. 5 DE OUROS .
Queridas Pessoas,
Iniciamos Setembro com uma carta que saiu à bem pouco tempo (em Junho), por isso talvez seja importante relermos o conteúdo dessa mensagem, pois fala de um tema – a nossa vítima – que é sempre actual. Clique AQUI para a ler.
Embora esse foco no tema da vítima seja importante, hoje os Arcanos do Tarot focam um outro aspecto desta carta: a escassez. O medo que a maioria de nós tem da escassez.
Falamos da escassez monetária. E esta é uma boa altura para pararmos um pouco e analisarmos a nossa relação com a energia do dinheiro. Como vemos a energia do dinheiro na nossa vida? Como algo que queremos obter? Ou como algo que não temos e que temos sempre medo que nos falte? Como algo que gostamos? Ou como algo terrível que temos que ganhar para sobreviver?
A energia do dinheiro é uma energia como outra qualquer e, no seu estado inicial, foi criada para servir como energia una de troca entre todos. Com o passar do tempo, a ganância e a sede de poder foram tornando o dinheiro o “vilão” da História, levando-nos a crer que a culpa é toda “dele” e que é por causa “dele” que o mundo “está como está” e que as desgraças acontecem e que temos tantas dores de cabeça… “O dinheiro é um problema!” – é um pensamento bastante comum no consciente colectivo actual…
Agora reparemos: se “o dinheiro é um problema” e se “o dinheiro é mau”, como queremos nós ter motivação para o atrairmos para a nossa vida? Nós precisamos dele, mas fazemos dele um problema. E ninguém quer, conscientemente, atrair um problema para a sua vida, certo?
Estão a perceber onde queremos chegar?
É urgente transformarmos a forma como vemos o dinheiro, pois, por norma, encaixamo-lo numa de duas caixas – ou é desejado por ganância e sede de poder, ou é odiado por ser colocado no centro de todos os problemas. E o dinheiro não é, por si só, nem uma coisa nem outra – o dinheiro é uma energia de troca. Apenas. Nós, humanos, é que lhe damos o uso e o fluxo que lhe quisermos dar.
Então, um bom ponto de partida para começarmos a transformar a nossa relação com o dinheiro, é alterando a perspectiva com que o vemos. É percebermos que a energia monetária é uma energia como outra qualquer, bela, sagrada, manifesta na Terra com um propósito – o de facilitar a energia de troca pelos nossos esforços, trabalhos, contributos, etc. E que por isto é também uma energia de amor, que permite a fluidez equilibrada entre o dar e o receber – equilíbrio fundamental à nossa estrutura terrena. Que podemos (e devemos!) gostar dele, que isso não faz de nós más pessoas, que o merecemos receber e que através dele obtemos outras coisas que necessitamos/queremos/gostamos – e que também essa é a nossa forma de retribuir por aquilo que nos é dado.
Claro que continuam a ser precisos os nossos passos de acção e a nossa produção de algo para o recebermos, mas, transformar a forma como o vemos e atribuir-lhe um significado positivo, vai certamente retirar-lhe a carga densa e bloqueadora que atrasa o seu fluir pelas nossas vidas.
Há que começarmos a descomplicar aquilo que, na verdade, por si só e na sua origem, não é complicado. E uma vez que entramos hoje em Quarto Decrescente e que estamos a preparar-nos para a Lua Nova a dia 13, preparemos o nosso interior para se libertar dos velhos padrões de pensamento que nos atrasam e bloqueiam, abrindo-nos a novas perspectivas e abrindo os nossos corações à entrada de toda a energia que merecemos receber.
Porque merecemos.
Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando
O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.
Imagem de Johanna Samna

