Carta da Segunda Quinzena de Agosto (2014)

024

 Queridos/as,

Iniciámos este poderoso Agosto com uma forte energia de incentivo aliada ao urgente pedido para que, de uma vez por todas, assumíssemos a nossa vontade, o nosso querer, o nosso poder pessoal.

Temos atravessado fortes potenciais lunares ao longo dos últimos dias para nos impulsionar nessas tomadas de consciência e, para esta Segunda Quinzena de Agosto, os Arcanos do Tarot dão-nos o 5 de Espadas, o que significa que nos encontramos, muito provavelmente, num de dois lugares (ou nos dois!): ou numa luta feroz com o nosso brilho interno ou numa luta feroz com o impacto do nosso brilho interno no exterior.

Começamos pela segunda…
A partir do momento em que começamos a permitir que o nosso poder pessoal actue, começamos a tomar certas atitudes que são uma novidade para aqueles que nos rodeiam. Dizer “não” e “basta”, assumir a nossa verdade sem necessidades de aprovação e fazermos as escolhas que realmente queremos fazer, são atitudes absolutamente normais nesta mudança interna, mas geram, na maior parte das vezes, uma reacção negativa por parte daqueles que nos rodeiam. Mesmo por parte dos que nos são mais próximos.

Isto leva-nos muitas vezes a iniciarmos verdadeiras batalhas de necessidade de aprovação, onde nos justificamos e tentamos explicar a necessidade de mudança que internamente sentimos… Muitas vezes em vão. E é aqui que o 5 de Espadas nos vem ensinar a valiosa lição de que, por vezes, temos mesmo que perceber que já chega. Temos mesmo que perceber que os outros não vão compreender ou aceitar a nossa mudança e continuarão a agir do lugar da vítima, fazendo-nos sentir mal e egoístas através das suas manobras de manipulação emocional e psicológica.

E é aqui que, para nossa própria defesa e para não voltarmos a permitir que a linha que marca o nosso território pessoal seja pisada, teremos que aprender que há batalhas que não vamos ganhar – porque não depende só de nós. E está tudo bem. É uma aprendizagem dura, mas é mais uma aprendizagem.

Outros/as de nós poderão estar a atravessar uma feroz luta consigo mesmos/as, sentindo o rugido interno a latejar ansiosamente por ser ouvido e continuando a silenciá-lo e a fazer de conta que não está lá… No entanto, tal como foi passado na Carta da Primeira Quinzena de Agosto, continuarmos a querer cegar o que já não pode ser cegado levar-nos-á a profundas sensações de exaustão e sufoco que nos levarão, muito provavelmente, a fortes explosões de raiva, ira e agressividade.

E isto, queridos/as, é o nosso Coração a querer fazer-se ouvir. Desesperadamente. Por isso, mais uma vez, o 5 de Espadas pede-nos: “Pára de resistir. Baixa as armas egóicas que não te permitem veres a Verdade que o teu Coração te pede”.

Chega de lutarmos contra nós próprios/as. A exaustão dessa luta levar-nos-á a uma acusação desenfreada aos que nos rodeiam, culpando tudo e todos pelo nosso profundo mau-estar… Quando o pior inimigo que estamos a enfrentar é interno – somos nós mesmos/as e a nossa teima em não querer ver.

E aqui a pergunta é: “Porque não me permito libertar deste sufoco? O que me prende? O que me silencia? O que não quero ver?”

Respirem fundo e pensem nisto.
O Caminho não acabou, nunca acaba. E o Universo só nos envia desafios que a nossa Alma sabe que podem ser superados e isto significa que tudo tem uma solução, sim. Mesmo que essa solução passe por aprendermos a perder batalhas e a deixar ir o que não pode (nem deve) ser controlado.

Repetindo:
É tempo de partirmos a caixa e rugirmos ao mundo. É tempo de nos sentirmos vivos.

Abraçando todos,
© Johanna Samna in Semeando

O conteúdo escrito por Johanna Samna pode ser partilhado desde que seja referenciada a autora. Gratidão.

Imagem de Johanna Samna