Carta da Primeira Quinzena de Abril (2015)

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Queridos/as,

Entrámos em Abril em grande, com o Eclipse Lunar que trouxe, mais uma vez, fortes abanões ás nossas estruturas.

É interessante percebermos que todo o percurso que temos vindo a fazer desde Janeiro é de intensa introspecção, sendo-nos pedido incessantemente que busquemos a Verdade dos nossos corações e que aprendamos a olhar com honestidade para quem somos, o que fazemos e o que nos move.

Agora, em pleno fogo de Abril, os Arcanos do Tarot enviam-nos o 2 de Copas como energia para a Primeira Quinzena – vamos olhar para os nossos relacionamentos.

Podemos dividir isto em duas etapas fundamentais:

– Em primeiro lugar, comecemos por compreender que a primeira grande parceria que devemos construir e trabalhar diariamente é a parceria connosco mesmos/as. Primordialmente e acima de tudo, nós é que devemos ser os/as nossos/as melhores amigos/as. Há um relacionamento interno, connosco mesmos/as, que devemos ir estabelecendo à medida que vamos olhando para dentro, conhecendo quem somos, aceitando o que encontramos, respeitando o que precisa de ser respeitado e transformando o que precisa de ser transformado. Cabe a cada um/uma de nós auto-conhecer-se e nutrir este relacionamento consigo mesmo/a, pois é esse relacionamento que trará todas as respostas que necessitamos, todo o conforto, toda a segurança e todas as chaves para as missões que cada um traz consigo.

– Em segundo lugar e em complemento disto, temos todas as nossas parcerias externas. Há muito a aprendermos sobre os nossos relacionamentos com os outros, até porque cada parceria nos traz aprendizagens diferentes. No entanto, existe uma importante tomada de consciência que é aplicável a todos e que serve como bom ponto de partida – os nossos relacionamentos, sejam de que índole forem (amorosos, familiares, de amizade, profissionais, etc.), estão nas nossas vidas para nos COMPLEMENTAR e não para nos COMPLETAR.

É muito importante percebermos esta diferença, pois é um erro que continuamos a cometer, o de colocarmos nos outros a responsabilidade de completarem o que nos falta. De completarem as nossas falhas, de justificarem os nossos erros e de corresponderem ás expectativas que neles colocamos, que são as nossas expectativas, as que deveríamos colocar em nós mesmos/as. E não nos outros.

Há uma constante pressão emocional que colocamos uns nos outros, na ânsia de colmatar o vazio que não pode ser colmatado por ninguém, a não ser por nós mesmos. É por isto que é FUNDAMENTAL nutrirmos o relacionamento connosco mesmos/as, em primeiro lugar. Para depois, então, podermos olhar para os relacionamentos com os outros com uma visão de complementaridade, compreendendo qual o papel de cada um nas nossas vidas, que aprendizagem nos traz, que espelhos nos mostra, que desafios nos ajuda a superar.

Os outros são complementos à nossa existência e neles estão espelhadas as nossas maiores aprendizagens. Ao invés de estarmos sempre no papel da vítima e de dedo esticado em crítica e julgamento, será muito mais útil percebermos qual o espelho que cada pessoa nos mostra. Qual a aprendizagem que cada relacionamento nos proporciona e qual a lição que cada conversa, discussão e momento nos traz.

Os auto-questionamentos não são fáceis: porque determinada pessoa me irrita? O que espelha sobre mim mesmo/a? O quê que determinada situação que me magoa com esta pessoa me está a ensinar sobre mim mesmo/a? Será que faço o mesmo a outros? Porque permito que me magoem? Porque alimento o conflito? Sou honesto/a com determinada pessoa? Sou isento/a nas minhas emoções com determinada pessoa? Qual o grau de manipulação emocional nos meus relacionamentos? Deles comigo e de mim para eles?

Estas e outras respostas não são fáceis de encarar… Mas os tempos pedem VERDADE. E só a Verdade pode trazer cura, transformação e, consequentemente, o carácter saudável e pacífico que tanto almejamos que exista nos nossos relacionamentos. Internos e externos.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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