(Re)Conecte-se com a Lua!

lua

É sabido que a Lua influencia as marés e os ciclos de plantações e colheitas. Porque não influenciaria o nosso corpo e a nossa vida, também?

A resposta a esta pergunta, que hoje em dia é dada mediante as crenças de cada pessoa, seria, para os nossos antepassados, uma resposta perfeitamente natural: “Sim, claro que influencia.”

Acreditarmos na nossa conexão com a Lua ou com qualquer outro elemento do Planeta Terra não é uma questão de crença religiosa ou espiritual, é uma questão de conhecimento do nosso relacionamento com o Planeta em que vivemos. Na verdade, no nosso subconsciente, esta informação existe e é verbalizada por nós várias vezes, por exemplo, quando partimos um osso e sabemos que, dali em diante, quando o tempo mudar, aquela zona vai doer. Ou quando sabemos que, a forma como o dia amanhece, vai influenciar, de alguma forma, o nosso estado de espírito. Nós sabemos disto. Naturalmente. E da mesma forma natural, existem outras influências que mexem connosco mas que, ao longo dos tempos, têm sido esquecidas.

A conexão com a Lua é uma delas. A conexão física e emocional. Assim como a Lua rege os ciclos das marés e das plantações e colheitas, também rege os nossos próprios ciclos pessoais. O ciclo lunar representa as 4 principais fases da vida: Nascimento (Lua Nova), Jovem (Quarto Crescente), Adulta/o (Lua Cheia) e Anciã/ão (Quarto Minguante). Este ciclo mensal pode ser aproveitado conscientemente para nós e para as nossas vidas – aproveitemos a Lua Nova para iniciarmos projectos, ideias, coisas novas; o Quarto Crescente para aprofundarmos, estudarmos, aprimorarmos e fazermos crescer algo; a Lua Cheia para explorarmos o auge das situações e o Quarto Minguante para nos libertamos do passado e das coisas velhas que já não mais nos fazem sentido.

Também ao nível do nosso dia-a-dia e processos pessoais, a conexão consciente com o ciclo lunar pode ser muito útil para a compreensão de nós mesmos/as e do que estamos a manifestar nas nossas vidas, pois o que quer que iniciemos na Lua Nova começa, durante o Quarto Crescente, a apresentar os primeiros frutos ou os primeiros obstáculos, dependendo de estarmos a dar um avanço positivo ou negativo à situação. Durante a Lua Cheia, o que quer que esteja a ser emanado/alimentado/construído entra no auge da sua manifestação, o que nos permite perceber que tipo de energia estamos a criar. E mediante este trabalho de reconhecimento e transformação, o Quarto Minguante traz um amainar das situações para que nos seja possível libertar/reciclar/deixar ir o que for necessário, para que então, na Lua Nova seguinte, possamos dar inicio a algo novo.

Não é maravilhoso? 🙂

E aqui estamos apenas a resumir, de forma sucinta, o que a conexão consciente com a Lua nos pode trazer, pois existe muita mais informação por aí sobre este assunto e nós aconselhamos vivamente a procura e pesquisa da mesma. Fará, certamente, cada vez mais sentido.

Para as Mulheres, esta conexão assume uma profundidade ainda maior e mais urgente, pois o ciclo menstrual está intrinsecamente ligado ao ciclo lunar e, tornar essa ligação consciente, permite à Mulher o reconectar com as suas raízes mais profundas. E, mais uma vez, isto não é coisa de religiões ou de bruxarias. Isto é coisa de Mulher. De pessoas. Da vida. Faz parte. Naturalmente parte.

Para os Homens também é importante. Muito. Por todos os motivos que falámos acima. A Lua representa o aspecto feminino, sim, tal com o Sol representa o aspecto masculino. Mas cada pessoa, independentemente do seu sexo, é composta por energia feminina e masculina. É a base da nossa composição e dualidade. E ambos os aspectos são igualmente importantes e fundamentais de serem reconhecidos e integrados nas nossas vidas e consciências. Tal como o Sol e a Lua são igualmente importantes para a vida na Terra.

Esta dissociação dos elementos da Terra que actualmente atravessamos é semelhante a um embrião dissociado do ventre. Estamos desconectados/as da Fonte da criação e isso gera um vazio interno enorme, que não poderá ser preenchido por nada a ser por aquilo que realmente nos faz falta – a integração das nossas partes divididas pelos tempos.

Abraçando todos/as,
© Semeando

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Imagem do site wallpaperswa.com

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