Carta da Primeira Quinzena de Novembro (2014)

7 de Paus

Queridos/as,

É provável que muitos/as de nós se tenham sentido, nos últimos dias, numa verdadeira roda viva de emoções.

Estes são os efeitos da Lua Nova em Escorpião que entrou a 23 de Outubro nas nossas vidas, levando-nos fundo nas nossas emoções, trazendo á superfície todos os reboliços que nos fazem andar aos trambolhões dentro de nós mesmos/as e que, com isso, nos inibem de caminharmos em frente.

Os Arcanos do Tarot trazem-nos, para a energia desta Primeira Quinzena de Novembro, o 7 de Paus, o que vem ainda mais reforçar este processo – pedem-nos que lidemos a fundo com os nossos obstáculos internos.

Isto significa que as velhas dores, as mágoas e medos guardados e os padrões emocionais bloqueadores saltam agora em força, fazendo-se sentir e mostrar, para que possamos perceber o quê que nos tem impedido de avançar em frente.

Tal como temos referido em quase todas as mensagens, estes são cada vez mais tempos de Verdade. Acima de tudo, de Verdade. E todos os ciclos, de uma forma ou de outra, nos levam aqui, a este pedido. Constantemente. Por vezes sinto que cada carta me faz repetir as mesmas coisas de formas diferentes. E talvez seja mesmo isso que acontece porque a Verdade é a única chave que realmente nos liberta de todos os mecanismos que nos iludem e que não nos permitem vermos o que realmente precisamos de ver. Dentro de nós. Nos nossos corações.

Existem processos que têm sido arrastados á demasiado tempo. Existem dores e mágoas que têm sido alimentadas á demasiado tempo. Existem, sim, feridas que nos foram feitas que precisam de ser expressas e mostradas, para serem curadas. Mas também existem boicotes que nós fazemos a nós próprios/as a serem enfrentados e assumidos. Existe, sim, uma bagagem imensa emocional que todos carregamos que precisa de ser aberta, gritada, arejada e libertada. E que é composta pelo que nos fizeram e pelo que nos fazemos a nós mesmos/as.

É importante, muito mais do que parece, percebermos quando e como é que nós mesmos/as somos, muitas vezes, os nossos próprios obstáculos. Isto é duro e mexe connosco profundamente. Mas é assim que ganhamos espaço para sermos genuínos/as.

A energia que atravessamos é poderosa, intensa e forte. Leva-nos ao limite, desafia-nos ao máximo, puxa por nós insistentemente. Não para termos medo, mas para termos coragem de darmos “aquele” salto de fé que nos leva para a outra margem. “Aquela” margem onde está a verdade do que somos e do que queremos alcançar.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

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