Quantas vezes guarda o que pensa e o que sente só para si?
Muitas, certamente. Sugerimos que questione o porquê. Porquê que guarda o que pensa. Porquê que guarda o que sente. Existirão, certamente, razões só suas, ou razões que de facto levam a crer que o silêncio, nalguns casos, é a melhor resposta.
No entanto, em muitos outros casos, analise se o que o/a leva a guardar o que pensa ou sente são razões do ego. Como por exemplo: medo do que a pessoa vai pensar, medo de que a pessoa deixe de gostar de si, medo de ter uma opinião contrária, medo de ser excluído/a ou rejeitado/a, medo do impacto, medo das consequências, medo. Se não fala por medo, é altura de começar a falar.
E “porque sim” não é a razão pela qual deve falar. Por si. Pela sua saúde. Física, mental e emocional. Guardarmos o que pensamos ou sentimos cria uma bola na nossa garganta, a nível energético. Essa bola, com o tempo e o acumular de coisas por dizer, começa a obstruir os campos energéticos mais subtis, até chegar ao Bioplasmático – campo energético exactamente a seguir ao físico. Quando chega aí, rapidamente começa a manifestar-se no físico e chegam as tosses, as infecções e dores de garganta, as falhas na voz (ficar-se afónico/a, por exemplo), entre outros sintomas.
E como nada é por acaso, porque é que é nestas alturas, com a chegada dos frios, ventos e chuvas, que mais se desenvolvem estes sintomas?
Porque o Outono traz a sabedoria da libertação, de aprendermos a deixar ir o que já não nos serve. E isto aplica-se a tudo, incluindo, ao que temos engasgado dentro de nós. É altura de falar. De dizer o que se tem guardado à muito tempo. De dizer o que realmente se sente. Em verdade e honestidade. E isto não significa que desatamos a dizer tudo sem medir o que sai ou como sai. Não. Claro que há que respeitar o outro e o seu espaço. Claro que há, como em tudo, a necessidade de encontrar o meio termo. E o meio termos encontramos quando percebemos que, o que queremos dizer, é o que vem do coração. Se vem do coração, falemos. Se corresponde à nossa verdade, ao nosso sentir, ao nosso querer, falemos. Sejamos verdadeiros/as. Chega de adornar verdades por medo. O medo não é o caminho. A verdade é. Expresse-a. Deixe-a sair. É mais do que hora.
Abraçando todos/as,
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