Carta da Segunda Quinzena de Novembro (2015)

. 4 DE PAUS .

4 de Paus

Queridas Pessoas,

Chega-nos o 4 de Paus como energia para a Segunda Quinzena de Novembro, o que não deixa de ser interessante, sendo esta uma energia de alegria e festividade e estando nós a viver momentos tão densos ao nível do consciente colectivo.

Estamos a viver momentos conturbados, sim. O Mundo lá fora entra pelas nossas casas com acontecimentos perturbadores e os nossos corações agitam-se em pesar, revolta, solidariedade… E medo. E é com isto que devemos ter muita atenção – a energia do medo está simultaneamente a ganhar terreno em nós e o medo é um fogo difícil de apagar, o que pode dar origem a muitos estragos.

Entrarmos na Lua Nova em Escorpião significa que as nossas maiores sombras saltam à vista. Elas ganham espaço e manifestam-se para que possamos perceber quem são elas, como reagem, como se manifestam. Transformamos as sombras quando as encaramos de frente. Aumentamos a luz quando transformamos as sombras. É um ciclo.

Então neste Novembro o Mundo mostra-nos que ainda há muito a fazer. O Mundo mostra-nos que ainda há muito caminho a trilhar. E o Mundo, o Mundo da Humanidade, tenta, simultaneamente, dissuadir-nos, através do medo, a continuarmos a trilhar esse caminho.

É aqui que entra o 4 de Paus – uma boa forma de combatermos isto é contrariando o crescimento desta energia nos nossos corações. E isto não significa que vos estamos a dizer que há que ignorar o que se passa lá fora. Nem pensar. O Mundo lá fora é o nosso Mundo, também. Não passemos ao lado dele. Mas entendamos que a maior dádiva que podemos dar-lhe é mantermos o foco e o discernimento. O que se passa lá fora deve ser bem observado por nós e ajudar-nos a perceber a realidade em que estamos inseridos/as. O que sugerimos é que seja feito um esforço interno em cada um/uma de nós para que, ao invés de se criar medo e revolta, que se crie ainda mais motivação para continuarmos a trilhar o caminho que trilhamos na direcção do Novo que pretendemos construir. Que isto sirva para alimentar os nossos motores e nos empurrar em frente. Que isto sirva para nos incentivar a não parar, a não desistir, a não esmorecer.

Que isto nos ajude a perceber o quão importante é o nosso trabalho individual, o que vamos fazendo perto de nós, o que vamos construindo, ainda que pareça tão pouco ao lado do que nos entra pela televisão. Não, não é pouco. É a nossa parte. O nosso papel. É a nossa responsabilidade. Que a cumpramos, com mais garra ainda, ao percebermos que a Terra precisa disso. Urgentemente.

É a ocuparmos o nosso “pequeno” lugar que faremos a nossa “pequena diferença”. E quantas mais “pequenas diferenças” se forem juntando, maior essa diferença vai ficando. Antes um passo pequeno, assente numa estrutura de verdade e clareza, do que dois passos aparentemente gigantes, assentes em ilusão e ego.

E a coragem para alquimizarmos o medo em motivação é digna de ser celebrada. Honremo-la. Honremo-nos. E prossigamos em frente.

Abraçando todos/as,
© Johanna Samna in Semeando, com orientação e guia da sua Equipa de Luz

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