Carta da Segunda Quinzena de Fevereiro (2015)

7 de Copas

Queridos/as,

Creio que é interessante, antes de mais, relermos a Carta da Primeira Quinzena de Fevereiro, que nos chamou a atenção para verificarmos as verdadeiras intenções que nos levam a mover-nos nas direcções em que estamos a avançar.

E dou-vos esta sugestão porque, para a Segunda Quinzena de Fevereiro, os Arcanos do Tarot enviam-nos o 7 de Copas – carta que nos pede/ensina a termos muito cuidado com as ilusões que construímos e que nos rodeiam.

Fevereiro é um mês interessante, recheado de energia criativa e impulsos de movimento. É também um mês de festividades eufóricas, como o Dia dos Namorados e o Carnaval. É um mês onde o foco pode ter tendência a ficar disperso, pois as distracções são muitas – e há que termos atenção a isto.

Claro que devemos festejar, celebrar e ter momentos de alegria e lazer. Mas este não é, de todo, o momento para baixarmos a guarda e esquecermo-nos da consciência que é necessária em todos os momentos. A distracção proporcionada pela euforia pode levar-nos facilmente à envolvência nos véus da ilusão – seja nos mesmos, seja em novos. E nós não queremos isso, pois não?

Amanhã (Quarta-Feira, 18 de Fevereiro), entramos no ciclo da Lua Nova em Peixes e convém reflectirmos um pouco sobre isto – que ilusões continuamos a alimentar nas nossas vidas?

Este ciclo tornar-se favorável no sentido em que dá continuidade à energia de criatividade para continuarmos a avançar com a materialização dos nossos sonhos, objectivos e quereres. No entanto, a profundidade emocional que rege este ciclo lunar poderá deixar-nos vulneráveis, sendo por isso importante que tenhamos a consciência esclarecida e atenta relativamente ás ilusões que facilmente poderemos alimentar e/ou construir.

Noções irreais a nível sentimental, ou expectativas construídas em excesso sobre determinadas situações, poderão conduzir-nos à desilusão e frustração de que, afinal, o que parecia ser, não o é. E tal como é importante detectarmos e percebermos quais são as ilusões externas que nos estão a deturpar a consciência, é igualmente importante percebermos que, em muitos casos, somos nós mesmos/as que construímos ilusões para que possamos permanecer nas zonas de conforto que, mesmo que saibamos que não nos são mais favoráveis, requerem um imenso esforço para delas sairmos.

Se é importante permitirmos que o imaginário se abra? Sim. Se é importante permitirmo-nos sonhar com o que desejamos e lutarmos por isso? Claro que sim. Mas cuidado com as ilusões. Quanto mais andarmos com a cabeça no ar, mais convém que mantenhamos os pés na Terra.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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