Carta da Segunda Quinzena de Maio (2015)

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Queridos/as,

Estamos a atravessar já em pleno esta Segunda Quinzena de Maio e os Arcanos do Tarot enviam-nos agora o 9 de Espadas, indicando que haverá uma forte necessidade de nos mantermos atentos/as ás tempestades internas (e/ou externas) que poderão surgir nos próximos dias – principalmente as dramáticas!

Saímos de um poderoso ciclo onde muitos/as de nós tomaram consciência do que realmente querem materializar nas suas vidas. Provavelmente, esses/essas mesmos/as muitos/as de nós encontraram também muitos obstáculos, discussões, dramas, conflitos e entraves para alcançar essas mesmas coisas. E provavelmente, a maioria desses/dessas muitos/as está ainda no caminho dessas mesmas materializações, lidando de frente com todas as contrariedades.

Posto isto, há duas coisas fundamentais a serem percebidas por todos/as nós – todos/as nós que estamos num caminho de alcance e conquista dos nossos objectivos. Primeiro: nós temos uma tendência nata para aumentar a proporção dos dramas e das coisas negativas. Segundo: por vezes não podemos mudar o que está a acontecer, mas podemos mudar a nossa perspectiva e actuação face a isso.

É muito fácil mergulharmos num gigante drama interno onde todas as contrariedades nos retiram o foco, a energia e a fé. Onde ficamos depressivos/as, tristes e a negativar as chances de conseguirmos sair vitoriosos/as das nossas caminhadas. É muito fácil isto acontecer porque o nosso ego está viciado em milénios disto. Milénios em que a Raça Humana se especializou em alimentar o sofrimento, o sacrifício, a dor e a martirização. Nós estamos viciados nesta perspectiva e precisamos, urgentemente, de criar uma outra, mais forte, mais ampla, mais útil para nos encorajar e levar em frente.

É claro que existem coisas difíceis a ocorrerem nas nossas vidas e fingirmos que não as vemos não as faz desaparecer. Encarar e enfrentar de frente os medos, obstáculos e mágoas é meio caminho andado para as ultrapassar. Mas lembremo-nos que existe uma tendência nata para lá ficarmos a marinar o máximo de tempo que conseguirmos e essa tendência deve ser contrariada, pois a sua única finalidade é drenar-nos e atrasar-nos.

Quando a visão dramática e desesperada nos assaltar é quando mais precisamos de respirar fundo e mudar de perspectiva. Desabafar com alguém de confiança e pedir ajuda também faz parte. Há coisas que não conseguimos enfrentar sozinhos/as e não há vergonha nenhuma em assumir isso. Como se costuma dizer – ninguém é de ferro. Todos/as sangramos.

Mas é importante percebermos que o grande salto que ultrapassa os obstáculos do nosso caminho é dado por nós e somente por nós. As ajudas existem, estão lá. Mas o impulso necessário para darmos os saltos que necessitamos vem de dentro. De dentro de nós mesmos/as. E muitos deles são verdadeiros saltos de fé.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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