Carta da Segunda Quinzena de Agosto (2015)

. 7 DE ESPADAS .

7 de Espadas

Queridos/as,

Começámos Agosto com um pedido muito forte para que fossem, finalmente, assumidas as verdades escondidas e armadilhadas que existem dentro de cada um de nós. Agora, para esta Segunda Quinzena de Agosto, chega-nos o 7 de Espadas. O trabalho continua.

Entrámos, a 14 de Agosto, numa poderosa Lua Nova em Leão. Esta influência energética vem incentivar-nos a assumirmos o nosso poder pessoal, a permitirmo-nos brilhar sem medos nem vergonhas. Permitirmo-nos dar este passo é fundamental para a nossa realização pessoal e para a manifestação dos nossos propósitos, mas, como em tudo, é necessário manter presente o discernimento, pois um poder pessoal desvirtuado facilmente resvala em arrogância, mania da superioridade e mau uso da energia de autoridade.

Uma das formas mais subtis disto acontecer é através das certezas absolutas de que nós é que sabemos o que é melhor para os outros. Do alto da arrogância de pensarmos que os outros devem ouvir-nos e seguir-nos sem se questionarem, começamos a assumir responsabilidades que não nos pertencem e a colocar algemas na livre vontade dos outros. Isto interliga-se com a energia caprichosa e pretensiosa típica de um leão desvirtuado. A vaidade insuflada (e muitas vezes camuflada) que se manifesta na necessidade de se ser o centro das atenções e o centro da razão. Nada disto tem um bom desfecho, pois começa-se a acumular uma bagagem pesada que, a seu tempo, faz estragos. Energéticos, mentais, emocionais e até físicos.

A influência de Leão é uma influência muito forte, aliada aos raios de Sol que nos contemplam nesta fase do ano e que potenciam ainda mais a energia do Brilho Interno. É um bom momento para tomarmos decisões, para assumirmos quem somos e o que desejamos fazer. É um bom momento para firmarmos o nosso lugar nesta Terra e assumirmos a verdade que nos move.

Mas, como fruto da dualidade em que vivemos, continuam a existir sempre os dois lados da mesma moeda. E o discernimento, nesta fase, é fundamental. Aproveitemos também para percebermos onde estão as feridas do nosso poder pessoal (algumas seculares!), para que as possamos curar e transformar. Os tempos pedem a libertação das velhas bagagens que não mais nos servem ao Caminho e isso, só por si, já nos dá imenso trabalho e é perfeitamente natural que ainda não as tenhamos libertado todas. Mas, pelo menos, tentemos não acumular mais peso. Pelo menos, tentemos não perpetuar a parte desvirtuada da moeda.

Brilhemos, sim. Com responsabilidade.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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