. 9 DE ESPADAS .
Queridas Pessoas,
Dezembro entrou hoje com um belo dia de Inverno e, com ele, chega-nos o 9 de Espadas como energia para a sua Primeira Quinzena.
Estamos na recta final do ciclo de 2015. Entramos no mês das celebrações, das festas, das reuniões. Entramos no mês da ponderação, da reflexão e dos balanços. Um mês que deveria de ser, por excelência, aquele em que concluímos processos, respiramos fundo, ponderamos conquistas e fracassos e percebemos quais os passos a dar no início do novo ciclo, tornou-se num mês de sufoco e angústia.
E porquê? Porque o foco, que normalmente, já por si, é no que não queremos e não conseguimos e não gostamos, acentua ainda mais neste sentido. As prendas que achamos que não vamos conseguir comprar porque não temos dinheiro; as metas que achamos que não vamos conseguir cumprir porque estamos no final do ano; os problemas familiares que se esquecem durante o ano mas que nesta época, sob a perspectiva de que não vamos conseguir reunir todos, voltam ao de cima e nos invadem de sentimentos densos e tristes; ou que, sob a perspectiva de termos que “aturar” esta ou aquela pessoa, se tornam numa gigantesca dor de cabeça; os problemas do mundo, que existem todos os dias, mas que nesta época parecem adquirir uma dimensão multiplicada por 100 e que nos invadem em mais tristeza e melancolia…
E de repente, o mês que havia de ser para se saborear a celebração por cada passo dado, por cada aprendizagem feita, por cada momento do ano que chega ao fim, torna-se no mês que muitos/as de nós desejam que passe o mais depressa possível, porque os sentimentos negativos esmagam qualquer vontade de festejar ou viver magias e felicidades.
Como é que chegámos a este ponto? Como é que nos deixámos chegar aqui? Como é que continuamos a deixar que os factores externos nos manipulem desta forma? Como é que continuamos a passar ao lado do brilho das árvores, do branco do dia, dos pássaros de Inverno, do pôr-do-sol dourado que nos abençoa a meio da tarde, da chávena de chá quentinha, da manta que nos conforta, do filme que sabe mil vezes melhor ser visto num sofá de Inverno, da sopa de legumes, das luzes de Natal, das bolas e das cores, do cheiro a lenha, do cheiro a bolos acabados de fazer e de poder, ao menos por uma vez no ano, acreditar que a Magia existe e que está por todo o lado…?
Aprendamos, sim, com cada sentimento que surge. Aprendamos com os sufocos e as angústias que se levantam face à perspectiva da chegada de Dezembro. Isso ajudar-nos-à, mais uma vez, a conhecermos mais sobre nós mesmos/as, o que nos move, o que nos atormenta… Mas mantenhamos o foco. O foco é o que nós quisermos que seja. O foco é o que nós nos esforçamos por manter. O foco é de nosso inteiro poder e comando, se assim o desejarmos.
Dezembro é o que nós quisermos que seja. O poder de actuação, escolha e decisão continua a ser nosso. Por isso, se continuarmos a agir com o coração, em alinhamento com a nossa Verdade, podemos, tranquilamente, usufruir de tudo o que Dezembro, por si só e sem manipulações externas, tem para nos oferecer. E ensinar.
Abraçando todos/as,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz
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