vida comum, mas da responsabilidade de escolher, conscientemente, o caminho a seguir. A responsabilidade de se assumir a vontade, o querer, a individualidade que nos caracteriza. A responsabilidade de tomarmos as nossas próprias decisões e de sermos totalmente responsáveis pelas consequências que daí advirão. Esse é um dos maiores medos que ainda nos oprime a (quase) todos/as. Estamos viciados/as em “ir atrás de” – fazer porque os pais fizeram, porque os avós já faziam, porque os amigos disseram, porque a sociedade aceita e, a mais comum de todas, “porque é o normal”. Continuamos a ser marionetas na vida porque temos medo. Medo de sair fora da zona de conforto que nos oferece mil justificações para os nossos erros e más escolhas. Medo de arriscar a entrar nesse sítio desconhecido que é o de fazermos o que a nossa Alma nos pede – esse pedaço de nós esquecido, diminuído e até ridicularizado (por muitos) ao longo dos tempos.
Sim, esse é um dos nossos maiores medos. Mas enfrentá-lo, é, também, uma das nossas maiores conquistas. E qualquer que seja o desafio que daí advêm, uma coisa é certa – estarmos ao comando de nós mesmos/as é a chave que abre as portas da verdadeira liberdade de Ser.
De coração,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz
O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.
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